História Restrito: Vacina de Guerra - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Arma, Drama, Ficção, Ficção Cientifica, Guerra, Sobrevivencia, Suspense, Tiro, Violencia, Ww3
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Palavras 1.050
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Científica, Luta, Policial, Romance e Novela, Saga, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Terceira Vez


Os campos de concentração fumaçavam a fumaça de bombas, que abriram crateras e corpos que estavam divididos por ali perto. Homens vivos tinham olhares distantes, quase sem alma, se não fosse a lembrança boa dos anos passados, quando ceavam tranquilos com suas famílias. Agora, nem sabiam se estavam vivos ou que voltariam a ver seus rosto redondos e alegres.

 Em caminhões, corpos eram levados juntos aos gemidos e gritos dos feridos, e os que chegavam desejavam saltar no automóvel e serem considerados covardes do que enfrentar a honra e perder membros, ou talvez, a única vida que tinham.

 Estavam a Km de distância dos lugares onde acontecia toda a verdadeira bagaceira, mas ali mesmo, a neve era acinzentada e o calafrio subia-lhes a espinha.

 Alemanha e Polónia haviam se desintegrado ao pó, entre os ataques da Ingleterra e Rússia, mas o que sobrou, ainda era habitado, mesmo que pouco.

 Numa capela, soldados cochichavam rumores enquanto fumos eram inalados para dentro de seus pulmões. A conversa era em alemão, mas, às vezes, palavras se desdobravam em completo inglês deixando transbordar a origem daqueles homens.

 “Somos nós os que guardam França e Inglaterra”, bufou um enquanto inspirava o fumo com cigarro entre os lábios secos e rachados.

 “É loucura saber que a linha de frente está em guerra dia e noite”, cortou o outro num puro francês.

 “Los días ya fueron peores... mejores…”, falou o espanhol. Sua mente havia viajado para as cenas de terror e depois para os dias quentes na clareira daqueles festuoso inverno de 2011.

 Quando sua boca tremia nas letras da palavra “mejores”, os homens se calaram como se lhes atingisse tão quanto o que pronunciou. Mas sinos foram tocados e o momento cortado. Voltavam agora para o ali e agora.

 Saindo de escombros, de casa ou de cantos ao redor, soldados formavam uma multidão que se aproximava do carro do sino. Suas armas foram deixadas de lado, mas nunca seus punhais. O motivo era um general e sua companhia; homens com medalhas, roupas grossas e acessórios de outrora, quando a mordomia era luxúria.

 “Que devo-lhe à honra, senhor comandante?”, apresentou um dos que estava na multidão. Seu rosto estava sujo, com terra e sangue que lhe descia pelo lado da testa.

 O senhor saltou da caminhonete verde, como nos tempos da Segunda Guerra Mundial. Tinha um rosto flamejante de olhos sérios e bigode grisalho, nos pés botas pretas muito bem engraxadas e luvas de couro. Na cintura, a arma e alguma coisa a mais nos bolsos.

 “Tenente Hamilton Smith”, provou o nome como se prova uva. “Trago notícias de nossas bases ingleses. Mas não vim só para lhe entregar….”, ele olhou em volta para ver a miséria que estava o lugar. “Leve-nos a um local menos conturbador”.

 O sujeito acentiu com a cabeça concordando e convidou todos que acompanhavam o general comandante para lhe seguir.

 Era fastioso ver aquela cidade destruída e homens acabado, levando a deixar qualquer estômago sem apetite.

 Quando adentraram numa casa camponesa, os residentes se retiraram após um pedido e então a conversa continuou.

 -Acredita-se que os russos invadiram os países vizinhos e logo cruzaram os campos para mais próximo daqui. É de grande desgosto que lhe trago a notícia que ao levantar do dia, um grupo de soldados será enviado para servir de existência temporária ou mesmo, homens bombas lançados ou jogados do alto de um avião.

 -Isso é loucura. Não é o bastante ter que arriscar a vida? Será preciso entregar de vez?

 -Meça suas palavras, tenente! -Exclamou a calar-lhe a boca. -Não é o bastante o meu repúdio contra isso? Agora escutar de outro já é demais. Agora, deixemos os planos dos superiores, encaremos os fatos dos de frente.

 -Bem. -Falou o tenente em um retorno à postura. -Bombardeios são liberados antes de qualquer avanço dos homens inimigos, possibilitando um pé mais próximo de nós. Tanques são sempre o problema central, suas rajadas são disparadas uma atrás doutra, sem falar da quantidade excessiva de homens que lá se têm. Não sei se o plano dos ingleses serão de grande ajuda, mas espero que os impeça ainda mais de conquistarem a Alemanha.

 -Com vosso respeito. -Falou o outro se juntando a conversa. -É melhor que plantem sempre bombas quando forem para trás, assim, quando os de lá avançarem, irão o desgosto de terem suas pernas perdidas. Não se deve descartar planos e pensar menos a cada vez que somos intimidados.

 -Ótima ideia, Tonny. -Incentivou o superior.

 -Compartilharei de imediato. Com vossa permissão, comandante. -Uma mão o dispensou e ele agarrou um telefone de antena para passar todos os planos para linha de frente.

 Os homens continuaram lá na casa, olhando para a porta, até que Smith estivesse longe o suficiente.

 -É loucura…

 -É guerra. -Falou Tonny para Harrison. -Agora vamos.

 Quando os passos estalaram  os destroços e a pouca neve afundou os pés, os ventos vinheram, não frios, mas mornos, a má sensação voltou.

 A caminho da caminhote, o barulho do motor sucedeu e todos olharam assustados, o medo vazava de seus olhos que eram a borda de suas almas. Entretanto, talvez tenha sido um aviso.

 Aviões vinham como raios, rápidos e perigosos, entre as nuvens voavam quase que imperceptíveis. Mas de quem era? Aliado ou inimigo? Não importava, precisavam se esconder. Corriam de um lado a outro, desesperados, atentos e rezando à cada passo.

 “Corram, corram!” escutava-se. “Fujam, fujam!”.

 Era tarde. O que veio foi um assobio e depois um estrondo.

 “Cuidado!”, ouviu-se. Logo gritos e tiros se levataram e rasgaram o ambiente. Terra bailava como neve caindo e todos perto se sujavam. Era torturoso se considerar seguro, estando tão perto da insegurança.

 Harrison torcia e tentava recuperar os sentidos, estava perto do carro que foi atingido, mas por sorte, estava ileso; por azar, Tonny e alguns estavam feridos.

 “Tonny…”, falou Harrison como vento para si mesmo. Avistava o companheiro ao chão com sangue a sair de dentro de si e a morte levar aos poucos sua preciosa vida.

 -Tonny! -Gritou ajoelhando-se em seu lado direito. -Tonny, aguente!

 -Har… Har… -Foram as últimas palavras, tão incompletas quanto todos aqueles que chegaram ao ponto da vida e da morte.

 Naquele dia, era um dia frio em meio a mais do primeiro ano da Terceira Guerra Mundial.

07/07/18: Dia anterior a real guerra.


Notas Finais


Espero que tenha gostado...Yu, Yu.


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