História Review You - Capítulo 2


Escrita por:

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Hoseok, Jikook, Jimin, Jungkook, Namjoon, Seokjin, Taehyung, Yoongi
Visualizações 125
Palavras 4.182
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Festa, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Você é diferente


Depois do que aconteceu ontem entre eu e o Yoongi, nós não nos falamos mais. Aquela atitude foi muito estranha e suspeita. Agora eu tenho certeza que o motivo do mais velho passar horas naquela cafeteria tem nome e cabelos descoloridos. O que mais me intrigou foi a atitude dele ao saber que eu havia conhecido o tal garoto. Será que ele está tendo algum tipo de relação mais intima com aquele nanico? Mas mesmo que ele esteja tendo, qual o problema de eu o conhecer? Por que Yoongi quer fingir que esse garoto não existe? Ou melhor. Por que Yoongi quer nos esconder a sua existência? 

Se antes a existência de Park Jimin já não me interessava, agora eu quero mais distância ainda. Não vai ser por causa de uma pessoa que eu não conheço que vai me fazer brigar com o meu melhor amigo. Não mesmo. Eu não entendo a atitude do hyung, mas com certeza ele tem algum motivo muito bom pra me manter longe desse garoto. Então vou apenas fazer o que o hyung me pediu. Fingir que Park Jimin não existe.

Mas não posso negar que essa situação toda atiçou minha curiosidade. Eu gostaria de saber as respostas de todas as perguntas que estão na minha cabeça. Porém, vou apenas me controlar.

Pra que mexer no que está quieto, não é mesmo?

Além do mais, eu já tenho muitas outras coisas com o que me preocupar. Principalmente o tal estágio que meu pai está me forçando a aceitar.

Ontem, quando cheguei ao seu escritório, ele ficou horas e horas falando no meu ouvido, de como seria uma ótima oportunidade pra minha vida e pra minha carreira e em como ele estava feliz por ter conseguido isso para mim e blá blá blá.

Que ótimo que o senhor está feliz papai, mas eu não estou nenhum pouco. Já posso colocar esse estágio como mais uma coisa que foi me dada por você sem a minha mínima vontade, junto de toda a coleção que eu já tenho.

E pra melhorar o meu ânimo, tenho que levantar pra mais um dia de aula.

Antes mesmo de me trocar, decido ir logo para a cozinha comer algo. Acordei morrendo de fome. Avisto Jin-hyung na mesma preparando seu café e lhe direciono um sorriso.

— Bom dia hyung. Acordou cedo.

—Bom dia JK. – Ele gostava de me de chamar assim. – Hoje tenho atividades importantes na faculdade e tenho que ir mais cedo.

— Entendo. – Pelo jeito ninguém escapa do sofrimento que é fazer faculdade. Como que as pessoas são capazes de dizer que essa é a melhor fase da vida?

— Jungkook, a gente precisa conversar sobre algo. – Vixi, fudeu. Quando Seokjin vem com esse tipo de frase pra cima de mim, já sei que a cabeça desse louco está formulando mais uma de suas doideiras.

— Hyung, eu não quero problema pra minha vida, estou de boa na paz... – E ele me corta antes que eu terminasse a minha fala, negando qualquer tipo de ajuda a ele.

— Não adianta fugir Jungkook, você já está mais envolvido nisso do que pensa.

— Como assim?

— Eu vi o que aconteceu ontem entre você e o retardado do Yoongi. – Putz, agora fudeu mesmo. – E que ótimo, porque agora eu sei muito bem o que tem naquela cafeteria.

— Hyung, se você viu o que aconteceu, sabe muito bem que o Yoongi não quer que nos envolvemos com isso. – Digo, já suspirando e preparando duas fatias de pão com requeijão.

— Mas Jungkook, você não pode ignorar que isso tá muito bizarro. Quem é esse Park Jimin e por que ele mexe tanto com o Yoongi?

— Eu sei hyung. Eu também estou curioso em relação a isso, mas resolvi deixar pra lá. Você devia fazer o mesmo, já que sabe muito bem como Yoongi fica quando nos intrometemos na vida dele. – Termino de fazer meus pães e me sento na mesa, a sua frente.

Vejo que o Hyung começou a me olhar de forma acusatória, como se estivesse condenando minha atitude. Dou de ombros e abocanho meu delicioso pão.

— Af Jungkook, deixa de ser passivo. – Dou uma pequena risada com seu comentário, mas apenas o ignoro. Então ele continua: – Você tem que me ajudar nisso poxa, é pelo bem de Yoongi. Eu preciso saber se aquele tal de Park Jimin não vai machucar o coração do nosso amigo. – O encaro, dando uma mordida no segundo pão que havia feito. – Vamos JK. Eu prometo que não vou deixar Yoongi desconfiar de nada. – Ele praticamente implora.

— E como pretende fazer isso? – Pergunto, como uma das sobrancelhas arqueadas. Ele dá um sorriso ao perceber que cedi ao seu pedido. Não tem como dizer ‘não’ à Jin-hyung. E também, não é como se eu não estivesse curioso.

— Nós vamos segui-lo, simples. – Diz empolgado, espalmando as mãos sobre a mesa. – Hoje, quando você sair da faculdade, me mande uma mensagem. Nós vamos nos encontrar e ir até onde Yoongi trabalha. Vai estar no horário de almoço dele. Tenho certeza que ele vai ir naquela cafeteria.

— Mas pra que ele iria almoçar em uma cafeteria? – O interrogo. Tudo bem que o hyung ama café, mas ele não vive apenas disso.

— Deixa de ser burro Jungkook! – Diz praticamente gritando. – Se ele realmente tem algo com aquele loirinho, é obvio que vai ir buscá-lo para almoçarem juntos.

Realmente, faz sentido. Já que o trabalho de Yoongi-hyung é bem próximo àquela cafeteria. Como não reparei nesse detalhe antes?

— Ok hyung. Vou me trocar, pois já acabei me atrasando. – Digo me levantando e andando em direção à saída da cozinha. Até que me dou conta de algo. – Ué, cadê o Yoongi?

— É isso que estou falando Jungkook! – Exclama também se levantando. – Ele não voltou pra casa desde ontem. Não se deu conta disso?

Não? Realmente não me dei conta. Nossa então Yoongi passou a noite fora. Onde será que ele ficou, já que odeia casas noturnas e não possui amigos além de nós em Seul? Será que estava com Park Jimin?

Oloco, agora eu quero mesmo saber o que é que está acontecendo.

— Tudo bem hyung. Até mais tarde. – Digo e corro para meu quarto, para me trocar e ir correndo para a faculdade.

 

•••

 

Hoje o dia está ensolarado. Eu não gosto muito do calor, mas hoje está um sol gostosinho, que não te frita, apenas te mantém de um jeito agradável e deixa o céu bonito. Uma pena que vou perder parte desse lindo dia, preso dentro de uma sala de aula.

Estou me lamentando um pouco, mas uma parte de mim está empolgada para o plano de Jin-hyung. Admito que estou parecendo uma pessoa bipolar desse jeito. Uma hora quero manter distancia de toda a confusão que essa história do Yoongi pode dar, mas na outra eu quero saber muito sobre o que está acontecendo. Principalmente o porquê de o loirinho saber coisas sobre mim.

E como se o destino lesse meus pensamentos, meus olhos caem sobre um corpo que se encontra deitado na grama do pátio da universidade. Aproximo-me devagar e pude notar o quanto seu cabelo brilha á luz do sol e o quanto sua pele parece ser bem cuidada e macia. Seus olhos estavam fechados, e parecia que ele estava fazendo fotossíntese de tanto que aquele sol parecia fazer parte de sua pele.

Sem perceber, eu já me encontrava agachado ao lado de seu corpo observando cada traço de seu rosto. Não posso deixar de admitir que se trata de uma pessoa muito bonita. Até cheguei a ficar um pouco arrependido pela forma rude que o tratei no dia anterior. Ele não me parecia alguém ruim, e o observando agora, parece que cometi um grande pecado em tê-lo tratado mal.

De repente seus olhos se abrem, e ao ver aquelas orbes escuras tão de perto, me sinto compenetrado e hipnotizado pelas mesmas, como se estivessem sugando minha alma.

— O que está fazendo? – Como um estalo, sua voz me faz acordar de meu transe momentâneo, me fazendo levantar de supetão.

— Na... Nada – Acabei gaguejando com o susto repentino. O vejo se levantar logo em seguida, me encarando com um olhar interrogativo e me pareceu também um pouco magoado.

É Jungkook, você foi realmente muito rude com ele.

— Você iria me beijar? – Pergunta, me fazendo engasgar com a própria saliva.

— O que? Não! – Praticamente grito, negando totalmente aquela pergunta absurda. O que esse menino tem na cabeça meu deus?

Sem ao menos me responder ou demonstrar qualquer vontade de continuar com aquele diálogo, o vejo virar as costas e começar a se afastar. Mas eu não quero que ele se afaste, aqui estava a minha oportunidade de ter parte de minhas perguntas respondidas. Então sem ao menos pensar duas vezes, corro em sua direção e seguro seu braço, sem usar força alguma, apenas o suficiente para fazê-lo parar de andar, mas me assusto ao vê-lo puxar o braço de volta rapidamente, franzindo o cenho e soltando um gemido de dor.

— Ai. – Escuto e analiso o movimento que o mesmo fazia em seu braço, aparentemente para aliviar a dor que o incomodava no local.

— Nossa, eu nem segurei tão forte assim. – Pronuncio.

— Não dessa vez não é? – Como assim dessa vez? Espera, ele está se referindo ao que aconteceu ontem? Não é possível que eu o apertei tão forte pra causar algum tipo de machucado.

— Está falando de ontem? – Sem me responder, ele apenas levanta a manga de sua camiseta mostrando um grande roxo que havia ali. Se eu não soubesse a causa daquele hematoma, eu com certeza pensaria que algo muito ruim o fez se machucar desse jeito.

Caramba Jungkook, você passou dos limites mesmo. Que desgraça. Parabéns pelo sentimento de culpa que você terá que carregar por séculos agora. Que ótimo.

— Fui eu que fiz isso? – Como se eu não conseguisse ser mais imbecil, eu tive que fazer uma pergunta idiota dessa. O escuto dar uma risada fraca em escárnio e voltando a dar as costas pra mim novamente. Mas eu o impeço. – Jimin, nós podemos conversar um pouco?

Ele volta a olhar pra mim e me encara analisando o meu pedido.  É claro que ele não vai querer papo contigo Jungkook. Por que ele seria idiota a ponto de querer saber o que um retardado como você quer falar pra ele?

— Tudo bem. – Diz me surpreendendo. Talvez ele seja um pouco idiota mesmo. – Mas você não devia estar em aula agora?

Puta merda é verdade, eu me esqueci completamente que essa parte da minha vida existia. Mas foda-se, conversar com Park Jimin agora será mais interessante do que qualquer aula que eu tenha. Por que de repente eu pareço tão interessado em ter essa conversa com o loiro? Eu não sei. Talvez seja a culpa que eu esteja sentido por tê-lo machucado.

— Não tem problema, eu já perdi a hora de entrar mesmo. – O respondo. Ele continua com uma expressão séria, analisando cada parte do meu rosto. E agora, me dando conta, ele realmente está analisando meu rosto, como se estivesse estudando cada traço meu. Seu olhar tem algo que me prende, e eu não sei o que isso significa, só sei que estou começando a me sentir incomodado com isso. Então, como se algo estivesse preso em minha garganta, pigarreio, voltando à atenção que eu mesmo tinha perdido e volto a falar: – Vamos a algum lugar? É ruim conversar aqui.

— Ok, vamos à sorveteria que tem aqui do lado. – Concordo com a cabeça e o sigo.

Durante todo o pequeno caminho até o local, foi um completo silencio. Apenas se poderia ouvir nossas respirações e o barulho de nossos passos. De alguma forma, essa situação toda me incomodava. E de uma forma inexplicável, eu começava a me sentir culpado a cada minuto que se passava. Eu não estou entendendo todo o motivo dessa culpa, mas ela simplesmente está aqui, e eu não consigo me livrar dela.

Chegamos ao local e fomos fazer os pedidos. Afinal, se quisermos desfrutar um pouco daquele ambiente, precisaríamos consumir algo. Então é assim que me encontro sentado, de frente para o loiro, abrindo meu picolé de morango, enquanto o mesmo já desfrutava do seu de chocolate.

— Jimin. – O chamo. Vejo direcionar seus olhos a mim, e quase me esqueço do que estava prestes a dizer. – Me desculpa por ontem.

Eu precisava dizer isso, eu sentia que seu eu não me desculpasse, eu iria acabar sufocando e morrendo. Era muito estranho, mas eu realmente sentia que precisava me desculpar. Então eu o fiz.

Pelo jeito a ultima coisa que ele pensou que poderia ser escutado de mim, fosse um pedido de desculpas, porque suas sobrancelhas e sua boca semiaberta denunciaram sua surpresa.

— Por essa eu não esperava mesmo. – Disse, e pude ver um meio sorriso em seus lábios ser formado.

— Eu não queria ter te machucado e também acho que passei um pouco dos limites ontem. Enfim, você me desculpa? – Pergunto novamente.

— Tudo bem Jungkook. – Me responde. Como se um peso enorme saísse de minhas costas, me sinto muito aliviado por ter meu pedido de desculpas aceito. Mas ao mesmo tempo em que isso acontece, relembro das duvidas que eu precisava tirar com o mesmo, após escutar meu nome ser chamado.

— Agora que estamos aqui, e conversando civilizadamente, eu gostaria que me respondesse umas perguntas. – O vejo ajeitar a postura em seu assento, parecendo interessado ao que eu poderia o perguntar.

— Prossiga. – Pede.

— Primeiro de tudo. – Começo – Como sabe meu nome sendo que nunca nos vemos?

— Na verdade, você que nunca me viu. – Responde e morde um pedaço de seu picolé até então esquecido. Percebendo a minha confusão pela sua resposta, ele continua: – Eu te conheço há certo tempo Jungkook. – Morde mais um pedaço. – A primeira vez que eu te vi você estava acompanhado do Yoongi, e como ele sempre foi á cafeteria em que trabalho, eu perguntei seu nome a ele.

— E por que quis saber meu nome? – Questionei. Estou achando estranho esse interesse que ele parece ter em mim. O que ele pensa que pode ter acontecido? Amor à primeira vista?

— Ora, porque eu te achei bonito. – Responde simplista, me fazendo pela segunda vez engasgar. Esse garoto parece ter uma habilidade enorme em me constranger. – Vai derreter seu sorvete.

Então me lembro de que também estava com um picolé em mãos, e que o mesmo estava começando a escorrer. E por reflexo, passo a lamber sua extensão para que o líquido derretido não chegue aos meus dedos, os sujando.

— Yah Jungkook... Não faça isso. – Escuto sua voz sair um pouco arrastada. E eu que não sou inocente nem nada, entendi muito bem ao que ele estava se referindo. Sinto meu rosto ganhar a famosa coloração fortemente avermelhada, sentido a pele do mesmo pegar fogo.

Por que esse menino é assim? Por que ele me faz ficar tão constrangido? Que ódio.

— Pelo amor de deus Jimin, você é um tarado ou o que? – Pergunto, obviamente indignado com a visão maliciosa que o outro teve sob minha atitude que até então estava sendo puramente inocente para mim. O mesmo ri e dá de ombros, voltando sua atenção para o próprio sorvete. – Se me achou bonito, porque não veio perguntar meu nome a mim mesmo?

— Yoongi não deixou que eu te procurasse. – O que? Como assim? Então eles realmente têm algo? – E além do mais, não é como se você fosse me responder, não é senhor Jeon Grosso Jungkook? Não se lembra do dia na cafeteria em que você ao menos deixou que eu me aproximasse? – Antes mesmo que eu pudesse responder algo, ele continua: – Woah Jungkook, eu fiquei realmente decepcionado com você.

Ignorando o resto de sua fala e me concentrando totalmente em sua primeira frase, que me deixou muito intrigado por sinal, o pergunto novamente:

— Como assim Yoongi não deixou que você me procurasse? – Questiono franzindo o cenho. – E desde quando vocês se conhecem? O que é que vocês dois tem? Por que o Yoongi parece tão estranho em relação a você? – Jogo de uma vez as perguntas que estavam em minha cabeça.

— Calma, uma pergunta de cada vez. – Diz com um sorriso no canto dos lábios. – Digamos que a minha relação com Yoongi é um tanto quanto... Diferente. – Dá mais algumas mordidas em seu picolé, sem desviar o olhar de meu rosto. – E como você já deve saber Jungkook. – Continua. – Nada de contar para seu amigo sobre nosso encontro ok?

Ao terminar suas palavras, dá a ultima mordida em seu sorvete, e em seguida se levanta, caminha até mim e inclina o corpo em minha direção, parando com os lábios próximos ao meu ouvido. Sinto sua respiração no local, me fazendo estremecer um pouco.

 — Coma seu sorvete... Até mais Kookie – E ao ouvir sua voz grave e baixa, um grande arrepio percorre por todo o meu corpo, me fazendo sentir como se aquelas palavras, aquela voz, estivessem entrando em mim, e tomando posse de cada parte do meu cérebro. Eu não consegui pensar em nada além daquelas palavras e daquele timbre que me desconcertou.

Ao sentir um vento gélido soprar em meus cabelos, percebo que o loiro já não se encontrava mais ali. Por quanto tempo eu fiquei paralisado por aquilo? Volto à atenção para meu picolé, novamente esquecido e passo a comê-lo lentamente.

Por que Park Jimin me faz sentir tão estranho com coisas tão pequenas? Isso não faz o menor sentido.

E no fim eu não consegui ao menos responder a metade de todas as dúvidas que pairavam na minha cabeça sobre o tal relacionamento de Park Jimin e Min Yoongi. Confesso que tinha uma ponta de esperança em mim de que não fosse mais necessário seguir o hyung junto a Jin depois de ter uma conversa com o loirinho, mas infelizmente as perguntas continuavam lá e dessa vez a minha curiosidade muito maior do que antes.

 

•••

 

O relógio marcava exatamente uma hora da tarde. Eu e Jin estávamos aguardando a saída do esverdeado em frente ao prédio de seu trabalho. Não exatamente em frente, mas do outro lado da rua. Atrás de um carro, debaixo de um guarda-chuva enorme, com óculos de sol e touca na cabeça. Patético? Completamente.

— Eu não acredito que você tá me fazendo passar por isso. – Digo ao mais alto, bufando. Já estava começando a ficar irritado porque toda aquela situação estava começando a me fazer soar, e eu odeio muito suor.

— Olha! Ele está saindo. – Ignora minha reclamação e começa a me arrastar lentamente em direção ao caminho que Yoongi percorria.

Após cinco minutos de caminhada, avistamos Yoongi realmente entrar na cafeteria de Jimin, saindo de lá poucos minutos depois acompanhado do mesmo.

— Ráh! Eu sabia! Viu Jungkook? Eu nunca erro. – Profere Jin com entusiasmo.

Continuamos os seguindo até que os vimos parar em frente a uma barraquinha que vende comida de rua. Mantemo-nos os observando e aparentemente cada um fez seu pedido e se encaminharam para algumas poucas mesas que existiam no local. Passaram a comer, algo que eu não fiz questão de prestar atenção ao que era, e a conversar tranquilamente. De onde estávamos tínhamos que nos contentar em apenas observar seus gestos, já que não poderíamos nos aproximar mais para poder ouvi-los ou seriamos descobertos.

— Hyung, o Yoongi não gosta de comer nesses lugares, não é? – Pergunto ao mais velho.

— Até onde eu sei, ele sempre reclamava quando o chamava pra comer nessas barracas. Dizia que tinha o estômago fraco pra isso.

— Então ele veio até aqui apenas pelo Park?

— Aparentemente sim.

Continuamos observando mais um pouco, e por fim acabamos decidindo que era melhor irmos embora, já que provavelmente nada de mais aconteceria, e já tínhamos tido a certeza que precisávamos. Min Yoongi definitivamente está interessado em Park Jimin.

No caminho de volta para nosso apartamento, recebo uma ligação de meu pai. Pedindo, ou melhor, ordenando para que eu fosse o encontrar imediatamente em seu escritório. Com desânimo, me despedi de Jin-hyung e tomei um taxi, me dirigindo ao encontro do meu pai.

Chegando ao local, me deparo com a cara furiosa do mais velho, o que me causa agonia e me deixa apreensivo. Fisicamente eu era como um clone de meu pai, tínhamos tantas semelhanças que até mesmo minha mãe ainda se surpreendia. Eu só espero que nossas semelhanças acabem por ai. Não quero me tornar alguém frio e calculista como ele. Mas pelo jeito que a minha vida vai seguindo, tudo aponta que é realmente isso que está prestes a acontecer. E sendo sincero comigo mesmo, isso me assusta.

— Jungkook, sente-se. – Escuto a voz do mais velho em tom autoritário e faço o que me é ordenado. – Se o que você queria era não fazer parte desta empresa, parabéns, você conseguiu.  – Franzo o cenho não entendendo com o que ele estava querendo dizer.  – Você foi reprovado na seleção de estagiários. Francamente, eu esperava mais, muito mais do filho do gerente da companhia, mas pelo que fiquei sabendo, você aparentava alguém totalmente desinteressado. É isso mesmo?

Finalmente compreendendo o que o mais velho me dizia, tive que fazer uma força enorme para segurar o sorriso que ameaçava escapar de meus lábios. É isso mesmo o que aconteceu papai. Eu infelizmente não consegui me sair bem na entrevista da qual fui obrigado a passar. E sinceramente, eu estou muito feliz com isso. Desculpe-me, mas eu realmente estou feliz em te decepcionar dessa vez.

— Me desculpe pai. – Começo fingindo um leve tom de tristeza em minha voz, mas a verdade era que eu queria sair pulando e gritando de felicidade. – Eu estou muito focado com as provas e trabalhos que estou tendo na faculdade ultimamente que não tive tempo de me dedicar para conseguir esse estágio que o senhor tanto queria que eu fizesse. – Continuo, nem eu sabia que conseguia mentir com tanta convicção. – Mas gostaria de pedir para que o senhor possa me dar pelo menos mais um ano antes que comece a exigir que eu entre para o mercado de trabalho, eu ainda não consegui me acostumar muito bem com tudo isso.

Escuto seu suspiro e tomo coragem de encará-lo. O mesmo se encontrava com a mesma expressão fechada de antes, com os braços cruzados. Eu sei que fazer estágio é o meu trágico destino, mas quanto mais eu conseguisse adiar esse sofrimento, melhor.

— Tudo bem Jungkook. Vou esperar até que amadureça mais um pouco. Mas não seja um fraco meu filho. Você tem que honrar o nome da sua família. – Mesmo com o elogio super motivador, sarcasticamente falando, sinto um alívio enorme ao ouvir sua fala. Eu teria mais um ano para conseguir respirar, o mínimo que fosse, sem toda essa pressão de uma vida que eu não pedi e não via graça nenhuma. – Pode se retirar.

Então me despeço e saio o mais rápido possível daquele local, como o diabo foge da cruz. Eu não sei se esse negócio de aura existe, mas que esse lugar me faz sentir mal e sufocado, isso faz.

Enquanto subia ao ônibus que me levaria para casa, meu celular vibra em meu bolso, indicando alguma notificação e apanho o mesmo para verificar que tinha recebido uma mensagem de um número desconhecido. Sento-me e desbloqueio o mesmo lendo o conteúdo da mensagem.

Desconhecido: Sabia que é muito feio
seguir as pessoas Kookie?

O que? Como assim? A única pessoa que eu segui foi Yoongi-hyung e eu tenho o número dele... Pera. Será que é quem eu estou pensando? E como ele sabe disso meu deus?

Eu: Park Jimin?

Pergunto, e praticamente no mesmo segundo vejo que obtive uma resposta do mesmo.

Park Jimin: Oh, exatamente, que esperto.

Eu: Como conseguiu meu número
e do que estava falando?

Park Jimin: Eu vi no celular do Suga. E não seja bobo.
Você e seu amigo grandão não
souberam disfarçar nenhum pouco.

Eu: Suga?

Park Jimin: Sim, Yoongi.

Park Jimin: Sorte que consegui distrai-lo
 a ponto de que ele não percebesse vocês

Park Jimin: Me diga, está tão interessado
 assim em mim?

Eu: Claro que não! Isso foi ideia
de Jin. Ah que patético.

Park Jimin: Ok Kookie, vou fingir que acredito.
Mas agora terá que fazer algo pra mim
 para que seu amigo não fique sabendo da
sua atitude feia de o seguir.

Eu: E o que você quer?

Park Jimin: Simples. Eu quero você.

Estremeci. Esse moleque é doido ou o que? Ele só pode estar tirando com a minha cara.

Eu: HAHAHA Que engraçado nossa.

Park Jimin: Me encontre daqui 30 min
em frente ao seu prédio.

Eu: E por que eu faria isso?

Park Jimin: Você vai gostar de me ver.

Visualizo e não o respondo mais. Ele definitivamente não bate bem da cabeça. Eu nem o conheço e já vem com essa intimidade toda? Eu não consigo entender. É muita coisa pra mim. Park Jimin é diferente de tudo o que eu já conheci. Não vou fazer o que ele está me pedindo. Afinal, eu não devo fazer isso. Lembro-me muito bem das palavras do hyung em relação a esse garoto. Eu definitivamente não irei me encontrar com ele, eu não devo.

Ou será que devo?


Notas Finais


Genteeen tá ai o segundo cap. hehehehehe
Eu queria ter colocado mais coisa, mas acho que foi um bom final de capítulo, sl sapokpoajsijdoisajijsd
Gente tem tanta coisa pra acontecer soiafihdsiulfhilauhsdiufhanij que dá vontade de postar todos os capítulos de uma vez.
Bom é isso, me digam o que estão achando.
bjooooos
AAAAH e desculpa qualquer erro, eu revisei mas sempre fica um ou outro.
agr fui
2bjo


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...