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História Revenge - Capítulo 5


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Notas do Autor


Oie, espero que vocês gostem. Deu um problema para postar esse capítulo aqui mas acho que agora vai.

Capítulo 5 - Capítulo cinco - O mirante


Ao entrar na grande casa me deparei com uma decoração impecável. Eu tinha de admitir que quem quer que houvesse decorado aquela residência  tinham um bom gosto. A entrada ampla me dava visão a todo o espaço. Todo local de baixo era integrado, logo de início já vi a sala de estar com uma mesa para refeições já posta bem grande. Mais a frente ficava a cozinha, ao lado de uma imensa escada branca que subia em espiral. Tudo em tons de verde, branco e madeira. Era muito diferente da casa dos Swans. Sua lateral era cortada com grandes janelas de vidro e uma porta gigantesca que dava acesso à piscina. Através das janelas vi Robin indo em direção aos homens que estavam lá, os esperando para ir. 

Foquei no grupo que me aguardava mais a frente. Haviam mulheres mais velhas, de quarenta anos para cima. Todas com postura impecáveis, sentadas no sofá. Conversavam não tão alto mas riam bastante. Pensei se o assunto me seria engraçado também. Tenho certeza que não. Antes que eu pudesse ir até elas alguém me alcançou primeiro. 

Emma estava com seus cachos rebeldes e dourados em cascata pelas suas costas. Usava um vestido verde claro comprido e solto, decotado nas costas, que se movia conforme ela andava. Nesse momento percebi que ela era centímetros mais alta que eu, o salto escondia bem esse fator. 

Ela parou em minha frente e eu estendi a mão que fora prontamente atendida. Ela segurou-a e levou aos lábios beijando o nó dos meus dedos. 

- Não achei que viesse. - o perfume dela é francês, tenho quase certeza. 

 - Não tive muita escolha. 

 - Veio para se desculpar? - eu ri. Ah, Emma. Para a minha sorte ela parecia estar bem mais tranquila hoje. Como não estava no clima de provocações resolvi mentir.

- Espero que seja suficiente, Swan.

- Livra um pouco sua pele, mas não completamente. Me prometa que me livrará desse tédio e pensarei no assunto. Temos companhias ilustres hoje - apontou de leve a cabeça para as mulheres - Venha, vou te apresentar. - ela caminhou na frente e eu a segui até as mulheres que logo perceberam nossa presença olhando para mim com olhares curiosos. - Senhoras, essa é Regina Mills. Esposa do senhor Locksley. 

Prontamente me acolheram e ofereceram lugar para sentar. Elas falavam animadas sobre homens sem camisa dançando, viagens e bolsas. Qualquer tema que fútil fosse, era interessantissimo a elas. Eu fico pensando em qual classe da sociedade se encontram os interessados em gastronomia, política, ciência... Emma me olhava como se entendesse perfeitamente a forma que eu me sentia. Mas eu não podia culpá-las, para o meio em que vivíamos, era como se sobrevivia. A loira sorria a todo momento, mas eu podia jurar que não via a hora de acabar. Bebemos alguns drinks até o almoço ficar pronto. Os homens não se juntaram a nós, algo que pareceu não incomoda-las nem um pouco. 

Sentamos na gigantesca mesa de madeira para fazer o desjejum. Aquele lugar me lembrava muito o escritório de Emma. A comida estava divina, eu tinha de admitir. Emma se sentou ao meu lado e ora ou outra sentia seu olhar sobre mim. Ela fazia politicagem com as mulheres, brindaram por inúmeras coisas, e eu só observava.

- Emma, a comida está maravilhosa! Posso saber o responsável por essa divindade? - disse sincera. 

- Já conhece. É o Graham, senhora Mills. - Ah claro, ele estava aqui? Procurei pela cozinha e o achei. Trocamos olhares e ele piscou para mim. - Achei que não iria mais me dar o ar da graça de ouvir sua voz hoje - e os flertes não pararam, aparentemente. 

- Só me pronuncio quando é relevante

- Pode falar quando quiser, Mills. Gosto da sua voz. - me disse piscando. - Ao menos, é claro, se for citar a minha vida de adúltera. 

- Pelo visto não conseguirei um perdão tão rápido. - eu havia percebido a ironia em sua voz, ela ainda estava zangada. Emma nada me respondeu.

No meio da tarde, algumas mulheres foram embora e eu pedi licença indo em direção a piscina. Precisava de um ar. Sentei-me na espreguiçadeira, me permitindo sentir o sol. Eu podia ouvir longe barulhos de conversas e mais de perto o vento nas árvores. Era divino estar ali, principalmente sozinha. Mas como se me ouvissem, quando eu estava quase adormecendo, escutei alguém entrando na água. Abri os olhos e vi Swan, dentro da piscina. 

Fico me perguntando se esse é o jogo de conquista dela, vence as pessoas pelo cansaço. Não é possível!

Emma emergiu da água e me olhou. Seus seios estavam parcialmente coberto por um fino tecido do biquíni. Ela era de verdade uma mulher muito bonita. 

- Perdeu algo aqui, Regina? - Me disse abrindo um sorriso cafajeste. Droga, Emma. 

- Nada do que eu já não tenha visto, senhora Swan. - disse a rebatendo. Seu sorriso abriu ainda mais e ela negou com a cabeça. 

- O que achou da casa? - perguntou puxando os cabelos para trás tirando o excesso de água que havia neles. Evite olhá-la, eu repetia quase incessantemente na minha cabeça. 

 - Muito bonita, Emma. Quem quer que a tenha projetado tem um ótimo gosto. 

- Era do meu pai. - disse séria. Será que eu havia tocado em um ponto ruim?

- Ah, me desculpe. - seus olhos se arregalaram. 

- Ah, não Regina! Ele não morreu, só se mudou. Eu vinha aqui quando criança. Me trás ótimas lembranças. - apenas conformei com a cabeça. - Entra na água, comigo. - me disse me pegando de surpresa. Ah, nem pensar.

- Ah, não mesmo. - disse rindo. Ela franziu o cenho e se levantou saindo da água. Meu deus! A água escorria pelo corpo dela enquanto se levantava. Eu não podia ceder de novo, não mesmo. Meus pensamentos eram desconexos nesse momento. 

- Pare de me olhar assim, Mills. Fica difícil mentir para mim depois. - revirei os olhos. Ela era impossível!

- Mentir? - disse em tom inocente. 

- Sim, mentir que não me quer.

- Eu não mentiria se quisesse algo com você - mas é claro que eu mentiria - O problema é que não estou disponível. - levantei a mão esquerda e sussurrei - eu sou casada. - ela sorriu com os olhos me encarando naquela imensidão verde. Emma era muito atraente não tinha como negar. 

- Isso não é empecilho algum. 

-  Ah, Swan! Você é impossível. Pode me tirar desse lugar? - falei sem perceber. 

  - O que? Da cadeira? 

  - Não, Dom Ruan. Desse local, para longe dessas pessoas. Elas sugam minha energia.

  - Tudo bem, vou pedir para o Alfred preparar o carro. - disse pegando a toalha para se secar. 


Em questão de minutos estavamos dentro do carro. Eu não sabia o porque eu não conseguia recurar às investidas dela. Sinceramente acho que eu não me importava mais. Toda essa ética que me seguia desde Fisher fora desgastada com o passar dos anos. Por isso que decidi sair com Emma. 

Eu não era santa, já havia traído Robin uma vez, mas esse caso fora confidencial e ninguém, além de nós e Zelena sabia. Estávamos em Nova York há dois anos e nevava muito. Robin e o marido de Julia Fisher haviam ido para o cassino e nos aproveitamos para beber no bar do hotel. Bebemos muito, por sinal. Depois de algumas horas só me lembro de flashs, acordei nua no meio da noite na cama dela. Fui jnconsequente e terrivelmente idiota. Eu não sabia o que fazer e como me portar e depois daquele dia eu nunca mais falei com ela. Sai de seu quarto no meio da madrugada, e por sorte Robin não havia chegado ainda. Eu me arrependi terrivelmente na época e tento reprimir esse fato com todas as minhas forças. Até hoje. 

Mas, com Swan é muito diferente. Há algo que me atrai nela. Mesmo que ela seja bem pra frente, digamos assim. Tem algo que me prende, não sei se é os olhos de Esmeralda ou as ondas douradas de seus cabelos. Da conversa fiada que tivemos aquele dia, do intelecto dela. Eu não sei. 

Contudo, da mesma forma que ela me atrai, ela me irrita. Com esse jeitinho de quem manda em todos, algo que não funcionaria comigo. Eu não me  a ninguém, nunca. 

  - E então, onde vamos Regina? - ela me disse me despertando do transe.

 - Me surpreenda, Swan. - Emma apertou um botão ao lado de seu acento o qual a permitia se comunicar com o motorista. 

 - Alfred? Vamos ao mirante, por favor. - eu ouvi. Ela me olhou como se estudasse algo, permanecendo em silêncio por um bom tempo. Me virei observando a janela. O arrependimento me bateu pelo que fiz com ela. Não foi justo o que eu fiz. 

  - Lhe devo um pedido de desculpas pelo que fiz com você, Swan. - me virei para ela concluindo que a mesma me encarava. Ela possuia um olhar de ataque, eu não sei dizer. 

  - O tempo é o melhor conciliador de desavenças. - foi tudo o que ela disse. Nada de sim, nem de nao. Então preferi não responder, era melhor que eu não falasse nada. - Chegamos. 

Desci do carro e fiquei boquiaberta com a visão. Estávamos em um local muito alto nos dando a total visão da cidade. As estrelas brilhavam exageradamente acima de nós. 

- É lindo! Como achou esse local? - perguntei. Ela parou ao meu lado e olhou para cima. 

- Eu comprei esse local anos atrás. Que bom que gostou. 

Nos observamos as estrelas, ela me explicou conceitos de astronomia e sobre como observar as estrelas. Eu fico me perguntando como uma pessoa incrível dessa se prende a um casamento horrível como o dela. Então eu entendi o porque dos adultérios que ela cometia. Emma Swan era incrível. 

Um vento frio chegou nos obrigando a voltar para o carro. Minutos depois após partirmos senti a necessidade de finalmente consertar o que eu tinha feito. 

- Emma, isso não é comum do meu feitio então direi rápido - ela me olhou curiosa - Eu sinto muito pela forma que te julguei, mas a verdade é que nada justifica o fato de eu ter te insultado. Principalmente na sua sala e na SUA empresa. - a imitei. Ela achou graça sorrindo. - Acho que o que mais me incomoda em você. Além de você ser extremamente irritante quando quer, é que você não parece ter medo de viver.  -  Swan ergueu as sobrancelhas. 

- Nada disso, eu tenho medo de muitas coisas, Regina! - sua mão pegou a minha que repousava em meu colo. - mas a vida não me permite ter medo. 

- Sinto inveja de você. - ela me encarava com aquelas órbitas verdes de forma tão sincera. Eu poderia me afundar naquele olhar infinito. - da sua vida que não te permite ter coragem.

- Para que você queria ter coragem, Mills? Não adianta para muita coisa. É últil apenas em situações extremente específicas. - meus olhos desceram para sua boca. Eu queria muito beija-la nesse momento. 

- Me serviria muito bem agora, Swan. - disse com o resto de sanidade que eu tinha. Emma se aproximou lentamente de mim, como quem entendesse o recado. 

- O que quer fazer Regina? - seu olhar desceu para minha boca. Ela se aproximou lentamentee eu gelei. O que ela faria? Decidi ceder. Fechei os olhos me preparando para que ela viesse mas ouvi o barulho da porta abrindo e ela se afastando. O que estava acontecendo? - Chegamos. - eu olhei para fora e vi e entrada de minha casa. Filha. Da. Puta! Comecei a rir de nervoso e ela me deu aquele sorriso desgraçado soltando a minha mão. 

- Que porra foi essa? - disse brava.

- Como assim? - ela sorria como uma vencedora.  

- Não se faça de desentendida, Emma. Sua desgraçada! 

- Olhe o linguajar, Regina. - ela se aproximou. Eu tinha dificuldade de respirar de tamanha raiva que sentia. - Não venha me ofender de novo. Não é porque eu sou uma adúltera que eu te beijaria agora. Aprenda que para conseguir algo de mim você tem que merecer primeiro. Não importa o quão gostosa você for, não é assim que funciona as coisas aqui. Agora sim esta perdoada, até mais Regina.

Eu fui consumida pela raiva, desejei que ela sumisse do meu canto de visão. Insuportável! Não pensei, só percebi o que havia feito quando minha mão estalou na cara dela. Seu olhar desceu raivoso sobre mim. Eu desci do carro e a pude ouvir falando atrás de mim.

 - Você vai se arrepender de ter feito isso, Mills! - ela gritou. Fechei a porta com força entrando em casa. 


Notas Finais


Eaí o que acharam? Eu amo explorar a personalidade das duas, acho que é o que torna esse casal algo incrível.
Fiquem atentos ao próximo capítulo, juro que vocês não vão se decepcionar.

Até semana que vem


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