História Revil Elite School - Capítulo 14


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Categorias Resident Evil
Personagens Ada Wong, Albert Wesker, Ashley Graham, Barry Burton, Billy Coen, Carla Radames, Carlos Oliveira, Chris Redfield, Claire Redfield, Deborah Harper, Derek C. Simmons, Helena Harper, HUNK, Ingrid Hunnigan, Jack Krauser, Jake Muller, Jill Valentine, Leon Scott Kennedy, Osmund Saddler, Personagens Originais, Piers Nivans, Ramón Salazar, Rebecca Chambers, Sherry Birkin, Sheva Alomar, Steve Burnside
Tags Aeon, Resident Evil, Valenfield
Visualizações 76
Palavras 6.673
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa Leitura!!!

Capítulo 14 - Confusões


Fanfic / Fanfiction Revil Elite School - Capítulo 14 - Confusões

POVS: Leon
Em frente a enorme mesa farta de comida e muito luxo meu pai, minha mãe e eu jantávamos em repleto silêncio. Um verdadeiro banquete estava perante nossos olhos, o que eu julgava um desperdício e desnecessário para apenas três bocas, servia de orgulho para o loiro patriarca que sempre prezou pelo melhor que o dinheiro poderia lhe dar. Já eram quase oito horas e eu desejava não estar mais ali cercado de tanta soberba, faltavam duas horas para que finalmente eu estivesse livre ao lado dos meus amigos e da minha garota marrentinha. Pensar no pequeno show que teríamos me trazia uma felicidade verdadeira que meu velho jamais saberia o significado e que o seus bilhões nunca conseguiriam comprar, estar com a minha galera e ser quem eu realmente sou sem me esconder para agradar os outros me dava uma sensação única de liberdade, como um pássaro engaiolado que finalmente poderia desbravar o céu ao ter a gaiola aberta.

-Eu já estou satisfeito, com licença vou me retirar. Quebrei o silêncio sendo encarado por meus pais.

-Nossa conversa não acabou Leon! Meu pai repousou a taça sobre a mesa me questionando com a voz firme.

-Eu não tenho mais nada para disser sobre isso papai, este assunto está encerrado. Suspirei alto abaixando os ombros afastando a cadeira para ficar de pé.

-Nossa conversa só termina quando eu disser que acabou, não vamos retoma-la agora por que eu não acho que isso seja assunto para o jantar. Ele se irritou jogando o guardanapo que segurava em mãos sobre a mesa.

-Por favor papai, eu já te disse que ela é apenas uma colega de classe, o que mais o senhor quer de mim? Apertei as mãos em punho me odiando por me referir assim a garota que amo.

Meu pai surtou ao se dar conta de que Ada havia acenado para mim. O velho me questionou do colégio até em casa com um interrogatório digno do FBI. Ele gritou o caminho todo em como as roupas dela eram inapropriadas para uma dama, enfatizando o fato de que a jovem que estava com ela não tinha a menor classe, deixando evidente o lugar de onde veio. Com dor na alma, eu neguei qualquer envolvimento com ambas as tratando somente como minhas colegas de classe, eu conhecia muito bem o homem que eu tinha como pai, ele seria capaz de fazer com que expulsassem Ada do colégio se desse conta dos meus sentimentos por ela, apenas por achar que a jovem não era boa o bastante para mim, tê-la longe do meu alcance era algo que eu não suportaria, e de forma alguma admitirei que isso aconteça.

-Eu quero a verdade Leon, e realmente eu espero que você não esteja tentando me enganar. Sua voz soou ameaçadora reforçando minhas deduções de que ele não admitiria meu envolvimento com Ada nem que fossemos apenas amigos.

-Kennedy não fale assim, nosso bebê não é um mentiroso! Pela primeira vez minha mãe se manifestou saindo em minha defesa.

-Não diga besteiras mulher, você não conhece o filho que tem? Mesmo depois de fazer tudo que o meu pai exigi, o homem loiro com alguns fios grisalhos ainda desconfia de mim, nada para ele é o bastante sempre faltava alguma coisa.

-Eu não tenho motivos para engana-lo papai! Abaixei o olhar com um sentimento de covardia se apoderando de mim.

-Sua insistência em continuar se relacionando com os irmãos Redfield's me prova o contrário meu filho. Mais uma vez o "grande Kennedy " julgava as pessoas que segundo ele não serviria para estar no nosso meio.

Já tínhamos falado tanto sobre isso, Chris era meu irmão o melhor amigo que alguém poderia ter, um cara do bem, engraçado, excelente músico, um companheiro para todas as horas. Porém para meu pai nada disso importava, pois os conceitos da família Redfield's eram contrárias as nossas. A família de Chris possuía patrimónios, seu pai era um excelente executivo e sua mãe uma grande advogada, obviamente que sendo assim eles não eram uma família humilde.

As condições financeiras eram quase as mesmas dos Scott Kennedy's, a maior diferença que segundo meu pai os torna inferior a nossa família causando a convivência entre ambos impossível se dá ao fato de que, tanto o senhor e a senhora Redfield fazem trabalhos voluntário e estão sempre com alguma campanha de arrecadação para ajudar os necessitados. Misturar as classes sociais era algo absurdo e inaceitável para uma família de renome e prestígio como os Scott Kennedy's, mas para os Redfield's ajudar os outros estava acima de qualquer conta bancária e patamar social.

-Eu não vou voltar no mesmo assunto, o senhor nunca vai compreender as minhas razões. Cansado de tudo isso e farto das atitudes do meu coroa essa era a verdade que eu queria jogar sobre ele.

-Querendo ou não um dia você terá que compreender as minhas. Impondo sua soberania, como sempre dando a última palavra.

-Eu vou para o meu quarto, boa noite! Minha única rota de fuga era correr como um animal assustado para me esconder.

-Eu não terminei ainda Leon! Ele se colocou de pé contrariado com o gesto de lhe dar as costas.

-Deixa ele ir Kennedy, foi um dia cansativo para ele! Minha mãe me olhou compressiva, mas algo a mais fluía no fundo dos seus olhos, compaixão pairavam discretamente em suas ires azuis.

-Tudo bem, mas amanhã bem cedo retomaremos de onde paramos! Agradeci minha mãe mentalmente reforçando a mim mesmo o quanto eu a amava.

-Como quiser papai! Fui apressado para meu quarto subindo as escadas rapidamente.

Mesmo sabendo que mudar de opinião não era um hábito comum do Kennedy, eu não quis arriscar mais nenhum segundo em sua presença. Adentrei o quarto um tanto quanto triste para um adolescente, faltava vida, personalidade, faltava mais de mim no ambiente que deveria estar do meu agrado, me joguei sobre a cama aliviado que por hora estaria livre de suas perguntas, com mais tempo para pensar eu teria mais tranquilidade para convence-lo de que eu não tinha qualquer relação com Ada e que apenas retribui seu aceno por mera educação. Resolvi esquecer este problema, retomando em um outro que teria que ser resolvido o quanto antes sem tempo para enrolações. Encarei as paredes sem graça de cores brancas com um tom claro de azul desviando o olhar para o teto de luz clara que deveria conter varios pôsteres de bandas sobre o gesso, pensando em como sairia de casa para a boate sem ser visto pelos homens da segurança e sem que meu amado pai suspeitasse de nada. Eu até tentei conversar com ele e cheguei ingenuamente a lhe pedir permissão para encontrar meus amigos em uma "festa". Com um sonoro "NÃO" e um discurso preconceituoso de que somente os vândalos e delinquentes andavam e frequentavam lugares como esses a noite, meu pai me proibiu com castigos severos caso eu me atrever-se a desobedece-lo.

"Vou me atrasar um pouco, o motivo é o mesmo de sempre."

Depois de enviar uma mensagem para Chris informando sobre a minha demora, continuei tentando planejar um jeito de sair sem ser notado. As horas passaram voando, faltavam cerca de vinte minutos para o Show e eu ainda estava em casa andando de um lado para o outro no meu quarto sem sair do lugar.

"Porra! Cadê você Leon?"

Meu celular vibrou na cômoda avisando que havia chegado uma mensagem de Chris que obviamente surtava pelo meu atraso.

"Segura as pontas, já estou chegando."

Enviei a resposta para ele guardando o celular no bolso da calça, enquanto observava o lado de fora pela janela.

Eu sairia por ela, assim as minhas chances de ser pego seriam menor, fui apressado até o guarda-roupa seguindo para a sacada após pegar um casaco e guardar minha carteira no bolso de trás do jeans. Era arriscado descer por ali, porém eu não tinha mais tempo a perder e sair pela porta da frente estava fora de cogitação, não queria encontrar com meu pai transitando pela casa e muito menos com o cara que ficava em frente á porta ao lado de seu cachorro de guarda.

Usar as trepadeiras e plantas rasteiras que escondiam as paredes as colorindo de verde não foi uma ideia de gênio e eu descobri isso da pior maneira possível. Somente quando meu corpo se chocou contra o chão, após eu ter percorrido a metade da descida que conclui que meu Q.I. no momento poderia ser comparado com a de uma ave, uma galinha para ser mais específico. No exato momento em que senti o impacto das minhas costas com o gramado orvalhado um gemido agudo saiu por minha garganta, não foi um grito, mas foi alto o suficiente para despertar a desconfiança do cachorro que começou a latir inúmeras vezes da entrada da frente.

-Caralho! Resmunguei baixo contorcendo a face em uma careta ao me mexer para ficar de pé ouvido passos apressados do vigia vindo em minha direção.

Sai mancando contendo os gemidos enquanto andava, me enfiando em um arbusto chinês ou coisa assim que minha mãe trouxe do oriente. Por sorte a planta era extensa e arredondada escondendo meu corpinho dolorido perfeitamente. O segurança parou com o cachorro farejando o local onde eu estava, involuntariamente fechei os olhos prendendo a respiração tendo a certeza que seria facilmente encontrado pelo animal. Uma luz surgiu no fim do túnel no meu caso uma pedra foi a minha salvação, aproveitei a distração tanto do homem quanto a do cachorro para arremessar a pedra na direção oposta, obtendo êxito em atrair a atenção do animal para o outro lado quando um barulho de algo que foi atingido por mim chegou aos ouvidos do vigia noturno.

-Vamos amigão! O homem de preto puxou a coleira do seu cão correndo na direção do som.

Passei as mãos no rosto em nervosismo tentando conter a respiração ofegante pela ocasião tensa. Sem perder mais tempo corri como pude pelo jardim até alcançar o portão despistando mais dois seguranças pelo caminho com o mesmo lance da pedra. Não encontrei dificuldades para chegar a rua já que a tranca estava aberta, pois as ordens eram que os portões fossem totalmente fechados a meia noite, com tanto que eu volte antes disso as coisas estariam de boa. Apertei os passos até estar em uma distância segura das câmeras que cercavam a mansão pelo lado de fora, eu ainda mancava um pouco e tentava limpar minhas roupas amarrotadas e sujas pela queda que sofri com as mãos, usando um retrovisor de um carro estacionado na esquina como espelho para dar uma melhorada no visual.

-O que a gente não faz por um sonho? Resmunguei andando pela rua escura ainda com muita dor no pé direito.

O melhor seria chamar um táxi e eu realmente chamaria se tivesse grana para pagar. Na correia para sair logo não pensei que precisaria da porcaria do dinheiro trazendo somente a carteira vazia no bolso. Com um pé ferido levarei mais tempo para chegar na boate, Chris e o resto do pessoal vai me matar por me atrasar desta maneira.

-Droga as coisas ruins só acontecem comigo. Como se não bastasse ter um pai que é a própria encarnação de Adolf Hitler, ainda me acontece mais essa, sem dinheiro, sujo de terra e mancando como um moribundo.

Eu só queria saber quem foi o infeliz que disse que a adolescência é uma das melhores fazes da vida? O idiota deveria estar com merda na cabeça quando soltou essa frase absurda e mentirosa.





POVS:Ada
As coisas tinham ficado foda na fuga do colégio, mas a confusão maior ainda estava por vir no interior da balada. Depois da treta entre Chris e aquele idiota em frente a escola onde eu desejei que o Redfield socasse aquele cara folgado até ele desmaiar, as coisas por incrível que pareça se seguiram tranquilas, eu diria que até demais quando se tratava de todos juntos e misturados. Nós fomos um dos primeiros a chegar na tal casa noturna do pai de Billy um lugar amplo e moderno foi encontrado por nós a primeira visita. Empolgados, nervosos, felizes, preocupados e muitos outros sentimentos se misturavam em nosso interior. Assim que adentramos a boate pares de olhos curiosos varreram cada canto não deixando passar nenhum detalhe. Mesas redondas, uma pista de dança com um globo de espelhos, o bar ao fundo com um bartender que era uma gracinha e muito mais coisas de muito bom gosto chamaram nossa atenção, o som eletrônico já rolava por conta do Dj e algumas garotas remexiam no ritmo da música enquanto luzes coloridas giravam de um lado para o outro no ambiente de iluminação baixa.

-Vocês ainda não viram a melhor parte! Billy quebrou o silêncio com um sorriso enquanto os novatos ainda apreciavam animados o ambiente.

-Nossa uma cortina preta nunca vi uma igual antes! Chris ironizou quando seguimos Billy para o centro da boate onde nos deparamos com um imenso pano preto.

-Engraçadinho, quero ver o que você vai me dizer sobre isso? Billy subiu em uma escadinha abrindo as cortinas.

O que foi relevado pelo Coen nos encheu os olhos disparando corações. A essa altura a galera que vieram conosco já estavam dispersos, cada um foi procurar sua turma de amigos, apenas Jill, Chris, Jake, Billy e eu estávamos abobalhadas em frente ao belíssimo palco e os magníficos instrumentos sobre ele com dois microfones apoiados em pedestais.

-Puta que pariu, você só pode estar de brincadeira comigo! Chris ficou em êxtases com os olhos brilhando de felicidade.

Sua empolgação foi tanta que o garoto correu para o palco agarrando a linda guitarra com euforia quase derrubando o baixo que estava do seu lado esquerdo.

-Caramba Billy esses instrumentos são demais! Jake encarou o jovem de boca aberta.

-Meu velho está muito confiante com esse negócio, o coroa investiu caro nos instrumentos musicais que serão usados por vocês.

-Bota caro nisso, tem até um piano aqui! Jill se juntou a Chris no palco deslizando gentilmente os dedos pelas teclas do instrumento clássico.

-Bem, meu pai e eu fizemos uma lista e acho que pela cara de vocês nós conseguimos adquirir tudo que é necessário para o show. Ele sorriu largamente, olhando para todos nós.

Eu não chamaria isso de Show, nós faríamos uma apresentação no final da noite tocando e cantando quatro músicas apenas, se o pessoal curtisse nosso som e não fossem embora nos primeiros acordes as coisas mudariam de figura e ai sim conseguiríamos quem sabe expandir o tempo no palco. Tudo ainda era muito novo e envolvente para todos nós, somente com o decorrer dos acontecimentos é que realmente saberemos o que tudo isso nos reserva.

-Acho melhor a gente passar o som uma vez enquanto esperávamos a minha irmã e o Leon chegarem! Chris já estava com a guitarra dependurada no ombro louco para fazer as cordas vibrarem em sintonia.

-Por mim tudo bem, antes que eu me esqueça o Jake vai nos dar uma mãozinha hoje com a bateria. Sorri sem humor para Chris que revirou os olhos nos dando as costas para acoplar seu instrumento na caixa de som.

-Viu só Jake, eu disse que não teria problemas! Lhe dei dois tapinhas nas costas recebendo um suspiro descontente da parte dele.

-Onde você vai? Billy levantou a sobrancelha confuso, questionando Jill que descia do palco, assim que eu assumi o microfone e Jake se acomodou na bateria.

-Vou esperar ali em baixo, eu não faço parte da bandinha de vocês, só estou aqui porque praticamente fui obrigada. Minha amiga me fuzilou com o olhar jogando toda culpa sobre mim.

-Bandinha? Obrigado pela parte que me toca Valentine. Chris resmungou chateado com o descanso que a morena se referiu a sua banda.

-Desculpe por te privar da adorada companhia do nosso amado inspetor. Até uma masmorra seria um paraíso sem Jack Krauser por perto, ela deveria me agradecer ao invés de fazer charminho.

Jill no entanto ignorou meu argumento, jogando as madeixas para trás nos deixando com cara de tacho.

-Que merda deu nessa garota afinal? Billy cerrou os dentes irritado.

-Deixa ela, daqui a pouco isso passa! Jake deu de ombros não ligando muito para atitude grosseira de Jill.

Era mais que óbvio, que minha amiga não queria estar aqui essa noite, Chris mexia com ela e ficar perto dele a deixava furiosa por não ter o controle sobre si. Eu realmente esperava que seu mal humor passasse e que ela não se zangue-se muito quando descobrisse o que estávamos preparando para integra-la na banda.

-Prontos? Perguntei para Chris e Jake recebendo um aceno positivo de cabeça.

Foi meio difícil com apenas nós três, as coisas melhoram um pouco com a chegada de Claire e Steve. Mas não antes de Chris exagerado aprontar uma das suas, o animal surtou por quinze minutos ao ver a irmã chegar de mãos dadas com o garoto. Claire alegou que Steve estava sendo gentil em acompanha-la para que ela não viesse sozinha pelas ruas a noite, acalmando mas não convencendo totalmente o irmão cabeça dura. O quase ensaio recomeçou com o Redfield desconfiado e com a ruiva assumindo o teclado integrando um novo ritmo a música que ensaiávamos. Conforme recomeçávamos uma canção as horas passavam o número de jovens na boate aumentava e Leon não aparecia ou mandava qualquer sinal de vida despertando minha preocupação.

-Oi pessoal, ainda bem que eu cheguei na hora! Helena surgiu por entre algumas pessoas que ainda se mantinham sóbrias o bastante para se darem conta do que rolava na passagem de som.

-Ai, com licença! Chris me ajuda aqui por favor? Ela abriu caminho pelo pessoal se aproximando do palco com uma mala gigantesca que sem sombra de dúvidas estava recheada de confusão.

-Helena o que significa essa mala? Jill novamente se juntou a nós fazendo a pergunta que todos os presentes queriam a resposta.

-Isso aqui tá pesado pra burro, o que tem dentro desse treco? Chris arrastou a mala de rodinhas colocando no meio de nós.

-Como o que tem dentro? São os figurinos de vocês para hoje a noite! Helena sorria radiante, enquanto nos encarávamos com um certo medo.

-Figurino? Nós não temos figurino Helena, ou temos? Jake encarou Billy e Chris rezando por um "não".

-Claro que não! Chris deu com as mãos se afastando um pouco dos demais.

-Claro que sim! Helena rebateu batendo o pé no chão.

-Amiga explica essa história direito! Pedi paciente não querendo estragar a felicidade que iluminava seu rosto.

-É simples amiga, a partir de hoje eu serei a figurinista/estilista da banda! Helena pulou batendo palminhas com suas próprias palavras.

-Figurinista/estilista?! Isso nem existe Helena. Claire assim como nós entendíamos menos a cada nova tentativa de explicação.

-Graças a Deus eu não faço parte dessa doideira! Jill se divertia com a situação nenhum pouco engraçada.

-Nós não precisamos de estilista e sei lá mais o que, dá onde você tirou essa maluquice? Chris estava sem paciência e Jill só se divertia a cada segundo com o estado do pobre garoto.

-O Billy disse que eu poderia ajudar vocês com as roupas. A jovem apontou o dedo na direção do rapaz como uma criança que acusava a outra por ter pego seu brinquedo.

-É mesmo, e por que será que o Billy disse isso? Chris travou a mandíbula exigindo uma explicação do amigo que nos olhava constrangido.

-Bem... Como empresário do grupo, eu preciso pensar no melhor para meus "garotos." Quando a banda for um sucesso, o Coen aqui não vai dar conta sozinho, eu vou precisar de um pessoal que me ajude nos bastidores e em outras coisinhas a mais. Billy tinha mesmo levado essa história de "empresário" a sério.

-E a Helena é o seu "pessoal"? Chris não acreditava no que acabará de ouvir, ele levou a mão na cabeça balançando negativamente, enquanto os outros seguravam a gargalhada.

-Ela se veste bem, entende desse negócio todo de moda e por isso foi escolhida para ser a primeira a integrar a equipe da banda. Helena ficou corada sorrindo tímida em agradecimento.

-Primeira? Foi a minha vez demostrar espanto.

-Sim! Aos poucos eu vou encontrando as pessoas certas, até termos uma grande equipe trabalhando conosco. O abestalhado parecia orgulhoso de si, tanto que chegou a estufar o próprio peito.

-Você pirou de vez, só pode! Chris perdeu a paciência de vez se enfiando para o fundo do palco não estando disposto a ouvir mais nada.

-Acorda Billy, nós somos quase uma banda de garagem não tem essa de "grande equipe." Claire fez aspas com os dedos achando tudo uma grande besteira.

-Eu admiro sua imaginação fértil! Jill socou o braço dele que sorriu de canto.

-Podem zuar bastante, no fim das contas nós veremos quem vai rir por último. Sua confiança não pareceu se abalar com a descrença dos amigos que tiravam uma com sua cara.

Billy se mostrou um sonhador, e eu comecei a admira-lo por isso. Não dizem por ai, que são os sonhos que nos move? Se realmente for verdade, o garoto estava no caminho certo.

-Então, eu estou ou não na equipe? Helena soltou de repente rompendo o curto silêncio de segundos arrancando risadas de todos.

-Por mim tudo bem! Jake deu de ombros, o malandro sairia fora e a bomba sobraria para o resto.

-E vocês duas? Billy se referiu a mim e Claire que nos entre olhamos.

-Depende do que você trouxe nessa mala! Pisquei para minha amiga que sorriu sacando a brincadeira.

-Por que, não? Um sem noção a menos, um sem noção a mais. O Chris a gente enrola mais tarde. Claire sorriu travessa, sendo abraçada por uma Helena saltitante.

-Sendo assim, seja bem vinda birutinha! Billy cedeu as boas vindas oficializando Helena na banda.

Uma confusão tinha sido resolvida, porém o gigantesco problema viria três minutos depois de Chris receber uma mensagem de Leon avisando que se atrasaria um pouco.

-O que exatamente ele escreveu? Billy andava para lá e para cá após ser informado da mensagem de texto.

-Porra Billy, você tá parecendo uma puta, nem parece que é a Ada que esta afim do cara! Eu já disse que ele não foi explícito na merda da mensagem. Chris respirou fundo se sentando em uma caixa preta.

Tínhamos nos juntado ao Redfield no fundo do palco para esperar por Leon, o atraso do loiro tirou total o clima para ensaio, por sorte Jake aprendia rápido e as músicas já estavam na ponta de suas baquetas. O lugar já estava lotado e a galera começava a dar sinais de impaciência aumentando a situação estressante.

-Mas aconteceu alguma coisa grave, o Leon está bem? Ignorei o fato do filho da mãe escancarar meus sentimentos em relação ao seu amigo na frente de todos, querendo saber de fato o que estava pegando com o quase "meu" engomadinho.

-Fica tranquila Yoko seu amado vai chegar sem nenhum arranhão, a parada é com o pai dele, parece que só pra variar o velho "encanou" com o coitado. Dessa vez foi impossível não me envergonhar com as idiotices de Chris.

Um suspiro de alívio que tranquilizou um pouco meu coração e um calor se espalhando por minhas bochechas demostram perfeitamente o efeito de suas palavras em mim.

-Vai se fuder Redfield! Mostrei o dedo para ele sendo gozada pelos traíras do Jake, Jill e Helena.

Mais uma vez o silêncio saiu na frente, não tínhamos o que fazer agora a não ser esperar. Uma espera tediosa com a ansiedade ligada nos duzentos e vinte.

-Que caralho é esse? Jill saltou da cadeira que se encontrava tendo atenção para si.

-Não sei e não me interessa saber! Ignorei minha amiga não mexendo um músculo sequer do chão e da parede que servia de apoio para minhas coisas.

-Isso são gritos? Claire abandonou o celular onde jogava um joguinho qualquer cerrando os olhos na direção do som.

-Pode crê, eu também tô ouvindo! Jake se levantou do chão não agradando Helena que usava o garoto como espelho para tirar algumas fotos.

-Fala sério, logo ali na frente tem um bando de jovens bêbados e nenhum pouco civilizados, é mas que normal que aja berros e euforia. Assim como eu Chris não dava muita bola para o zunzunzum que vinha da galera chapada.

-É melhor eu ver o que tá rolando! Billy saiu apressado, ele era responsável pela boate nos finais de semana, se o esquema furasse a culpa e as queixas de seu pai cairiam sobre ele.

-Qual é Jake? Você estragou minha melhor foto! Harper resmungou alheia aos ruídos só se dando conta do falatório ao retirar os fones de ouvido.

-Até que enfim achei vocês! Steve surgiu por onde Billy tinha saído segundos antes, despertando de imediato olhares de uma certa ruiva.

-Vaza daqui pirralho! Chris saltou da caixa alterado ao notar a presença do "futuro cunhado".

Steve tinha se afastado para evitar uma briga desnecessária com o irmão de Claire, ele era um garoto do bem e brigar não fazia parte do seu perfil certinho. O ruivo se encaixava perfeitamente na turma do "deixa disso", ao contrário de Chris que não sabia resolver um problema que não fosse aos chutes e ponta pés. Steve preferia o diálogo se mostrando inteligente o bastante para não agir como um animal.

-Dá um tempo Chris, eu não gosto que tratem assim os meus amigos. O tapado fez uma careta esquisita repetindo minhas palavras com um tom debochado na voz.

-Não liga para ele Steve! Helena se juntou a rodinha formada por Jill, Claire e Jake cercando o ruivo que estava inquieto.

-Está tudo bem com você? Claire estranhou o modo que ele esfregava as mãos uma nas outras.

-Sim! Acontece que as coisas não estão nada boas do outro lado das cortinas. Fiquei de pé em um pulo me aproximando com Chris fungando no meu cangote para escutar melhor a conversa.

-Por um acaso isso tem haver com os gritos que ouvimos agora a pouco? Jill apressou em dizer já ficando nervosa.

-Tem sim, a galera tá pirando por achar que foram enganadas. Steve concluiu as suspeitas dela seriamente.

-Enganadas com o quê? Jake perguntou coçando a nuca confuso.

-Todas essas pessoas vieram aqui para curtirem música ao vivo, na minha humilde opinião de uma certa forma eles tem razão é mancada deixa-los tanto tempo esperando. Steve foi cauteloso não querendo ficar do lado de ninguém e contrariar seus amigos.

-Meu pau que esses idiotas estão com a razão, eles estão de chiliques por nada! Chris berrou no meu ouvido recebendo uma cotovelada que o fez gemer.

-Não grita palavrão no meu ouvido miséria, eles são sensíveis cacete! Encarei o rapaz furiosa com o zumbido incomodo que seu grito causou em minha orelha.

-Foi mal "ouvidos sensível". Ele sorriu largamente esfregando o abdômen.

-Na boa, eu não acho que seja por nada, eles pagaram a entrada consumiram mercadoria e agora estão querendo o que lhes foram prometido durante a semana. O ruivo não perdeu o foco da conversa discordando do Redfield.

-Nós não temos como tocar Steve! Claire suspirou tristonha.

-Por que não? Ele quis saber não se aquentando de curiosidade.

-O Leon ainda não chegou, não podemos começar sem ele. Chris foi firme em suas palavras deixando claro que não subiria no palco sem o amigo de infância.

Leon juntamente com os irmãos Redfield's sonhavam com este momento, sem eles não haveria banda, não seria justo viver algo que os três idealizaram juntos sem que um deles estivesse presente.

-Ele já está a caminho! Afirmei para ele me baseando na última mensagem que Chris tinha recebido como resposta do loiro.

-Um de vocês deveria ir até lá e dar uma explicação para eles sobre essa demora toda. Steve sugeriu esperançoso.

-Eu já tentei mas não adiantou merda alguma. Billy voltou seja lá onde diabos ele foi com uma expressão carrancuda.

-O que vamos fazer agora? O pânico começava a se estalar em mim.

-Vocês eu não sei, mas eu vou beber alguma coisa, estou precisando urgentemente de álcool correndo por minhas veias. Chris foi nos dando as costas realmente a fim de encher a cara.

-Sério Chris? Claire ficou indignada com o comportamento do irmão.

-Eu penso melhor com uma tequila dupla de companhia irmãzinha. Ele ironizou voltando a caminhar para longe.

-Bebuns prestes a quebrarem tudo, desfalque no baixo, um integrante de porre e o vocalista que não aparece. Que bela banda eu fui arrumar, meu pai vai me matar quando descobrir o que está acontecendo. Billy se desesperou exageradamente.

-Não seja dramático cara, o melhor a se fazer agora é distrai o pessoal até que o Leon apareça. Como sempre Jake tinha a solução para as situações mais diversas.

-Não é uma ideia ruim, mas como vamos fazer isso? Eu só esperava mesmo que isso funcionasse.

-Eu já sei, vocês podem usar os figurinos que eu preparei e exibi-los em forma de um desfile. Somente Helena se mostrou empolgada com sua ideia.

Chris foi "entornar o caneco" e quem parecia estar bêbada era Helena.

-Tô fora! Jill se negou na hora.

-Nem pensar Helena, o povo vai cair matando se sugerirmos isso para eles. Billy recusou logo em seguida.

-Não custava nada tentar! A morena fala cruzando os braços.

-Todas as sugestões são bem vindas. Steve sorriu para ela tentando animar outra vez a jovem.

-De preferência sugestões boas, obrigado. Billy rolou os olhos batendo na própria testa colocando a língua para fora.

-Alguém mais tem alguma ideia? Jake perguntou sorrindo com o jeito lesado do nosso colega se expressar.

-Eu passo! Levantei as mãos para o alto desistindo de pensar em algo.

-Nada me ocorre na cabeça! Claire fez um bico engraçado também se dando por vencida.

-Deixa comigo, eu tenho a solução. Billy se prontificou como se realmente estivesse uma extraordinária ideia.

-O que você tem em mente? Eu estava com a impressão de que viria merda por ai.

-Piadas minha cara! Ele sorriu revelando a suposta solução.

-Piadas? Jake se assustou com a afirmação.

-Claro meu amigo, o melhor remédio para o mal humor são as risadas. Billy bancando o humorista, não me criava boas expectativas.

-E você sabe mesmo fazer alguém sorrir? Jill questionou desconfiada de que isso seria uma furada.

-Não só sei, que quando eu terminar seu maxilar vai estar doendo de tanto rir gracinha. Billy lançou uma piscadela para ela que franziu o cenho emburrada com o "gracinha".

-Se você diz! Claire foi a primeira a lhe dar um voto de confiança não parecendo muito segura disso.

-Eu só acredito vendo! Steve mandou a real sendo apoiado na hora por nós.

-Se prepara e fica olhando cabelo de cenoura, talvez assim você aprende como se faz! O Coen saiu todo cheio de coragem atravessando a cortina sem olhar pra trás.

Nós nos acomodamos juntos na lateral do palco para assistir o "espetáculo" de camarote. Dá posição que estávamos dava para ter uma menção da quantidade de gente que ali estavam esperando por música de qualidade. Minhas pernas chegaram a ficar bambas e o famoso friozinho na barriga se instalou na boca do meu estômago ao me tocar de que eu seria um dos responsáveis por lhes oferecer uma apresentação que poderia ou não agradar.

-Boa noite galera! A voz de Billy no microfone me despertou dos pensamentos que desencorajava-me a subir naquele palco.

O garoto fez um sinal para que a música que preenchia o ambiente fosse cortada pelo DJ. Algumas pessoas que bebiam no bar, outras que ainda dançavam e até os casais que se pegavam pelos cantos param para observar o jovem que se tornou o centro das atenções.

-Porra cara você de novo? Um rapaz gritou com raiva do meio da multidão.

-Se eu fosse você não falaria assim com o filho do dono do lugar que você vem todos os finais de semana para se divertir e sair da rotina de merda em que vive. O jovem alterou a voz segurando com firmeza o pedestal com as duas mãos.

-Humilde o Coen, não? Jill ironizou nervosa pelas coisas terem começado mal.

-E simpático também! Rebati seu sarcasmo com um pequeno sorriso.

-Que engraçado acho que vocês duas deveriam se juntar ao Billy no palco. Steve falou todo esquentadinho voltando seu olhar para a platéia.

-Parem de palhaçada e prestem atenção! Jake deu bronca na geral balançando a cabeça em discordância.

Contive minha vontade de esgana-lo até a morte, por dois motivos. O primeiro é que precisaríamos dele para o Show e o segundo por mais que me custe admitir, ele tinha uma certa razão, as coisas não estavam mesmo boas para brincadeirinhas idiotas.

-Eu estou aqui para apresentar a vocês uma curta apresentação de comédia. Billy interagiu novamente com o público que provocavam ruídos em reprovação.

-E a banda, hein? Uma garota com o cabelo rosa que estava em frente ao placo gritou levantando o copo para ter atenção.

-Eu não vim aqui para escutar piadas, eu quero música idiota! Um outro jovem com a voz embriagada se manifestou.

-Eu sei desse papo da banda e tal, mas eu já disse antes que eles tiveram um probleminha, enquanto isso não se ajeita vocês vão se divertir com meu show de humor. Billy bufou revirando os olhos.

-Fazer o quê? Algumas piadas podem ser melhor do que nada. Mais uma voz se fez presente por entre o público.

-Muito obrigado por seu apoio meu amigo! Ele agradeceu com um descaso evidente.

-Chega de blá,blá,blá e começa essa porcaria logo. Chris... sim Chris sem noção Redfield berrou do bar onde se encontrava.

O moreno estava sentado em um banco redondo usando o balcão para sustentar seus braços, ele segurava uma lata de enérgico, cerveja ou coisa assim. Pela distância não deu para identificar ao certo o conteúdo descrito por fora da lata. Chris só poderia estar bêbado mesmo, eu me recuso a acreditar que alguém é tão lesado assim para saltar fora quando seus amigos mais precisavam dele e ainda ter a coragem de dar força para o lado oposto sem a interferência de álcool nos poucos neurônios que ainda funcionavam naquela cabeça oca.

-Quem precisa de inimigo tendo você com amigo Redfield? Chris sorriu levantando a lata para o alto como se brindasse por algo.

Billy sussurrou uma frase obscena fora do microfone alguma coisa do tipo. "Você vai ver onde eu vou enfiar essa lata quando descer daqui filho da puta." Não compreendi direito, mas posso jurar que ele colocaria a latinha em um lugar que o doente do Chris não conseguiria alcançar.

-Bom vamos começar, ai vai a primeira! Billy deu uma pausa pensando um pouco na piada que contaria de início.

-Por que o pinheiro não se perde na floresta? O garoto disse por fim esperando a reação do público.

-Porque ele tem uma pinha! Após os burburinhos o Coen deu a resposta fazendo uma referência entre um mapa e uma pinha ( mapinha )".

Não é preciso nem dizer que as vaias vieram no instante seguinte e somente os que estavam fora de si pelas bebidas alcoólicas acharam alguma graça.

-Que merda foi essa? Steve nos encarou abismado.

-Prepare os ouvidos que ai vem mais! Claire se referiu ao fato de que Billy estupidamente resolveu continuar.

-Essa é muito boa, vocês conhecem a piada do pônei? Billy sorria impaciente para dar a resposta.

-Conheço não mano! Chris foi o único a se manifestar querendo ferrar ainda mais o amigo.

-Pô nei eu! Billy caiu na gargalhada sozinho recebendo mais vaias e xingamentos da galera.

-Puta merda dá onde ele tirou isso? Jake andava de um lado para o outro quase puxando os custos cabelos da nuca.


-Por que a velhinha não usa relógio? Billy não nos deu nem tempo para nos recuperar psicologicamente da última e mandou outra que parecia ser pior ainda que a anterior.

-Porque ela tem catarata! Algum retardado da plateia arriscou a resposta.

-Não! A velinha não usa relógio, porque ela é sem hora.

-Fala sério quem acharia graça em uma comparação tão ridícula? Billy só poderia estar tirando com a nossa cara, a intenção era acalmar o pessoal não irrita-los ainda mais.

-Senhora... Essa foi "mara". Helena gargalhou alto se inclinando um pouco para baixo.

-Acho que você falou cedo demais. Jill encarava nossa amiga fazendo um sinal que indicava que ela estava louca.

-É melhor tirarmos ele do palco antes que a turma do quebra-pau apareça. Jake temia o pior assim que alguns copos e latinhas foram jogados no nosso piadista de quinta.

-Também acho! Steve se juntou ao Muller seguindo para frente do público.

-Já deu Billy, suas piadas não tem a menor graça. Jake tocou o ombro do rapaz tentando retirar o microfone das suas mãos.

-Eu não acabei ainda! Por algum motivo muito, mais muito idiota mesmo, ele insistia em se humilhar.

-Acabou sim! Steve também tentou alcançar o microfone sem sucesso.

-Claro que não acabei Steve, eu guardei o melhor para o final, escuta só. Billy se desvencilhou dos dois se afastando um pouco.

-Galera essa é fenômenal, quando os Americanos comeram carne pela primeira vez?

-Se o professor Salazar estivesse aqui ele saberia responder. Helena confirmou como se realmente estivesse com a razão.

-A resposta é: Quando chegou Cristóvão com lombo. Mais uma vez Billy rio sozinho sendo arrastado para fora com uma chuva de copos e palavrões.

-Essa foi bem pensada cara! Chris gritou entre rios, ele não estava rindo das piadas mas sim da situação cômica de seu amigo.

-Sai fora, você não tem graça imbecil. Um jovem gritou jogando cerveja para o alto.

-Nós queremos a banda! Uma voz feminina veio logo em seguida puxando o coro.

-Nós queremos a banda... Nós queremos a banda... Nós queremos a banda... A maior galera começou a gritar repetindo a frase inúmeras vezes.

-Viu o que você fez com suas piadas estupidas. Alterei a voz quase estapeando seu rosto.

-A culpa não é minha se o intelecto desses ignorastes não sabem apreciar o que é bom. Ele não deu o braço a torcer ainda se achando engraçado.

-Bom!? Billy aquelas piadas foram horríveis, você tinha que apaziguar as coisas não colocar mais lenha na fogueira. Claire enrolou os cabelos ruivos em um coque que se desfez assim que ela os soltou.

-Pelo menos eu tentei ajudar! Ele não gostou se irritando profundamente.

-Uma ajuda dos avessos! Retruquei seu argumento que não deveria ser válido.

-Gente essa briga não vai nos levar a lugar nenhum. Steve o bom samaritano se intrometeu se achando a voz da razão.

-A culpa é do vacilação do Scott Kennedy que resolveu nos dar um perdido. Billy resmungou rabugento como uma velha de cento vinte anos.

-Até parece que foi ele que enfureceu ainda mais o povo! Concordei plenamente com Jill lhe abraçando de lado em um gesto de apoio.

-Não vai ter jeito, vamos ter que começar sem o Leon! Claire sugeriu o óbvio.

-Não podemos fazer isso! Eu não conseguiria cantar sozinha.

Porra faz menos de uma semana que me meti nessa maluquice de banda, pra ela é fácil falar a ruiva toca praticamente desde que nasceu.

-Não podemos, mas terá que ser feito! Chris reapareceu vindo dos fundos.

-Eu também não queria, mas a galera tá surtando depois do showzinho de humor do Billy, aliás cara que talento, eu fiquei impressionado. O Redfield não perdeu a oportunidade da gozação.

-Vai tomar no cú! Billy mostrou o dedo do meio para ele.

-Como você vai tocar chapado? Jill mudou o foco da conversa.

-Eu não estou bêbado, é preciso mais de três cervejas para me derrubar! Ele se gabou realmente não demostrando embriaguez.

-Então vamos nessa? As palavras de Jake estremeceu todo meu corpo.

Fudeu! Não tinha para onde correr, eramos nós e uma multidão ensandecida. Eu seria a voz do grupo e a pessoa que mas ansiava ao meu lado neste momento não estaria aqui para me apoiar com sua voz rouca e olhar tranquilizador.

Notas Finais


Obrigada a todos pelos favoritos e comentários, desculpem qualquer erro. Bjss!!!


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