História Resumption - Capítulo 1


Escrita por: e ggukdefense

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Amnésia, Bts, Drama, Jikook, Jimin, Jimin!bottom, Jungkook, Jungkook!top, Kookmin, Perda De Memória, Resumption, Romance, Tjkp, Top!jk
Visualizações 159
Palavras 3.063
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Lemon, LGBT, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Essa é minha primeira fanfic, estou ansiosa aaaaaa
Obrigada a minha unnie @Kookiechu_ que betou e me apoiou muito a lançar essa fic <3 e a @Lah_Jiminnie que fez essa capa ícone!

Boa leitura. ٩(^ᴗ^)۶

Capítulo 1 - Prólogo


 

Re.sump.tion/ re.to.ma.da

Nome/ substantivo

The action of beginning something again after a pause or interruption.

A ação de recomeçar algo depois de uma pausa ou interrupção.


 

Terminar um relacionamento sempre é ruim, mesmo que seja de uma forma amigável, isso significa o fim de um ciclo. Eu já passei por muito términos, porém, houve um que nunca superei. Nunca consegui deixar para trás.

O nome do felizardo era Park Jimin, o dono do meu coração. Acho que foi o pior término de todos, pois eu não consegui nem ter a chance de revertê-lo. Nós não tivemos uma conversa amigável, um último encontro ou a chance de nos despedirmos. Tudo isso foi negado a mim. JungKook e Jimin simplesmente desmoronou em questão de minutos, e eu não tive a chance de reconstruir. Mas não o culpo, foi tudo tão rápido e irracional. Jimin me pegou em um momento que nunca deveria ter acontecido.

Jimin me pegou o traindo. Aos olhos dele, é claro.

Mas não foi isso que realmente aconteceu, e eu não pude me explicar. Depois desse dia, eu nunca mais vi Jimin na minha vida. Mesmo tendo se passado três anos, eu ainda penso nele. Inclusive, lembro claramente o momento que eu amaldiçoo por toda a minha maldita vida.

— Jimin, quer mais uma taça de vinho? — Lhe ofereço, em uma tentativa de melhorar o clima entre nós.

— Pode ser — ele responde, sem me direcionar o olhar.

Estávamos em uma festa do meu melhor cliente. Naquele dia eu não estava ali para fotografar, era como qualquer um dos ricaços presentes. Só que de rico eu não tinha nada. Eu só fui por saber que nessa festa Jimin poderia conseguir alguns contatos, contatos para entrar na melhor academia de dança de Busan.

Após pegar mais uma taça de vinho e entregar a de Jimin, também tomo um gole da minha e assisto meu namorado ingerir dois goles de uma única vez, continuando a não me olhar.

— Jimin, por favor. Dá pra mudar essa atitude? Esqueceu por qual motivo eu o trouxe? — Ditei baixo, porém firme. Seu comportamento infantil já estava me tirando do sério.

— Você sabe que eu não queria estar aqui, JungKook. Você sabe que eu não gosto do dono da festa, sabe que ele não gosta de mim e sabe que ele quer você. Então não me enche, você me arrastou até aqui porque quis! — Ele diz irritadiço, mas com a voz contida, para não levantar suspeitas com as pessoas que estavam por perto.

— Desculpe se eu me importo com seu futuro e estou pouco me fodendo para o meu cliente — rabato no mesmo tom irritadiço. Jimin tinha uma fixação de que o Chungho nutria sentimentos por mim.

Mas eu sabia qual era o real motivo daquilo tudo. Sua insegurança.

Jimin é inseguro desde o nosso primeiro “Oi”. Não importa o quanto eu tentasse, ele sempre achava que me perderia ou que eu me interessaria por outra pessoa. Eu nunca compreendi totalmente esse sentimento, mas sempre tentei mostrar que meu coração era dele. Mas, infelizmente, Jimin nunca conseguia entender.

— Você não deveria se meter em meus assuntos, da mesma forma que não me meto nos seus. Eu não preciso disso e posso me virar sozinho — declara ríspido e se afasta, caminhando em direção ao jardim.

Eu suspiro exausto de toda aquela situação e já me preparava para o seguir, porém sou parado ao sentir mãos em meus ombros antes de conseguir me movimentar.

— Problemas no paraíso? — Reconheço a voz de Chungho, em uma aproximação desconfortável ao meu ouvido esquerdo.

Me forço a sorrir sem muita vontade e me afasto sutilmente de Chungho. Ele sempre era muito invasivo, isso me incomodava, e sempre me fazia me questionar se Jimin tinha razão ou não.

— JungKook, eu sei que hoje você é meu convidado, mas eu comprei uma câmera, acho que seria legal ter um hobby. Então, você se incomodaria em dar uma olhada nela e me dizer o que acha? — Ele diz, sem parar de me olhar nos olhos e sorri ladino.

— Chungho, eu não estou com cabeça para isso hoje. Não poderia ser em outro momento? — Me sinto desconfortável com a situação e a cabeça cheia. Brigar com Jimin sempre me incomodava.

— Ah, JungKook, por favor! Eu juro que é rapidinho... — pede, juntando as mãos em uma súplica teatral.

— Ok! Deixe eu antes avisar a Jimin, ele pode me procurar e não achar — falei, já pensando na dor de cabeça que seria convencer Jimin.

— Será rápido! Ele nem conseguirá perceber — insiste, me puxando para o interior da casa.

— Ok, mas precisamos ser rápidos. — murmuro, vencido, não poderia ser um problema tão grave. Ou poderia?

Quando chegamos ao escritório de Chungho, ele foi até a sua mesa, abriu uma das gavetas e tirou de lá uma caixa e a estendeu. Era uma DSLR T5i da Canon.

— Essa aqui foi lançada há pouco tempo... A T5i é uma ótima escolha para quem quer começar a fotografar. Ela tem uma interface muito boa, que irá te ajudar a entender o menu com facilidade; consegue mandar fotos por Wi-fi e suas fotos, com toda certeza, serão mais nítidas e detalhadas. Escolheu bem. — Estendo a câmera de volta para Chungho, sorrindo amarelo.

Disparei tudo de uma vez só. Não queria prolongar o momento. Não queria mais problemas com meu Mochi, e eu sabia que estar ali seria um.

— Então eu fiz a escolha certa. Ou o vendedor — comenta, rindo.

— Então eu vou indo. Preciso encontrar Jimin — digo sem enrolação e já me direciono à porta, porém, sou parado pela mão ágil de Chungho em meu braço após abrir a porta.

— JungKook, pra quê essa pressa toda? Vamos com calma, vamos conversar um pouco — fala, e faz aquela aproximação exagerada novamente.

— Sabe, Chungho, eu realmente tenho que ir... – Puxo meu braço com cautela enquanto falo.

Era uma situação toda errada, eu agora conseguia perceber as intenções de Chungho. E isso só fazia eu me sentir um babaca por trazer Jimin até aqui, mesmo que eu só tenha tido boas intenções.

— Olha só, JungKook, eu tô tentando ser calmo e compreensível, mas essa ceninha toda já tá ficando chata. – Chungho me lança um olhar irritado.

— E essa situação toda virou um grande desprazer — rebato sério e inexpressivo. — Eu vou embora. Boa noite, Chungho.

Quando me virava para ir embora, sinto meu corpo ser jogado contra a parede e Chungho avançando em minha direção. Ele segura meu rosto com força e cola seus lábios aos meus. Foi questão de segundos para tudo acontecer.

— Mas que porra é essa? — Ouço a voz alterada e gritada de Jimin próxima a nós. — QUE MERDA É ESSA!?

Eu empurro Chungho e ele cai no chão, sorrindo cínico de frente para mim. — Jimin, calma. Não é o que parece! — Disparo, nervoso, indo em direção a Jimin.

— Como não, JungKook? Vai tentar continuar a esconder o que nós temos? — Chungho lança ao ar as palavras mais absurdas já ditas por ele naquela noite.

— O quê!? — Estava chocado com tal cinismo.

— Continuar? — Jimin, que já tinha seus olhos vermelhos e marejados, tira seu olhar sobre Chungho e o direciona a mim. — Continuar, JungKook?

— O quê!? Claro que não! Jimin, ele está mentindo! — Me apresso a negar, nervoso e tentando tocar em Jimin, no entanto, ele se esquiva. — Amor, me ouça-

— JungKook, chega de mentiras! Você acha que Jimin não desconfia de tantos encontros que nós temos juntos para “fotografar”? — continua, fazendo aspas na palavra após me interromper.

— Seu merda, qual é seu problema!? — Digo nervoso, avançando em Chungho, já disposto a lhe acertar com meus punhos.

— Eu não sei porquê confiei em você... Eu já deveria saber! — Jimin fala com a voz embargada e sai correndo de minha vista.

— Seu desgraçado de merda! Vai pro inferno! — Lanço tais palavras a Chungho, querendo dizer bem mais do que aquilo. Mas não perderia meu tempo xingando aquele merda enquanto meu namorado achava algo totalmente errado do que viu.

Corri atrás de Jimin, o gritando desesperado, sem me preocupar com o que as pessoas diriam. Só me importava o que meu Jimin estava pensando.

— Jimin, por favor, para! Me escuta! Ele estava mentindo! — Continuo a correr, até que Jimin para na porta de motorista de seu carro, no qual viemos juntos para a festa, procurando as chaves em seu bolso. — YAH! Me ouça! — Peço, segurando seu ombro e o virando para a minha direção.

— Eu não quero! — Grita de volta pra mim, com os olhos vermelhos e lágrimas em seu rosto. — Só me deixe ir. Eu só quero ir embora daqui! Só quero me afastar de você... — Ele se solta de meu toque e vira novamente para a porta do carro, a abrindo.

— Jimin, eu só quero esclarecer as coisas. Ele mentiu, ok? Nós não temos nada! Confia em mim! — Digo, enquanto assisto Jimin se sentar no banco do motorista e fechar a porta. — JIMIN, ME OUÇA, PORRA! — Berro para ele em completo desespero, enquanto sou ignorado e ele fecha a janela do carro.

Enquanto estou parado no estacionamento como um completo idiota, assistindo seu carro ser ligado e ele ir embora, eu me amaldiçoo e amaldiçoo todas as minhas gerações.

Minha vontade era de socar a cara de Chungho até ele ficasse irreconhecível, mas o que faço é pedir um táxi e ir para minha casa. E os dias se passaram e não tive sinais de Jimin. Eu já estava preocupado, ligava várias vezes e só caia na caixa postal. Lotei sua caixa de mensagem até que a mesma ficasse cheia, fui até sua casa e não o encontrei. Tentei contato com os poucos amigos de Jimin e nenhum deles sabia onde ele poderia estar. Não podia ligar para sua família, pois, além de não os conhecer, não tinha nenhum número.

Semanas se passaram e nada de Jimin. Eu já estava louco. Fui até a polícia local, mas eles não queriam me dar informações, já que não tínhamos nenhum parentesco. Até o momento que desisti. As últimas palavras dele não saiam de minha cabeça.

“Só quero me afastar de você.” Eu ouvi isso incontáveis vezes em minha mente, até o dia que recebi um telefonema de Jimin.

— Jimin! Meu Deus, eu estava louco atrás de você! — Disparo, sem me preocupar em mostrar meu desespero. — Onde você está!?

— Isso não importa mais, JungKook. Eu só liguei para oficializar o nosso término. — Ouço sua voz fria e sem emoção do outro lado da linha.

— Como assim? Você não vai deixar ao menos eu me explicar?

— JungKook, isso tudo me faz tão mal. Você sabe que eu nunca mais vou ter paz, que vamos sempre voltar a esse dia. Você me conhece, você sabe meus defeitos. — declara com a voz embargada. — Eu não sei se poderia superar isso algum dia.

— Mas, Jimin. Eu não tive culpa! Ele me agarrou! Meu amor, nós não podemos jogar fora um ano inteiro em que estivemos juntos — sinto um bolo se formar na boca do meu estômago e pressiono o celular com mais força contra meu ouvido. — Jimin, por favor, pense melhor...

— Eu já pensei, JungKook. Vamos seguir em frente. Nosso relacionamento não estava indo bem, você sabe disso — pronuncia cada palavra de forma sutil.

— Mas, Jimin. Eu te amo! Deixa eu tentar melhorar. O que você quer que eu mude? Eu mudo! Eu juro, Jimin! — A essa altura eu também já chorava.

— E-Eu não consigo acreditar... Desculpe, JungKook. É mais forte do que eu. — diz em forma de sussurro. — Não é só você que precisa melhorar, eu também preciso. No momento, eu sei que não consigo. Sinto muito. Até algum momento.

E a ligação é finalizada. Deixo as lágrimas rolarem sem querer contê-las.

Mesmo tendo se passado três anos, eu ainda consigo sentir a dor. Eu realmente amava Jimin e perdê-lo foi doloroso demais. Nunca vou entender como aquilo acabou acontecendo, mas, infelizmente, aconteceu. E eu prossegui com minha vida e acredito que Jimin com a dele. Agora eu morava em Seoul, tinha minha casa, meu carro, uma carreira estável como fotógrafo e já realizava trabalhos grandes. E Jimin? Eu não sabia nada, nunca soube. Até as suas postagens em redes sociais pararam. Jimin basicamente deixou de existir. Até o dia de hoje.

Hoje era mais um daqueles dias em que tudo estava corrido, eu iria tirar fotos para uma revista em uma respeitada academia de dança em Seoul. A matéria era sobre a dona da academia e os inúmeros dançarinos bem sucedidos que saíram dela.

— Minhee, ajuste aquele tripé, por favor, tá muito baixo — digo a minha assistente. — Bem melhor agora.

Após várias fotos tiradas e o trabalho quase concluído, decido dar uma olhada pelo local, à procura de algo que seja interessante fotografar. Vou andando por um corredor com paredes brancas e rodapé azul bebê, assoalho de madeira em tom mel. Contudo, o que chama atenção é um lindo lustre simples, com bolinhas transparentes como uma cascata e as maiores na ponta fazendo um caminho circular. Estou tão distraído olhando para o lustre que só sinto um corpo se chocar bruscamente contra o meu, fazendo minha câmera quase ir ao chão, porém consigo pegá-la, por sorte, antes do impacto.

— Ai, meu Deus! Sinto muito! Não foi minha intenção! Por favor, me desculpe — ouço aquela voz e gelo completamente.

Eu reconheceria aquela voz a quilômetros de distância. Era a voz de Jimin, a voz que eu desejei ouvir em tantas de minhas noites.

— T-Tudo bem — não pude controlar o nervosismo em minha voz.

— Eu sou um desastrado. Vivo caindo, derrubando as pessoas, tropeçando nos meus próprios pés — Ele fala tudo de uma vez, parecendo envergonhado.

— Não tem problema — levanto meu rosto, já esperando o pior daquilo tudo.

— Não quebrei sua câmera, né? — Questiona, me lançando um olhar curioso e apreensivo.

Jimin já não era mais loiro como da última vez que o vi. Agora possuía um lindo black hair, o deixando ainda mais lindo. Entretanto, não foi isso o que me deixou um tanto quanto perturbado, e, sim, a forma com que Jimin me olhava. Ele me olhava como se eu fosse um desconhecido.

— Hmm, creio que não — pronuncio as palavras, sem deixar de mostrar o choque em meu rosto e parar de olhá-lo.

— Algum problema? — Ele me parece um tanto quanto desconfortável com meu olhar fixo, então acordo de meu transe.

— Jimin? — Digo seu nome baixo, mas sei que ele pode me ouvir.

— Sim? Nos conhecemos? — Com uma expressão confusa e assustada, ele me pergunta.

Será que eu estava em algum sonho muito realista? Jimin não parecia me reconhecer, e eu sei que não mudei nada. Continuo o mesmo JungKook, de cabelo castanho, que tem várias blusas iguais porque gosta de poucas cores.

Eu não mudei em nada e, mesmo que tivesse mudado, eu sei que não ficaria irreconhecível. Será que o Jimin estava fingindo não me conhecer por não querer falar comigo?

— Você realmente não se lembra de mim? Tá fingindo? — Indago, deixando fluir a mágoa em minha voz e rosto. — Isso não é necessário, Jimin.

— Nós nos conhecemos ou não?

— Sim, Jimin, nós nos conhecemos — reviro meus olhos enquanto confirmo, impaciente. Já estava cansado daquela brincadeira.

— Então... — começa, levando a mão até a nuca e a esfregando enquanto parece pensar. — E-Eu sofri um acidente há quase três anos atrás e perdi minha memória, então não lembro de nada. Por isso eu não me lembrei de você.

O choque não me permitiu reagir de imediato a tais informações. Como assim Jimin perdeu a memória?

— Você tá falando sério?

— Ninguém brinca com uma coisa dessas — replica baixinho e deslocado.

— Jimin, isso... Eu... Você... Então… N-Nós... — balbucio incoerentemente.

— Nós....? — Me lança um olhar curioso.

Como eu diria isso? “Oi, eu sou seu ex-namorado, que você pegou te traindo, mas foi um engano e mesmo assim você resolveu me largar.” Não parecia algo que deveria dizer assim, nessa ocasião.

— Sim, nós nos conhecemos... — forço um sorriso a aparecer em meu rosto.

— Oi... ? — diz sugestivo, na expectativa de eu dizer o meu nome.

— JungKook. Jeon JungKook — falo calmo, na espera de alguma reação diferente, mas nada acontece.

— Então, a gente se conhece de onde? — Pergunta, curioso.

— De Busan — mais uma vez esperei alguma reação, e mais uma vez, nada.

— Ah, sim. Minha mãe disse que eu fiquei uns anos lá. Sempre quis conhecer alguém de lá e saber o que fiz tanto tempo naquela cidade. Mas ninguém nunca me procurou… — comenta, desanimado, no entanto, parece pensar em algo. — Nós nos connhecemos como? Você conhece algum amigo meu de lá? Um namorado talvez? — lança as palavras, agitado e esperançoso.

Eu não tive nem reação. O que eu diria? Eu não queria contar nossa história dessa forma e nesse momento. Então iria mentir, ou omitir algumas coisas.

— Eu tirei algumas fotos suas assim que nos conhecemos... — eu queria parar ali, mas Jimin me olhava com expectativa. — Não conheci muitos amigos seus, desculpe.

Tentei dizer da forma mais convincente possível, e acredito que consegui, já que Jimin murchou na mesma hora, desapontado. Eu não me sentia confortável mentindo para ele, mas trazer nossa relação, que acabou tão mal à tona, seria desconfortável. Ele nem lembrava do que tivemos.

Nesse momento eu possivelmente tive a ideia mais absurda de toda minha vida. E se eu tentasse reconquistar Jimin? Pelo menos, tê-lo como amigo próximo a mim? Tentar ser melhor? Eu contaria a ele, eu juro que contaria, mas antes, eu iria reaproximá-lo.

— Jimin, você quer sair pra tomar alguma coisa? — sugiro e ele parece surpreso. — Eu posso procurar algumas de suas fotos pra te mostrar...

Eu não consigo conter o nervosismo e ansiedade dentro de mim. Tinha medo de a qualquer momento ele dizer que lembrava de tudo, sim, e eu era um imbecil de marca maior por tentar enganá-lo. Mas o que veio a seguir foi o oposto disso e me acalmou, ou me deixou ainda mais nervoso.

Ok, acho que seria legal. Aí você poderia me contar o que sabe sobre o eu daquela época.  Anote meu número aí pra gente marcar. — diz simplesmente, sem parece incomodado.

Após eu anotar seu número e combinarmos um lugar legal, Jimin se despediu de mim após se lembrar que sua mãe lhe esperava em algum lugar daquela academia e saiu correndo.

Meu coração batia descontroladamente em meu peito, e ainda não acreditava no que estava a ponto de fazer. E eu senti brutalmente a ética ir de encontro ao meu desejo.


Notas Finais


Espero vocês na próxima atualização!
Xoxo <3


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