História Revenge - Capítulo 3


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Categorias Capitão América, Os Vingadores (The Avengers)
Personagens Anthony "Tony" Stark, Bucky, Clint Barton, Dr. Bruce Banner (Hulk), Feiticeira Escarlate (Wanda Maximoff), James Buchanan "Bucky" Barnes, James Rupert "Rhodey" Rhodes, Natasha Romanoff, Pantera Negra (T'Challa), Sam Wilson (Falcão), Steve Rogers, Visão
Tags Anastásia Smirnov, Revenge
Visualizações 29
Palavras 2.019
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Insinuação de sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura anjos<3

Capítulo 3 - "Do you remember?"


Fanfic / Fanfiction Revenge - Capítulo 3 - "Do you remember?"

União Soviética - 24/07/1998.

Sala Vermelha, KGB.


Não era uma tarefa fácil decorar aquela sequência de golpes, e parecia mais difícil quando sabia que ao fundo da sala, ela estava observando. Os olhos estreitos acompanhando cada movimento da garota no centro do tatame. Natasha deixou seus olhos passarem pelo físico da mulher, pensando se um dia seria igual ou melhor que Anastásia Smirnov. Era uma reputação invejável. Seu nome era reconhecido e lendário dentro de varias organizações. Sendo várias missões e nenhuma falha. Uma arma perfeita. Natasha desviou seus olhos novamente para a atração principal. Uma garota versus um agente qualquer. Por um simples deslize, a mesma levou um chute certeiro na costela. Romanoff deixou um sorriso escapar, abaixando a cabeça para disfarçar.

– Levante-se. – Ordenou a morena, após observar de soslaio o comportamento da ruiva, do outro lado da sala. A menina acatou a ordem, levantando-se com um pouco de dificuldade, mas nada que não fosse se acostumar – Descanse.

Sem dizer e fazer nada, a garota seguiu para algum lugar vazio no chão, junto as outras garotas. Anastásia permaneceu quieta o que deixava a atmosfera da sala tensa. A mulher era imprevisível, e sua próxima ação demonstraria exatamente isso. – Romanova, levante-se.

Seu rosto permaneceu neutro, observando a ruiva se aproximar calmamente e parar no centro da sala, com as mãos atrás das costas.

– Posso saber qual era graça, Romanova? – Questionou, a ruiva abriu levemente os lábios, sentindo todos os músculos de seu corpo ficarem tensos – E por favor, seja honesta. – Acrescentou ao se lembrar do comportamento das garotas, principalmente de Natalia.

Natasha respirou fundo, pois sabia que mesmo que tentasse reverter a situação não adiantaria, a mulher já sabia o motivo, caso contrário não teria chamado. – Eu estava rindo pois ela fui descuidada ao deixar uma brecha para o golpe.

– Entendo.

Anastásia aproveitou que estava atrás da ruiva e não hesitou em erguer sua perna de acertar um forte chute na lateral do corpo da ruiva. Ela caiu no chão, tão surpresa quanto os outros. Anastásia deu a volta, ouvindo os resmungos baixos que ela emitia.

– Ainda está com vontade de rir, Romanova? – Perguntou rapidamente, controlando sua vontade para não chutar a jovem ainda no chão – Levante-se!

Imediatamente, ela já se encontrava em pé, para ser derrubada outra vez. Com um olhar furioso, Natasha encarou sua mentora, desejando que olhos tivessem o poder de assassinar brutalmente. – Ainda está com vontade de rir? – Uniu as sobrancelhas, em um ato que pareceu ser debochado para ruiva. Anastásia agachou-se para segurar o belo rosto dela entre sua mãos, soltando uma risada ao encarar os olhos furiosos e até mesmo amedrontados – Ser considerada uma das melhores não te faz a melhor. Vocês, todas vocês são descartáveis. – Sua voz ecoou pela sala, causando arrepios na maioria, inclusive nas meninas. Observar aquela cena era uma lição. Jamais repita aquele erro. Natasha sentia as unhas da mulher em seu rosto, com certeza fazendo pequenos ferimentos – E certamente, você não uma das melhores, Romanova.

Soltou com brutalidade o rosto da jovem, levantando-se e respirando fundo – Todas dispensadas, exceto Romanova. Treino até os agentes verem que você aprendeu a lição. – Falou lançando um olhar aos agentes presente, que apenas acenaram com a cabeça, por medo e respeito. – Que sirva de lição para outras... Vocês não são melhores e estão longe de ser.


Complexo dos Vingadores.

New York.

Natasha suspirou, uma, duas, três vezes buscando algum tipo de equilíbrio mental, mas aquilo só aumentou sua angustia. Seus olhos travados na paisagem enquanto seus pensamentos eram direcionados para ela. A lembrança parecia mais viva que normal. Aquele foi seu primeiro treinamento intensivo, e também sua primeira advertência. Lembrava até do seu ódio pela mulher naquele dia. Uma birra para dizer a verdade. Natasha era considerada a melhor e Anastásia lhe dar uma lição provando o contrário era vergonhoso. Hoje ela via aquilo como uma boa lição, algo que ela jamais esqueceria. Muito menos esqueceria de sua mentora, que até aquela dia, jurava estar morta.

Três toques na porta a tiraram de seus pensamentos, obrigando-a olhar para Steve. Mesmo com o anos de trabalho  com Natasha, ele já deveria esperar aquele comportamento da mulher mas não conseguia evitar a preocupação com a colega. Natasha poderia ser durona, mas se preocupava e aquele seu comportamento era um claro exemplo. Um suspiro cansado saiu dos lábios do loiro. Seu último dia foi corrido, todos queriam explicações. Quem iria invadir a base dos Vingadores e ainda derrubaria todos eles? Steve estava surpreso e cansado. Depois da batalha em Sokovia achou que deitaria sua cabeça no travesseiro sabendo que a HYDRA havia acabado, mas tudo não se passou de um engano. Corte uma cabeça e duas surgirão no lugar. Aquele lema nunca o assustou tanto como agora.

– Esse é o único arquivo que eu tenho sobre ela. – Natasha entregou uma pasta bege para o homem quando o mesmo sentou ao seu lado na cama. Steve a olhou por breve segundos antes de abrir a pasta – Ela era o tesouro da HYDRA, a mantinham bem escondida. Esse arquivo foi feito em 2003, é o mais recente que eu tenho.


Nome: SMIRNOV, Anastásia.

Data de Nascimento: 19/09/1922.

Último Endereço Conhecido: Sala Vermelha. 

Local de Nascimento: São Petersburgo, Rússia.

Gênero: Feminino.

Título: Comandante/Capitã.

Altura: 1,67.

Peso: 57 quilos.

Cabelo: Castanho/Preto.

Olhos: Azuis. 


Ao lado das breves informações havia uma foto, antiga. Bem parecida com as fotos da Segunda Guerra Mundial. A garota tinha aparentemente cabelos loiros e um belo sorriso no rosto, seus olhos tinham um brilho diferente. Havia vida neles, muito diferente da mulher que conheceu. Respirou fundo, vendo que, mais uma vez à HYDRA tirou a vida de uma pessoa. Tudo o que a mulher viveu ou poderia ter vivido fora roubado pela cede de poder e ganância.


Língua: Inglês, Russo, Italiano, Alemão, Latim, Francês e outros.

Família: Mortos. 

Emprego Atual: HYDRA. Comandante/Capitã.

Qualificações em Missões: Anastásia Smirnov foi o único soldado a ter êxito completo no projeto Renascimento, realizado em 1946. Tornou-se uma humana melhorada em corpo e mente. Foi altamente treinada em judô, karatê, boxe e vários estilos de kung tu. Pontaria profissional em atirar com faca ou arma. Mestre em interrogatório e estratégias. Suas habilidades de mestre em espionagem, infiltração e disfarce a colocaram no ranking  mais alto como Comandante/Capitã na HYDRA.

 

Logo abaixo tinha algumas fotos, ao contrário da primeira, com uma resolução melhor. Na primeira ela usava roupas de treino e parecia estar a espera de um combate. Na segunda já trajava uma roupa típica das mulheres do exército e a última mostrava ela usando o típico macacão preto ao lado do Soldado Invernal, ambos de braços cruzadas encarando algo a sua frente. Steve fechou a pasta, a foto com o homem foi o suficiente para esgotar seu psicológico. Não conseguia fórmulas uma frase. O problema era maior do que imaginou. Ela é a arma perfeita da HYDRA. Tão boa quanto o Soldado Invernal – ou até melhor. Será difícil parar alguém como ela, alguém que não quer se parado.

– Como achamos ela? – Questionou quando seus pensamentos foram direcionados para Wanda, que agora estava sob posse deles.

– Não acha. A não ser que ela queira.



Tudo estava muito embaçado. Era como enxergar através dos olhos de outra pessoa. Sim, parecia que ela estava vendo pelo olhos de outra pessoa. Seus olhos começaram a arder quando uma luz completamente branca atingiu seu rosto, sua mente ficando fora do ar por breves minutos. Quando finalmente abriu os olhos, viu uma mulher com belos olhos azuis e um sorriso alegre. O pior de tudo, foi notar que a mulher era muito semelhante a sua própria imagem. Anastásia fechou os olhos com força aquela imagem lhe atormentando de maneiras indescritíveis. E a pior parte não era dor de cabeça que revirar aquilo lhe causava e sim a semelhança que tinha com a mulher, mesmo ela aparentando ser alguns anos mais velha.

Estava em um dilema entre relatar ao cientistas responsáveis por ela atualmente ou guardar aquilo para si, e seu extinto natural dizia para não contar a ninguém. E não foi aquilo que aprendeu após Segunda Guerra Mundial, confiar em seus extintos nada mais que isso? Então ela estava decidida a esquecer aquele sonho, como fazia antigamente para não ser punida ao cometer alguma transgressão. Mas ela não era mais uma criança. Era uma mulher feita, com uma reputação, era uma Capitã. Sendo assim, iria terminar seu trabalho e mais tarde, resolveria esse dilema como uma adulta.

– Está pronta para o interrogatório? – Questionou o agente, recebendo um aceno vago da mulher. Nada muito confiável, mas foi algo que ele resolveu deixar de lado.

Anastásia entrou na pequena sala de interrogatório, iluminada apenas por uma luz fraca. Seus olhos caíram na garota, presa do outra lado da sala. A pouca iluminação a impedia de ver completamente os traços da jovem, mas Anastásia podia dizer que ela estava acabada. Eles não a fizeram mal, apenas deixaram incapacitada de usar seus poderes. A morena deixou o caderno e caneta na mesa de ferro, puxando a velha cadeira para se sentar em seguida. O som dos pés da cadeira se arrastando contra chão, fizeram Wanda a olhar. A mulher ergueu uma sobrancelha, encarando a jovem, quase sentindo pena de seu estado. Principalmente pelo aparelhos de choque que estavam espelhados pelo seu corpo. Uma medida de contingência.

Wanda observou a mulher sentada em uma posição despojada. Um dos braços apoiado no braço da cadeira, enquanto o outro estava sobre a mesa e suas unhas batucavam sobre a mesa. Seu olhar era penetrante e quase indecifrável. A mais jovem uniu as sobrancelhas ao encarar os olhos azuis de Anastásia e reconhecer aquele olhar. Dúvida. Confusão. Já viu antes, no espelho, em seu próprio reflexo. Foi após ficar com os Vingadores e se questionar se aquele era o melhor caminho. Só restava saber o motivo pelo qual ela estava daquele jeito.

– Você teve alguma visão... – Concluiu ao se lembrar do seu ataque. Achou que não havia surtido efeito na mulher, mais estava enganada. É evidente que Anastásia desenvolveu algum tipo de bloqueio aos seus poderes, mas bastou uma brecha e um leve empurram para deixa-la naquele estado. Só havia uma coisa que deixaria uma pessoa parecida com o Soldado Invernal daquele jeito. Se lembrar. – Você lembrou...

Anastásia uniu os lábios em uma linha reta, desviando seus olhos para o caderno na mesa. Comprovando a teoria de Wanda. Anastásia sabia que ao entrar na sala a garota iria notar algo, por mais pequeno que fosse. Só não esperava que fosse tão rápido. Sua mente estava confusa mas ela não era burra. Aquilo seria uma brecha para Wanda confundir seus pensamentos e tentar leva-la para o outro lado.

– Nem tente... – Falou rindo fraco, seu olhar voltando ao vazio que era e talvez sempre fosse. Wanda uniu as sobrancelhas expressando sua confusão – Eu não tenho um lado bom, por isso jamais passarei para o seu lado.

– Não estou tentando te trazer para o meu lado. Só estou citando fatos, você viu algo e isso te abalou. – Anastásia suspirou por algum motivo aquele assunto estava irritando-a mais que o necessário. O que não era para acontecer já que aquilo não fazia parte de quem ela era, não era uma lembrança, muito menos uma visão. Portanto, não deveria afetar seus sentidos. Mas estava. – O que você viu?

Anastásia a encarou cogitando realmente contar o que viu. Em todos esses anos jamais ficou tão confusa assim pois era a primeira vez que isso acontecia. Que um inimigo a deixava perdida após uma batalha. Mas também conhecia os truques. Manipulação e depois prisão, era isso o que Wanda pretendia, Anastásia não nasceu ontem. Então não valia a pena. Não iria colocar a sua reputação, tudo o que conquistou por uma alucinação.

– O interrogatório está encerrado. – Levantou-se rapidamente e caminhou até a porta, mas a voz da Maximoff a fez parar. Não porque a tentou impedir, mas pelo que falou.

Sua mãe... – Wanda murmurou abrindo os olhos, após entrar na mente da morena, vendo ela se virar o que pareceu ser em câmera lenta – Aquela mulher era sua mãe.

Anastásia não teve tempo para pensar, seu comunicador a tirou de toda tensão que virou aquele momento – Temos a lista.



Notas Finais


Atualização vindo mais cedo por motivos de; talvez irei viajar então para não ficar sem atualização... capítulo novo <3

Até o próximo capítulo cheio de ação para vocês <3


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