História Restou apenas uma xícara de chá - Capítulo 3


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags corpo, Magia, Sobrenatural
Visualizações 8
Palavras 808
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ficção, Magia, Mistério, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá, caro leitor.

Para você que acompanha "Restou apenas uma xícara de chá", peço perdão pelo hiato causado por uma viagem recém-feita por mim. Estarei buscando enviar mais capítulos o mais rápido possível para que o hiato seja corrigido e a história continue fluindo com o mesmo número de palavras por capítulo.

Obrigado,
Mizugo.

Capítulo 3 - Suserania e vassalagem no quarto


Natália observou a galeria atentamente, e viu que havia vários pedestais que continham jóias, pedaços estranhos de sabe-se-lá-o-quê e cartas antigas.

— Bom — falou Laurindo Y. —, pelo visto vocês já sabem o que está faltando. O Colar do Marido da Amy. Este é o nome da joia. Vocês prestaram atenção no que o radialista falou? Sobre o formato da joia?
— Eu não me lembro! — exclamou Natália, indignada.
— É basicamente um colar de platina com uma cascata de safiras no meio. Soa familiar ou eu devo processar o radialista?

Roberto olhou para Natália. Ambos sabiam que tinham ouvido isso no rádio.

— Soa familiar. Você tem alguma ideia de onde o colar possa estar neste exato momento?
— Roberto, isto está parecendo uma investigação. — ponderou Laurindo.
— Mas que desgraça! A gente quer os tais ₢$ que você prometeu como recompensa! — explodiu Natália.
— Certo, então. Sabe, minha esposa, a Jaqueline Nunes, é uma pessoa muito especial. Sabe do que eu estou falando, Roberto? — disse Laurindo Y. enquanto Roberto acenou com a cabeça — Ótimo. Bem, ela desapareceu junto com o colar há alguns dias e eu queria muito saber se...
— Ah, qual é! — falou Roberto — Está na cara que a Jaqueline pegou o colar. Sabe, ela tem apenas 20 anos e está com você por interesse.

Yorkshire pareceu perplexo, então relaxou:

— Sabe, eu sou um milionário. Uma de 72 também estaria comigo por interesse, mas eu prefiro uma de 20. Entende o que eu estou falando? — Natália desatou-se a rir — E mais, vamos voltar ao assunto da joia.
— Alguma pessoa apareceu antes do desaparecimento, há algum registro das câmeras?
— Há um registro das câmeras, mas não exatamente vou deixar vocês vê-los agora. É tarde, precisam ir.
— Então a gente volta amanhã. Até mais ver, Laurindo!

Os dois saíram da mansão, e quando entraram no carro, Roberto sintonizou na Dope FM. Estava tocando uma música Pop da banda Dearies, que falira há uns 15 dias.

— Maneiro, eu gostava de Dearies. — admirou-se Natália.
— Natália! — falou Roberto, indignado — Primeiro, eu não acredito que você falou "maneiro" (porque ninguém mais fala isso) e, segundo, ninguém realmente gostava daquele lixo de Dearies. É horrível. Pode crer.
— Ué. Eu gostei daquela música lá do Plum.
— Quem é Plum?
— Ah, deixa quieto.

Enquanto Roberto fazia uma curva, o silêncio tomou conta do carro, enquanto a música era trocada pela rádio. Subitamente, a transmissão parou e Roberto olhou seu relógio: era meia-noite.

— Escuta, eu posso dormir na tua casa hoje? — propôs Natália — Meus primos mais velhos estão na minha casa e eles vão assistir Netflix no volume máximo até o sol raiar.
— Você dormindo na minha casa? Isso tem alguma intenção a mais?
— Sim, tem. Eu tô morrendo de fome. Cara, eu não sei por que essa gente rica vive com frescura pra oferecer comida.
— Você fala muitas palavras ruins.
— Você que é um bebezão.
— Caramba! É assim que você quer dormir na minha casa?
— Dane-se! Eu fico outra coisa quando estou com fome e eu estou com fome. Você comprou alguma coisa lá da cafeteria?
— Eu comprei bolinhos e mini-pizza. Você vai querer...
— Mini-pizza — interrompeu Natália —, e eu quero Ketchup.

Os dois chegaram na casa de Roberto, e Natália pôs-se a comer. Depois que ela acabou com as mini-pizza com os bolinhos, deixando Roberto com fome, ela passeou pela casa e viu brinquedos de gato.

— Ah, você tem um gato?
— Ele morreu.
— Que merda.

Natália ficou olhando para o teto por um minuto inteiro até Roberto falar:

— São uma da manhã! Vamos dormir!
— Okay! Eu vou dormir no teu quarto ou tem um quarto reserva?
— Você dorme na rede, eu durmo na cama.
— Fechado.

Roberto nem ousou se transformar em gato enquanto Natália estivesse por perto. Ele precisava manter seu segredo a todo custo, mesmo que isso significasse perder alguém. Ele mesmo nunca havia entendido o porquê de tanta ocultação, tanto segredo em sua vida. É claro que ele adorava a possibilidade de se transformar em gato, mas não gostava de ter de manter isto em segredo. Talvez fosse como um preço que devia pagar. Manter tudo em segredo.

Manter tudo em segredo.

Em segredo.

Tudo em segredo.

Em segredo.

Tudo, tudo, tudo.

Em segredo.

— ACORDA, FILHO DUMA ÉGUA! — gritou Natália, acordando Roberto. Ela parecia animada.
— Natália, o que foi?
— O Yorkshire! Ele enviou os registros da câmera para o meu e-mail! Esse cara é simplesmente um gênio, ele descobriu o meu e-mail!
— Ora, Natália, não é muito difícil descobrir seu e-mail, está no seu perfil das redes sociais.
— Esse falso! — pareceu que havia levado uma bofetada.

Sendo assim, os dois viram o registro das câmeras de segurança da galeria feudal da mansão de Laurindo Yorkshire, e realmente, não havia nada visível. Mas havia uma coisa compreensível e ouvível. Som: um zumbido que Roberto reconhecia muito bem. Ele estava certo. Era Jaqueline.

Mas como contar isto para Natália?



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