História Restart again - Normero - Capítulo 4


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Categorias Bates Motel, Vera Farmiga
Personagens Alex Romero, Norma Louise Bates
Tags Drama, Romance
Visualizações 15
Palavras 1.708
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Policial, Romance e Novela
Avisos: Estupro, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - Capítulo 4


Fanfic / Fanfiction Restart again - Normero - Capítulo 4 - Capítulo 4

Norma chega em casa pela manhã vendo que Dylan e Norman ainda dormiam, provavelmente sequer sentiram sua falta, pois tinham sono profundo. Toma um banho rápido e desce para preparar o café da manhã. Sentia -se tão leve como nunca quando lembrava das horas que havia passado ao lado de Romero, e como foi bom ter se entregado a ele, sentia -se novamente mulher,  Romero a fazia se sentir assim. Risos involuntários se formavam no seu rosto, ainda podia sentir os toques daquele homem em seu corpo, seu cheiro, estava feliz como nunca estivera antes. E se perguntava como seria dali para frente. Cantarolava e dançava  na cozinha vendo os filhos se aproximarem para merendar.

Romero por sua vez sentia -se angustiado, a noite foi longa, não havia conseguido dormir um segundo sequer. Ter Norma em seus braços, a mulher por quem estava apaixonado perdidamente, fazia Romero sentir que a vida estava lhe dando uma nova chance de ser feliz, mas ao mesmo tempo vinha a tona o quão perigoso seria para ela estar ao seu lado, e isso lhe atormentava tanto que sentia um nó na garganta. Norma o fazia ser diferente, o fez conhecer um Romero que até então desconhecia e a possibilidade de nunca poder demonstrar o que realmente sentia por Norma o destruía por dentro, ainda mais depois de tudo que aconteceu entre os dois.

- Bom dia meus amores – ela falava enquanto terminava de fritar os ovos – sentem-se já vou servir.

- Mãe, O tio Caleb ligou ontem assim que a senhora saiu – Dylan dizia tomando o copo de leite – ele quer que a gente vá passar as férias com ele.

- Oh, meu amor, que bom – ela responde servindo-os e dando um beijo em suas testas – mamãe vai morrer de saudade, mas será ótimo para vocês – eu vou descer para abrir o motel e mais tarde volto para preparar o almoço. 

Norma pega as chaves e desce em direção ao motel, percebendo que Romero já havia saído, não era costume ele sair sem antes ir tomar seu café no escritório, estranhou sua atitude, mas logo pensara que ele teria algo mais importante para resolver. O escritório estava uma bagunça, precisava de alguém para lhe ajudar, e liga para Emma, uma amiga de escola dos seus filhos. Era uma boa moça e certamente seria a pessoa ideal para ajudar-lhe.

-Norma Bates - alguém chama seu nome fazendo norma se virar rapidamente para ver quem é. Com o susto ela leva as mãos até os seus seios. 

- Policial Shelby – ela responde sem graça, não gostava do jeito que ele a olhava – se procura o xerife Romero ele não está, saiu cedo.

- Não, só passei pra te ver – ele diz encarando-a – eu vi vocês dois no festival. Estão saindo? Digo, vocês estão juntos?

- Não sei do que você está falando - Norma retruca saindo de trás do balcão e indo em direção a porta, não confiava naquele homem, algo lhe dizia que ele não era bom, mas se recusava a julgar alguém só pela aparência, afinal trabalhava com Alex e ele devia conhecer bem as pessoas com quem se envolvia – eu preciso ir agora – Norma diz tentando sair do escritório, mas Shelby bate a porta a impedindo e fazendo a loira sentir um medo incontrolável percorrer seu corpo. Seu coração estava quase saindo pela boca e a única coisa que pedia era que alguém chegasse naquele momento.

Shelby vendo a tensão de Norma se aproxima mais da mulher que se afasta dando alguns passos para trás, suas mãos trêmulas e sua voz embargada a impedia de esboçar qualquer reação, apenas olhava fixamente o policial que estava lhe deixando apavorada. Zack Shelby, Jake Abernart e Kiffe Samers faziam parte de uma facção criminosa que atormentava White Pine Bay, mas Romero estava a um passo de descobrir todo o esquema deles, e caso isso viesse a tona seria o fim de Shelby como policial. Devido a aproximação do Xerife com Norma, ele imaginava que ela saberia de alguma coisa sobre o tão temido pendrive que eles procuravam. 

- Você é tão  linda  – Shelby dispara passando a mão no rosto de Norma que suava frio – Romero é um homem de sorte, vocês formam um belo casal, sabia? Shelby era irônico em suas palavras enquanto a olhava dos pés a cabeça, seu corpo moldado chamara a atenção do homem que olhava fixamente suas belas curvas. Os olhos de Norma marejavam, mas ela se mantinha sem demonstrar fraqueza – qualquer homem ia adorar ter uma mulher como você ao seu lado e...

Antes que Zack Shelby terminasse de falar, Romero adentra no local surpreendendo-se com a presença do policial que rapidamente se afasta, inventando uma desculpa qualquer para justificar o porque estava ali. 

- É isso xerife, estava apenas rondando a cidade – Shelby mentia descaradamente para Romero fazendo Norma sentir um arrepio de tanto medo – essa cidade é muito perigosa, ainda mais com essas mortes misteriosas que vem acontecendo, é sempre bom ficar alerta e, era justamente o que eu dizia a Sra Bates - O olhar lançado por ele em direção a Norma a fazia entender que não deveria comentar qualquer assunto com o xerife e logo ele sai deixando os dois a sós. 

Romero nota a palidez de Norma, percebendo o nervosismo da loira e a questiona se está tudo bem, mas Norma ainda acompanhava Shelby com os olhos até ele entrar no carro e sumir de sua vista, sequer ouvindo o que ele dizia.

- Norma? – ela a chama novamente fazendo-a voltar a si – Está tudo bem? Romero a indaga tocando em seu braço e vendo que a loira estava gelada.

Norma encara o xerife com os olhos assustados, sente sua vista escurecer e sua cabeça tontear pela aflição sentida minutos antes, fecha os olhos na tentativa de amenizar aquela angústia e finalmente responde Romero.

- Está! Porque não estaria? – Norma responde o xerife e tenta mudar de assunto – saiu tão cedo que nem tomou café – Norma o questiona – aconteceu alguma coisa?

- Pois é, minha casa está quase pronta e dentro de alguns dias devo voltar para lá  - Romero dispara fazendo Norma sentir um aperto no peito. Já estava acostumada a ver o xerife diariamente.

- Entendo – ela pontua.

Os dois permaneciam ali parados em silêncio, apenas se olhando, mas em momento algum chegaram a falar da noite passada, e o que martelada na cabeça dos dois era se haveria outra chance de ficarem juntos novamente ou foi apenas a primeira e última vez que seus corpos se tocaram. Seus devaneios são imediatamente quebrados quando Dylan aparecendo correndo e chamando desesperadamente pela mãe. 

Norma ao ver o filho gritando vai de encontro a ele para saber o que motivava aquela correria toda. Romero preocupado rapidamente se prontifica para ver o que estava acontecendo ao ver Norma correr em direção a mansão junto com seu filho primogênito. 

- Norman?! Norman meu filho! – Norma gritava ao ver seu filho desmaiado no chão da cozinha, estava ardendo em febre e havia vomitado tudo o que comeu mais cedo.

Norma entrou em desespero ao ver que o filho não reagia ao seu chamado, se debruça em cima do caçula, sendo segurada por Alex e logo um choro constante se apossa de seus olhos imensamente azuis. Romero tentava acalmá-la enquanto checava os batimentos de Norman, que por sinal pulvavam fracos. O xerife pega Norman em seus braços para levá-lo até o hospital e Norma o segue aflita procurando as chaves do seu carro.

- Vamos na viatura – Romero pontua vendo a loira em desespero enquanto desce as escadas da mansão – não vou deixar você dirigir nesse estado. Se não se acalmar quem vai precisar de atendimento médico é você – Alex dizia mostrando o quanto se importava com a loira e a única coisa que queria era protege-la. Alex coloca Norman no carro e segue até o pronto socorro.

As horas no hospital pareciam não passar para Norma que andava de um lado para o outro a espera do médico. Romero ainda permanecia com ela, enquanto Dylan acabara por dormir em um dos bancos da emergência. Os olhos vermelhos da loira não tinham um descanso sequer, pois o choro ainda lhe fazia companhia.

- Norma, você precisa comer algo – Romero se aproxima levando um copo de café para loira – ou vai acabar ficando doente. Já estavam há algumas horas a espera de notícias e Romero temia que Norma desmoronasse ali mesmo.

- Não estou com fome – Ela responde com a voz embargada. Sentia seu corpo pesar, o cansaço era evidente, o dia foi terrivelmente estressante, mas não queria demonstrar fraqueza naquele momento – eu só consigo pensar no meu filho agora.

- Senhora Bates – o médico a chama com alguns papéis nas mãos. Norma estava apreensiva temendo os resultados dos exames – seu filho está bem, não se preocupe. Foi apenas uma virose, provavelmente pela mudança brusca de temperatura, o desmaio foi causado por uma queda de pressão abrupta. Fizemos alguns exames só para ter certeza que não seria nada grave. Daqui a pouco vai poder levá-lo para casa – o médico conclui.

- Graças a Deus  - Norma se sente aliviada após a boa notícia e num impulso abraça Romero fortemente. Ele podia sentir seu coração batendo forte de encontro ao dele. Queria a todo custo abraçá-la também, beija-la, conforta-la e dizer que tudo ia ficar bem, mas acabara por resistir e não devolver o mesmo abraço que Norma precisava, fazendo a loira imediatamente notar sua frieza e indiferença, em seguida afastando-se de Romero sem dizer uma palavra.

Após algumas horas no hospital, os médicos finalmente dão alta a Norman. Romero os leva para casa, mas o trajeto inteiro seguiram em silêncio. Norma fitava a paisagem no banco de trás enquanto acariciava os cabelos do filho que estava com a cabeça apoiada em seu colo e acabara por dormir de cansaço. Parecia longe da realidade, estava pensativa. “Como pode ser frio, mesmo depois de tudo que aconteceu? Será que não significou nada para ele?” ela se perguntava interiormente. Mas Romero tinha seus motivos. Ao chegar na mansão Bates Romero ajuda  Norman a subir as escadas, ainda estava fraco. “Obrigada” foi apenas o que Norma disse e em seguida fechando a porta.

 

 



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