História Revenge Girl - Capítulo 72


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Categorias Sakura Card Captors
Personagens Eriol Hiiragizawa, Fujitaka Kinomoto, Meiling Li, Nadeshiko Kinomoto, Sakura Kinomoto, Shaoran Li, Tomoyo Daidouji, Touya Kinomoto, Yukito "Yue" Tsukishiro
Tags Romance, Sakura, Shaoran, Trama, Vingança
Visualizações 80
Palavras 1.597
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Amorecos, let´s go!
Bora agilizar isso aqui, que tá muito parado (culpa minha, eu sei T.T)
Mais um cap. focado na volta repentina da Amanda... Não esqueçam de me contar o que estão achando!

Capítulo 72 - A verdade sobre Londres


Sakura narrando

O dia custou a passar. Por mais que eu me fizesse de durona, eu queria ouvir o que Amanda tinha a dizer, e a hora do almoço parecia nunca chegar.

- Você vai quebrar o lápis. – Shaoran advertiu fazendo com que eu parasse de bater o lápis na mesa.

- Você já percebeu que sempre está na minha sala?

- Fazer o que, eu não tenho nada melhor pra fazer mesmo. – ele sorriu brincalhão.

- Vai caçar o que fazer então. Já sei, me traz um cafezinho. – o olhei com superioridade.

- Ah, claro. – ele revirou os olhos. – Até aprece que o príncipe da China vai buscar cafezinho pra você.

- Se não é como funcionário, pelo menos como namorado né, grosso.

- Você. Não. Presta. – ele disse levantando-se da cadeira e saindo pela porta.

- Saudades Awly! – gritei para provocar.

Assim que Shaoran saiu da sala um pensamento me pegou de surpresa. De repente lancei um olhar pra certa gaveta com tranca, na minha mesa, e lembrei o que tinha trancado lá, há meses atrás. Dei uma olhada rápida para a porta, e constatei que ela continuava fechada. Peguei a chave da gaveta na minha bolsa e a abri.

Então, depois de meses, contemplei a capa preta do caderno maldito, que por algum motivo eu ainda não tinha queimado. Comecei a folhear devagar, a vergonha e o nojo começaram a me tomar por inteiro. Como eu era estúpida, criança, imatura. Eu não sabia de nada, não podia afirmar nada contra Shaoran, mas mesmo assim, cega pela vingança, queria fazê-lo sofrer.

Como eu não percebi antes que fazê-lo sofrer é o mesmo de me matar aos poucos? Eu nunca deixei de amá-lo, nunca o esqueci por completo, apenas abafei um sentimento puro com mágoa e raiva. Tantos planos vazios, poemas sombrios, músicas tristes... Tudo misturado num emaranhado borrado, às vezes por lágrimas, que temiam em escorrer quando me remetia à tortura do caderno preto.

- Aqui está, madame. – ele disse na minha frente, segurando um copinho de café. – Que caderno é esse? – perguntou curioso.

Como ele entrou e eu não percebi? Estava tão imersa num passado obscuro que não ouvi a porta abrir? Inferno, e agora?

- Er... Obrigada. – disse pegando o café com uma mão e fechando o caderno com outra. Olhei para ele e vi que ainda estava à espera de uma resposta. Não foi uma pergunta séria, apenas um questionamento banal, que se tivesse uma resposta banal, não chamaria atenção. – É um caderno/agenda, pra eu me organizar. – respondi um pouco nervosa demais. Ótimo, a primeira mentira, depois de tudo.

- Hm. – ele pareceu ignorar. – Quem vê pensa que é toda certinha. – suspirei ao perceber a mudança de assunto.

- Vai pastar. – disse empurrando-o de leve. Nós rimos. Essa foi por pouco.

...

Depois de horas que pareciam não passar, finalmente o horário de almoço chegou.

- Ansiosa? – Shaoran perguntou ao entrar no carro.

- Vamos ver logo a versão dela da história. – respondi cética.

Chegamos ao restaurante e todos já estavam presentes na mesa, num silêncio constrangedor.

- Oi. – disse baixo. Todos apenas me cumprimentaram e voltaram a encarar o vazio.

- Bem... – Hiro se pronunciou – Já que eles chegaram, vamos pedir? – meu sugeriu. Todos começaram a levantar os cardápios, eu larguei o meu na mesa.

- Não, não vamos não. A gente veio aqui pra outra coisa. – Amanda se encolheu. – Pode começar. – disse cruzando os braços na frente do peito e encarando-a. A atenção se voltou para a moça de olhos azuis faiscantes.

- Bem... Tudo aconteceu no meio do meu primeiro mês em Londres...

Flashback on

Amanda narrando

O trabalho estava ótimo, eu estava progredindo, ganhando clientes, nada podia estar melhor. A não ser a saudade, claro. Não tinha muito tempo para me comunicar com o pessoal de New York, mas estava morrendo de saudades. Os amo muito.

- Vem Mandy, eu quero comer! – Timmy disse, apressando-me para não perdermos o horário de almoço.

- Espere aí, vou pegar minha bolsa na minha sala! – avisei. Quando abri a porta, o espanto tomou conta de meu rosto. Minha sala estava completamente revirada. Todos os papéis no chão, cadeiras derrubadas, vidros estilhaçados e uma mensagem escrita com meu batom, na parede.

“Você devia ter ficado em New York, mas agora que veio, vai sofrer as consequências.”

Minha bolsa estava revirada no centro da sala. Os cartões todos espalhados, meu dinheiro tinha sumido, assim como meu celular.

A partir deste dia eu não conseguia andar pelas ruas sem sentir medo. Pouco tempo depois meu e-mail foi invadido, minhas redes sociais deletadas. As mensagens ameaçadoras não paravam. Alguém estava me perseguindo, e eu não tinha a menor pista de quem poderia ser...

Flashback off

Sakura Narrando

- Eu aguentei o quanto pude. – Amanda já tinha lágrimas nos olhos. – Mas não tive escolha, se não deixar tudo pra trás e voltar pra cá... Eu não entrei em contato por que não pude. O número de vocês estava na agenda do meu celular roubado, e minhas contas virtuais foram hackeadas... Eu... Ah, me perdoem... – agora ela estava em prantos mesmo. Passei os olhos pelos rostos da mesa e todos estavam em choque.

- Poxa, erm... Me desculpe, eu não sabia Mandy! – Tomoyo foi a primeira a pronunciar-se.

- Mas essa pessoa chegou a te machucar? – Hiro disse preocupado.

- Não fisicamente, mas psicologicamente... Bem, eu estava enlouquecendo.

- E você está trabalhando onde? – Shaoran disse.

- Depois que larguei o trabalho em Londres, estou desempregada. Cheguei ontem e estou num hotel aqui perto do Central Park.

- Vai lá pra casa! – Tomoyo disse. – Eu estou me mudando pra casa de Eriol, meu quarto está vago, a Sakura não se importa. – Amanda olhou-me envergonhada.

- Pare de frescura. Mi casa, su casa. – eu me pronunciei, pela primeira vez na conversa. Amanda apertou os olhos brilhantes e deixou uma lágrima escorrer.

- Muito obrigada! Ainda bem que eu tenho vocês. – todos sorriram, emocionados. Depois disso o almoço seguiu normalmente.

...

- Isto é o que te cabe deste latifúndio! – eu disse rindo, ao mostrar o ex-quarto de Tomoyo para Amanda.

- Poxa, do jeito que a Tomy disse, achei que ia encontrar só o chão do quarto! – nós rimos.

Amanda largou as malas na cama e passou a observar o pequeno cõmodo que parecia vazio. Com apenas uma cama, um armário e um criado-mudo.

- Se ela pudesse, ela tinha levado o chão. – eu afirmei.

- Está tudo ótimo. Obrigada por me ajudar. – olhei-a compassiva.

- O que mais poderia fazer? É pra isso que servem os amigos. Falando nisso... Eu tenho uma proposta pra lhe fazer. – Mandy me olhou interessada. – Tem uma vaga de revisora de texto lá na redação. Eu sei que não é a sua área, mas poxa, você é formada em jornalismo, e acho que o salario da pra te manter, até você achar algo melhor... – a menina pulou em meus braços.

- Ah Sakura, obrigada, mil vezes obrigada! Eu aceito sim! Já aceitei! Tá aceito! – nós começamos a rir loucamente, como antigamente. Finalmente eu estava me soltando com minha amiga de novo, como se nada tivesse acontecido.

Ajudei-a com as malas, não demorou muito, suas roupas eram poucas, e completamente diferentes das que eu conhecia, a maioria de verão. Devia estar quente em Londres, notava-se pelo novo bronzeado de Amanda.

- Se quiser tomar banho, tem toalhas limpas no banheiro. – disse saindo do quarto.

- Ei, espere... Eu cheguei, tivemos nossa conversa grupal... Mas ainda não tivemos uma conversa nossa. Como está sua vida, seu namoro...

- Ah, está tudo bem. Estou trabalhando como uma condenada nessas ultimas semanas, quase não consigo folga pro aniversário do Shao... Mas a vida está boa! – eu ri. – E quanto ao meu namoro... Poxa, melhor que a encomenda. Depois da nossa última crise, tudo está mais leve, mais claro. Não há cobranças, mentiras, não escondemos nada um do outro. Estou noiva! – por incrível que pareça, ela não pareceu tão surpresa com a notícia. – Seu e-mail foi hackeado e não teve acesso a toda a história que eu sempre te escrevia! Vou abrir meu e-mail e te mostrar tudo.

- Poxa, que ótimo! Fico feliz por vocês. – ela sorriu.

- E quanto a você... Com essa confusão toda, creio que não falou mais com Peter... – Amanda vagou seu olhar pelo meu rosto por alguns segundos, confusa, então pareceu captar a pergunta.

- Ah... Eu, bem, estou com Timmy agora. – ela disse um pouco nervosa. Pressenti que ela não queria falar no assunto, então tratei de me despedir e deixa-la tomar banho.

No dia seguinte fomos juntas para a redação. Apresentei Amanda para o pessoal da edição e bem, ela pegou o emprego.

- Oi – Mandy disse entrando em minha sala.

- O que faz aqui?

- Minha chefe disse que você tem uns papéis para nós.

- Ah, certo, aqui estão. – ela pegou as pastas. Mas antes de se dirigir para a porta, observou.

- Essa sua secretária tem um jeito de mal encarada.

- Você já disse isso.

- Disse?

- Sim, há um milhão de anos atrás. – eu ri. – Mas acho que ela ainda me odeia, com a mesma intensidade. – Amanda pareceu surpresa.

- Te odeia?

- Você bateu com a cabeça, ou coisa parecida? Vai trabalhar, vai! – brinquei. Ela riu e saiu da sala.

Por sorte, depois do almoço eu tirei a tarde para um anúncio na agência. Modelar, por incrível que pareça, esta se tornando a minha terapia, para meu trabalho estressante. Nem quero pensar em como vou sentir falta disso tudo quando engravidar.


Notas Finais


<3


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