História Revelação - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Internacional, Nico López, Víctor Cuesta
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Palavras 1.086
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Esporte, Famí­lia, Festa, Fluffy, LGBT, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


feliz parabéns pra amiga que esse site me deu, @Amorim-Feer <3
ai amiga isso aqui ficou um lixinho e voce merecia bem melhor, me desculpa!
obs: gente desde quando eu virei autora de fanfics do inter? SOCORRO!
perdoem os erros e boa leitura xx

Capítulo 1 - .branco


Victor Cuesta iria desmaiar de tanta ansiedade.

Tudo naquela situação estava errado.

Primeiro, Nico o diz que está grávido - e essa é a única parte certa da situação. Cuesta chorou horrores com a notícia e se tornou mais babão do que já era quando tinha apenas o marido na sua vida. Seu bebê nem havia nascido e já era a criança mais amada e mimada de todo o mundo - e logo após, tem a brilhante ideia de lhe esconder o sexo do bebê.

Tudo bem, Victor pensou, são só alguns meses de espera, eu aguento.

Ledo engano. Não ia aguentar nadinha. Conforme os meses iam passando e a barriga de Nico ia crescendo, a sua curiosidade ia aumentando.

Queria saber o que o seu bebê era.

E vendo toda a agonia do marido, López resolveu organizar um chá de revelação para finalmente contar se era menino ou menina.

Sete agonizantes meses sem saber o sexo do seu bebê havia sido castigo demais, e o argentino pensou que finalmente se veria livre de toda a agonia que estava sentindo.

Estava, obviamente, enganado mais uma vez.

O chá de revelação estava sendo a coisa mais demorada que Cuesta já havia participado na vida.

Nico andava de um lado para o outro esbanjando sorrisos para os convidados enquanto Victor acumulava ansiedade no corpo.

Não era só revelar e pronto?

Tudo, absolutamente tudo, estava errado.

xx

Victor tentava se distrair com qualquer coisa que o ajudasse a aliviar a ansiedade que estava sentindo.

A decoração da festa estava toda em vermelho e branco - porque eram as cores do Internacional. Vermelho para menina, e branco para menino. Todos os seus amigos estavam presentes. Seu marido estava conversando animadamente com Edenilson próximo a mesa de docinhos.

E Cuesta tinha certeza que o número exato de docinhos daquela festa eram duzentos.

O argentino já havia reparado em todas as coisas possíveis e impossíveis, e nada parecia fazer com que o momento da revelação se aproximasse.

Victor fez bico, continuando a observar Nico. O uruguaio havia ficado mais lindo ainda com a gravidez, e Cuesta podia enxergar todas as boas energias que emanavam do seu marido e do seu bebê. A sua família era abençoada.

— Você é o primeiro pai que eu conheço que faz cara de decepcionado no chá de revelação do próprio filho - a voz de D'Alessandro assustou a Victor, que quase caiu de costas ao ver o amigo parado ao seu lado.

— Eu não estou decepcionado - D'Alessandro arqueou as sobrancelhas - eu estou curioso. Eu não sei porque Nico não revela isso logo de uma vez.

O mais velho não hesitou em cair na gargalhada. Victor Cuesta era o homem mais impossível do mundo.

— Chás de revelação precisam de suspense, amigo - o argentino respondeu - por isso são uma revelação.

— Você fala isso porque o filho não é seu - Victor murmurou emburrado - Nico já conversou e deu atenção demais pra todo mundo dessa festa, eu quero saber logo.

D'Alessandro negou com a cabeça, abrindo um sorriso. Um homem daquele tamanho estava parecendo uma criança mimada.

E aquele era o efeito de Nico López sobre o marido. A cara de mal de Cuesta podia até assustar e convencer outras pessoas, mas Nico o conhecia verdadeiramente.

López despertava no amado um lado bobo, cheio de amor. Era o único que o fazia de gato e sapato, e por isso, apesar de todas as reclamações, Victor aguardaria quanto tempo fosse necessário para a revelação acontecer.

Porque era López quem mandava. Era do total agrado do argentino realizar as vontades do marido e o mimar da melhor forma possível.

Nico despertava o melhor no marido, e disso D'Alessandro sabia bem. O casamento havia mudado Cuesta, e a paternidade mudaria mais ainda.

Eram um casal admirável, que crescia junto e construía tudo em união.

A sementinha de amor que estava na barriga do uruguaio era o resultado de toda a linda história que haviam escrito e ainda estavam escrevendo.

Era tudo o que mereciam.

xx

Quando Nico o chamou para - finalmente - revelarem o sexo do bebê, Victor pulou de felicidade.

López não disfarçava nem um pouco que estava achando graça do marido, e Cuesta nem mesmo se importava. Se Nico estava feliz, tudo estava bem.

Estavam atrás da mesa de doces, e a cima deles havia um balão. Nico havia o entregado um palito, e todos estavam atentos ao que ia acontecer.

— Você vai estourar o balão - Nico explicou - se cair papel vermelho é menina, e se cair papel branco é menino.

Victor mal esperou o marido terminar de falar para esticar o braço e estourar um balão. Nem acreditava que era um mísero balão que o separar de saber o sexo do seu bebê.

Antes que Cuesta pudesse de fato, estourar o balão, Nico segurou o braço do marido.

O uruguaio riu baixinho ao ver a expressão confusa do amado.

- Amor - López falou - você tem que esperar a contagem.

Victor olhou para os convidados.

Dez. Nove. Oito. Sete. Seis.

O olhar do argentino se voltou para o marido. Os olhos de Nico pareciam brilhar mais do que as estrelas no céu, e o sorriso do uruguaio o passava toda a calma que precisava no momento. A ansiedade já não existia mais.

Aquele era o seu homem, o único homem com quem queria formar uma família. O homem certo para estar ao seu lado e o fazer feliz.

Cinco. Quatro. Três. Dois.

Sete meses já haviam ido embora, e Victor mal podia esperar para ter o seu bebê nos braços. Iria fazer da sua família a família mais feliz do mundo. Iria cuidar, amar, proteger.

Um.

Cuesta estourou o balão, e tudo que viu foi branco.

Branco. Um menino.

Como no dia em que Nico havia o dado a notícia que estava grávido, Victor chorou.

Chorou sem se importar com convidados ou qualquer outra coisa. Um menininho, o seu menininho.

López tirou alguns papéis brancos que estavam no cabelo do marido, e enxugou as lágrimas do mesmo.

- Eu pensei em Martin, o que você acha?

- Eu amo você - Victor respondeu - e amo o Martin também!

O argentino se abaixou, deixando milhares de beijinhos na barriga do marido.

- Nós amamos você também, papai!

Victor se levantou, colocando o rosto de López entre as mãos e passando a enchê-lo de beijos.

Seus meninos. Sua família.

Tudo estava certo. E toda a espera e ansiedade haviam válido a pena.



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