História Retalhos - Capítulo 3


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Categorias Naruto
Personagens Naruto Uzumaki, Sasuke Uchiha
Tags Homem Trans, Homofobia, Horror, Lemon, Lgbt, Narusasu, Policial, Romance Policial, Sasunaru, Sasunarusasu, Suícidio, Suspense, Terror, Tragedia, Transexual, Yaoi
Visualizações 124
Palavras 3.158
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Científica, Lemon, LGBT, Luta, Mistério, Misticismo, Policial, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo-Ai, Shounen, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Sim, eu voltei. Espero ser bem recebida kkkkkkkkkk

Capítulo 3 - II - Prédio Hanzai


II
Prédio Hanzai




Prédio Hanzai. Cidade Kyoki. 18 de fevereiro.



Chegar ao maior prédio de investigações do país demorou mais que o previsto, já que as estradas estavam interditadas por causa da neve ; a nevasca, em si, havia passado, mas a neve acumulada passou a derreter e vários pontos da cidade não eram viáveis quando isto ocorria. As equipes de prevenção de acidentes entravam em ação nessa época do ano – e no outono, que costumava ser chuvoso em Shinguru.

Sasuke, particularmente, gostava muito desta estação: o verão era muito quente em Shinguru e como ele não morava em um local próximo a praia a estação não passava de um incômodo. A primavera seria ótima também, mas a pele de Sasuke não tinha resistência nenhuma contra o sol e por isso sair de casa se tornava uma batalha árdua. O outono chegava próximo ao seu peculiar gosto, mas apesar de fazer bastante frio, as chuvas atrapalharam a tarefa de sair de casa e ir ao trabalho, e investigar nessa época dava muita dor de cabeça. O inverno era o que tinha menos pontos contra, então passou a ser de sua preferência. Infelizmente faltava pouco para a estação findar e a primavera vim.
Tranquilamente ele seguiu para a sua sala no sexagésimo andar onde os escritórios particulares estão localizadas, os tons do prédio combinavam muito com sua própria casa, ou com sua própria personalidade. Cores sóbrias harmonizavam com seu interior, também sóbrio e sério, Sasuke não gostava de cores gritantes ou coisas agitadas, a única cor que gostava muito e que não se encaixavam com as cores sóbrias era o vermelho. Vermelho sangue, para ser mais exato.

A porta de madeira sintética estava fechada, um padrão de todo o prédio, Sasuke pôs a ponta de todos os seus cinco dedos da mão direita no painel de identificação ao lado da porta e, após o clique, a porta correu para o lado. Sua sala estava organizada como sempre, a mesa de vidro ainda continha o mesmo receptor do holograma de seis dimensões pronto para reconhecer somente as suas mãos e suas digitais, a cadeira também era a mesma, mesmo a decoração, que Sasuke mudou a oito anos atrás, não havia sido trocada. Não entrava em Hanzai há três meses durante o tempo em que esteve de luto e havia somente saído pela porta sem dizer se voltaria algum dia, então estava surpreso por terem mantido tudo em seu devido lugar.

Ele retirou o pesado casaco negro, abriu a pequena salinha escondida no lado direito da porta de entrada e pegou um cabide,  pendurando o casaco – todo o prédio tem sistema de calefação para os dias frios e sistema de ar-condicionado nos dias quentes, então a sala estava bem aquecida. Sasuke então seguiu para sua mesa e se sentou, por alguns segundos quis sair daquele lugar e nunca mais voltar, não estava pronto para assumir um novo caso e provavelmente nunca estaria, mas ele não iria querer que Sasuke se sentisse assim e por ele, seu irmão, Sasuke iria se esforçar.

Ele iniciou o programa e cinco telas em hologramas, que correspondiam em cinco programas distintos, se elevaram sobre a mesa. Sasuke preferiu ler o relatório que sua equipe disponibilizou no sistema chamado S.I.R.D.E.S – Sistema de Investigações e Relatórios dos Detetives e Equipes de Shinguru, com todas as informações encontradas sobre a vítima nos últimos três dias de investigação.
Para acessar o S.I.R.D.E.S, Sasuke precisava informar seu código governamental e a numeração contida no seu emblema. O reconhecimento da sua voz também é um mecanismo de proteção contra hackers ou uma tentativa de acesso não autorizada; como, por exemplo, um criminoso sob investigação que queira saber os passos da polícia.

— Código em numeração 15112230421, emblema de numeração 00426-3. — murmurou com a voz rouca pela falta de uso.

— Identificado: Detetive Uchiha Sasuke, chefe da Equipe Alfa. Qual caso deseja acessar?

— Caso 227, código 1479.

— Data de criação do arquivo?

— Dezesseis de fevereiro de 2037.

A voz feminina robótica sempre despertava uma sensação de desagrado profundo no Uchiha, contudo Sasuke precisava reconhecer que S.I.R.D.E.S é o sistema mais completo de toda a Hanzai, onde qualquer investigação em sua jurisdição poderia ser acessado e tudo que sua equipe investigava também estava ali. Movimentou as telas observando com atenção cada palavra nos arquivos disponibilizados, havia muita informação para apenas três dias de investigação, o que significa que sua equipe é realmente competente. Ele tocou na primeira tela, onde o S.I.R.D.E.S fora aberto, e a expandiu para seis dimensões diferentes, em cada expansão havia um relatório distinto, Sasuke afastou a cadeira por precisar de um pouco de espaço para conseguir ler o arquivo.

Em primeira instância, o relatório onde havia as informações de bioquímica – cadeias químicas e reações corporais – era de seu maior interesse. Ao ver o corpo pendurado, Sasuke soube quase que imediatamente que a vítima não morreu enforcada, havia a marca da corrente, mas o tom da pele alvejada não havia evoluído do vermelho ao roxo, como as lesões deveriam evoluir, não, elas estavam vermelhas por causa da irritação que a pressão do peso do corpo exerceu sob o pescoço. Alguém que morre sufocado tende a se debater tentando salvar a si mesmo, alguns cortes e áreas inchadas também era esperada nesse quadro e a falta deles somente significava para Sasuke que a vítima já estava morta quando foi pendurada no teto.

Os cortes tão pouco seriam a causa da morte, o único ferimento fundo o bastante para causar uma possível morte foi o do abdômen; os outros cortes não tinham uma profundidade considerável e o local escolhido não propunham risco a vida e, no entanto, o corte estava deveras gasto, irregular. Não havia padrão ou aparência de um corte feito na intenção de matar. A pele estava endurecida e havia vários cortes adjacentes. Não foi difícil perceber que a pele já estava dura e pegajosa quando o corte foi feito, um detalhe pequeno, mas que mostrou que a vítima já estava morta.

A causa da morte estava entre envenenamento, o ácido despejado na vítima, ou alguma outra substância. Por isso, a princípio, bioquímica seria seu foco.

O relatório, contrariando suas expectativas, não continha as informações que o detetive buscava. O que ali retratava era somente fichas químicas do ácido despejado na vítima e das substâncias encontradas na corrente sanguínea. Não perdeu tempo lendo a cadeia química, por mais que entendesse perfeitamente a linguagem; a conversa com Mito já estava em seu cronograma do dia. Trocou de tela, o holograma mudando de eixo, à esquerda acessou o relatório do legista. Bastou olhar uma única vez para Sasuke se sentir surpreso.

Realmente estava certo, a causa da morte foi uma substância nociva injetada na vítima, a surpresa provinha do fato de que a vítima morrera minutos antes de o ácido ser letal para sua saúde, mas aquela constatação não foi tomada por si como coincidência. Não, pelo contrário, aquilo foi muito bem planejado. Sasuke quis mais do que tudo descobrir quem era aquele assassino, um assassino que era ardiloso, sorrateiro, inteligente a ponto de calcular o tempo que um corpo humano suportaria contato intenso com um ácido corrosivo.

Sasuke observou por um tempo a falta de informação no relatório e estranhou o fato de não ter detalhes específicos do estado de cada órgão da vítima, tampouco havia detalhamento do corte feito no abdômen.

Ele desligou a projeção e flexionou todo seu corpo, o debruçando no tampo da mesa, sua mão direita segurando o queixo e o dedo indicador em frente aos lábios franzidos, a expressão fechada. Pensando cautelosamente, Sasuke já compreendia de forma espantosa a falta daquelas informações no relatório e, mesmo com toda sua segurança, pôde sentir o frio no estômago com a situação agravante. Se sua teoria se mostrasse correta, como sempre ocorria, estava com grandes problemas.


 

 


Olhando atentamente para o corpo pálido, Gaara sentiu a adrenalina correr em suas veias provocando arrepios pela sua pele; a caçada àquele assassino seria tão, ou até mesmo mais, emocionante quanto à do Doll Killer.

Não dormiu por dois dias inteiros tentando encontrar alguma resposta para seu dilema profissional e, no entanto, a resposta era certeira e muito evasiva: toda a linha de investigação na jurisdição do detetive Uchiha estaria prejudicada com a falta de informação legista.

O som da porta metálica correndo chamou sua atenção, ele observou silenciosamente o moreno adentrar completamente a sala branca bem iluminada, Sasuke estava o mais impessoal possível, o semblante calmo como sempre. Ele cruzou os braços e massageou o ponto entre seus olhos, as noites não dormidas já cobravam seu preço.

O detetive curvou o corpo, o cumprimentando.

— Detetive Uchiha, sou Sabaku no Gaara, médico legista especializado em criminologia. Sou responsável pela necropsia e análise dos órgão, bem como a causa da morte da vítima — se apresentou, lhe devolvendo a mesura educada. Os olhos escuros desviaram do ruivo e pousaram no corpo ainda aberto na maca, a expressão de descaso e tranquilidade não mudaram, mas o suspiro exasperado que o detetive soltou foi o bastante para que Gaara soubesse que ele já esperava por isso, apesar de que a confirmação somente lhe traria dor de cabeça.

— Os órgãos internos foram retirados, provavelmente para atrasar o reconhecimento da hora da morte.

Sasuke colocou as luvas de látex e se aproximou da mesa e suavemente, mas de forma firme, explorou o interior vazio. Os únicos órgãos presentes eram os pulmões e o coração e mesmo com o assassino usando essa artimanha para atrasar o conhecimento da hora de morte; o fato dele se dar ao trabalho de retirar órgão por órgão quando poderiam facilmente descobrir a hora da morte através de outros meios, incomodava o detetive.

O que, no final, o assassino esperava com aquela atitude? Qual realmente era sua intenção? Sasuke sentia um misto de curiosidade e frustração por não saber as respostas.

— Alguma probabilidade de ter sido retirado com a intenção de ser vendido ilegalmente?

— O assassino jogou ácido na boca dele — Gaara disse, abrindo a boca da vítima, mostrando a pele estourada e suja de sangue, um líquido amarelado ao redor dos lábios. — O ácido seguiu pela garganta, provavelmente atingiu o sistema digestivo e urinário, — apontou para as pequenas bolhas na virilha — Me arrisco a dizer, baseado em toda minha experiência de quinze anos na profissão, que o ácido estourou o intestino e passou a corroer a parede abdominal e o quadril, descendo para a virilha, provavelmente chegou a genitália. — se afastou do corpo, pegou o tablet contendo as novas informações ainda não passadas para o S.I.R.D.E.S, e o entregou para o detetive. — A probabilidade de venda daqueles órgãos é zero, ou menos do que isso.

Sasuke assentiu e perguntou: — O corte no abdômen foi para retirar os órgãos?

Gaara retirou os ganchos de metal que estavam segurando a caixa torácica aberta e a fechou, puxou a pele, mostrando a parte necrosada no meio do abdômen.

— O corte fora feito com a mesma faca que ele usou para retalhar o corpo da vítima. — Gaara então apontou para os pequenos cortes — Acredito que a intenção do corte realmente fosse a retirada dos órgãos e foi fechado provavelmente para não percebemos de primeira que não havia os órgãos internos na vítima.

— Houve a determinação da hora de morte?

— Encontramos ovos de larva perto do corte do abdômen, tendo em base que o ovo dessa larva em específico demora doze horas para chocar, a vítima morreu em torno de uma da manhã e estava a três dias no hospital abandonado.

Sasuke voltou a olhar as informações no tablet. O ácido havia sido despejado no corpo da vítima, o que levantava a dúvida entre acreditar que era apenas mais uma tentativa do assassino de atrasar o reconhecimento da hora da morte e o seu instinto profissional dizia que o ácido não fora usado por um motivo tão óbvio já que os pequenos cortes estavam em ordem aleatória e não continham uma profundidade relevante. Seus olhos baixaram desconfiados, não, aleatórios eles não eram, e o motivo desconhecido fez seu cenho franzir. Comprimiu os lábios, as contusões causadas pelo taco quebraram alguns ossos, mas tirando a dor que fora causada, as feridas não eram relevantes também.

Usados para torturar a vítima; todos esses pequenos artefatos foram usados para a tortura da vítima. E, entretanto, Sasuke sabia que não param por ali.

Entregou o tablet ao legista e retirou as luvas, em seguida olhou uma última vez para o corpo pálido e então seus olhos desviaram para o legista. Pele pálida, expressão cansada, olheiras profundas.

— Quero que termine o laudo e vá para casa descansar, está parecendo um zumbi.

Gaara o olhou surpreso para o detetive, rindo em seguida. Não era de conhecimento público que o grande Lord Intelligence tinha senso de humor, ainda assim ele agradeceu com um aceno. Sasuke estava certo, afinal, como sempre.



 
 

Cansado mentalmente e desejando profundamente ir para casa; foi assim que Sasuke saiu da sala do legista.

Sua mente fervilhava com várias análises e perguntas sem resposta, ele ainda não conseguia encaixar algumas atitudes do assassino com a realidade da investigação. Ao mesmo tempo que o assassino parecia saber exatamente o que estava fazendo, também parecia que o que o movia era a pura irracionalidade de um sádico, de um maníaco. Esse impasse lhe causava uma ânsia por mais: mais detalhes, mais diretrizes. A fome por descobrir quem ele era tomaria seu sono, assim como havia acontecido no caso do Doll Killer.

Não demorou para chegar no laboratório de química, localizado no trigésimo quarto andar. O sistema de acesso às salas de provas e exames, sejam laboratórios ou salas de testes, era diferente dos escritórios, para entrar bastava se anunciar e, se fosse uma pessoa que fizesse parte da equipe de investigação do caso, a entrada era liberada automaticamente.

Assim que ele entrou, seus olhos observaram a mulher loura presente no local. Ela estava sentada de braços cruzados, concentrada no computador de tela fina e realidade aumentada. Os cabelos estavam soltos, o óculos esquecido em cima da mesa, provavelmente estava pensando nos resultados das análises bioquímicas, contudo, não estava mais realizando experimentos químicos, pois – tirando o jaleco – ela estava vestida de forma causal demais para estar realizando algo prático.

Sasuke pigarreou, a tirando do pensamento complexo, mas diferente do esperado a mulher não se virou, continuou olhando para o computador. Sasuke então rodeou a mesa parando de frente para ela, os olhos castanhos com toques de mel passearam por seu rosto e a mulher fez uma careta de desagrado. Sasuke não pode se importar menos.

— Detetive Uchiha, responsável pelo caso. — se curvou. Educação foi algo que sua mãe sempre exigiu em casa e Sasuke nunca faltou com educação a ninguém.

A mulher revirou os olhos, mas se curvou. Querendo ou não – e ela realmente não queria – Sasuke era seu superior e respeito era o mínimo que deveria ter para com ele.

— Eu sei bem quem é você, Lord.

Seu estoicismo enraizado desde seus ancestrais impediu que ele fizesse uma careta, decidiu por não se pronunciar sobre o uso do apelido, não diria o quanto aquilo o desagradava, não, Sasuke não daria esse gosto a ela e nem ninguém.

Diante do silêncio do detetive, Mito se viu sem saída. Ela precisava se apresentar oficialmente.

— Yamanaka Mito, mestre em química e PHD em bioquímica, especializada em toxicologia; estarei responsável pelos testes químicos e substâncias das vítimas.

— Em seu relatório há propriedades químicas e cadeias relacionadas ao ácido despejado na vítima, e outras substâncias encontradas na corrente sanguínea, poderia me dizer exatamente quais são e qual o princípio ativo? — Sasuke perguntou, seu tom de voz monótono. De todas as pessoas, ele precisava mesmo trabalhar com sua ex-cunhada, que o odiava acima de que qualquer pessoa ou qualquer coisa?

Mito suspirou pesadamente, massageando a têmpora. Odiava admitir, mas Sasuke realmente era o melhor detetive que já conheceu; um maldito gênio. Derrotada, pegou seu óculos e o colocou antes de se levantar, seguindo para a cadeia química e propriedades montado no holograma que estava perto de outro computador, a tela transparente. Chamou o moreno com um gesto e, segundos depois, Sasuke estava ao seu lado.

— O ácido utilizado foi o sulfúrico, sua concentração estava em 80%, bem abaixo do que normalmente é utilizado. Ele também foi diluído em 30% em água, o que me leva a crer que a intenção do assassino não era matar com o ácido; levaria pelo menos dez minutos para a vítima morrer, mesmo que, com cinco minutos, ele já teria perdido a consciência. — Mito girou a cadeia química do ácido no holograma, apontando para as mudanças de propriedade causados pela concentração.

— Isso é ecstasy? — Sasuke apontou para a composição química ao lado da que a loura mostrava.

Ela assentiu e disse: — Encontrei altas doses de ecstasy, rohypnol e special K, um coquetel concentrado, usado para apagar a vítima; a quantidade usada deixou a vítima desacordada por, pelo menos, quatorze horas.

Sasuke fechou os olhos; montando a cena em sua mente.

O assassino conhecia a vítima, provavelmente a observava, e o cercou sem que ele notasse; partindo do princípio que não houve chamado policial para perseguição ou assédio moral nos dias próximos à morte dele. Sasuke não acreditava que ele foi drogado na sua própria casa, então em um local público, talvez.

Mito o observou em silêncio. A pose inabalável e o rosto impassível sempre a irritou, não entendia o amor que sua irmã sentia por ele. Sasuke parecia uma casca vazia, na maior parte do tempo; não demonstra sentimentos e não convivia com os colegas, ele vivia como um robô e para ela isso significava que ele não teria capacidade de se envolver emocionalmente com ninguém. Por outro lado, olhando para ele tão de perto, algo dentro de si se remexia, apertando com a súbita admiração e, naquele momento, ele parecia um rapaz inalcançável. Deu um passo para o lado, não, ela não deixaria que ele lhe afetasse, não precisava de mais um problema em sua vida. Não mesmo.

— O que matou a vítima? — o moreno perguntou, ainda mantendo os olhos fechados.

— O nome da substância é Alga Dinoflageladas Alexandrium Catenalla, mais conhecido como…

— Saxitoxina. — Sasuke completou, abrindo os olhos e virando-se completamente para ela.

Mito revirou os olhos pela segunda vez. Sabe tudo, pensou debochada.

— Ela se ligou ao canal de sódio das células nervosas e musculares, impediu a passagem de impulsos nervosos e o levou a morte através de paralisia respiratória. Sua ação é considerada lenta e demorou meia hora para paralisar completamente os pulmões da vítima.

— Ele aplicou a saxitoxina antes do ácido?

— O mais incrível foi que ele despejou o ácido quando faltava cinco minutos para a substância paralisar os pulmões.

Inteligente, muito inteligente, mas Sasuke discordou da loira sobre esse aspecto. O mais incrível era que a vítima estava acordada no momento de toda a tortura.

O assassino havia calculado absolutamente tudo.

— Obrigada pelas informações.

E em silêncio Mito o observou sair do laboratório.


Notas Finais


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