História Retrocesso - Capítulo 7


Escrita por: ~ e ~YsBelieber

Postado
Categorias Justin Bieber
Tags Chloe Moretz, Drama, Justin Bieber, Romance
Visualizações 549
Palavras 3.156
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Ei meus amores, aqui vai mais um capítulo feito do fundo do nosso core pra vocês sz. Até as notas finais e boa leitura!

Capítulo 7 - Capítulo 6 - Veracidade


Fanfic / Fanfiction Retrocesso - Capítulo 7 - Capítulo 6 - Veracidade

Justin Bieber.

Centro Psiquiátrico Creedmoor;

Tempos atuais.

Meu olhar estava preso contra a madeira desgastada da porta a minha frente. Meu corpo paralisado se recusa a se mover e sair dali, mas era preciso. Hoje voltarei para casa, depois de passar dois finais de semana seguidos sem sair do centro. Stacy se tornou insuportável e insistente, e sabia que, mais cedo ou mais tarde, isso viria á acontecer.

O que eu não sabia era o quão difícil seria deixar Katherine para trás, era como se uma grande parte de mim estivesse, novamente, conectada a ela e tudo que precisava era ter a certeza de tê-la por perto para protege-la.

Puxando uma grande lufada de ar para meus pulmões, levei minha mão até a maçaneta girando-a ate ter a porta totalmente aberta, caminhei para a saída, fechando-a logo em seguida.

Andava lentamente pelos longos corredores, observava cada rosto que podia distinguir em meio ao jardim e a cada sala de atividades que passava perto. A tentativa de vê-la mais uma vez foi falha, pois em poucos segundos já me encontrava ao lado do meu carro no estacionamento.

Destravei o alarme e adentrei o automóvel em seguida, joguei minha maleta no banco do carona, ligando a ignição dou partida para fora dos grandes portões. Era hora de voltar para casa e encarar de frente o que era preciso.

Antes.

“– Katherine, precisarei deixar o centro por pelo o menos dois dias, você entende isso? – Perguntei enquanto a olhava jogar água nas pequenas mudas de rosas que havia plantado recentemente.

– Porque você tem que ir? – Sua voz baixa penetrou meus ouvidos fazendo uma leve sensação de cocegas adentrar meu estômago. Deus! Quão grande é o efeito dela sobre mim? – Pensei.

– Hum, bom, por que preciso ir na minha casa. – Disse tomando cautela com as palavras usadas. – Preciso cuidar de algumas coisas por lá? Está tudo bem para você?

– Sim, ficarei bem. – Ela disse, ainda dando total atenção ao que fazia.

Sorri ao ouvi-la, me agachei ao seu lado e olho fixamente para suas feições. Um pouco de terra sujava sua bochecha direita, junto com o seu coque desgrenhado que fazia fios rebeldes caídos sobre seu rosto, tornarem a imagem algo extremamente adorável. Katie, percebendo meu olhar, se virou e me encarou na mesma intensidade.

Seus olhos focados em mim, me hipnotizaram. A forma como conseguia ver meu reflexo em suas íris me deixava estupidamente alucinado. – Você é tão linda...

O olhar de Katherine se tornou confuso, suas sobrancelhas se franziram e foi ali que notei que havia dito em voz alta. O constrangimento tomou espaço dentro de mim, e também no meu físico, sentia minhas bochechas queimarem. "Droga Justin, ela é sua paciente." – Me condenei.

Mas, inesperadamente, um sorriso brincalhão surgiu em seu rosto. Meu corpo ainda em choque, foi petrificado com sua atitude, sua mão pousou levemente, como uma pena, em meu rosto fazendo com que o local tocado, formigasse com o sentimento único e poderoso que seu toque causara em mim.

– Algumas coisas nunca mudam, não é Justin? – Seu questionamento me deixou um tanto confuso a principio, mas então me lembrei.

Quando nos conhecemos, eu era um garoto tímido e sempre ficava corado com cada palavra que ela dirigia a mim, ela me intimidava com toda sua elegância e delicadeza desde o momento que a vi pela primeira vez. O fato dela se lembrar tão claramente disso, me deixou anestesiado com uma felicidade descomunal.

Antes mesmo de ter a chance de esboçar qualquer reação, o olhar de Katie fraquejou e sua fisionomia passava de focada e descontraída, para uma seria e desfocada. Sua mão deslizou do meu rosto e pousou contra a terra molhada por ela mesma.

Katherine já vinha fazendo um grande progresso em questão de controlar todas alucinações que a atormentavam. Ela já não tinha crises a mais de 24 horas, e isso provava o esforço que ela vinha fazendo para recuperar a si mesma. Engoli o nó que se forçou em minha garganta, e pisquei contra a ardência das lágrimas que começavam a se formar nos meus olhos.

Me ergui rapidamente, sabendo que tinha que ser profissional e a induzir para que ela por si própria, buscasse o controle de sua mente. Fiquei em silêncio, o seu corpo se curvou um pouco para frente fazendo-a ficar sentada sobre os próprios pés.

– Katherine, o controle é seu. – Disse no tom mais profissional e duro que consegui. – Você precisa acreditar que não é real, olhe sua volta. Você está cercada de flores e de pessoas que querem seu bem. Lute. – Persisti.

Katie, ainda calada, respirava ofegantemente. O movimento de suas costas subindo e descendo, mostrava o esforço que ela fazia. Por longos segundos apenas o barulho distantes dos outros eram perceptíveis. Observei-a atentamente, fechei minhas mãos em punho lutando contra a vontade de a tomar em meus braços e embala-la em meu colo.

Logo, ela ergue seu rosto, e aos poucos foi se levantando. Seu olhar demorou a subir, mas quando o fez, pela primeira vez desde que nos reencontramos, eu vi algo como felicidade e determinação combinados no brilho que refletiam.

– Eu consegui. – Ela sussurrou. Um tanto surpreso, solto uma risada baixa.

Apoio minha mão em seu ombro, e aperto levemente demonstrando meu apoio como seu médico, mesmo que por dentro, tudo que queria era toma-la de outra forma. "Limites, Justin!" – Gritei comigo mesmo em meus pensamentos.

– Você começará uma terapia em grupo, acho que seria interessante você ver outros casos de pessoas que, mesmo sendo por motivos diferentes, estão aqui para tentarem ter suas vidas de volta. Tem também a participação de antigos pacientes do centro, que se voluntariam para dar testemunho de suas experiências de vida, e como venceram os obstáculos. Você está de acordo com isso, Katie?

– Sim, vou adorar. – Ela sorriu. Estava começando a me acostumar novamente com seu sorriso. E isso parecia muito, muito perigoso.

– As sessões são comandadas pela Dra. Amélia, você já à conhece. Ela também já está ciente que você será integrada ao grupo. Você começa hoje, as 05:00pm, tudo bem?

– Sim, tudo bem.

– Ótimo. – Ao dizer, noto o quão perto estou dela. Durante nossa conversa, havia me aproximado sem ao menos me dar conta disso. Pigarreio enquanto olho para baixo tentando disfarça a situação. Me afasto um pouco. – Bom, tenho que ir agora. – Travo meu maxilar ao dizer tais palavras em voz alta. Não quero ir.

– Tudo bem, irei para o quarto tomar um banho e descansar para depois ir a terapia. Obrigada, Justin. Bom final de semana. – Ela diz, em seguida se vira e caminha para longe de mim. “

Tempos Atuais.

Chego em casa já deixando o carro estacionado na garagem. Caminho para a entrada da cozinha, e assim que passo pela porta, sinto um corpo se chocando contra o meu.

Dou um passo para trás, e em um reflexo, envolvo meus braços em torno do corpo de Stacy para segura-la de um possível tombo, e também para me equilibrar. Sinto suas pernas se envolverem em minha cintura, e seus lábios percorrerem toda extensão do meu pescoço até meu rosto.

Meu olhar se encontra com o dela, e um soco parece ser desferido em meu estomago.

– Meu amor, que saudade! – Ela diz, seus braços rodeiam meu tronco e logo seus lábios se chocam contra os meus.

De início, fico imóvel, percebendo isso, Stacy entreabre sua boca e força sua língua contra meus lábios me obrigando a abri-los. Logo sua língua adentra a minha boca e se enrosca com a minha. Ainda em choque, fecho meus olhos com força e me forço a tomar o controle do beijo.

Deixo com que minha língua deslize para a sua boca a medida que nossos lábios roçam um sobre o outro. Aperto minhas mãos contra o meio de suas costas, e sinto Stacy puxando meu cabelo, ela provoca com movimentos circulares com seu quadril sobre meu colo. Desço minha mão para sua bunda, e deposito um generoso aperto no local.

Começo a caminhar com ela, indo em direção ao nosso quarto. Bloqueei quaisquer pensamentos da minha cabeça, enquanto ainda beijava ferozmente aquela que, apesar de tudo, era minha esposa.

Katherine Eckhart.

Centro Psiquiátrico Creedmoor.

Com a toalha enrolada em meu corpo, saio da estufa quente do banheiro e vou para o quarto. Com calma, retiro a toalha e seco me seco devagar. Meus pensamentos vagavam silenciosos, o que era raro. Peguei as roupas intimas que já havia separado e as visto, colocando em seguida meu inseparável conjunto de moletom.

Volto para o banheiro e penteio meu cabelo enquanto observava a mim mesma no espelho. Há muito tempo não conseguia ficar tanto tempo em controle de mim mesma. Passei por diversos médicos, hospitais, fiz diversos tratamentos e nunca nada conseguiu se quer me dar momentos de paz.

Não ainda. Porque desde que vim para esse lugar, isso vem mudando. O motivo, parecia tão obvio, mas ao mesmo tempo, me recusava a pensar que era exatamente isso.

Ouço leves batidas na porta que me tiram dos meus devaneios, viro meu rosto e volto para o quarto, caminho até a porta e a abro em seguida. Me deparo com a enfermeira Gina.

– Olá Katherine, vim lhe buscar para a terapia. Está pronta? – Ela diz, sorrindo amigavelmente.

– Estou sim, Gina. Vou só calçar o par de chinelo.

Volto até a beirada da minha cama e calço os chinelos que estão ali. Volto em direção a saída, e saio sendo acompanhada pela Gina.

Cruzo meus braços de modo que consiga abraçar meu próprio corpo, seria mentira se dissesse que não estou nervosa. Me mantenho calada, e agradeço pela enfermeira a minha frente permanecer da mesma forma. Sou guiada até uma sala onde um círculo é formado por cadeiras, e praticamente todas já estão ocupadas por alguém.

Gina me acompanha até uma cadeira vazia do lado de uma mulher de jaleco branco, a analiso e percebo que já havia a visto antes. Era a Dra. Amélia.

Ela pega meu olhar a encarando, e sorri de forma reconfortante para mim, apenas aceno com minha cabeça e passo a encarar o chão.

Longos minutos se passaram e permaneci da mesma forma, temendo me mover o mínimo que fosse. A voz de Dra. Amélia me forçou a erguer o rosto e fixar meu olhar em sua figura.

– Olá para todos vocês, como sabem eu sou a Dra. Amélia, mas vocês podem me chamar de Lia. Estamos todos entre amigos, certo? – Todos acenam, e assim repito o movimento. – Bom, hoje temos uma nova integrante em nossa sessão. O nome dela é Katherine, e como é o primeiro dia dela, deixaremos que ela veja como funciona.

Senti todos olhares voltados para mim, engulo em seco e encolho meus ombros me sentindo intimidada por tantas pessoas.

– Olá Katherine. – Várias vozes disseram, me fazendo pular na cadeira pelo susto tomado. Dra. Amélia sorriu para mim e acenou tentando me passar confiança.

– Olá. – Respondi em tom baixo.

– Ok, vamos começar. Hoje, teremos o depoimento de uma paciente, na verdade, ex paciente. Ela está deixando o centro hoje, depois de um longo percurso para se tornar mentalmente saudável novamente. Eloíse, pode começar.

Uma mulher baixa se remexeu em sua cadeira, ela abriu um grande sorriso direcionado a cada pessoa presente. Sua fisionomia relaxada e feliz, nem poderiam ser dadas como se já tivesse sofrido o mesmo que eu, ou os outros que estavam aqui. Ela parecia tão feliz... Tão leve... Tão ela mesma. Mesmo que não a conhecesse, apenas sentia isso olhando-a, e naquele momento, desejei ser como ela.

– Olá, meu nome é Eloíse e tenho 30 anos. Vim para o centro logo depois de completar 28 anos, o motivo que me trouxe aqui pode ser o mesmo que trouxe você – Ela aponta para um menino. – Você – Ela aponta para uma senhora. – Ou você. – Ela, assustadoramente, aponta para mim. – Enfim, eu amei alguém. Amei tão intensamente alguém que começou a se tornar uma doença, eu estava obcecada pela pessoa que era para ser meu companheiro, e não uma propriedade que podia adquirir. Eu o amava de uma forma tão insana, que acabei ficando doente por causa disso. Ele era tudo para mim, e mesmo com todas minhas loucuras ele me amava e sempre me perdoava quando errava, ele era o único que tinha meu coração e eu fiz com que minha mente acreditasse plenamente nisso, que ele era o único e que o mundo não poderia me oferecer mais nada, pois já havia me oferecido tudo que merecia. Que no caso, era ele. Eu era a típica adolescente que encontrou o amor e que durante todos os anos juntos, sonhava com o dia do casamento, e esse dia estava prestes a chegar. A felicidade era algo que eu julgava conhecer como ninguém, e mesmo com todas minhas crises de loucura e ciúmes obsessivos, ele se manteve ao meu lado enquanto pode. O casamento chegou, eu era a mulher mais realizada na face da Terra, eu finalmente diria que ele era meu. – Ela soltou uma risada, não amargurada, mas uma risada que transparecia saudade. – Meu como se fosse um simples objeto. Então, enquanto estava me arrumando para o meu grande dia, recebo a noticia de que aquele que eu julgava ser o único homem para mim no mundo, havia sido morto em uma tentativa de assalto. – Meu olhar e atenção estavam totalmente presos a aquela mulher, meu coração se acelerava a cada nova palavra que sua boca preferia. – Naquele momento, meu mundo caiu. Eu perdi total controle sobre mim mesma, eu era louca por uma pessoa e a coloquei em um lugar que nunca deveria ter colocado. Eu a coloquei a frente de mim mesma. A morte do meu futuro marido, aquele que amava loucamente, me fez perder a sanidade, deixando a loucura tomar conta de tudo que eu era. Literalmente. Minha família tentou me amparar, até o momento que não conseguiam mais lidar com minhas crises de raiva e alucinações, e então eu vim parar aqui. Esse lugar, onde passei praticamente dois anos da minha vida, foi o lugar onde eu aprendi que não há problema nenhum em ter algum distúrbio mental. E o mais importante, aprendi que nunca se tratou sobre meu amor doentio por aquele homem, nunca se tratou da minha obsessão. Sempre se tratou de que eu nunca fui completamente saudável, e que a minha vida só poderia ser vivida e amada primeiramente por mim mesma. Podem pensar que é um conselho estúpido, podem achar que porque encontraram o amor uma vez, ou pensam que encontraram, ele fora o único. Mas essa não é a verdade. A verdade é que cada um de vocês está aqui porque tem uma doença que vai muito além que um coração partido, ou uma perda lastimável. Você está aqui unicamente por sua causa. – Essas palavras pulsavam em meus ouvidos, o suor se formava em minha testa e os zumbidos aumentavam em minha cabeça, imagens de todos momentos da minha infância até minha adolescência. – Você apenas passou por uma situação que fez com que a bomba que existia em sua mente explodisse, e a única maneira de fazer com que os estragos parem e tudo seja reformado, é que vocês comecem a ter vontade de se curarem por vocês mesmos, e não por alguém ou por algum motivo. Costumo pensar que eu morri há dois anos atrás, essa Eloíse que está falando com vocês é a Eloíse curada, porque a verdade é que todos nós somos doentes desde nosso nascimento no mundo. Eu, agora, me sinto curada e finalmente pronta para realmente começar a minha vida. Para realmente amar alguém... Sabe porque? Por que nunca amei ninguém verdadeiramente, pois não é possível amar alguém, sem antes amar a si mesmo.

Meu corpo tremia, ouvia gritos, via cenas. Me lembrava de toda minha vida, e de como tudo parecia fazer sentido. Como se tudo, não só meu relacionamento fracassado, tivesse sido uma mentira. Lembrava do abandono do meu pai, lembrava da minha mãe insistindo para meus familiares que eu não era uma criança depressiva. Eu me lembrava.

A dor lateja em minha testa, descendo até o lado esquerdo do meu peito. Um grito rompeu em minha garganta, ergo meu corpo e saio correndo daquele lugar. Saio correndo da verdade. Ouço meu nome ao fundo, mas me recuso a parar.

A raiva, a decepção, a dor, dominavam meu corpo fazendo cada membro doer. Desesperadamente, procuro pelo meu quarto, meus olhos embaçados faziam com que minha visão não fosse perfeita, sentia meu corpo batendo contra as paredes dos corredores, mas não me importava com a dor física.

Alguns, dizem que a dor da verdade é tão forte e difícil de suportar, que então, aqueles que nos amam, inventaram a mentira para poupar as pessoas queridas dessa dor. Nunca entendi bem como uma mentira poderia ser melhor que a verdade, mesmo que a mesma doesse tanto, mas agora eu entendia. Pessoas como, pais, família, namorados, maridos e esposas, mentiam não por que a verdade doía demais, mas sim, por que eles eram covardes demais para aceitarem por si só a verdade sobre as pessoas que amam.

Quando dei por mim, estava em meu quarto. Vou até o banheiro e encaro meu reflexo no espelho. Ali, deixava que toda verdade caísse sobre mim. Aos poucos a raiva vinha sobre meu corpo, a raiva de ter vivido uma mentira, a raiva de finalmente entender quem eu realmente fui.

Em um ato rápido, soquei o espelho com força fazendo com que os estilhaços quebrados se fincassem em minha mão. O sangue marcava o trincado causado no objeto grudado a parede, e escorria pelos meus dedos pela a pia. O choro fluiu no mesmo instante em soluços altos e desesperados. Respiro profundamente enquanto o meu reflexo, agora quebrado, mostrava a verdadeira eu.

Naquele momento eu entendi que não foi um coração partido que me tornou alguém instável, eu sempre fui assim, a desilusão que sofri foi apenas o detonador pra bomba que sempre existiu dentro de mim. Também entendi que estava tentando me curar da forma errada, não era o Justin que poderia ser o único a me curar.

A única pessoa que poderia fazer isso por mim, era eu mesma.

Agora eu entendia. Entendia que nunca amei ninguém da forma certa, porque eu mesma se quer me amava.

A lembrança da primeira vez que vi Justin novamente, lampejou em minha mente, e lembrei-me da aliança em sua mão.

Ele era casado.

Eu era uma pessoa doente.

Ele já tinha uma vida feita para viver.

E eu, bom, eu precisava descobrir quem eu era, para que assim, pudesse finalmente dar inicio a minha vida.

Suspirei em meio ao choro, o susto de uma picada em meu braço me fez ofegar. Sentia os braços de alguém me segurando enquanto a escuridão começava a surgir.

O último pensamento que me veio, fora a visão de Justin e de como desejava que tudo tivesse sido diferente.


Notas Finais


Ai que dorzinha ne gente? Nos vemos no próximo capítulo.
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=b9_AUwaw0dY&t=34s
Beijos, Kassia & Yasmim.


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