História Ressoar - Capítulo 4


Escrita por:

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags J-suga, Jungyoon, Seokyoon, Sobi, Sope, Sugahope, Taehyung!baby, Universoabo, Yoonseok
Visualizações 184
Palavras 2.044
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Lemon, LGBT, Literatura Feminina, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 4 - Não acredite em tudo que dizem


Fanfic / Fanfiction Ressoar - Capítulo 4 - Não acredite em tudo que dizem

 Era um dia qualquer para todos os que caminhavam por aquelas terras, mas para o Jung era mais do que especial, tanto que ele havia amanhecido com uma alegria diferenciada e até o seu ômega conseguia identificar isso. Mas isso era explicável, o alfa estava indo se apresentar em sua cidade preferida a empresa pública em que tinha sido aprovado depois de uma rigorosa seleção de funcionários. Ele estava radiante e aquela era mais uma possibilidade de melhoria de vida. Ele estudara bastante para conseguir chegar onde havia chegado e se tudo desse certo, ele e o Min se mudariam para Busan.

Aquilo não estava sendo mal visto pelo seu ômega. YoonGi via uma possibilidade de sucesso e de mudança na vida deles assim que conseguissem se mudar. Era certo que havia saído de perto – cortando qualquer contato – com a família que tinha, o que já auxiliou intensamente na sua melhoria de vida, mas se eles fossem para outra cidade, sem qualquer pretensão de contato com os Min seria melhor ainda. Isso porque – vez ou outra – sua mãe ou irmão tentavam lhe contatar, somente para lhe lembrar o quanto ele era um lixo por ter saído de casa e lhe deixado sem “ganho”.

O Min havia prometido a si mesmo que nunca mais passaria por isso, não queria ter de acordar com um homem estranho em sima de si, o obrigando a fazer o que não queria em troca de um dinheiro que ele nunca veria na vida. E outra coisa – dependendo dele – nunca faria isso. YoonGi era contra a prostituição, por mais que não julgasse os praticantes da mesma. Seria uma renovação de vida não ter mais sua família perto de si, sem saber onde ele tinha ido, consequentemente, não podendo infernizar a sua vida. Um verdadeiro sonho que seu alfa estava batalhando para conseguir.

Por isso naquele dia ele se despediu de HoSeok, depois de uma noite confortável de amor. O alfa lhe beijo com carinho e disse que logo voltaria e que – qualquer coisa que precisasse – contatasse sua irmã, recomendou também que ficasse com ela em sua casa, para não ficar muito sozinho. E se quisesse, poderia chamar alguns dos meninos para ficar consigo. O Jung era um pouco ciumento, mas confiava plenamente nos amigos do Min e não via mal nenhum em ter alguns deles em sua casa, mesmo que dormissem na mesma cama. Realmente um bom alfa.

– Espero voltar logo e que nos vejamos o quanto antes. Sei que eu vou ficar com saudades, mas fazer o que? Tenho de batalhar por um futuro bom para nós, sabe? Eu quero dar a você tudo do bom e do melhor sempre. – o alfa disse antes de sair. – Quero uma boa casa para nós e quem sabe para um futuro filhote, não é mesmo? – brincou animado. O Min riu, disse que não teriam filhos tão cedo se dependesse dele. Era apenas uma brincadeira, ele sabia. Mas infelizmente o destino não estava concordando muito com isso naquele dia.

 

[…]

 

Era tarde quando o Min decidiu sair para comprar supressores. Seu cio estava chegando, ele sentia que seria no dia que se seguia e por isso precisava dos remédios que estavam faltando dentro de sua casa. Se o Jung estivesse ali ele brigaria consigo e o faria ter mais responsabilidades. Mas o que ele podia fazer se a tarde divertida com seus amigos não lhe deixou pensar em mais nada? Fora um momento agradável e cheio de brincadeiras. Ainda mais por Jimin e JungKook parecerem crianças que esqueceram de crescer – mentalmente falando, claro – e eram deveras engraças e mimados.

Seu corpo tremeu um pouco pelo frio lá fora. Seus passos eram precisos e tinham um só destino, queria alcançar a avenida movimentada que se estendia a menos de duas quadras dali. Sentia-se como um animal encurralado em meio a uma vala aberta que precisava desesperadamente chegar a floresta e assim, conseguia a tão famigerada liberdade. Era assim que se sentia e seu corpo inteiro se tencionava para alcançar tal ato. Ele sorria, mesmo que não houvesse uma gota de humor respingando de seus lábios. Se sentiu covarde pela primeira vez, mas dão daria para trás, tinha de ser um ômega crescido.

– Por favor, que horas seriam? – YoonGi estava tão concentrado em seu caminhar que não percebeu que uma pessoa passava por si. Na realidade o ser estava parado em uma das esquinas por onde ele tinha de passar. Aquilo lhe assustou, ele não quis nem ao menos responder a pergunta gentil, mas quando notou a figura a sua frente, parou imediatamente. Era estranho demais algo assim acontecer. Ele até se perguntou se seu cheiro estava forte, tinha até tomado um comprimido assim que o comprou. Não deu atenção a essa paranoia e queria apenas responder ao rapaz e ir embora.

– Não tenho relógio e meu celular está descarregado. – mentiu. Aquela voz não lhe era estranha e isso lhe arrepiou inteiro. E não era somente pelo vento frio que soprava lá fora. Tremeu. O estranho trajava um jeans preto assim como o seu, um casaco com capuz, da mesma forma que o seu, mas em uma cor puxada para o azul-marinho. Seu rosto estava quase ocultado, assim como o seu. Mas não sabia se os motivos ali seriam os mesmos. De quem ou de que aquele estranho queria se esconder? Por um momento pediu internamente que HoSeok não tivesse viajado.

– Tudo bem. Então poderia me dar uma segundo informação, caso saiba, claro. – o rapaz insistiu. YoonGi quis dizer que não e dar um a dois passos para trás e mudar sua rota como um animal acuado. Mas não se deixaria intimidar por ninguém, ainda mais por um estranho. Se lembrou que sempre andava com uma pequena faca, desde a época em morava com os pais, mas infelizmente ela não estava consigo, se praguejou por causa disso. HoSeok teria lhe dado um puxão de orelha se soubesse que ele andava sem sua amada faquinha. Da próxima vez não sairia de casa sem ela, pensou.

– Claro, mas seja breve, eu estou com pressa. – o Min sussurrou. O outro apenas fez que sim. Estava ficando com medo, um desconhecido, a aquela hora, querendo lhe fazer perguntas era estranho demais. Não estava com paciência para ele. Aliás, não era nem isso que o movia a querer retroceder.

– Tudo bem. Eu só queria perguntar uma coisa simples. – YoonGi estranhou, queria fugir dali, estava demorando tempo demais com aquele estranho. Respirou fundo, era preciso muita coragem agora.

– Olha cara, acha outro otário que possa perder seu tempo com você, porque eu…

– Foi divertido me ver deitado naquela cama e achar que eu estava morto ou foi mais divertido achar que eu havia morrido e se desesperar por saber que seu irmão fará você sofrer três vezes mais? – um sorriso macabro brotou do rosto do estranho, que deixando o capuz que usava ser levado pelo vento, achou ainda mais divertida a face de espanto do homem a sua frente. Se tratava de uma pessoa que o Min pensou que seu irmão tivesse matado. Era o que eles chamavam de queima de arquivo, um ser que sabia demais e por isso foi vítima da ira do irmão do Min.

Por mais que não tivesse concordado na época, não podia fazer nada. E se pudesse, o que diria? Que entregaria o irmão a policia? YoonGi nada disse, não sabia o que dizer, alias, não tinha forças para se mexer e seu corpo tremia mais do que o normal. Estaria ele diante de uma assombração? Ele tinha plena certeza de que vira o corpo morto, os laudos, o frio da pele de quem já não estava mais nesse mundo. Infelizmente teve de passar por isso, por estar junto do seu irmão naquele dia fádico. Uma onda de desespero se alastrou por si. Um frio ruim e pesado percorreu toda a sua espinha e ele quis fazer algo. Ao menos gritar, como se isso fosse adiantar em algo ou ao menos dizer alguma coisa. Qualquer coisa. Mas tudo o que conseguiu foi se paralisar mais ainda a medida que o não tão estranho assim se aproximava.

– Que falta de educação a minha. Meus pais não me criaram dessa forma, sinto dizer. – o rapaz sorriu de forma contida. – Desejo uma boa noite para você e acho que meu irmão desejará ele mesmo uma noite plena para o seu irmãozinho, mas isso só depois. – YoonGi olhou de relance na direção do local aonde estava. – E a propósito, me chamo Im ChangKyun . Deve me conhecer, acho. Pena que você não terá mais tempo para aproveitar o final dessa noite tão gostosa assim como a minha companhia. Eu sinto muito. – o Min deu um passo para trás, mas paralisou a medida que o outro sacou uma arma e apontou em sua direção. – O mesmo caixão que você achava que eu estava espera pelo seu irmão, mas isso eu deixo nas mãos de uns amigos meus. Mas antes, vamos nos divertir. Seu cheiro está uma delicia e eu acho que seu cio está perto. O que acha de pagar pelo que o seu irmão fez?

 

[…]

 

 

Dois dias depois HoSeok retornou a Seul, correndo como se sua vida dependesse disso depois da notícia que Min YoonGi estava desaparecido. Ele havia achado estranho o fato do ômega não ter atendido suas ligações, respondido suas mensagens ou video chamada que tentou fazer com ele cinco vezes em um só dia. O desespero aumentou quando nenhuma outra pessoa tinha notícia do Min e ele só sentia que estava morrendo pouco a pouco se não soubesse onde o ômega estava. Vinte e quatro horas se passaram e o desaparecimento foi constatado HoSeok estava em pânico.

O alfa não tardou a voltar, passando o segundo dia em desespero ligando para delegacias, hospitais e até mesmo clínicas psicológicas onde o ômega pudesse estar. Seus amigos e parentes também ajudaram, correndo para cima e para baixo em busca de YoonGi como se não houvesse amanhã. E quando o alfa – finalmente – chegou em Seul, soube-se que viram o Min andando por ai em um carro desconhecido, provinda de uma mensagem anônima. Claro que HoSeok não acreditou, ainda mais por saber que o mais velho o amava. Contudo os boatos iam e vinham, assim como as buscas. Ninguém queria acreditar que o ômega estava fazendo isso de propósito.

Uma semana se passou, nada do menino. A polícia buscava ativamente e tentava passar conforto aos familiares. HoSeok não sabia mais o que era comer, dormir, não ia mais ao trabalho e até mesmo recusou as ligações que vinham da secretaria da prefeitura de Busan, foi Jiwon quem cuidava disso para que o irmão não perdesse a vaga pelo qual batalhou tanto. Mas tudo em que ele pensava era onde estaria o seu ômega e se ele estava bem, sofrendo muito. E mesmo em meio ao caos as mensagens não cessavam.

Elas diziam o quanto o Min era vadio, o quando ele podia ser fácil e que ele estava perdendo seu tempo com uma pessoa como Min YoonGi. HoSeok as lia, mesmo não sabendo como conseguiram seu número, mas não dava a elas atenção. Jimin e JungKook eram os que faziam o papel de apagá-las – já que o Jung não aguentava mais ficar com o aparelho – ou responder com palavras mais ácidas ainda. Era um sofrimento sem fim e o Jung estava a ponto de enlouquecer quando uma última mensagem foi enviada para ele. Esta ele quem leu, mas não queria tê-lo feito.

 

“ Cansamos da sua puta, pode ficar com ela. Mas caso queira, vamos mandar um vídeo do quanto ele foi útil. Divirta-se vendo como ele geme enquanto tem um pau bem enterrado em si“ – E anexado ao texto uma filmagem onde o Min era usado e abusado por um alfa que o Jung tinha conhecimento da existência, justamente por YoonGi comentar o que ele era para o seu irmão e os problemas que tinham um com o outro, alguém que acreditavam que estava morto. E quando estava em vida, era alguém muito odiado pelo Min. Depois daquilo, magicamente, horas depois o ômega apareceu sem qualquer roupa em frente a casa dos seus pais. Foi NamJoon e SeokJin quem foram ao seu encontro. HoSeok mergulhou em profundo silêncio.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...