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História Reunião de Pais - Capítulo 1


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Notas do Autor


Oi, galera! É a primeira vez que escrevo algo relacionado a Haikyuu!, sendo também uma das primeiras vezes, em muito tempo, que me surgiu um surto de criatividade, então não poderia perder esta oportunidade para postar alguma história relacionado a esse universo incrível que é Haikyuu!.

Espero que gostem, nos vemos nas notas finais.

Boa leitura!~

Capítulo 1 - A reunião de pais estava indo surpreendentemente bem


Fanfic / Fanfiction Reunião de Pais - Capítulo 1 - A reunião de pais estava indo surpreendentemente bem

Sábado, nove horas da manhã, sempre no primeiro final de semana do mês. A professora enviaria um convite, confeccionado por seus próprios alunos como atividade de sala, aos pais sobre a reunião rotineira. Como de costume, se quisessem, poderiam levar bolos ou guloseimas de café da manhã para comerem após a reunião. Então, como sempre, haveria um bolo que cheiraria bem e que seria muito elogiado, principalmente por combinar perfeitamente com o café coado de manhãzinha.  

— Bom dia! Espero que estejam todos bem. – disse simpática e sorridente a professora que vestia um avental verde musgo por cima de uma camiseta rosa e calça jeans surradas, sem falar do All-Star amarelo que parecia ter sido usado em boa parte da sua vida pacata como professora do primário – Agradeço a presença de todos. Aliás, Oikawa-san, seu bolo sempre faz muito sucesso. 

Oikawa sorriu simpático como se não fosse nada, o que realmente era verdade, afinal, ele só comprava o primeiro bolo que via na padaria que havia na esquina da sua casa, sem falar do detalhe que ele estava sempre atrasado para a reunião, então acabava nem reparando direito o sabor do bolo. Era sempre um golpe de sorte todos os elogios gastronômicos. Iwaizumi, que estava sentado ao seu lado, segurou a risada ao ver o esforço que o outro fazia para parecer um bom pai, fazendo com que levasse uma cotovelada discreta na cintura. Este, por sua vez, presenciava o momento épico todo mês em que Oikawa sairia correndo pela padaria a procura de um bolo, faltando cinco minutos para o início da reunião, enquanto segurava sua pequena criança nos braços. Para falar a verdade, Iwaizumi tinha até uma coleção de fotos e vídeos atrapalhados de Oikawa na padaria salvo na galeria do seu celular, era o que alegrava os seus dias. 

Além disso, o bolo de Oikawa não era o único detalhe daquela sala que chamava a atenção, mas a sua beleza arrancava muitos suspiros das mães que estavam presentes, fazendo com que seus maridos ficassem um tanto quanto incomodados, pois sabiam que ouviriam ao chegar em casa que deveriam agir um pouco mais como Oikawa ou como Iwaizumi. 

A reunião seguiu tranquila, com conversas que a maioria dos pais presentes já estavam cansados de ouvir, como a importância que a escola prezava pela parceria entre pais e a escolinha, sobre o uso excessivo de tablets e como isso seria prejudicial para os pequenos no futuro. As crianças em questão estavam no pátio e estavam muito quietinhas, o que não era muito comum, mas a professora agradecia mentalmente por isso já que na última reunião uma inspetora pediu demissão por não aguentar mais os “pestinhas”. Oikawa bocejou, queria ir embora logo, estava ficando impaciente, parecia que cada palavra dita durava uma eternidade. 

De repente, um estralo na porta, seguido de uma pessoa adulta caindo chão adentro com o rosto muito assustado, como se estivesse prestes a chorar de desespero. 

— Sugawara-san! – gritou a professora surpresa, levantando-se bruscamente de seu lugar. 

— Me ajude, eu não aguento mais! –  gritou o rapaz de cabelo cinza com uma marquinha delicada no canto de seu olho –  Não! –  uma criança, Tanaka, como foi chamado por sua irmã mais velha, entrara correndo na sala, por cima de Sugawara que teve o rosto esmagado no chão, segurando um pássaro nas mãos como se fosse um brinquedo, embora o animal estivesse notadamente assustado, visto que suas asas não paravam de bater. 

Em seguida, outra criança também entrava na sala correndo atrás de Tanaka, pisando em cima de Sugawara novamente. Este tinha o cabelo armado, possuindo a franja descolorida, aparentemente uma marca genética, apesar da professora desacreditar fielmente disso. Ele seguia Tanaka gritando em euforia, com os bracinhos no ar, mostrando uma carinha de felicidade indescritível. 

O pássaro em questão conseguiu escapar das mãos do menininho arteiro, ficando preso por alguns minutos assustado voando pela sala de aula, fazendo com que os pais entrassem em um total alvoroço também. 

Como uma criança conseguiu pegar um pássaro desses?  

Algumas crianças saíram correndo em direção aos seus pais, chorando assustadas pelo animal que o carequinha insistia em mostrar. Outras, como Tanaka e Nishinoya, seguiam o pássaro sem ver para onde estavam correndo, incluindo subir nas mesinhas e pular uma a uma como se fossem simples bloquinhos do parquinho. 

Sugawara, inspetor e professor novato, estava claramente traumatizado, mas tentava a todo custo parar aquelas crianças, em especial aquelas que seguiam fielmente o pássaro de Tanaka. Quando a pequena ave conseguiu escapar da sala, os pequenos caíram no choro desapontados, fazendo Suga-san, como era conhecido pelos funcionários da escolinha, suspirar aliviado. 

No entanto, um frio subiu sua espinha ao ouvir o grito que era sinal de encrenca – e das grandes: 

— Hinata boke, Hinata boke, Hinata boke!  

E duas crianças surgiram na sala. Uma segurava uma bola de vôlei que ficava enorme naqueles bracinhos enquanto a outra a perseguia com as mãozinhas prontas para dar um soco. A criança ruiva chorava e correu em direção aos seus pais, sendo pega num colo aconchegante, enquanto a outra conseguiu ser parada ao ser segurada pelo capuz do seu casaquinho azul por Iwaizumi, fazendo com que a pequena criança, com a carinha emburrada, prosseguisse na tentativa de correr atrás do ruivinho com as perninhas no ar.

— Ai meu Deus, me desculpe! – gritou Sugawara em direção aos pais de Hinata – Enquanto eu tentava tirar o pássaro das mãos do Tanaka, Hinata jogou a bola sem querer na cabeça do Kageyama-kun. E aí virou toda essa bagunça – ele com certeza estava prestes a chorar. 

Oikawa ouviu tudo aquilo e começou a rir sem controle, enquanto Iwaizumi carregava o pequeno Kageyama emburrado nos braços e olhava levemente irritado toda aquela situação. 

— E ele queria bater no Shouyou? – disse Bokuto indignado, como se houvesse faíscas nos olhos, encarando Oikawa – Não se mete com criança, não!*

Oikawa caiu no riso novamente. Ele ria por dois motivos: 1) por seu filho ter levado uma bolada na cara e ter saído correndo atrás do ruivinho e 2) porque Bokuto era um pai espalhafatoso que chegava a ser cômico toda aquela cena. 

— Me processa! Pela criança eu dou minha vida, graças a Deus! – continuou Bokuto enquanto cercava Akaashi, que segurava Hinata no colo, a fim de protegê-los da ameaça nem tão assustadora de Oikawa. 

Enquanto o caos permanecia na sala e Oikawa ria da situação, deixando Bokuto cada vez mais irritado, Akaashi e Iwaizumi saíram em direção ao corredor das salas de aula. O silêncio finalmente trouxera paz e ambos suspiraram aliviados. 

— Desculpe pela bolada, Iwaizumi-san. – disse Akaashi – Não é, Hinata? Você se desculpa também, né?  

Akaashi virou-se de perfil, dando vista para um pequeno ruivo escorado no ombro de seu pai, com bochechas apertáveis e um biquinho adorável. Ele olhou tristonho para Kageyama e acenou com a cabeça, concordando com o pedido de desculpas proposto pelo pai. Feito isso, o pequeno de cabelo preto apenas fechou os olhos e empinou o nariz convencido.

— Ei, Kageyama, você também precisa se desculpar – disse Iwaizumi ao ver a atitude do pequenino que segurava nos braços. 

O pequenino com um bico emburrado resistiu em pedir desculpas ao ruivinho por alguns segundos, mas a carinha daquele meliante o fez ficar um pouco arrependido, pedindo desculpas baixinho. 

— O que? Acho que o papai não ouviu direito. – alertou Iwaizumi brincalhão, ele apenas queria ouvir seu pequeno se desculpando pela primeira vez na vida. 

Kageyama suspirou irritado, forçou o biquinho mal humorado novamente, mas relaxou por um momento, abrindo seus olhinhos e resmungando baixinho: 

— ...culpa

— Hm? – insistiu Iwaizumi mais uma vez. 

— ...sculpa. – olhou esperançoso para o pai que esperava uma resposta um pouco mais decente, então respirou fundo, encontrando forças para responder como se fosse um pum preso por muito tempo – "Diculpa", Hinata. 

Iwaizumi vibrou por dentro, queria sair correndo de alegria com Kageyama, afinal o pequeno estava se desculpando pela primeira vez e expressando um sentimento que não fosse raiva. Suspirou fundo, segurando a euforia. Todavia, percebeu que Hinata estava com os olhinhos cheio de lágrimas. Olhou para seu pequeno e viu que, apesar do pedido de desculpas, Kageyama ainda mantinha uma expressão um pouco assustadora. 

A atenção dos dois pais voltou-se para Bokuto e Oikawa que resistiam em não sair no soco, principalmente por estarem sendo mediados por Suga-san que tinha estampado no rosto a expressão de “socorro”. Akaashi suspirou e andou em direção ao marido. 

— Bokuto-san, acho que todo mundo já entendeu que você é um bom pai. – disse.  

— Pela criança eu morro, entendeu?!* – gritou Bokuto a Oikawa que ainda ria – Hein, Hinata, quem é o melhor pai? - os olhinhos do ruivinho brilharam ao ver o rosto de Bokuto, pedindo colo – Viu? – provocou o outro que estava se recompondo de tanto rir, quase perdendo a respiração.

As duas famílias se despediram, deixando Suga-san aliviado, desta vez não teve que quase arrancar os cabelos para conter os pequenos.  

Enquanto andavam em direções opostas, Kageyama encarava Hinata pelas costas do seu pai e sussurrou um “Hinata boke”, fazendo o pequeno ruivo espirrar de repente e deixar Bokuto levemente preocupado pelo resfriado repentino. 

— Ai, ai, Tobio-chan, você e aquele baixinho fazem uma ótima dupla, viu? Teremos boas histórias pra contar. – disse Oikawa enquanto colocava o pequenino na cadeirinha de segurança do carro, fazendo com que este, assim que estava seguro e confortável, pedisse pela bola de vôlei que estava sempre presente no banco traseiro. 

E disso Oikawa estava muito certo, Kageyama e o pequeno – sim, pequeno – Hinata teriam com certeza muita história para contar e muitas bolas de vôlei para jogar. 

Não na cabeça do outro, que assim seja.  


Notas Finais


*sim, usei como referência aquele vídeo da Inês Brasil, haha.

Espero que tenham gostado! A minha ideia é escrever um outro capítulo na visão das crianças e um outro na visão do novo inspetor, o Sugawara (hihi). Provavelmente semana que vem será postado o próximo, uhu.
Ah, me inspirei nas artes da @/rokapeppa no Instagram (https://bityli.com/14EmH), em especial nesta imagem (https://bityli.com/JQoU3) que deixou meu coração quentinho.

Espero que esse capítulo e parte dessa história tenha deixado o coração quentinho como me deixou um pouco mais leve quando escrevi. Acalentar o coração nessa época tão difícil de desamparo e sensação de impotência é o que tem para nos acalmar, pelo menos pra mim. Espero ter distraído vocês um pouquinho.

Me conta o que acharam! <3 e desculpa qualquer erro.


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