História Revival - Outro Mundo - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Escola Mágica, Espadas, Gamer, Lutas, Magia, Morte, Originais, Outro Mundo, Reborn, Renascer, Revival
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Palavras 1.188
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Capitulo adiantado a pedidos.
Imagem achada no google e editada.

Capítulo 2 - Eu mijei nas calças?


Fanfic / Fanfiction Revival - Outro Mundo - Capítulo 2 - Eu mijei nas calças?

A primeira sensação que João Miguel teve logo depois de ter sido tão abruptamente cortado de todos os seus sentidos, foi, em poucas palavras, estranha.

Eu mijei nas calças?”

Seu segundo pensamento não era lá muito melhor...

Eu mijei nas calças enquanto to preso na cama do hospital?”.

Porque ao contrário dos que muitos pensam, não há absolutamente nada após a sua morte. Você simplesmente deixa de existir. Sua alma se desprende de seu corpo e, enquanto seu corpo começa a passar pelo processo de decomposição, sua alma entra em modo de purificação e espera, aguardando a reencarnação.

Tudo o que João Miguel podia sentir naquele momento, era água. Em tudo quanto é canto, ele sentia a umidade. Como se tivesse mergulhado em uma piscina. Ou talvez corrido uma maratona, ficado todo suado e urinado em suas roupas. A ideia de urinar na roupa não parecia querer se desprender da cabeça do homem. Provavelmente por conta de um episodio em sua infância, no qual ele urinou na frente de toda a sua sala de aula. Um evento traumatizante esquecido, o que João Miguel certamente agradece sua terrível memória, mas a sensação da urina escorrendo por sua perna, não é algo que ele jamais vai se esquecer. Por isso a confusão em que ele se encontra agora.

Que porcaria está acontecendo? Será que é sangue?”.

João Miguel não conseguia entender a situação em que se encontrava. Em um minuto estava procurando palavras para dizer para os dois marginais que entraram na escola, então uma faca muito próxima de seu rosto e no momento seguinte sentia-se todo molhado. Para ele, que não estava conseguindo enxergar nada, não apenas por que não podia, mas também por não ter lembrado que essa era uma opção – abrir os olhos, nada mais fazia sentido. Quando na verdade o que estava acontecendo era bem simples.

João Miguel estava prestes a nascer novamente.

Depois de algum tempo, que para o agora bebê que se encontrava em uma placenta, que ele tão carinhosamente chamava de poça de sangue e mijo, parecia que apenas alguns dias haviam se passado, quando na verdade foram longos nove meses e 4 dias. Ao contrário do que muito se espera ou se lê em histórias sobre reencarnação, não há como sentir a passagem do tempo estando dentro da barriga de alguém. Por mais que João Miguel saiba contar e entenda a passagem das horas, não há como seu cérebro, que ainda estava em formação, conseguir processar este tipo de pensamento e notar que, ele esteve ali por muito mais tempo do que apenas dois ou três dias. Ainda mais pelo fato de que, como um bebê em formação, ele passou a maior parte do tempo dentro da placenta dormindo e inconscientemente recebendo os nutrientes que sua nova mãe enviava. Tudo o que ele conseguia pensar era que, ou ele estava todo urinado, ou todo cheio de sangue. Não conseguia decidir qual dos dois era pior. Ou qual deles estava de fato acontecendo.

Até que as sensações começaram a mudar.

A sensação que antes era apenas de molhado, João Miguel agora passou a se sentir espremido. Sentia que estavam apertando todos os seus ossos, começando pela sua cabeça. Foi então que pensou que talvez não tivesse sido uma boa ideia ter tentado se mover tanto, não quando ele tinha acabado de levar uma facada no meio do cérebro. Acreditando que a dor que sentia agora, era provavelmente por conta dos pontos na região ocular da facada que deveriam estar se soltando.

Quando a sensação passou para seu pescoço e continuou descendo, foi que começou a pensar que não fosse do ferimento da faca, que ele realmente não estava no hospital.

“Tortura? Aqui nesse fim de mundo tem alguém capaz de fazer tortura?”

A dor no corpo de João Miguel era tão forte, que ele se quer percebeu que estava gritando e chorando, não notou as vozes ao seu redor, ou que o seu entorno havia mudado.

Quando conseguiu se desligar de toda a dor e se acostumado com todas as estranhezas que sentia, João abriu os olhos e pensou que não fazia isso por um bom tempo. Achando absurdo seu pensamento e totalmente incoerente, resolveu ignorar.

“Não pode ter se passado mais do que cinco dias que eu estou no hospital afinal...”.

Assim que estava com os olhos abertos, teve de fechá-los às pressas. A luz do local em que estava era muito forte e parecia estar derretendo suas retinas. Passou a piscar o olho freneticamente, tentando se acostumar. Quando o fez, abriu a boca para gritar, apenas para se assustar mais com os sons que saiam, ou melhor, com a falta deles.

“Que porra ‘ta acontecendo? Arrancaram a minha língua?”

Começou a mover a língua de um lado para o outro e a estrelar a mesma dentro da boca. Constando que sim, ele ainda tinha o órgão. O que só piorou suas dúvidas e o deixou agoniado.

“Se minha língua ‘tá aqui... Que merda aconteceu?”

João Miguel tentou virar de um lado para o outro, mas seu corpo não obedecia. Estava rijo, como se tivesse tomado um banho de cimento. E assim que essa ideia passou por sua cabeça, a agonia virou desespero e ele, sem conseguir controlar suas emoções, começou a chorar.

Logo ao lado do berço de madeira de João Miguel, estava uma mulher de cabelos longos e pretos, olhos grandes e castanhos. A pele era clara e em seu rosto, um belo sorriso a fazia parecer uma adolescente, quando na verdade já estava com 27 anos de idade. Porém, o que assustou João Miguel não foi a beleza da moça ou as palavras que ele não conseguia entender, mas sim seu tamanho. Na perspectiva dele, a mulher que estava parada ao seu lado, falando uma língua, que ele tem a sensação de ser familiar, mas não se lembra da onde, parecia ser uma gigante. Não havia outras palavras em seu cérebro para descrever tal anormalidade. Ela era simplesmente enorme!

Assustado pelo tamanho da pessoa ao seu lado, João Miguel parou de chorar e ficou encarando a mulher.

- Ora, já parou de chorar Yoshiaki? Queria apenas ver a mamãe? – A mulher Rin, mãe de João Miguel falou enquanto pegava o pequeno bebê de cabelos pretos espetados em seu colo.

Desconhecido para João Miguel, ele estava deitado em um berço de madeira, em uma sala toda decorada, cheia de brinquedos de madeira e objetos que, se ele conseguisse enxergar, acharia estranho. Pois, o que ele ainda não sabia, era que apesar de ter nascido novamente, ele não nasceu em seu planeta de origem. João Miguel estava agora em Rondro. Um planeta pequeno dividido em seis continentes e dois oceanos. Comparado com o tamanho de seu planeta anterior, a Terra, Rondro era consideravelmente menor. Entretanto, havia algo diferente, uma sensação no ar, algo que escorria pela terra, uma fluidez diferente nas águas.

Magia.

Rondro está saturado de magia.

E neste mundo cheio de maravilhas e terrores, estava Yoshiaki, antigamente chamado de João Miguel. Nascido no dia 20 do 43º ano pós Invasão, no vilarejo de Mie, no Reino de Naka.


Notas Finais


Como a história se passa em um universo totalmente novo (criado por mim) levará um pouco de tempo para que a aventura de Yoshiaki realmente comece, pois terei que contextualizar e ambientar alguns pontos chave nos primeiros capítulos. É provável que no capitulo 7 a tão esperada aventura, que todo protagonista tem, comece de verdade.


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