História Retardados em um apocalipse. - Capítulo 7


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Amigos, Apocalipse Zumbi, Aventura, Terror
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Palavras 1.930
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Romance e Novela, Survival, Suspense, Terror e Horror
Avisos: Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


B
O
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L
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R
A

Capítulo 7 - Acampamento provisório.


Fanfic / Fanfiction Retardados em um apocalipse. - Capítulo 7 - Acampamento provisório.

Poliana pov.


Cada um explicou o que aconteceu lá atrás. Sentamos perto do Otávio que dirigia, para ele ouvir os outros também. 

Explicamos o nosso percurso na escola, explicando o olho do Charles e a nossa demora, mas o que nem nós sabíamos explicar, era aquela horda de infectados. Também explicamos o porquê que a Raquel ficou brava com o Charles, primeiramente, nos ficamos cercados pelos infectados, ele queria deixar ela como um " petisco." 

A Amanda disse que ela e a Adriele estavam espionando alguns cientistas, já os meninos... Eles disseram que foram roubar algumas caixas do local, mas uma cientista encontrou eles, o Humberto fez ela de refém e o Diego e o Bruno foram roubar as caixas. Quando eles foram embora, a mulher falou sobre eles e acabou com a sirene fazendo o maior barulho e militares atrás deles. 

Ota: Esse lugar tava lotado mesmo, duas hordas de infectados... como é o nome dos bicho?

Amanda: Escaladores ou clikers, ainda tem os outros tipos.

Ota: Mais tarde a gente fala sobre eles. Aí, Diego, troca de lugar comigo.

Di: Arra, tinha que ser eu?

Ota: Tinha.

Ele parou no meio da estrada mesmo, os dois trocaram de lugar, Diego como sempre, ficou reclamando, já o Otávio, foi dormir. Alguns de nos ficamos conversando até mais tarde, mas logo todos foram dormir também. A partir do momento em que foi tentar dormir, percebi que não dormi nada e que estava muito cansada, mas não consegui pregar os olhos nem por um minuto se quer, o som desses infectados gritando ficavam ecoando pela minha mente, e para piorar, minha mente quis brincar um pouco comigo, fazendo imaginar o que poderia acontecer, mas fácil dizendo, um pesadelo.

Me levantei e fui me sentar perto do Diego, ele parecia mais calmo, mas ainda estava irritado. Todo mundo parece bem agora, mesmo com algumas expressões meio... tristes. 

Di: Nem vem me atormentar!

Poli: Eu não disse nada ainda, Didi-chan- rio olhando pela janela.

Di: DID... Didi-chan o caraio!- ele ia gritar, mas acabou sussurrando.

Poli: Tsc, você sabe que nunca vou parar. Tem ideia pra onde você tá levando a gente?

Di: Não, mas daqui a pouco vamo saber, eu só quero achar um lugar pra esconder essa lata velha e ir descansar também.

Poli: Lata velha que tá ajudando no caso.

Di: É, tanto faz. Por que não tá descansando também? Não quero carregar um peso morto amanhã.

Poli: Ui! Quero ver deixar o peso morto- reviro os olhos- só não tô com sono, só isso.

Sem sono... Claro, sonhar que seus amigos se transformaram e estão correndo atrás de você para te matar, não é muito legal.

Di: Olha ali, tem uma estrada.

Poli: Aí meu Deus do céu! Tem certeza disso? E se tiver infectados?!

Di: Tenho certeza sim...- diz irritado- se tiver, eu atropelo eles.

Poli: Que reconfortante...- murmurro.

Di: O que disse?

Poli: Nada!

Ele entrou na estrada, árvores altas cercavam o local, entrada de uma floresta? Não sei se esse é o melhor lugar. Eu voltei para meu lugar de antes, e tentei dormir de novo. O ônibus parou, Diego deve ter achado um bom lugar, ouvi ele fechando as cortinas e depois se jogando em algum banco qualquer.

Ainda não consigo dormir, eu tô com um mal pressentimento... Enquanto pensava sobre isso, finalmente consegui dormir.


~Nove horas depois ~

Acordei com dor na coluna, olhando em volta só vi a Emili, a Yasmim e a Maria Paula pegando algumas coisas nas caixas.

MP: Onde os meninos foram?

Emi: O Murilo falou " Vo ir mijar"- diz imitando ele- e aí foi todos os meninos.

Yas: Precisa ir todo mundo junto agora?

Emi: Sei lá, eles falaram que iam verificar p que tem aqui perto, mas acho que não tem nada.

Poli: Tem café?

Yas: Tamo fazendo ainda.

Emi: Vou ver se acho algo pra fazer.

As meninas saíram do ônibus e foram terminar de fazer o café do lado de fora. Fui ao banheiro e logo quando sai, ouvi as meninas dando risada, parece que alguém caiu na água e depois caiu na grama, e o Murilo apareceu na minha frente, uma expressão confusa e ao mesmo tempo irritada.

Mu: Tem alguma coisa no meu pescoço? 

Poli: Se você tirar a mão tem como ver.

Ele não parava de coçar o pescoço, quando ele tirou a mão, veias negras estavam crescendo pelo pescoço, indo em direção ao olho que começava a ficar vermelho.

Poli: Você não deveria ter coçado isso daí, cadê a Yasmim?

Mu: Se tava coçando, o que eu faço? 

Poli: Yasmim?

Mu: Lá fora.

Poli: Vai lá com a Yasmim, vou pegar um kit de primeiros socorros e ela faz algo aí.

Ele saiu do ônibus resmungando, peguei o primeiro kit que achei, esse ônibus tá um calor do inferno! Mesmo com as janelas apertas, mas pelo que parece a Emili colocou as bebidas e os remédios em um lugar com sombra, se não colocasse, iriam estragar. 

Sai do ônibus e a Yasmim tava dando uma bronca do Murilo e no Vitor.

Yas: Quando isso acontecer, vocês têm que avisar a gente! Qualquer um de nós!

Vitor: Sim senhora- revira os olhos.

Poli: Hã...? Yasmim? Tá aqui o kit...

Yas: Ah! Valeu, pode fazer mais um favor?

Poli: Diga...

Yas: Chama o Charles e o Otávio pra fazer os curativos deles também.

Dri: Deixa que eu vou lá.

A Adriele foi atrás dos dois, falando nos dois.... Os outros sumiram, não vi o Humberto, o Bruno nem a Amanda ou a Raquel... onde eles se foram?

A Yasmim começou a fazer um curativo no pescoço do Murilo, a Emili e a Maria quiseram ajudar, então a Yasmim fez o curativo do Murilo devagar, enquanto as duas tentavam copiar o que ela fazia no pescoço do Vitor, ele parecia estar bem pior que o Murilo, o pescoço dele estava com marcas de sangue de tanto coçar.

Dri: Achei as donzelas.

Ota: Donzelas? Isso a faz um cavalheiro?

Dri: Que? Não sei- ri.

Yas: Terminamos aqui, pro primeiro curativo que vocês duas fizeram, ficou muito bom- sorri.

MP: Sério? Isso é bom.

Emi: Cê fez curso de enfermagem, Yasmim?

Yas: Fiz curso de veterinária por um mês, eu acho.

Vitor: Isso meio que faz a gente animais...?

Yas: É, talvez. Agora, curativo do Otávio ou Charles?

Emi: Eu quero tentar de novo.

Yas: Tenta fazer o curativo no olho do Charles, eu vou fazer a costura do Otávio.

Ota: Ainda precisa costurar essa merda? Já parou de sangrar.

Yas: Parou de sangrar porque tá enfaichado, se eu tirar isso daí, vai começar a sangrar.

Ota: Vamo logo com isso então caralho. 

Os dois se sentaram em um troco, a Yasmim tirou a faixa do braço do Otávio, bem, dito e feito, o braço dele começou a sangrar, a Yasmim limpou e começou a costurar, o Otávio não parava de xingar.

Emi: Vamo ver como que tá esse olho.

Poli: Você tem certeza disso?

Emi: Claro, por quê?

Poli: O olho dele tá bem infeccionado.

Emi: Tanto?

Charles: Só faz logo a merda do curativo, ainda tem mais uma volta pra fazer.

A Emili tirou o curativo velho com cuidado, mas na hora que viu o estado do olho dele, ela desistiu e pediu pra que eu fizesse no lugar dela. Limpar o olho todo, limpar com um cotonete em volta e colocar uma gaze nova, prontinho.

Yas: Acho que somos enfermeiras a partir de hoje.

Poli: Hã? Eu acho que eu fico fora, só faço em caso de emergência ou se alguém não parar de reclamar que tem que fazer mais uma volta- olho com raiva o Charles.

Yas: Afinal, o que estão fazendo?

Ota: Colocando armadilhas pequenas aqui em volta. Falando nisso, vamo lá cara.

Os dois foram em direção a um matagal alto, deu para ouvir o Joaquim, o Bruno e o Humberto discutindo um com o outro e xingando alguma coisa que não prendia na árvore, o que eles estão aprontando? Antes que não conseguíssemos mais ouvir as vozes deles, a Yasmim e a Maria foram atrás deles, levando bolachas e pão. As duas voltaram correndo.

Yas: Ainda não tomamos café da manhã, acho que isso deve dar até acharmos um jeito de cozinha algo.

Emi: Você não tava fazendo... café?

Yas: Até tentei, mas a água não esquentava, então eu larguei mão.

MP: Que tal a gente se juntar com os outros perto do rio?

Emi: Vamo levar algo pra eles comerem também.

Tomamos o nosso "café", pegamos as bolachas e fomos até o rio. Chegando lá, as meninas estavam colhendo algumas frutinhas e na beira do rio. A Yasmim foi se sentar na beira da água para refrescar, ela lia e anotava no caderninho, se não me engano, aquele era o caderno onde ela fazia anotações sobre os sintomas que os meninos estão tendo.

Nós nos juntamos as meninas e colhemos as frutinhas, em um momento, a Raquel escorregou e caiu no rio, ficando toda encharcada.

Ra: Que maravilha!

Emi: Vai, não é tão ruim assim, melhor do que ficar sem tomar banho.

Ra: Verdade....

Sentiuma mão nas minhas costas e logo me vi no rio também, Emili também tinha caído, a Amanda nos empurrou. A pistola que estava na minha calça por pouco não saiu água abaixo.

Dri: Pra que a.... Arma?- ela diz pausadamente tentando recuperar o fôlego de tanto que ria.

Poli: Vai que algum dos infectados aparece, melhor prevenir.

Amanda: Acho difícil, se fosse assim, já teria vários deles aqui.

MP: Talvez....

Nós nos arrumamos para voltar ao ônibus. Estávamos na metade do caminho, conversando e dando risada, até que o som de uma explosão nos deixa paralisadas, o que foi isso? Alguma armadilha dos meninos, mas o que a ativou?

Depois de um momento em silêncio, resolvemos correr e ver o que aconteceu. Chegando ao ônibus, os meninos foram feitos de reféns... alguns homens muito bem armados estavam com eles. O Otávio e o Diego estavam sendo feitos de saco de bancada... Eles não tem jeito, a cada soco no estômago, era um sorriso debochado falando que eles não são de nada.

Yas: Q-Quem são vocês?!- finalmente alguém disse algo...

Um último soco pega em cheio no queixo do Otávio, fazendo ele tossir sangue.

???: Parece que temos algumas senhoritas- sorri.

Yas: Vou falar mais uma vez, quem são vocês?!

???: Ninguém em especial- sorri- apenas quero levar vocês comigo.

Poli: Muito obrigada pela a oferta, mas acho que vamos recusar, agora... soltem eles.

Amanda: Esse é o cientista que vimos, Will.

Will: Querem compartilhar algo conosco?

Emi: A gente já disse que não vagabundo, agora, vai soltar eles ou não?!

Will: Ora, ora, essas garotas são muito bocudas, vamos ver se vocês vão ser assim até a sua morte.

Outra explosão atrás deles, mas junto agora, os gritos e grunhidos dos infectados.

Will: Você foi bem inteligente garoto- diz olhando pro Otávio e erguendo o queixo dele- açúcar? Bem esperto, pena que não vai viver.

Otávio cuspiu na cara dele.

Will: Hã, vamos acabar com isso logo, se rendam.

Yas: Olha, sinto muito, mas não.

Di: Só faz o que eles pedem... Desgraçado, eles querem o Murilo e o Vitor.

O que? Diego se rendendo e o Murilo com o Vitor são alvos?

Poli: Quer saber, você vai perder seu tempo com dois idiotas feito eles.

Will: Nem que nós percamos tempo, vamos levá-los- diz sem paciência- vocês vão vir com a gente por bem ou por mal?

Emi: Cara, simplesmente, deixa a gente aqui, não somos especiais, nem esses dois.

Will: Como queira.

Ele sacou a arma apontando para a Emili, o som da bala saindo ecoou, mas...



Continua...?






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