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História Retrocesso - Capítulo 4


Escrita por: BabaluhS2

Capítulo 4 - Capítulo 4


- Toya? - O garotinho de cabelos verdes repetiu - Muito prazer em conhecer você! - Ele sorriu animado - Sou Izuku Midoriya! - Ele tentou segurar a mão do ruivo, mas foi detido por um grunhido, automaticamente se afastando assustado - Ah, desculpa, desculpa! - Disse apressado ao vê-lo segurar os braços enfaixados - Como se machucou assim? - Perguntou preocupado logo tirando remédios e gases de sua mochila amarela - Se não quiser falar não tem problema - Continuou tagarelando. Ele puxou o garoto o fazendo sentar na grama, logo em seguida fazendo o mesmo e começando a aplicar pomadas e a usar anti-inflamatórios - Talvez precisemos trocar suas ataduras, elas estão muitos sujar e podem infeccionar e - Uma curta risada cortou a fala do menor.

- Você fala demais - Izuku corou coçando a bochecha, envergonhado.

- Desculpa - Sussurrou baixo terminando de tratar as queimaduras pelo corpo do maior. Eram horríveis, e o sardento se sentia pior ao ver que não poderia fazer nada em relação as cicatrizes que ficariam em todo o pequeno corpo da criança.

- Não dói - Toya levou a mão enfaixada até a bochecha sardenta e a apertou, aliviando a tensão do esverdeado - Você é bem esquisito pra se importar com um garoto que acabou de conhecer.

- Eu sei seu nome e você sabe o meu - Izuku murmurou guardando as coisas em sua mochila - Não somos mais estranhos - Ele levantou a cabeça e sorriu radiante. Toya sentiu o coração pular - Você está sozinho? Onde estão seus pais? - Perguntou inocente.

- Não tenho - Ele resmungou exalando puro ódio - Não mais... - Cerrou os punhos apertando-os com força. De repente as lembranças de dias atrás o acertaram com uma força cruel. Os treinos rigorosos de Endevor, as lágrimas de sua mãe, seus irmãos, o acidente que o deixou naquele estado, e a fuga. Os olhos marejaram deixando a visão dos olhos azuis turva, o garotinho de cabelos vermelhos aos poucos se sentia afundando cada vez mais na escuridão.

Até que, de repente, mãos cálidas e macias tocaram as suas, o fazendo olhar novamente para os olhos esmeraldas que brilhavam reluzentes. O menino de sardas o olhava com uma expressão triste, segurando cuidadosamente as ataduras, ele sentiu aquele calor gentil atravessar sua pele e aos poucos varrer a escuridão que o cercava.

- Desculpe por perguntar - A voz soou chorona - Mas por favor não aperte suas mãos, elas podem ficar ainda mais machucadas - Os olhinhos logo encheram de lágrimas. Toya respirou fundo e se acalmou, deixando de enterrar as unhas na pele queimada.

- Não importa mais - Disse voltando a adquirir um rosto inexpressivo - Mas eu - Ele foi interrompido pelo barulho do próprio estômago que implorava por comida. Mesmo tentando parecer imparcial, Toya não passava de uma criança, então ele corou envergonhado - Não estou com fome - Resmungou contradizendo o som, o que fez Izuku rir docemente.

- Sabe, agora mesmo eu estava indo até meu esconderijo secreto! - Sorriu bobo. Mesmo tento uma postura "madura", as vezes Midoriya precisava agir como uma criança normal a fim de não levantar suspeitas - Se não tiver pra onde ir, e quiser comer as frutas que colhi - Ele apontou para a sacola que carregava junto a mochila - Pode vir comigo! - Pulou animado.

- Bem... - O garoto relutou um pouco antes de aceitar o convite - Não tenho mesmo pra onde ir - Sorriu e segurou a mão gordinha de Midoriya, andando colado ao menino pela saída do parque e entre as ruas.

Era estranho. Toya não aparentava e nem era um garoto sociável daquele jeito, mas da maneira como as duas crianças caminhavam juntas as pessoas poderiam jurar que se conheciam desde sempre. Ele estava enfrentando diversos problemas, e o principal naquele momento era fome e o guarda que o pegara roubando do parque, e justo no momento em que precisava Izuku apareceu, salvando o dia como se fosse seu herói. Com o brilho de um anjo puro, ele o ajudou sem pestejar e, até mesmo chorou, por ele. Midoriya sem sombra de dúvidas era um rapaz estranho, mas essa mesma esquisitice fizera Toya gostar dele.

- Izuku - O ruivo puxou assunto, terminando de comer a mação que o esverdeado o dera - Eu pensei e, não quero mais ter nenhuma relação com a minha família - Ele sentiu o sardento apertar levemente sua mão - Quero mudar e começar de novo, longe deles - Respirou aliviado quando viu que o menor realmente o escutara paciente. As vezes até mesmo Toya esquecia que Izuku era uma criança de menos de 6 anos de idade - Por isso pensei em mudar o nome - Murmurou baixo - Talvez pintar o cabelo.

- Pintar o cabelo? - Izuku perguntou curioso. Ele não sabia quem era a família do garoto e pelo que exatamente ele passara, mas claramente ajudaria o menino no que pudesse, afinal ele era sozinho no momento, estava machucado e indefeso. Que tipo de heróis seria Midoriya se ignorasse algo assim? - De que cor? - Sorriu doce.

- Preto - Resmungou pensativo - Dabi é um nome legal, o que você acha? - Toya se assustou quando viu o rosto do menor empalidecer - Izuku?

Ele tinha ouvido direito?! DABI?! Esse não era o nome de um dos integrantes da Liga dos Vilões? Aquele que tinha um poder estranho de fogo azul? Por isso achou as feições do garoto familiar! Ele era um vilão, que por acaso tinha queimaduras pelo corpo todo assim como o menino a sua frente.

- Da..bi...? - Repetiu lento, sentindo a cabeça explodir com as lembranças do futuro, ou passado - Você, por acaso... Tem poderes... de fogo? - O ruivo arregalou os olhos surpreso.

- Você... Como você sabe? - Ele largou a mão do sardento voltando a encará-lo com suspeita. E se ele tivesse descoberto a identidade de sua família? E se estava agindo como isca para leva-lo de volta para casa? Endevor era sujo e faria qualquer coisa para ter sucesso em seu plano. Mas dabi não cairia em uma armadilha dessas.

- E-Eu... Eu pensei que talvez fosse por isso que você se queimou! - Explicou rápido. Essa foi a mesma reação de Tomura anteriormente. Midoriya precisava ter cuidado, aquele já era o segundo deslize que dava, não poderia cometer mais erros se quisesse ajudar as pessoas, até mesmo os vilões - Você vai embora? - Ele teria de apelar para o modo infantil novamente - Desculpa, desculpa! Eu sou esquisito e assustei você? - Falou se aproximando desesperado e agarrando as mãos do ruivo, sentindo o rosto molhar pelas lágrimas - Por favor, não vai embora! Prometo não ser mais esquisito! - A voz chorona partiu o mais velho ao meio. Toya, ou melhor, Dabi sentiu o coração falhar ao ver o rosto chorão do garotinho.

- Tudo bem, não precisa se desculpar - Ele afagou os cabelos rebeldes a fim de acalmá-lo - Eu não quis fazer você chorar, só fiquei.... Surpreso - Sussurrou baixo - Eu gosto das suas esquisitices - O ruivo sorriu, aliviado ao vê-lo secar as lágrimas e fungar uma última vez antes de voltar a andar segurando sua mão.

- Então, seu nome agora vai ser Dabi? - Perguntou sorridente novamente - Acho um nome legal, mas onde vamos achar tinta preta de cabelo?

- Bem - O ruivo sorriu travesso tirando um pacote pequeno do bolso - Eu peguei como lembrancinha de uma loja á alguns dias atrás e - Recebeu um beliscão na bochecha - Ai! Por que fez isso?

- É feio roubar! - Disse parecendo irritado, o que fez Dabi entrar em pânico - Se fizer isso de novo não somos mais amigos!

- Tudo bem, tudo bem! Eu não faço mais - Resmungou rápido - Mas então, porque estamos entrando em um bosque?

- Porque meu esconderijo secreto é uma casa na árvore! - Disse empolgado logo esquecendo a birra de segundo atrás - Você vai gostar! É bem grande e confortável! - O ruivo sorriu aos pulinhos do menor - Olha! - Ele apontou mais a frente - Ela tá ali!

- Izuku/Deku! - Duas crianças colocaram o rosto pela pequena janela ao ouvir o esverdeado. Ambos desceram apressados sem prestar atenção na outra companhia do sardento.

- Quem são? - Dabi recuou desconfiado ao olhar para os dois meninos.

- São meus amigos, não se preocupe - Ele sorriu desarmando completamente as muralhas indiferentes do maior - Eles são muito gentis e - As palavras de Midoriya sumiram ao barulho de explosões.

- Oe, Deku! Quem é esse? - Bakugou encarou com raiva na direção ao ruivo, que retribuiu com um olhar frio - Não me diz que adotou mais um cachorro?! - Ele puxou o braço do amigo, soltando as mãos dos dois e agarrando possessivo o esverdeado.

- Você demorou, Izuku - Tomura o puxou de Katsuki, abraçando calorosamente - Quem é esse? - Fuzilou Dabi, que não ficou nem um pouco contente com a aproximação dos três.

- Solta ele seu cara feia! Vai esmagar! - Bakugou bateu o pé com raiva.

- Ele é meu amigo - Izuku disse com dificuldade ao abraço apertado de Shigaraki - Dabi, esses são meus dois melhores amigos - Sorriu respirando aliviado ao ser solto - Shicchan - Apontou ao maior de cabelos brancos - E Kacchan - O loiro estalou a língua ao ser apresentado.

- Não parecem muito inteligentes, você vai decair andando com crianças assim, Izuku - Dabi debochou, recebendo estalos das mãos de Bakugou e um olhar irritado de Tomura.

- Não briguem, vamos subir e comer as frutas que eu trouxe - Izuku disse com a voz falha ao vê-los prestes a começar uma briga.

Ambos se conteram em uma trégua silenciosa pelo esverdeado e subiram atrás do pequeno. Depois de comer o clima se tornou mais leve entre eles, ainda mais depois de Midoriya explicar a situação de Dabi. O sardento não pôde dizer que eles se tornaram amigos, mas Tomura sentiu simpatia ao ver alguém em uma situação parecida a ele, e Bakugou mesmo irritado o aceitou como mais um dos cachorrinhos de Izuku, se contentando com a ideia de que ele conhecia Deku primeiro que ambos.

Com o entardecer do dia, o loiro e o sardento voltaram a suas casas, deixando os outros dois confortáveis antes de saírem. No caminho, Midoriya pensou em como seria dali para frente, já que agora teria de abrigar dois possíveis vilões. Aquela pequena cabana não seria grande o bastante daqui á alguns anos, então ele precisava pensar em uma forma de conseguir dinheiro, o suficiente para ao menos alugar algum apartamento pequeno para os dois. A escola não seria problema já que Izuku estudaria em uma pública junto a Bakugou futuramente, mas tinha de ver até onde a educação dos dois se encontrava. E depois? Será que eles acompanhariam Izuku até sua entrada na U.A? Ele realmente adotou ambos, mas o que faria dali em diante? Ele poderia os ajudar até que realmente não precisassem mais dele, seriam dois problemas a menos na Liga dos Vilões. 

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No dia seguinte, o grupo se encontrava na casa da árvore. Os garotos enfrentavam um desafio difícil, e quase impossível de ser solucionado. Izuku havia saído a alguns minutos deixando-os sozinhos.

- Isso é irritante! - Bakugou gritou batendo o pé - Porque precisamos pintar seu cabelo?!

- Eu não pedi pra vocês fazerem isso - O ruivo resmungou cruzando os braços - Izuku me disse que pintaria meu cabelo, os idiotas se intrometeram por conta própria.

- Quem aqui é idiota? - Tomura revirou os olhos - Você chegou aqui a menos de uma semana, não fique se achando, como era mesmo o nome que tinha inventado? - O grisalho sorriu frio com uma voz debochada - Ah é, Dabi... Não é mesmo? - Bakugou rui dando suporte. Os dois se odiavam, mas por enquanto uma aliança era necessária diante de um inimigo em comum.

- Aliás, onde Izuku disse que ia mesmo? - O loiro perguntou saindo totalmente do papel de "intimidador".

- Ele disse que precisava buscar algumas coisas em casa, e comprar mais uma coisa que precisa usar junto com esse negócio da tinta - Shigaraki explicou - Parece que nem roubar direito você sabe - Zombou do ruivo, que estalou a língua irritado - Pelo menos se vai fazer isso, pegue todas as coisas que vai precisar e não só metade, idiota - Repetiu o mesmo xingamento usado pelo próprio Dabi, o que pareceu o irritar mais.

- Só calem a boca - Resmungou o garoto enfaixado, desistindo de retrucar.

E enquanto os três brigavam entre si, Izuku estava a caminho para retornar a casinha. Ele saíra a um tempo atrás para comprar alguns outros produtos que precisava misturar com a tinta para pintar o cabelo do amigo, além de também precisar comprar limões. E para que? Bem, digamos que ele havia pensado em uma maneria fácil e eficiente para ganhar dinheiro, afinal quem resiste a uma criancinha de 5 anos vendendo limonada em uma barraca na rua?

- Agora só preciso dar conta de carregar isso - Murmurou o esverdeado saindo do mercado com uma sacola cada bracinho.

- Não é fofo? - Uma senhora começou a fofocar ao lado - Mesmo pequeno ele ajuda nas tarefas de casa! Queria que meu filho fosse assim - Ela resmungou.

- Acho que Eijiro não daria conta amiga- A outra mulher respondeu - Até por que ele é muito tímido, com certeza andaria o caminho todo, mas quando fosse tentar pedir alguma coisa a atendente sairia correndo envergonhado.

- Não custa sonhar, não é? - As duas riram e voltaram a encarar o pequeno garotinho de cabelos rebeldes atravessar a rua cuidadosamente - Adorável.

Se Midoriya estivesse mais atento teria escutado a conversa, porém sua mente pensava longe sobre as possibilidades de melhorar o projeto que tinha em mente para conter os poderes de Tomura. E exatamente por essa distração ele não percebeu que pegou a rua errada, e foi parar em um lugar totalmente desconhecido para suas memórias. Quando Izuku finalmente acordou já era tarde.

A criança de olhos esmeraldas encarava  a rua suja e escura, um tanto assustado. Por mais que Deku lutasse contra seus instintos infantis, eles sempre prevaleciam, era impossível evitar tremer e começar a chorar em uma situação dessas, visto que mesmo tendo uma mentalidade acima, seu físico ainda era de apenas um garotinho de 5 anos.

- E agora..? - Ele estremeceu ao ver homens robustos e assustadores passarem ao seu lado e rir perversamente. Juntou forças e andou até o canto de um prédio velho, se escorando ao canto da parede e deixando as costas descerem, sentando encolhido e abraçando o próprio corpo em uma tentativa de manter a calma - P-Preciso pensar... Em como posso voltar... - Resmugou baixo, com medo de que se falasse mais alto alguém o visse - M-Mas eu não lembro... Não lembro como cheguei aqui...

Izuku se sentia cada vez mais assustado, chorando descontroladamente a criança se via afogando ao medo, incapaz de levantar ou mesmo pensar. Estava apavorado.

Foi quando de repente uma mão quente tocou seu ombro, o tirando do transe. Era um toque meio bruto, mas gentil ao mesmo tempo. Midoriya levantou o rosto sentindo um forte cheiro de álcool, limpou os olhos com as mãos apressado para ver claramente a silhueta a sua frente.

- Ei garoto, porque tá chorando aqui? - O homem perguntou - Você tá com dor de barriga? Já sei! Fugiu de casa né? Ou também pode ser dor de barriga! Eu já disse isso? - Ele olhou confuso para a criança. O homem era jovem, tinha cabelos loiros bem claros e olhos escuros. O cheiro forte do álcool fora explicado pela garrafa de cerveja que segurava na mão direita - Por quê não responde? É surdo? Mudo? Não fala?

- E-Eu me perdi - O esverdeado se esforçou para responder com a voz chorosa - Não sei... N-Não sei como voltar...

- Lembra onde você tava antes?

- E-Eu... - Midoriya respirou fundo, se acalmou e levantou com as sacolas nos braços, que já estavam um tanto vermelhos e marcados - Eu estava no mercadinho... Aquele que tem uma plaquinha do All Might na frente... - Fungou antes de voltar a falar - Eu comecei a andar sem perceber... Entrei na rua errada e me... perdi... - Sussurrou a última parte mais baixo.

- Saquei, saquei - O loiro pareceu pensativo antes de se aproximar. Ele pegou as sacolas do garotinho com uma mão, e com a outra agarrou o esverdeado, o carregando no colo meio desajeitado - Não precisa chorar mais tá bem? Vou levar você de volta - O homem disse sorrindo afiado e beliscando de leve as bochechas sardentas.

- M-Muito obrigado! - Izuku disse envergonhado, instintivamente se agarrando mais ao pescoço do maior, que logo começou a andar.

- Quantos anos tem? - Ele perguntou animado. O loiro não sabia ao certo porque aquela pequena criança chamara tanto sua atenção. Entretanto, quando o vira entrar na rua assustado como um coelhinho e se escolher em um canto, ele não resistiu em sair para ajudá-lo. O que era curioso, já que ele nunca fora um homem altruísta ou muito solidário.

- Tenho 5 anos! Eu acho... - O pequeno sorriu constrangido.

- Você acha? - O loiro ironizou - Qual seu nome garoto?

- Izuku! Izuku Midoriya! - Ele pareceu se animar mais, o que fez o homem se sentir aliviado.

- Midoriya ein? - Repetiu o loiro - Gosta de individualidades?

- Amo! - Os olhinhos verdes brilharam intensamente - Adoro todas elas!

- Quer saber a minha? - Perguntou sorrindo ladino. Ele realmente não sabia porque estava falando sobre esse assunto, mas aquele garotinho parecia tão puro e inocente que mesmo ele que era fechado, conseguira se abrir facilmente.

- Vai me contar? - O sardento pulou no colo do loiro, empolgado - Eu quero sim! Quero sim por favor!

- Eu consigo duplicar qualquer coisa.

- Mesmo?! - De repente os pés do menino tocaram o chão, eles haviam voltado para a rua iluminada principal.

- Posso até mesmo fazer um clone de você ou de mim - Ele fez uma pose exibida - Consigo copiar uma porcentagem da individualidade e personalidade!

- Isso é demais! - O sardento pulou animado, porém ele confundiu o homem quando de repente parou pensativo- Mas... Se fizer clones iguais a você... Como vai saber se é o verdadeiro ou não? - Perguntou inocente, fazendo com que o loiro também se tornasse pensativo.

- Bem pensado garoto... Acho melhor riscar essa ideia da lista, já pensou no quão aterrorizante seria se eu estivesse cercado de vários loiros bonitos? E não soubesse se realmente eu era o verdadeiro?

- Assustador! - O garotinho comentou antes de sair correndo e atravessar a rua - De novo muito obrigado por me ajudar! Quando eu abrir minha barraquinha de limonada vou trazer um pouquinho pra você! - Gritou empolgado.

- Sabe onde me encontrar, Midoriya - O loiro sorriu já virando de costas e tirando um cigarro do bolso.

- Como você se chama tio?! - O homem tossiu engasgado ao ouvir a palavra "tio", já que ele não chegava nem aos 19 anos, mas não tinha o que fazer se aparentava ser mais velho do que isso.

- Jin! Eu sou o Jin! - Ele sorriu gritando em resposta antes de desaparecer no beco escuro da rua.



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