História Return for me - Capítulo 7


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Categorias Yuri!!! on Ice
Personagens Otabek Altin, Victor Nikiforov, Yuri Katsuki, Yuri Plisetsky
Tags Amor, Drama, Gravidez Masculina, Long-fic, Revelaçoes, Romance, Victuuri
Visualizações 145
Palavras 2.141
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Lemon, Musical (Songfic), Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oii gente! :))
Quero agradecer pelos favoritos, e aos que estão comentando! Obrigadaa, me animam muito a continuar a postar aqui, sem falar que me divirto muito trocando ideias e interagindo com vocês!
Boa Leitura

Capítulo 7 - Everything will be alright


 

 

Enquanto isso, no centro da cidade...

- Só pode ser brincadeira. É pegadinha, né? - O loiro bufou, indo em direção ao namorado. 

Sim, Otabek estava o esperando na porta de sua casa

- Até que em fim, achei que não ia chegar nunca. Aonde você estava, meu menino? - Otabek perguntou, transparecendo estar um pouco irritado

- Ah, mas era só o que me faltava! Não basta ser um bananão, agora quer ser um bananão que controla cada passo que eu dou? Eu ein, sai pra lá - Deu um empurrão leve no ombro do outro, que praguejou 

- Yuri, vamos conversar, por favor. - Insistiu

- Não estou com saco para os seus romantismos hoje, Otabek

- Mas, meu menino.. - Foi interrompido

- Vai pra casa do caralho com isso! - Gritou, até que ouviu a porta atrás de si se abrir

Era evidente, que a mulher, a qual abrira a porta havia ouvido toda a gritaria deles, e estava muito descontente 

- Mas o que é isso na porta da minha casa?! Yuri! Quando você vai aprender a ter classe, menino?! 

- Ah, sinto muito, Lilia - Yurio disse meio que no automático, com uma expressão entediada

Para ele, era uma droga dividir uma casa com Lilia e Yakov, mas ela não deixava ele morar sozinho, como tanto almejava.

"Ela que me aguarde quando eu fizer dezoito anos" - Pensava irritado, pois tinha apenas dezesseis

- Pois não me pareces que sente! Entrem já para dentro, e tenham uma conversa civilizada.

Assim que Yurio viu que, o outro o seguia para dentro de casa, voltou a se exaltar

- Porra, porque você tá botando ele aqui pra dentro? Já disse que não quero papo com esse bananão!

Otabek suspirou. 

Era muito complicado lidar com seu menino

Haja amor. Haja amor. 

- Chega! Não use palavras ofensivas! - Lilia massageou as têmporas - Agora vais ter uma conversa descente com o garoto, em um tom de voz baixo, e educado. Depois disso, ele vai embora - Disse, indo para dentro da casa 

Yurio bufou, tirando o casaco e o jogando no sofá.

- Fala de uma vez o que quer - Disse rispidamente

- Você sabe porque eu faço isso, é pro seu bem, ainda é muito novo... - Otabek disse - Mas eu te amo

- Se amasse atenderia o meu desejo! Não ficava de cu doce! Sério, me dá um tempo, preciso esfriar a cabeça

Porque ele não podia simplesmente entender?

- Me larga! - Empurrou o outro, que tentou tocá-lo

Otabek acabou se desequilibrando e esbarrando em Yakov, o qual derramou a xícara cheia café

- Seus imbecis! - Ele se desesperou, jurando que perderia o pouco de cabelo que tinha, nas laterais da cabeça - É agora que a Lilia me come vivo... - Suou frio, andando de um lado para outro

- Falando no diabo - Yurio disse, vendo a mulher chegar já reclamando

- Mas que gritaria é essa.. - Parou de falar, ficando estática ao ver que, seu tapete estava coberto com uma mancha enorme de café - MEU TAPETE NOVO! - Gritou esbaforida

- Não foi culpa minha, Otabek esbarrou em mim - Yakov disse, tentando se esconder atrás de um móvel

- Olha, se não temos outro covarde - Yurio riu da atitude do mais velho

Lilia correu para dentro, logo surgindo novamente. Só que dessa vez, ela tinha uma vassoura em mãos

- Vocês dois, já chega! Sumam da minha frente, Yuri hoje você não dorme aqui! - Gritou, os expulsando da casa a base de vassouradas

- Ótimo. Está satisfeito agora? - Yurio olhou feio para o outro que apenas podia pedir desculpas

Quebra de Tempo

Segunda- Feira 08:00 AM

- Desculpe não poder ir contigo no exame, amor - Victor disse claramente chateado

- Não tem problema, eu sei melhor do que ninguém o quanto os treinos exigem tempo de nós - Suspirou. E, apesar de ter dito aquilo, no fundo queria que o outro largasse o treino, e o colocasse em primeiro lugar, como antes fazia

- Sinto muito mesmo. - Victor disse, logo abraçando o outro, e cheirando seu pescoço. 

- Hn.. - Yuuri gemeu um pouco dengosamente 

- Seu corpo está bem? Acho que exagerei um pouco ontem.. - Refletiu, abraçando o outro mais forte

Yuuri corou, ao lembrar deles se amando, na sala com a lareira ligada... 

Estava tudo muito quente ontem, apesar das discussões

- E-estou bem! - Se desvencilhou do aperto do outro - Vou terminar de me arrumar... Yurio logo deve chegar - Falou calmamente

- Se você diz, tudo bem - Sorriu carinhosamente - Fico mais tranquilo, que ele estará junto de você 

- Relaxa, Victor. São só exames de rotina

Algumas horas depois...

- Porco, não precisa desse choro todo - Yurio disse calmamente, enquanto estava sentado na cadeira ao lado da de Yuuri, como acompanhante no exame. 

A sala em que estavam era branca, e possuía alguns tons de verde claro nas paredes, o cheiro era um tanto forte, para quem não estava acostumado a frequentar o ambiente hospitalar, e causava certa tontura e irritação. 

Bem típico de clínicas, e hospitais.

O médico havia pedido uma série de exames, estes incluíam exame de sangue.

Amanhã seria uma ultrassonografia abdominal, para visualizar os órgãos internos de Yuuri.

- Queria que o Victor tivesse vindo comigo... - Yuuri disse tristonho, e fungou o nariz, que continuava a escorrer 

- Que nojo, assoa esse nariz! - Yurio fez uma careta, alcançando um lenço para o outro - E você tem que agradecer pela minha presença maravilhosa, e agradável, isso sim- Afirmou cheio de si

- Yurio, você é tudo menos agradável - Riu 

- Porco de uma figa! - Exclamou já ficando vermelho, mas rindo internamente ao dar um cascudo no outro o fazendo rir mais ainda

Adorava a amizade que possuía com Yuuri

- Ei! Vocês dois estão em uma clínica, há pacientes internados, e este é um ambiente que exige silêncio!  - A enfermeira, a qual já possuía o material para a coletar o sangue de Yuuri os repreendeu, com uma feição claramente de desagrado - Portanto, por favor, façam silêncio! - Repetiu, com um tom de voz baixo porém grave e acusador

- Sinto muito - Yuuri se encolheu na cadeira, se repreendendo mentalmente por seu comportamento

- Tsc. - Yurio apenas bufou, virando o rosto. 

Eu já vi essa mulher em algum lugar, mas aonde? 

A enfermeira começou a higienizar a agulha para o exame de sangue, logo colocando o elástico e passando o algodão com álcool para coletar o sangue

- Fecha os olhos, é só uma agulha - Disse calmamente, vendo o desespero do outro 

- Eu sei... Na verdade, não sei porque eu estou tão nervoso  - Falou embolado, fazendo Yurio revirar os olhos, e pegar na mão dele

- Pode segurar - Falou suspirando exasperado, como se aquilo fosse muito difícil para ele, Yuuri se surpreendeu pela sua atitude - E depois você me compra um álcool gel - Piscou para ele

Yuuri riu, apertando a mão do amigo, ao fechar os olhos e sentir a agulha perfurar sua pele, coletando o sangue

 

 

- Fechado. - Assentiu, sorrindo fraco

Após algumas coletas, sendo cinco seringas no total, Yuuri até havia se acostumado com a picada, e se sentia um pouco tonto, vendo isso a enfermeira se prontificou em dizer:

- Acabamos. E é normal sentir tontura após esse exame, se alimente bem, e mantenha-se hidratado - Ela disse calmamente, e Yuuri assentiu, se levantando com a ajuda de Yurio. 

Mas algo incomodava o loirinho

- O que foi? Perdeu a beleza na minha cara?  - Yurio encarou a mulher, pois a mesma estava o fitando atentamente

- Seu arrogante. Só estava pensando se já havia o visto antes!

- Eu espero que não - Yurio sorriu, puxando Yuuri para fora da sala, indo em direção a saída

- Aqui estão os papéis que serão necessários para a retirada dos resultados do exame. - A funcionária da recepção alcançou os papéis para Yuuri, que se sentia tremer, não deixando de os pegar - Tenham um bom dia e até mais. 

Ambos assentiram, indo em direção a saída

Quebra de Tempo

Yuuri Pov's

Após a consulta ao médico, e o exame de sangue, chamei Yurio para sentar em um banco na pracinha, ele fez questão de ficar comigo até que Victor viesse ao meu encontro. Apesar de eu saber que, é puro cuidado e preocupação, ele insiste em dizer que está apenas entediado sem nada para fazer. 

Que mentira sem pé, nem cabeça - Ri comigo mesmo - Ele com certeza está treinando muito para a próxima temporada - " Preciso tirar algum tempo pra relaxar, de qualquer modo, aguentar aquela velha da Lilia enchendo meus ouvidos toda vez, fode com o psicológico de qualquer pessoa, e apesar de você ser meio chato, e um porco, até que me diverte " - Ele dizia

Senti o vento em meu rosto, e fechei os olhos por um instante. Apenas as risadas das crianças eram ouvidas, junto das vozes das mães as cuidando

Sorri

Algo dentro de mim estava diferente.

Não sabia o que, nem o porquê de eu estar me sentindo assim, tão... vivo. Mesmo com tamanhas variações de humor, angústias, e inseguranças em relação a meu relacionamento com Victor, no momento em que sentei nesse banco, nessa pracinha, observando as crianças brincarem, todo o resto parecia tão distante, e... sem nenhuma importância 

Gostaria de me sentir assim mais vezes, talvez realmente frequente mais o parquinho. 

Ah, já sei! Vou trazer o Macacchin para passear aqui, ele vai adorar! - Pensei, lembrando de como o cachorro estava mais apegado a mim, nos últimos tempos.

- Quer ir lá bebezão? - Yurio zoou, e eu ainda não tinha entendido direito o que ele tinha dito, franzindo o cenho - Tava como uma cara de quem queria ir lá brincar com elas. Vai lá no escorregador - Ele riu, e eu o acompanhei - Eu fico aqui, tiro fotos, e envio pro Pichit - Começou a gargalhar - Amanhã elas já vão estar nos jornais da Rússia - Falou, me empurrando em direção a onde as crianças brincavam

- Para com isso! - Fiz ele parar de me empurrar, ainda rindo um pouco - Só estou me sentindo bem, as crianças transmitem algo que eu gosto, não sei explicar

- Eu gosto delas bem longe de mim, isso sim - Yurio riu - Ou dormindo também. Verdade seja dita, elas são muito irritantes

- Tá, ás vezes elas podem ser, mas acho que isso varia muito do ambiente familiar, e da personalidade da criança, sem falar que é necessário ter paciência...

- "Ás vezes", elas são um porre sempre isso sim! - Ele bocejou, se escorando mais no banco - Uma das poucas coisas que agradeço nessa bosta de vida, é que não sou mulher, não menstruo, e por tanto, não vou engravidar - Ele levantou os braços pro alto rindo

- Tá, tá, eu e o parquinho inteiro já entendemos que você não curte crianças, nem nada do gênero - Disse me espreguiçando

Essa preguiça toda do meu amigo, estava passando pra mim

- Tem vontade de ter?

- Ãh? O que?

- Filhos, dã. - Ele riu, me surpreendendo com a pergunta. - Pelo brilho no seu olhar, parece que gostaria de ter. 

- Ãh, eu.. - Exitei, aquele era um daqueles raros segundos, que eu queria pensar antes de responder uma pergunta - Bem, eu gosto muito de crianças sim... Já me passou pela cabeça adotar uma com o Victor... Mas nunca falei com ele a respeito. Talvez, seja cedo demais também... Eu não sei. - Falei com sinceridade

Yurio me analisava atentamente, eu comecei a estranhar a aquilo

- Entendi. - Se limitou a dizer, e ainda parecia pensativo

- Um casaco de oncinha por seus pensamentos - Disse divertido, e instantaneamente ele ficou com os olhos brilhando 

- Para de graça, mas eu aceito o casaco - Rimos juntos 

- Obrigada por ter ido hoje na clínica, e fazer os exames comigo. - Agradeci, mudando repentinamente de assunto, chamando a atenção do outro. - E por todo o resto também, sabe.

- Vai ficar tudo bem, porco. - Yurio se limitou dizer - Não precisa agradecer. - Sorriu - Ah, olha só quem chegou - Ele disse, apontando para trás de mim 

- Victor... - Me virei, o vendo vir em nossa direção. 

Eu o amo tanto. Tanto que meu peito dói

" Vai ficar tudo bem."

Mas porque eu sinto, que minha vida está para mudar radicalmente? Se realmente esse pressentimento estiver correto, espero de verdade que, sejam mudanças, que tragam só coisas boas - Yuuri pensava consigo mesmo, intrigado

 


Notas Finais


Revelações vão vir nos próximos capítulos gente :)
Ps: Eu ia colocar um yaoi, mas não estava muito no clima :c Nos próximos pretendo colocar :*
Até o próximo!


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