História Revelação - Capítulo 36


Escrita por: ~

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Categorias Uma Rosa com Amor
Personagens Claude Geraldy, Serafina Rosa Petroni
Visualizações 37
Palavras 715
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 36 - Penúltimo capítulo


   Ela fechou os olhos e deixou as lágrimas escorrerem pelos cantos. Então, abaixou a mão para lhe segurar o pulso e dar um passo atrás.  

— Ela é sua, Claude. Eu lhe juro isso. Não dormi com outro homem. Somente com você. Por favor, diga-me que você acredita em mim. Sei o que o exame diz, mas eles erraram. Ele a estudou, esperança iluminando os olhos escuros. Engoliu em seco uma vez, depois outra. 

   — Eu acredito em você, mon amour. Rosa fechou os olhos e abraçou-o, novamente, enterrando o rosto no peito forte. 

   — Perdoe-me por tê-la ferido, Rosa. Eu não farei isso nunca mais, e você tem a minha palavra. 

   — Há uma coisa que eu preciso lhe contar — murmurou ela, baixinho. Ele pressionou seu corpo contra o dela, e depois afastou-a lentamente, os olhos brilhando com vulnerabilidade. 

— É melhor você se sentar.

— Apenas, conte-me. Não há nada que não possamos resolver. Ela sorriu. 

   — Espero que você não fique zangado pelo que eu fiz. 

   — Nós podemos resolver isso. O que quer que seja. Juntos, mon amour. Rosa pegou-lhe as mãos nas suas, e eles se sentaram no sofá. 

   — Eu vim para Lyon, a fim de encontrar Eric. Claude ficou completamente imóvel. 

   — Por quê?

   — Eu achei que sua história precisava de um fechamento. Pensei que, se você pudesse vê-lo feliz e bem ajustado, poderia carregar esta lembrança, e não aquela onde ele gritava e chorava, enquanto a mãe o levava embora. 

   — E você o encontrou? A ansiedade na voz de Claude disse a ela o quanto ele queria saber sobre o bem-estar de Eric. 

   — Sim, eu o encontrei — replicou Rosa, suavemente. Ele apertou-lhe mais as mãos. 

   — Nara o abandonou dois anos atrás.

   — O quê? Raiva explodiu de Claude como numa onda volátil. Ele levantou-se do sofá, as mãos cerradas em punhos nas laterais. 

   — Por que ela não o levou para mim? Ela sabia que eu o amava. Sabia que eu criaria Eric como meu filho. Rosa balançou a cabeça com tristeza. 

   — Eu não sei, Claude. Ele foi recolhido pelo Serviço de Assistência ao Menor, e ficou sob a custódia do governo pelos últimos dois anos. 

   — Isso tem de ser retificado. Eu não permitirei que Eric permaneça com eles. Não como você permaneceu, mon amour. Não permitirei que ele sofra o que você sofreu. Ela levantou-se e parou ao seu lado, tocando-lhe o braço. 

   — Como você sabe sobre mim? Claude fitou-a com olhos sofridos. 

   — Sérgio me contou, quando eu fui a São Paulo procurar você. Mon dieu, Rosa. Sinto tanta vergonha pelo jeito que eu a tratei. 

   — Claude, Eric está aqui — murmurou ela, gentilmente. A boca dele se abriu em choque. 

   — Aqui? Ela assentiu. 

   — Dormindo no quarto dele. Eu não podia deixá-lo continuar sob os cuidados do governo, também. Sabia o quanto ele significava para você, e sei como a minha infância foi sofrida. Eu investiguei sobre Eric antes que nós nos separássemos. Foi para isso que entrei no seu escritório, aquele dia. Eu ia contar-lhe o que tinha descoberto sobre Eric. Pensei que nós dois pudéssemos voar para Lyon, a fim de buscá-lo. Claude fechou os olhos e gemeu. 

   — Em vez disso, eu a expulsei, e você veio para cá sozinha, cuidar dele. 

   — Eric está aqui, e precisa muito de uma mãe e de um pai.

   — Você faria isso? Adotaria uma criança que não é sua? — perguntou ele. 

   — Não é isso que você pretende fazer? O que pretendia fazer, quando pensou que nossa filha não fosse sua? Claude a envolveu nos braços, seu corpo tremendo contra o dela. 

   — Eu amo você, mon amour. Tanto, tanto. Nunca mais me abandone. Nem mesmo se eu merecer isso. Ela riu. 

   — Eu não o abandonarei. Da próxima vez, ficarei e lutarei, que era o que eu deveria ter feito, desta vez. Você não se livrará de mim tão facilmente, de novo. 

   — Ótimo — disse ele, emocionado.

— Agora, vamos ver o nosso filho.   

   Eles vão até o quarto de Eric e o encontra dormindo, Claude lhe dá um beijo de boa noite. Rosa e Claude saem do quarto de Eric e vão para o quarto de Rosa.

   - Eu te amo muito mon amour, obrigado por fazer isso por mim - disse Claude a abraçando.

   - Eu também te amo meu amor, não precisa agradecer, eu fiz isso por amor - disse Rosa, chorando.

   



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