História Revelação - Capítulo 31


Escrita por: ~

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Categorias Uma Rosa com Amor
Personagens Claude Geraldy, Serafina Rosa Petroni
Visualizações 19
Palavras 1.058
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 31 - Capítulo 31


   Ela não bateu, mas entrou na sala de Claude, ofegando porque tinha corrido. Parou abruptamente quando o viu sentado à mesa, um documento amassado na mão, a expressão tão arrasada que ela quase esqueceu por que havia ido lá. 

   — Claude? Ele voltou seu olhar frio para ela, e Rosa tremeu quando um calafrio percorreu sua coluna. Ela deu um passo à frente. 

   — Está tudo bem? Ele levantou-se devagar, com precisão calculada. 

   — Diga-me, Rosa. Como você achou que iria se safar disso? Ou apenas queria prolongar a verdade, até que me tivesse comendo na palma de sua mão? O coração de Rosa disparou. Como ele descobrira sobre Eric? E por que estava tão zangado? 

   — Eu estava vindo aqui para lhe contar, agora. Pensei que você fosse querer saber. Ele riu, mas o som era qualquer coisa, menos alegre. Um som que arrepiou a pele de Rosa, e ela encolheu-se diante da óbvia raiva dele. Raiva. Esta era a palavra para aquilo. Ele vibrava com raiva. 

   — Oh, sim, Rosa. Eu queria saber. De preferência, quando toda essa farsa começou. Você gostou de me ouvir falar sobre Nara e a maneira como ela me enganou? Sentiu satisfação ao saber que seu plano era ainda melhor? Rosa balançou a cabeça, em confusão. Do que ele estava falando? 

   — Eu não entendo. Por que você está tão zangado? E comigo? Eu não fiz isso, Claude. Ele a encarou com incredulidade. 

   — Você não mentiu para mim? Não tentou me empurrar a filha de outro homem? Você me espanta, Rosa. Como consegue se fazer de vítima? A única vítima aqui sou eu, e o pobre bebê que você está carregando. Dor a assolou, fazendo-a dobrar-se internamente num mecanismo de defesa familiar que ela aperfeiçoara ao longo dos anos. 

   — Você me odeia — sussurrou Rosa. 

   — Está sugerindo que eu poderia amar alguém como você? — devolveu ele. Claude jogou o papel para a frente. 

   — Aqui está a verdade, Rosa. A verdade que você nunca quis me dar. A verdade que eu merecia. Ela pegou o papel com uma mão trêmula, lágrimas obscurecendo sua visão. Precisou ler três vezes para dar sentido às palavras, e quando entendeu, ficou surpreendentemente entorpecida. 

   — Isto está errado — disse ela numa voz baixa. Claude bufou. 

— Você ainda vai continuar com a farsa? Acabou, Rosa. Esses exames não mentem. O resultado declara, com absoluta certeza, que não existe chance de eu ser o pai de sua filha. Ela o fitou, lágrimas escorrendo por suas faces. Ele estava frio. Tão frio. E inflexível. 

   — Você esperou que eu mentisse — gaguejou Rosa. 

   — Estava esperando por isso desde o dia que eu lhe telefonei. Este era o único resultado aceitável para você. Não ia ficar satisfeito até provar que eu não sou melhor do que Nara. 

   — Você tem bastante talento para drama. Ela esfregou as lágrimas de maneira zangada, furiosa que permitira que ele a fizesse chorar. 

   — O resultado do exame está errado, Claude. Este bebê é seu. Ela é sua filha. Alguma coisa brilhou nos olhos escuros diante da veemência dela, mas então ele piscou e a expressão desapareceu, substituída por gelo. Não haveria uma forma de convencê-lo. Ele já a julgara e a condenara. Rosa tinha um pouco de orgulho. Não suplicaria. Não se humilharia. Nunca deixaria que ele soubesse quão destruída ela se sentia por aquela rejeição. Ou quanto o amava. Ela ergueu o queixo e forçou-se a encará-lo de frente, fortalecendo-se, até que pudesse conter a dor que a dilacerava. 

   — Algum dia, você se arrependerá disso — afirmou ela, em voz baixa. 

   — Um dia, irá acordar e perceber que jogou fora alguma coisa preciosa. Eu espero, para seu bem, que isso não demore a acontecer, e que você possa encontrar a felicidade que está tão determinado a negar a si mesmo e àqueles ao seu redor. Com a postura rígida, ela virou-se, seu coração partindo-se sob o peso de sua dor. Agarrou os papéis que pretendera mostrar a Claude contra o peito, e partiu. Ele não se esforçou para detê-la, e Rosa sabia que ele não faria isso. Claude permaneceu onde estava, imóvel em seu refúgio, até que ela se foi. Metodicamente, Rosa subiu a escada para a suíte máster. Pegou uma mala e começou a pôr suas roupas dentro.

— Sra. Geraldy, precisa de alguma coisa? Rosa virou-se para ver a empregada parada junto à porta, uma expressão perplexa no rosto. 

   — Você pode chamar um táxi para me levar à cidade? — pediu Rosa. 

   — Eu estarei pronta em quinze minutos.  

   — É claro. Rosa voltou a arrumar a mala, esforçando-se para não chorar mais. Sobreviveria a aquilo. Já sobrevivera a coisas piores. Quando achou que tinha guardado tudo que precisaria, alisou os papéis que continham todas as informações sobre Eric. Não importava que ela e Claude não estivessem mais juntos, ela não podia permitir que a criança permanecesse no sistema do governo, indesejada e jogada de família para família. Fechou os olhos e suspirou. Aquilo seria muito mais fácil com o dinheiro e o poder do nome Geraldy. Lentamente, abriu os olhos e franziu a testa. Ela podia não ter o dinheiro, mas ainda possuía o nome. Sim, Claude lhe daria uma pensão no caso de um divórcio, mas quem sabia quanto tempo levaria para pôs as mãos nesse dinheiro? Rosa precisava de dinheiro agora. Eric não podia esperar. Ela foi para a cômoda e pegou o colar e brincos de diamante que Claude lhe dera no dia de seu casamento. Com um dedo, alisou as pedras brilhantes, lembrando-se do jeito que ele fechara o colar na sua nuca. Entre seu anel de noivado, o colar e os brincos, ela provavelmente conseguiria levantar dinheiro suficiente para alugar uma casa em Lyon. Mas precisaria de dinheiro para sobreviver, até que pudesse receber a pensão de Claude. 

   — Sra. Geraldy, o carro está pronto para você. Rosa fechou a mala e sorriu em agradecimento. Olhou mais uma vez em volta do quarto que compartilhara com Claude, e então desceu a escada atrás da empregada. Quando estava acomodada no carro, instruiu o motorista para levá-la ao aeroporto. Não tinha tempo para chamar o avião de Claude, embora não tivesse escrúpulos sobre usá-lo. Não desejava ficar presa naquele lugar por mais tempo que o necessário. Pegaria o primeiro voo que saísse da ilha, e iria para Paris, a fim de encontrar Ninica e Alabá, e rezaria para que elas a ajudassem a salvar Eric.



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