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História Reviravoltas - Jung Hoseok - Capítulo 3


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Notas do Autor


Olá a todos, me desculpem se o capítulo ficou extenso de mais e a leitura ficar cansativa.

Capítulo 3 - Segundo: Confusão em dobro.


Seis anos atrás.

Seul, Coréia do Sul, segunda-feira - 02:50am.

O peito de minha namorada subia e descia calmo e ritmado, estar com ela me deixava em êxtase, completamente fora de órbita. Tudo nela era perfeito aos meus olhos, dês do jeitinho medroso até o mais safado de ser, este último ao qual eu acreditava ser o único a conhecer.

Mas recentemente eu sentia algo estranho, não sabia descrever a sensação, mas era como se eu estivesse prestes a perdê-la, e aquilo já estava me tirando o sono há dias. Ela se remexeu na cama procurando uma posição mais confortável, eu vi os olhinhos se abrirem aos poucos e me fitarem com certa curiosidade.

— Ainda acordado? - a voz dela estava baixa e rouca por causa do sono.

— Estou preocupado - vi a  feição de S/n mudar, ela apoiou o peso sobre o cotovelo direito me olhando confusa.

— Preocupado? Com o que?

— Não sei explicar, apenas sinto que algo ruim vai acontecer - ela sorriu e eu não entendi muito bem o porquê, senti ela abraçar meu tronco nu, se aconchegando no local.

— Eu estou aqui com você, não importa o que aconteça eu sempre estarei ao seu lado.

Afaguei os cabelos escuros da menor me sentindo reconfortado com suas palavras, de fato eu amava aquela garota, e não a deixaria por nada. Senti meus olhos pesarem de sono, finalmente sentia que poderia descansar naquela noite junto de minha garota, não demorando muito a dormir.

Dias atuais.

Aeroporto Internacional de Incheon, Seul, Coréia do Sul, terça- feira - 8:57am.

Saí do avião às pressas enquanto terminava de vestir meu paletó e arrumava minha gravata tentando ao máximo não amassar a camisa social branca que usava sob a peça, não muito longe do portão de desembarque vi Namjoon concentrado em seu celular e me aproximei do de cabelos castanhos.

— Cristo, o que caralhos aconteceu com você? - ele questionou assim que percebeu minha presença.

— Pensei que fosse ateu - resmunguei com o cenho franzido pegando algumas de minhas coisas que havia pedido para meu primo trazer.

— Você sabe que é só uma forma de expressão - revirou os olhos, porém sorria de canto, claramente se divertindo com minha aparência de cansaço.

— Eu não dormi direito, estou com uma dor desgraçada no pescoço e para completar a desgraça estou possivelmente atrasado para uma reunião muito importante, então, caso não tenha percebido, eu não estou de bom humor, é melhor parar de me provocar.

— Então, senhor Hoseok, não vamos perder mais tempo com seus discursos e vamos para sua reunião - ditou convencido e saiu andando, me deixando para trás com "cara de cu".

Namjoon, meu primo, era meu sócio nas empresas que herdei de meu pai, o rapaz alto estava mais para meu secretário do que qualquer outra coisa, sempre preocupado com horários, uma vez o comparei ao coelho de Alice no país das maravilhas, ele não gostou nem um pouco disso.

Eu segui o outro até o carro, a BMW série 3 na cor preto, adentrei o veículo já colocando meu cinto de segurança e esperando Namjoon dar a partida, este que ficou me olhando confuso.

— Onde estão suas bagagens?

— Ah, uma longa história, vamos logo, não quero me atrasar.

O moreno ligou o carro, logo saindo do local sem reclamação ou algo do tipo, peguei meu celular vendo diversas chamadas perdidas de Yerin, minha futura ex mulher, além de várias mensagens  na caixa postal e no Kakkao, um aplicativo de mensagens. Suspirei fundo tentando achar coragem o suficiente para retornar as ligações da falsa ruiva, disquei o número e após dois toques o aparelho foi atendido.

— Olá, querido, já retornou de sua viajem? - ouvi o doce som da voz de minha mãe soar do outro lado.

— Sim, mãe, estou indo para a empresa agora.

— Hoseok, já falei para não trabalhar de mais, deveria estar descansando agora - a mais velha advertiu-me da situação.

— Eu sei, obrigado pela sua preocupação, mãe - suspirei sentindo o cansaço me abater.

— Vai passar aqui mais tarde?

— Sim, passarei para lhe entregar aquilo que me pediu na semana passada, também trouxe lembrancinhas da Itália para você - sorri ao lembrar-me do pequeno chaveiro que comprei para a mais velha.

— Ah, que adorável, querido, estou curiosa para saber o que é - ouvi a risada da mais velha, logo avistando a fachada do prédio onde se localizava minha empresa.

— Mãe, vou desligar agora, preciso ir.

— Tudo bem, amor, não se esforce muito.

— Beijos, depois a gente se fala mais - encerrei a chamada respirando fundo e bocejando em seguida.

Namjoon estacionou o carro no subterrâneo, no estacionamento exclusivo para os funcionários da empresa, saímos do carro ao mesmo tempo, ele me entregou algumas pastas antes de irmos para o elevador.

Todo o conteúdo nas pastas era referente aos assuntos sobre o qual falaríamos na reunião, a semana mal começou e já estou vendo que vou passar muita raiva e estresse.

01:53pm.

Ah, finalmente a reunião havia acabado, me despedi rapidamente de todos naquela sala e desci para o estacionamento afrouxando a gravata e retirando o terno, abrindo dois botões de minha camisa em seguida. É impressão minha ou está realmente muito quente nesse lugar?

Na semana passada quando fui viajar à negócio deixei meu carro na empresa, eu sabia que lá ele iria ficar bem, Namjoon, como sempre fazendo o papel de meu secretário, me levou até o aeroporto.

Adiante o veículo piscou os faróis após eu apertar o botão de desativação do alarme do Audi RS6 prateado, adentrei colocando o cinto de segurança e relaxando o corpo no banco macio antes de dar a partida e sair daquele lugar. O trânsito estava uma loucura, mesmo depois do horário de almoço o centro de Seul continuava movimentado.

Após um bom tempo finalmente cheguei no bairro residencial onde meus pais moravam desde que nasci, logo avistando a casa onde morei até pouco tempo depois do "acidente" que virou minha vida de ponta cabeça. Estacionei o carro em frente à casa, pegando algumas coisas que comprei para minha mãe no caminho para cá e não pude deixar de notar a movimentação na casa vizinha. A casa dos pais de S/n.

Depois dela ter se mudado eu nunca mais soube dela, nem tive notícia do que ela fez em relação à gravidez, e para piorar minha angústia os pais dela me evitavam a todo custo. Eles se mudaram pra cá há pouco tempo, pelo que minha mãe disse o pai de S/n não estava muito bem de saúde, mas desde a mudança essa é a primeira vez que vejo uma movimentação diferente na casa.

Saí do veículo com as sacolas em mãos, fechei a porta deixando os vidros abaixados, não pretendia demorar, andei em direção à porta da casa sem desviar minha atenção do quintal vizinho,  avistei o velho Ryoo brincando com um garotinho e uma garotinha sentada no gramado brincando com bonecas, a menina me olhou e acenou sorrindo, não pude evitar de fazer o mesmo.

"Que adorável" pensei e toquei a campanhia, logo vendo a senhora de cabelos grisalhos me receber com um sorriso enorme no rosto.

— Pensei que não viria mais - ela disse me abraçando e pegando algumas das sacolas.

— Quando eu digo que farei é porque farei - ditei entrando na casa e fechando a porta.

— Ah, tão parecido com seu pai - ela suspirou, não pude identificar se era de alegria ou tristeza.

— Onde ele está? - questionei ao passar pela sala, estranhei o fato de o mais velho não estar sentado na poltrona de couro preto, a TV estava ligada em um canal de esportes.

— Sabe como seu pai é, querido, está no quintal - deixou as sacolas em cima da mesa e eu fiz o mesmo, ela nem precisou dizer mais nada, eu já havia entendido.

— Vou lá falar com ele - ela concordou sorrindo e eu saí da cozinha, indo em direção ao quintal.

O velho Jung me olhou ranzinza e ergueu a long neck em minha direção, dando um longo gole no conteúdo da garrafa em seguida. Ele estava com uma camisa do time preferido e olhava para a fachada da casa vizinha através da cerca.

— Só porquê os Rangers perderam não significa que tem que ficar emburrado - ditei risonho me sentando em uma das cadeiras de praia dispostas no jardim.

— Foi vergonhoso, eu apostei com os rapazes, sabe? Agora vou ter que aturar eles caçoando de mim até sabe-se Deus quando - os "rapazes" aos quais meu pai se referia eram seus amigos, não muito mais novos do que ele, acho até que o pai de S/n estaria envolvido na aposta.

Olhei para o mesmo lugar para onde o velho olhava, avistando a fachada da casa vizinha e franzindo o cenho ao ver uma movimentação na janela do quarto, estava curioso para saber o que ele tanto olhava até que ele quebrou o silêncio.

— Você viu aquilo? - questionou bebericando o líquido amarelo alaranjado da garrafa, estava com o olhar pensativo.– Depois de todo esse tempo ela volta com aquelas praguinhas, e ainda tem a coragem de sorrir para nós - ele negou e se levantou indo para dentro da casa e me deixando confuso.

De quem ele poderia estar falando? Praguinhas? Nunca tinha visto meu pai agir tão estranho antes, mas não estava surpreso ao vê-lo de mal humor. Me levantei e olhei o relógio em meu pulso, vendo que já passavam das duas horas da tarde, eu precisava passar no escritório de meu advogado para rever as novas normas do divórcio com Yerin, precisava me livrar dela o mais rápido possível.

Adentrei o imóvel já apalpando os bolsos de minha calça à procura das chaves do carro, minha mãe brigava com meu pai por causa da sujeira no chão mas logo sorriu me vendo, com certeza já sabia que eu estava indo, ela me abraçou e desejou boa sorte, meu pai repetiu o ato do quintal, ergueu a long neck em minha direção.

Saí da casa em direção ao meu carro mas vi a senhora Ryoo na porta de sua casa, parecia brigar com alguém, então, como não sou nada curioso, dei a volta no carro, podendo visualizar o garotinho de antes agachado perto da porta do carro, parecia tentar se esconder.

— Hey, o que está fazendo aí, menininho? - questionei ainda tentando entender o porquê dele estar ali.

— Ah, eu estou olhando o seu carro, é um belo modelo - ele disse se levantando, tinha um leve sotaque em sua fala que não consegui identificar bem, logo olhando para a mulher que acabara de chegar ao meu lado.– Oi, vovó, eu e esse moço estamos conversando sobre o carro dele, é um belo modelo a senhora não acha?

— Dylan, você não me engana com esse sorrisinho, onde está sua irmã? - a mais velha parecia irritada e preocupada.

— Ah, a Dyana não estava em casa? - Eun-ji, a mãe de S/n, negou e ele parecia pensativo.

Eu observava a cena me perguntando se aquele seria o filho de S/n, ele lembrava um pouco a menina que conheci ainda na infância, mas me lembrei mais do irmão dela ao observá-lo melhor. Talvez fosse o sobrinho dela. Neste momento fui tirado de meus pensamentos pela voz infantil de uma garotinha, parecia estar meio longe.

— Dylan, abre a porta, eu achei a bola - ela falava eufórica, só então me dei conta de que ela estava dentro do carro.

Caminhei até a porta e o garoto saiu da frente sorrindo envergonhado, abri a porta e ela desceu sorrindo e abraçando o irmão rapidamente, lhe estendeu a mão que segurava uma bola de baseball e o menino sorriu alegremente, mas logo se conteve e ela percebeu o que se passava ali.

— Vocês estão encrencados, crianças, S/n vai matar vocês.


Notas Finais


Estava pensando em postar toda segunda mesmo e queria saber o que acham disso, por isso esperei tanto para atualizar, mas acabei não me segurando e postando hoje mesmo.
Também gostaria de saber se vocês preferem capítulos menores, levando em consideração que até agora todos os capítulos que postei tiveram mais de 1.000 palavras.

Bom, por hoje é apenas isto mesmo, espero que tenham gostado do capítulo, elogios e críticas construtivas são sempre bem vindas. 😘❤


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