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História Reviravolta. - Capítulo Único.


Escrita por: A020F0

Notas do Autor


Thorn é um dos meus amores nessa vida <3
E eu sempre shippei Murtagh e Nasuada... uma pena que não terminaram juntos... nem aqui nem nos livros ;^;
Boa leitura.

-Personagens pertencem à Christopher Paolini pelo Ciclo A Herança.
-História e Enredo pertencem à mim.
-Fanfic sem fins lucrativos.
-Fanart da capa by ElementalShifter.

Capítulo 1 - Capítulo Único.


Fanfic / Fanfiction Reviravolta. - Capítulo Único.

Nasuada estava deitada, presa, olhando o teto do salão da Profetiza pela milionésima vez. Não tinha nada para fazer, e não podia nem sequer mover-se. A pouco tinha tido mais uma alucinação. Ainda estava á espera de outra, quando ouve passos apressados e a porta sendo aberta com força. O Cavaleiro vermelho entra com o rosto preocupado.

–Vou tirar você daqui. - ele falou.

Nasuada como de costume gargalhou alto. Só parou quando a mente dele lhe alcançou, lhe mostrando que não era nenhuma visão de Galbatorix. Sentiu-se envergonhada, mas logo depois se viu livre das correntes. Murtagh lhe entregou uma capa que a cobriu por inteira.

–Vou colocar um feitiço do qual ninguém a verá, a menos que perceba o encantamento. Infelizmente, podem ouvir qualquer barulho que fizer, tua voz e teus passos. Tente ser silenciosa e... Apenas siga-me.

Ele recriou uma imagem dela deitada, e ela viu a si mesma por um pequeno tempo. Estava tão horrível assim? Os cabelos desgrenhados; linhas se sangue visíveis pela fina camisola; marcas vermelhas e roxas pelas pernas e braços, enfim, um desastre. Murtagh recomeçou a andar e ela o seguiu um pouco tonta, mas em silêncio. Subiram por escadas e vagaram por corredores. No final de um, entraram em uma grande sala, onde havia um enorme portão de madeira aberto. Nasuada não conseguiu prestar atenção, já que Murtagh a pegou pela mão e a guiou para frente. Logo, ela se viu a encarar o enorme dragão vermelho - um pouco maior que Saphira - e este a encarava de volta.

–Murtagh... - começou, confusa e hesitante. 

–Escute, ele vai levá-la até o acampamento. Pousará um pouco afastado e quando Saphira for atrás dele grite para que não façam alarde, ok? - ele falou a ajudando a subir na cela.

–Certo... Mas, e você?

Ouviram algo no corredor atrás deles. Barulho de armas sendo desembainhadas.

–Você não vem? - ela perguntou esperançosa.

–Não. Devem ir agora. - falou firmemente.

Ele fez menção se afastar, mas ela segurou firme, sua mão onde havia a Marca. Ele olhou fundo nos olhos dela. Havia culpa e tristeza, mas também certo alívio. Os olhos dela embaçaram sua visão.

–Por quê? - perguntou com a voz embriagada, deixando uma lágrima escorrer.

–Por que eu te amo. - ele respondeu simplesmente.

Por esta, não estava preparada. Ele havia sido obrigado a ser frio, calculista, misterioso, sanguinário, e tantas coisas... mas havia dito que a amava, bem na frente dela, sem medo nenhum. Ele suspirou, limpou a lágrima que escorria no rosto dela, depois colocou sua mão na nuca e a puxou para um beijo. Ela piscou várias vezes, tentando se decidir se tudo não era um sonho - ou uma alucinação. Não era. Meio desajeitada segurou os cabelos negros como a noite dele e retribuiu o beijo dele. Era quente e incrivelmente delicado, mostrando a angustia, desespero e medo tinha.  A porta se abriu ruidosamente, e eles se afastaram. Olhou novamente para ele, que se afastou.

–Adeus. - sussurrou.

Ela não conseguiu protestar. Guardas gritaram correndo até eles. Pela primeira vez teve contado com a mente do dragão.

Segure-se.

Logo depois o chão sumiu de vista e o dragão vermelho subia aos céus. Agarrou-se a um dos espinhos em suas costas, enquanto ele subia mais e mais, batendo as asas freneticamente. O vento bagunçava seus cabelos desgrenhados. Por um momento percebeu como era bom ser um Cavaleiro, já que podia ir para o alto, longe, quando queria. Viu-se deixando a capital e indo em direção ao acampamento dos Varden. Logo depois, lágrimas inundavam seu rosto. Como a mente do dragão ainda estava perto da sua, sentiu ele se lamentar por Murtagh. Vira algumas cenas sobre a discussão deles e de como implorou para seu Cavaleiro parar. Rugiu tristemente. Do acampamento, ouviu um grito de alarde, e depois a figura de Saphira zangada vindo até ele. Thorn se afastou o suficiente e Saphira o seguia. Viu Eragon com alguém na garupa e a julgar pelos cabelos pretos, pressupôs que seria Arya. Saphira mergulhou, mas ao grito de Nasuada se deteve.

–Eragon! Sou eu!

–Nasuada! - gritou o Cavaleiro. - O que aconteceu?

–Diga para não atacarem e me siga!

Eragon comunicou para os feiticeiros que resolveria tudo. Os dois dragões voaram pela floresta e pousaram em um lugar ao longe. Nasuada se embolou ao sair da cela, mas logo vira as três figuras se aproximarem. Saphira com os dentes arreganhados.

–Nasuada! - gritaram os dois.

Ela andou pela grama macia. Um pouco antes de se encontrarem, Thorn deu um urro angustiante e caiu no chão, como se tivesse uma Dauthdaert em seu pescoço. Saphira quase se lançou a ele. Sentiu a mente de Glaedr vir para o ataque, cercando todos ali, assim como outras consciências. Mas depois... a dor. Thorn se recontorcia de dor. Dor. Dor. Angústia. Medo. Tristeza. Dor. Eragon e Arya vieram correndo para perto de Nasuada quando ela tropeçou.

–Está bem? - perguntou Arya preocupada.

Mas a mesma apenas fitava o dragão. Depois ele subitamente parou. Como se não soubesse como se respirava. Ouviu um rugido de tristeza, e a tristeza inundou sue ser. Quase como...

–Ah não. - murmurou Nasuada. - Não, não, não.

Ela se aproximou desnorteada do dragão. Saphira estava perto de sua cabeça, o examinando. Parecia confusa.

–Thorn, por favor... me diga que ele não... - ela tinha novas lágrimas nos olhos.

O dragão a olhou com tanta tristeza e pesar que sentiu pena.

Ele se foi... sussurrou.

Nasuada atordoada se encostou ao dragão vermelho e explodiu em lágrimas. Ele se sacrificou por ela. E fora morto. No final, ele fora um herói. E isso só fez seu coração partir em mil pedaços. Glaedr se dirigiu para Eragon e Arya.

Tragam algo para ela, precisa de curandeiros e comida, assim como roupas descentes. Faça isto Arya.

A elfa assim o fez, e ela mesma cuidou dos ferimentos de Nasuada, a colocando com um vestido simples de seda preto. Prendeu os cabelos em um coque, mas de nada adiantava. Os soluços eram altos demais, coisa que nenhum deles entendia. Thorn levantou um pouco a cabeça.

Glaedr... me perdoe. Eu sinto agora... dói tanto. Ainda mais quando se é obrigado a viver.

O dragão nada respondeu, mas parecia pensar no outro. O vermelho se virou para Saphira.

Saphira, eu não sou forte para isto. Por favor, mate meu corpo e minha mente.

As palavras chocaram o dragão azul. O pesar era grande. Assim como a humana estava. Sabia dos deveres que tinha de fazer como líder, mas desejou isto por um breve momento. Estava com o coração partido, como seguiria adiante, quando tudo parece perder a cor? Quando parece não ter mais chão? E como conseguiu em tão pouco tempo se apegar á alguém coisa que era contra seus princípios?

–Não. - ela respondeu. - Não faça isso.

Eu não vou aguentar. Sinto muito, gostaria de ser forte como ti.

–Nem eu sei se vou aguentar. Mas eu não estou sozinha.

Sei que não. Já eu...

–Agora tem a mim. Quer saber por quê? Se Murtagh conseguiu me salvar quer dizer... que eu mudei o seu nome verdadeiro, certo?

Sim, e juntamente com o meu.

–Eu nunca vou substituí-lo, mas por hora, deixe-me lutar em sua sela. Quem tem a culpa disso tudo é Galbatorix. - ela se levantou um pouco zonza. - A culpa de tudo é dele. Com sua ajuda, vamos matá-lo. Eu quero matá-lo.

Eragon e Arya se entreolharam com as palavras dela. Thorn teve uma mudança em seus sentimentos, a raiva se voltou para seu mestre. Com esforço se levantou.

Sim, nós vamos matá-lo. Por Murtagh.

–Sim, por Murtagh.

Thorn para confirmar rugiu bem alto. Contaram tudo o que aconteceu para Eragon, Saphira, Arya, Glaedr e para os novos Eldunarí que Eragon havia achado no cofre das almas. Não iriam perder. Iriam vingar a morte de Murtagh.

__________________________________________________

Nasuada, Thorn, Eragon, Saphira, Arya e Elva se viam de frente para Galbatorix. Atrás dele, as cortinas se moveram, mostrando o grandioso dragão negro Shruikan, que rosnou para todos.

–Vejamos quem temos aqui. Acho que perderam o juízo. Apenas tenho crianças aqui, e dois filhotes de dragões, um dos quais perdeu seu Cavaleiro. - e deu uma gargalhada alta.

–Thorn manda dizer que quer rasgar sua carne e oferecer seus restos aos Urgals. - rosnou Nasuada.

–Então venham! - ele disse de um tom divertido.

Eragon, que havia aprendido o nome verdadeiro da língua antiga quando Thorn a contou, fizera chamas aparecerem perto do Rei. Thorn e Saphira voaram no pescoço do dragão negro. Arya correu para o dragão, enquanto Eragon e Nasuada lutavam contra o Rei; os Eldunarí também batalhavam, á seu modo. Lutaram por horas, até Eragon fazer o Rei entender tudo. Este gritou, principalmente quando Arya atravessou a Dauthdaert na cabeça de seu dragão.

–Waise néiat!

Deixe de existir.

Eragon usou a força dos Eldunarí e lançou um encantamento protetor. Galbatorix desapareceu em um clarão, e depois tudo ficou escuro. Foram para fora e então tudo tinha acabado. Eragon e Saphira haviam feito o que ninguém teria conseguido. Logo, Arya veio com caixas cheias de Eldunarís e um ovo verde com veias brancas. Thorn e Nasuada estavam um pouco mais afastados, conversando. Ela pediu a Glaedr, que com relutância o curou de um ferimento horrível na pata traseira.

Obrigado Nasuada, graças á ti tive minha vingança.

E eu a minha. Mas... e agora? Vai embora? Indagou em sua mente, pois já tinham intimidade o suficiente para conversar desta forma.

Eu não sei. Sinto-me ligada a ti. Não me aceitariam por aqui.

Foi neste momento que Eragon e Saphira se aproximaram, assim como a presença Umaroth.

–Poderia ficar conosco, e criar a próxima geração de Cavaleiros. - sugeriu Eragon.

Não sei se seria correto. Contudo, é uma boa oportunidade. Eu só me sinto ligada de uma forma diferente a ela. Thorn tocou de leve em Nasuada. Ela mudou meu nome. Como poderia deixá-la?

Seria o mais aconselhável ficar conosco. Teria bastante influencia, e, além disso, poderia também ser uma ponte entre os que têm Cavaleiros e os selvagens. A decisão é tua. disse Umaroth.

Depois de um bom tempo ponderando, Thorn decidiu que enquanto Nasuada estivesse viva, ficaria ao seu lado em seu reino, e depois, partiria para onde quer que Eragon e Saphira estivessem.

Ajudou em tudo que pode, e fora proclamado pela Rainha Nasuada, protetor de Ilirea. Quando Eragon e Saphira partiram, este se vira só. O tormento pela perda ainda o assombrava, mas tinha alguém com quem compartilhar tudo. Viu-se gostando e admirando cada dia mais a humana. Entendia por que seu Cavaleiro a admirava e a amara.  Logo se tornaram inseparáveis, até o dia de sua morte, 70 anos depois. Fora um bom reinado, e o próximo coroado fora de seu filho mais velho, que ela dera o nome de Murion. Thorn decidiu ficar até seu reinado terminar - que fora bem mais curto do que de sua mãe - e só então fora para a ilha onde Eragon e Saphira cuidavam da nova ordem. A partir daí, uma nova aventura começou na vida do dragão vermelho.

___________________________________________________

Luz. Era tudo o que ela via. Nasuada estava usando uma túnica élfica branca, e os cabelos longos estavam soltos. Estava em um tipo de floresta, do qual tinha certeza de não ser Alagaësia. Quando se aproximou de um lago, se espantou ao ver que tinha a aparência de 16 anos. A pouco havia visto o rosto preocupado de seu filho mais velho, e a mente do dragão vermelho preocupado. Onde estavam todos? Onde ela estava?

–Veja só quem temos aqui. – falou alguém atrás dela.

Quando se virou, viu aquele que a tanto tempo esperou para ver. Ele usava vastes soltas e leves, de cor branca. Seu cabelo negro estava bagunçado de uma maneira que o deixava lindo. Sua expressão era calma e descontraída.

–Mur-Murtagh! – ela exclamou.

Ele abriu os braços para ela.

–Isso é um sonho? – perguntou tristemente.

–Não. É diferente. Morremos? Sim. Estamos no paraíso, como alguns dizem.

–Para sempre?

–Se você quiser. – ele disse sorrindo.

O sorriso dele não era perfeito? Ele o era. Correu para os braços fortes dele, com lágrimas felizes.

–Eu te amo. – ela falou.

–Eu também Nasuada.

–Vamos ficar juntos, finalmente? – ela encarou os olhos negros.

–Para sempre. – repetiu lhe dando um beijo caloroso.

Fim.


Notas Finais


É isso. Obrigada á todos que leram e até a próxima!

-A capa foi retirada no google e todo o crédito vai para o autor da imagem. ( http://www.deviantart.com/art/Finally-Free-302406750 ; http://elementalshifter.deviantart.com/ )
-Arte da capa deste capítulo pertence á Deygira-Blood (http://felondog.deviantart.com/art/Face-Alagaesia-Thorn-264640657 ; http://deygira-blood.deviantart.com/)


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