História Revelação - Capítulo 34


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Categorias Uma Rosa com Amor
Personagens Claude Geraldy, Serafina Rosa Petroni
Visualizações 43
Palavras 1.149
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 34 - Capítulo 34


   Claude parou do lado de fora do apartamento de São Paulo e bateu. Alguns momentos depois, a porta se abriu, mas não foi Rosa que o olhou de volta. Foi Sérgio. 

    — Rosa está aqui? — perguntou Claude, de maneira rígida. Os olhos de Sérgio se estreitaram. 

   — Por que ela estaria aqui? Por que ela não está com você? Claude fechou os olhos. 

   — Eu tive esperança de que ela tivesse vindo para cá. Você tem ideia para onde mais Rosa pode ter ido? 

   — Claude detestava pedir ajuda para este homem, mas para encontrar Rosa, ele faria qualquer coisa. 

   — É melhor você entrar e me contar o que está acontecendo — disse Sérgio. Claude seguiu-o para dentro, e os dois se sentaram na sala de estar. 

   — Explique — murmurou Sérgio. 

   — Eu falei algumas coisas horríveis para Rosa — admitiu Claude. 

   — Eu não estava raciocinando com clareza. Estava furioso. 

   — Sobre o quê? Sabendo que precisava da ajuda deste homem, Claude contou-lhe a história inteira, do começo ao fim. Talvez, se parecesse arrependido o bastante, Sérgio não o considerasse um patife completo, e lhe desse qualquer informação que soubesse sobre Rosa. 

   — Você é um idiota de primeira linha, sabia? Rosa não mentiria sobre uma coisa como essa. Ela alguma vez lhe contou sobre a infância que teve? Suponho que não, ou você não teria feito o que fez com ela. 

   — Do que você está falando? Sérgio emitiu um som de desgosto. 

   — Desde que os pais de Rosa morreram, quando ela não tinha nem dois anos de idade, ela foi transferida de uma família adotiva para outra, diversas vezes. As primeiras famílias eram meramente temporárias, enquanto o estado tentava conseguir um meio ambiente mais permanente para ela. Na primeira família, o filho mais velho tentou abusar de Rosa. Ela contou para a assistente social responsável pelo seu caso, que, felizmente, acreditou em Rosa. Então, ela foi transferida para outra casa, desta vez, com outra criança sob a custódia do governo, uma menina aproximadamente da mesma idade dela. 

   O que Rosa não sabia era que a família nunca tivera intenção de ficar com as duas garotas. Eles pegaram as duas, de modo que pudessem escolher uma delas. E Rosa não foi a escolhida. Então, ela perdeu uma família em quem passara a confiar, e uma irmã que amava. 

   — Mon dieu  — exclamou Claude, através de lábios comprimidos. 

   — As coisas começaram a melhorar quando um casal que não podia ter filhos decidiu que queria adotar Rosa. Ela foi morar com eles. A adoção estava quase finalizada, quando a mãe descobriu que estava grávida. Depois de anos de infertilidade, havia parado de tentar, e agora, subitamente, estava grávida. Eles não tinham condições financeiras para mais de um filho, então você pode imaginar quem o casal escolheu. Mais uma vez, Rosa foi rejeitada. Claude fechou os olhos. Assim como ele a rejeitara. E rejeitara o bebê de Rosa. 

   — Depois disso, ela não acreditou mais em finais felizes. Pode-se dizer que Rosa cresceu depressa. Ela viveu sob a custódia do governo, passando de casa em casa, até que tivesse idade suficiente para ser independente. Desde então, ela muda de cidade constantemente, nunca se estabelecendo num único lugar, nunca formando elos com pessoas. Nunca tendo um lar. Simplesmente, não acredita que merece um. Sérgio olhou para Claude com expressão dura. 

   — Você tirou de Rosa a coisa que mais a faria sofrer. Se você achá-la, não espere que ela o receba de braços abertos. Claude olhou para o outro homem, seu estômago se revolvendo. 

   — Se ela contatá-lo, você pode me informar imediatamente? Ela está grávida e sozinha. Eu preciso encontrá-la, de modo que possa consertar as coisas. Sérgio estudou-o por um longo momento, antes de finalmente assentir com um gesto de cabeça. Claude entregou-lhe seu cartão. 

   — Ligue para mim de dia ou de noite. Não importa. Sérgio assentiu, e Claude levantou-se para partir. 

   — Para onde você vai agora? — perguntou Sérgio, enquanto acompanhava Claude até a porta. 

   — Para Paris, ver meus irmãos. Uma coisa que eu já devia ter feito — replicou Claude, com tristeza. Claude bateu à porta de seu irmão, e esperou, com medo, que esta fosse aberta. Não gostava de encarar seus irmãos com seus erros, e gostava menos ainda de pedir a ajuda deles, mas se isso trouxesse Rosa de volta, ele faria qualquer coisa. 

   — Claude? Que diabos você está fazendo aqui? Por que não ligou para nos avisar que estava vindo? E onde está Rosa? Claude encolheu-se diante do interrogatório de Freitas. 

   — Posso entrar? Freitas deu um passo ao lado. 

   — É claro. Nós estamos prestes a nos sentar para jantar. Tenho de lhe dizer, sua aparência está horrível. 

   — Obrigado — disse Claude, secamente. Eles foram para a sala de jantar, e Henri, Alabá e Ninica olharam para cima. Somente Henri pareceu surpreso. As duas mulheres mostraram indiferença. O olhar intenso de Henri o encontrou. 

   — O que aconteceu? — perguntou ele, sem rodeios. 

   — Rosa me deixou — respondeu ele em tom de voz deprimido. Freitas e Henri começaram a falar ao mesmo tempo, enquanto as mulheres meramente trocaram olhares e permaneceram silenciosas. 

   — Isso não faz sentido — começou Henri. 

   — Não depois que ela passou todo aquele tempo… Alabá interrompeu-o com uma cotovelada na lateral. Então olhou para ele e meneou a cabeça. Henri franziu o cenho em confusão, mas permaneceu silencioso. Ninica levantou-se, as mãos nos quadris. 

   — Por que ela o deixou, Claude? A voz de Ninica era enganosamente suave, lembrando a Claude da razão pela qual os homens temiam tanto as mulheres, para começar. 

   — Ninica, talvez Claude prefira não nos contar coisas tão particulares — sugeriu Freitas. Alabá arqueou uma sobrancelha. 

   — Ele está aqui, não está? Obviamente quer nossa ajuda. Nós precisamos saber se ele a merece ou não. Claude fez uma careta. 

   — Se você quer a verdade, não, eu não mereço a ajuda de vocês, mas estou pedindo, de qualquer maneira.

— Por quê? — Ninica exigiu saber. Claude olhou para as duas mulheres. 

   — Porque eu amo Rosa, e cometi um erro terrível. 

   — Então, você ligou para o laboratório incompetente, e descobriu que foi tudo um engano? — questionou Alabá em tom furioso. Henri e Freitas viraram-se para Alabá e Ninica. Ninica enrubesceu e enviou um olhar apologético para Alabá, que meramente deu de ombros.

   — Eu não liguei para o laboratório. Não me importo com o maldito resultado. Amo Rosa e o nosso bebê. Não ligo a mínima para quem seja o pai biológico. Ela é minha filha, e eu não pretendo desistir dela, ou de Rosa. 

   — Por que eu tenho a impressão de que nós somos os únicos dois sem a menor ideia do que está acontecendo? — Freitas perguntou para Henri. 

   — Eu tenho a mesma impressão, mas aposto que nossas adoráveis esposas são capazes de nos contar — disse Henri, olhando para Ninica e Alabá. As duas mulheres cruzaram os braços sobre o peito e comprimiram os lábios. Frustração fez as têmporas de Claude doerem. Ele passou por seus irmãos, a fim de parar na frente de Alabá e Ninica.



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