História Revelação - Capítulo 35


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Categorias Uma Rosa com Amor
Personagens Claude Geraldy, Serafina Rosa Petroni
Visualizações 38
Palavras 1.192
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 35 - Capítulo 35


   — Por favor, se vocês sabem onde ela está, contem-me. Eu preciso acertar as coisas com Rosa. Eu a amo. Alabá suspirou e olhou para Ninica. 

   — Talvez eu tenha ajudado Rosa a alugar uma casa em Lyon — confessou Ninica. Henri arqueou as sobrancelhas. 

   — Mas isso não é onde… Alabá deu-lhe outro olhar furioso. 

   — Onde em Lyon? — murmurou Claude, ignorando a troca de olhares entre Alabá e Henri. 

   — Se você for até lá e aborrecê-la de novo, vou pessoalmente pedir que cada membro da equipe de segurança de Freitas ataque você — ameaçou Ninica.

   — Apenas me conte, Ninica. Por favor. Eu preciso vê-la novamente. Tenho de me certificar de que Rosa e o bebê estão bem. 

   — Quando eu falei com ela ontem, Rosa estava bem — replicou Alabá, casualmente. 

   — Parece que você e Ninica andaram muito ocupadas, ultimamente — observou Henri. Alabá suspirou. 

   — Se as coisas fossem deixadas para vocês, homens, o mundo seria um desastre. 

   — Acho que nós fomos insultados — resmungou Freitas, secamente. Ninica estendeu o pedaço de papel no qual estivera escrevendo para Claude. 

   — Aqui está o endereço de Rosa. Ela confia em mim, Claude. Não estrague isso. Claude abraçou-a rapidamente e beijou-lhe o rosto. 

   — Obrigado. Eu a trarei para uma visita, assim que possível.Rosa acariciou os cabelos de Eric, enquanto ele dormia, e sorriu diante de quão pacífico e inocente ele parecia. Ajeitando o cobertor sobre ele, ela virou-se e saiu do quarto na ponta dos pés. Uma vez na cozinha, preparou uma xícara de chá descafeinado e começou a beber o líquido quente e tranquilizante. Sua chegada a Lyon não podia ter acontecido num momento melhor. Eric tinha sido tirado de seu lar anterior, e estava esperando colocação, juntamente com centenas de outras crianças. Tinha levado diversos dias para completar a papelada, ter a casa estudada e seu passado investigado, mas Eric era finalmente seu. No começo, ele estivera silencioso e contido. Sem dúvida, pensava que morar com ela seria uma situação tão temporária quanto tinha sido todas as outras vezes. Rosa não tentou persuadi-lo que desta vez seria diferente. Levaria tempo para conquistar a confiança do garotinho. 

   O importante era que ele tinha um lar agora. Graças à generosidade de Ninica, ambos tinham um lar. Depois de dar uma última olhada em Eric, Rosa foi para a sala de estar e acomodou-se em sua poltrona favorita. As noites eram difíceis, quando o silêncio reinava. Sentia falta de Claude e do companheirismo fácil que eles haviam desenvolvido. Ela estava quase cochilando na poltrona quando a campainha tocou. Levantou-se rapidamente, para não perturbar Eric, e foi espiar pelo olho mágico. Ninguém a conhecia, e era preciso ser cautelosa com alguém batendo a sua porta. Certamente, o Serviço de Assistência Social não lhe faria uma visita surpresa àquela hora da noite. O que ela viu chocou-a até a alma. Claude. Do lado de fora da porta, parecendo perturbado e um pouco pálido. Com dedos trêmulos, ela tirou a corrente e abriu uma fresta da porta. 

   — Rosa, graças a Deus — disse ele. 

   — Por favor, eu posso entrar? Ela apertou mais a porta, enquanto o olhava através da fresta. Raiva… dor… tanta dor… percorreu suas veias. O que ele poderia ter a dizer que ainda não dissera? Rosa fortaleceu-se, abriu a porta apenas o bastante para que pudesse vê-lo, e para que ele pudesse vê-la. 

   — Eu não perguntarei como você me achou. Isso não é importante. Ele começou a interromper, levantando uma das mãos numa súplica, mas ela meneou a cabeça. 

   — Não, você falou o bastante. Eu deixei você falar todas aquelas coisas, e ouvi, mas não sou obrigada a ouvi-lo agora. Esta é a minha casa. Você não tem direitos aqui. Quero que vá embora. Alguma coisa que pareceu suspeitosamente pânico brilhou nos olhos dele. 

   — Rosa, eu sei que não mereço nem um minuto do seu tempo. Falei e fiz coisas imperdoáveis. Eu não a culparia se você nunca mais falasse comigo. Mas, por favor, estou implorando. Deixe-me entrar. Deixe-me explicar. Deixe-me acertar as coisas entre nós. O desespero evidente na voz de Claude a desestruturou. Ela hesitou, indecisa, sua raiva guerreando com o desejo de ceder e deixá-lo entrar. Ele fitou-a com olhos torturados, e, lentamente, Rosa deu um passo atrás e abriu mais a porta. Ele estava dentro num instante. Envolveu-a nos braços e enterrou o rosto nos cabelos dela. 

   — Sinto muito. Sinto muito, mon amour. Claude beijou-lhe a testa, depois o rosto, e então, desajeitadamente, encontrou-lhe os lábios. Beijou-a com tanta emoção que chocou Rosa. 

   — Por favor, me perdoe — sussurrou ele. 

   — Eu a amo. Quero que você e nosso bebê voltem para casa. Rosa afastou-se, segurando-se nos braços dele para obter apoio. 

   — Você acredita que ela é sua? — Ela não pôde manter a amargura ou a desconfiança longe da voz. 

   — Eu não me importo quem seja o pai biológico. Ela é minha. Assim como você é minha. Nós somos uma família. Eu serei um bom pai. Juro. Eu já amo o bebê, e quero que sejamos uma família, Rosa. Por favor, diga que você me dará outra chance. Eu nunca mais lhe darei qualquer motivo para me deixar. Claude pegou-lhe as mãos nas suas, apertando-as com tanta força que ela teve certeza que a circulação sanguínea parara ali. 

   — Eu a amo, Rosa. Eu estava errado. Tão errado. Não mereço outra chance, mas estou pedindo… não, estou suplicando… uma, porque não há nada que eu queira mais do que você e nossa filha de volta. Rosa permaneceu parada ali, boquiaberta, tentando processar tudo que ele lhe dissera. Claude a amava. Ele ainda não achava que era o pai do bebê. Não se importava se não fosse o pai. Queria-a de volta, com a filha deles. Um nó formou-se na garganta de Rosa, e lágrimas se acumularam em seus olhos. Como aquilo devia ter sido difícil para ele… ir até lá, pensando que o bebê não era dele, mas querendo-as, de qualquer maneira, aceitando-as, de qualquer maneira. Ela deveria estar zangada, mas o resultado do DNA confirmara os piores medos de Claude, no entanto, isso não importava. Ele se humilhara na sua frente, tornando-se tão vulnerável quanto um homem podia se tornar. Ela precisava apenas olhar para a sinceridade queimando naquelas profundezas escuras para saber que ele falava a verdade. Claude a amava. 

   — Você me ama? Rosa precisava ouvir aquilo de novo. Queria desesperadamente ouvir. 

   — Eu a amo tanto, mon amour. Ela balançou a cabeça. 

   — O que isso significa, a propósito? — O quê? 

   — mon amour. Ele sorriu. 

   — Significa meu amor. 

   — Mas você me chamou assim na primeira noite que fizemos amor. Ele assentiu. 

   — Você era minha, mesmo então. Eu acho que me apaixonei por você naquela noite. As lágrimas nos olhos de Rosa aumentaram, e ela engoliu o soluço que subiu a sua garganta. 

   — Oh, Claude. Eu o amo tanto. Ela atirou-se nos braços dele, abraçando-o com o máximo de força que conseguiu. Claude correspondeu ao abraço, com a mesma firmeza, as mãos acariciando-lhe os cabelos. Então, uma palma quente deslizou para sua barriga. Ele tremeu contra ela, o corpo grande sacudindo com emoção. Quando falou, havia uma pequena falha na voz que informou Rosa que Claude estava perto de chorar. 

   — Como está nossa filha?



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