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História Revivendo. - Capítulo 11


Escrita por:


Notas do Autor


Olá, leitores!
Estamos chegando ao fim dessa história <3 tenho um apego muito grande a ela, por mais que lendo atualmente eu perceba algumas coisinhas que não escreveria nos dias de hoje. Mas ela fez parte de um momento meu de muito amadurecimento, tanto pessoal como na escrita, e ela marca um ano muito bom pra mim. Revivendo foi escrita em 2014 mesmo 6 anos mais tarde eu ainda amo os personagens que consegui construir. Acho que foi a primeira fic mais madura que já escrevi e tenho muito orgulho disso.
Teremos, além desse, mais um capítulo e mais o epílogo! Espero que gostem e aproveitem <3
Boa leitura!

Capítulo 11 - The note.


Jorge conseguiu chegar a tempo de visitar Lívia no hospital, poderia ficar por pouco tempo, mas cada segundo valeria a pena.

A Dra. Amélia abriu a porta em que a loira estava internada e deu passagem para Jorge entrar, a mulher saiu e fechou a porta logo após isso.

Lívia estava com uma faixa ao redor da cabeça e com alguns aparelhos medindo sua pressão e batimentos, porém o semblante dela não era de alguém que estava no hospital. Sua pele estava brilhante e parecia porcelana, como sempre, tinha o lábio rosado igual sua bochecha. Respirava profunda e lentamente. Era como se estivesse em um sono muito bom, pois Jorge jurava que tinha um meio sorriso em seu rosto.

Ele se aproximou da maca lentamente e tocou a mão pequena de Liv que reagiu mexendo lentamente os ombros. Jorge se sentou na cama e acariciou o rosto dela, que também provocou reações na garota.

Ficou um bom tempo assim: admirando seu rosto e os pequenos detalhes que a tornavam maravilhosa.

***

- Quantos dedos vê aqui, Lívia? – perguntou Daniel colocando dois dedos na frente da garota que riu.

- Dois? – ela respondeu achando graça em ser atendida pelo seu amigo.

Daniel sorriu também e anotou algumas coisas em sua prancheta. Lívia estava medindo a pressão por uma doutora muito simpática chamada Amélia, que fez vários mimos para ela. Trouxe até um achocolatado das máquinas do hospital para ela não tomar o suco que, segundo a doutora, parecia água.

- Está novinha em folha, hein, Liv?! – perguntou Dan feliz e deu um beijo na testa dela.

- Obrigada por cuidar de mim, Dan! – ela o abraçou.

- Minha obrigação – o moreno piscou para ela. – Agora a Amélia irá terminar de fazer um check up enquanto eu atendo a sala de emergências. Não apronte nada!

Lívia e Amélia ficaram sozinhas. A doutora era sorridente e não parava de puxar assuntos com Lívia, deixando-a mais relaxada. A loira parou para analisa-la: Era nova, em torno de seus trinta anos, tinha cabelo caramelo e usava óculos. Também tinha seu cabelo preso em um rabo de cavalo, deixando-a mais profissional. Liv reparou que Amélia não tirava o sorriso do rosto nenhum segundo, o que deixou a loira bem mais confortável.

- Sabe, Liv... – começou Amélia. – Quer dizer, desculpe, não sei se posso te chamar assim. Ser médica é terrível porque você cria laços afetivos com seus pacientes. – As duas riram e Liv disse que podia chama-la assim. – Então, Liv, ontem um rapaz veio te visitar. Era muito bonito por sinal. Eu fiquei vigiando-o de perto... Mentira, vigiei-o pela janela mesmo. – Isso fez Lívia gargalhar, mas sentiu dor nos pontos perto da barriga e parou, sendo logo revistada pela médica enquanto continuava a falar. – Eu não sabia quem ele era, por isso o vigiei. Só que uma coisa que eu só vejo em casos de pessoas em coma aconteceu com você, amor. O rapaz parou bem na sua frente e ficou te fazendo carinho por, no mínimo, quinze minutos. Conversou com você, pediu desculpas por ser idiota, disse que te amava um zilhão de vezes e no final aconteceu o que mais me intrigou: ele te abraçou. Te abraçou forte. Nada de beijos como a gente vê nos filmes. Apenas um abraço. Olha, Liv, eu não quero me meter nem nada... Mas acho que só por ele ter tomado essa atitude sem ao menos você estar acordada o cara merece uns pontinhos a favor.

Lívia olhou para Amélia com carinho, mas antes precisava de só uma confirmação.

- Qual a cor do cabelo dele?

- Ruivo – Amélia sorriu, fazendo Liv sorrir automaticamente. – Tenho certeza que vocês ainda vão ter uma conversa esclarecendo todos os maus entendidos, linda. Ah, e tome cuidado ao rir porque os pontos não podem ser tirados antes de completarem uma semana da cirurgia, ok? – A doutora deu um beijo na testa de Liv. – Fique bem, mocinha, já já estou de volta para te checar e bater outro papinho.

Lívia sorriu verdadeiramente e antes que Amélia saísse do quarto a chamou.

- Pois não?

- Obrigada, doutora. De verdade! Muito, muito, muito obrigada!

***

- Aquela vadia! – gritou Gina revoltada. – Não vai ficar barato, não vai! Vamos agora desmentir aquela... aquela... Grr!

Todos os membros da família Weasley estavam ao redor da mesa da cozinha d’A Toca.

Ron e Harry estavam quase explodindo de raiva depois de Jorge contar a verdade sobre Angelina. Ninguém se conformava que ela era digna de um plano tão sujo igual aquele.

- Karen, a amiga de Liv, disse que ela não trabalhou sozinha! – Jorge completou. – Porque esses documentos são muito difíceis de ser falsificados.

- Ridícula! – Hermione exclamou alto batendo com força na mesa. – Ninguém tem noção de como Lívia sofreu por causa disso! E agora tudo é uma mentira deslavada daquela desgraçada!

Gui e Fleur se entreolharam assustados com a gravidade da situação. Molly tinha os olhos cheios de lágrima por ter defendido Angelina e ter dado o maior apoio para a garota. Harry, Rony, Hermione e Gina andavam de um lado para o outro conversando entre si e murmurando coisas ofensivas para Angelina.

- Você sabe que precisa resolver urgentemente essa situação, não é, filho? – Arthur colocou a mão no ombro dele. 

***

Lívia recebera várias visitas naquele dia. Todos os seus familiares ficaram quase a tarde inteira conversando com a loira que mal podia ficar quieta de tão feliz estava. E parte dessa felicidade era por Jorge ter feito tudo aquilo que Amélia dissera. Embora ainda estivesse namorando com Angelina e esperando um filho dela, Liv queria dizer que suportaria tudo para ficar com ele. E não seria uma mulher ou uma criança que os separariam ou diminuiriam seus sentimentos um para com o outro.

Sua última visita do dia foi de Karen que a abraçou fortemente. Não queria sair daquele abraço verdadeiro nunca, mas a morena reclamou de dor nas costas o que provocou riso de ambas as partes.

- Você está bem mesmo, meu amor? – Karen perguntou passando a mão pelo cabelo da loira, carinhosamente.

- Claro, chuchu. E você?

A morena mordeu os lábios, apreensiva.

- Sim... Olha, Liv... Eu... Olha, pera. Deixa eu contar desde o início – Karen suspirou. – Preciso te manter a par dos meus sentimentos.

- Ih, lá vem! – brincou Lívia.

- Ih, como está engraçadinha, menina! Comeu palhacitos? – ironizou Karen e revirou os olhos. As duas riram. – Enfim, nessas últimas semanas eu passei muito tempo com o Dan. E você sabe, Liv, eu sempre tive uma queda do penhasco por ele. – A loira balançou a cabeça positivamente. – Bom, eu ando sentindo muitas coisas estranhas quando ele está por perto... Eu sinto minhas mãos suarem! Tanto que ontem ele veio pegar na minha mão e eu tirei minha mão de perto pra ele não sentir o que a presença dele me causava. E... eu acho que ele também está sentindo outras coisas por mim porque...  Ah, porque ontem... Dan estava diferente. Muito mais carinhoso comigo do que normalmente é...

Lívia sorriu e pegou na mão da amiga.

- Só não percebe isso quem não quer, Karen... – a loira começou. – Vocês se amam desde quando ainda brigavam para ver quem conseguia fazer uma pluma flutuar mais alto. E como as plumas saíam do alcance de visão, brigavam mais ainda...

Karen mordeu o lábio novamente e fechou os olhos.

- Mas eu não sei se ele já esqueceu a Paula, Liv! – Karen choramingou.

Ouviu-se então um barulho na porta e as duas se viraram para Daniel, assustadas.

- Sim, Karen. Eu esqueci – ele respondeu.

***

- Precisamos conversar – Jorge disse sério.

- Claro, Jorge – Angelina respondeu sorrindo.

O ruivo deu um passo para frente e entrou na casa da Angelina. Fechou a porta atrás de si e respirou fundo antes começar.

- Eu já sei de tudo, Angelina! – ele exclamou. – Tudo. De toda a sua farsa! Não precisa mais fingir ser alguém que não é por trás desse sorrisinho cínico. Você não está grávida, você não terá um filho meu!

Os olhos da morena se arregalaram e ela abriu a boca várias vezes, mas não foi capaz de pronunciar uma só palavra. O que causou terror nela mesma. Angelina deu alguns passos para trás assustada com o ruivo que tinha os olhos ardendo em raiva.

- Aqui estão seus exames falsificados! – Jorge mostrou os papéis. – Você não tem vergonha nenhuma, não é? Tudo nestes relatórios se contradiz! – Ele se aproximou mais da morena até ficarem cara-a-cara. – Eu poderia te processar! Te colocar em Azkaban por falsificação de documentos, mas não farei isso porque tenho dó de alguém tão infeliz quanto você.

Angelina deu outro passo para trás com os olhos cheios de medo do ruivo e esbarrou na parede gélida que tinha atrás de si.

- Você não entende, Jorge – ela respondeu caindo no choro. – Nem nunca vai entender o que é amar tanto alguém ao ponto de fazer qualquer coisa para essa pessoa. Tente se colocar no meu lugar!

O ruivo fungou tentando se controlar com as falas da morena.

- O amor, Angelina – ele começou –, é pensar em fazer o outro feliz! E não se relacionar com alguém pensando em ser feliz! – Ele se lembrou de Lívia, quem o ensinou aquela frase. – E você nunca entenderá o que é amor. Não mesmo! – Ele começou a sussurrar as palavras bem baixinho: - Nunca mais se meta entre Lívia e eu, ok? Nem pense em me procurar ou qualquer outra coisa que a sua cabeça engenhosa deve estar planejando.

Angelina voltou a chorar compulsivamente e se pendurou no pescoço de Jorge.

- Olha para mim, meu amor! – ela implorou. – Eu te amo! Eu fiz tudo isso por amor! Eu só queria te ter... porque te amo mais do que tudo.

Jorge tirou as mãos de Angelina de seu pescoço com raiva e nojo ao mesmo tempo. Ele não podia acreditar em tudo que estava ouvindo o que o deixou mais nervoso ainda.

- Não encosta em mim, Angelina! – ele quase gritou ao perceber que a morena queria abraça-lo novamente. – Eu só vim fazer este sacrifício de olhar na sua cara porque quero deixar bem claro para nunca mais me procurar ou se meter em minha relação com Lívia. Senão nunca mais ia querer te ver nem pintada de ouro!

Angelina se jogou no chão em prantos, mas Jorge não teve dó. Tinha que ter dó de Liv, de Daniel e dele mesmo. Pois toda a confusão ocorrera por causa de Angelina. Somente por ela.

- A última coisa que eu quero saber é: quem falsificou os exames para você? – perguntou Jorge com total repugnância na voz.

Ela balançou a cabeça em sinal negativo freneticamente e ainda chorando muito. O ruivo então se abaixou e ao olhar nos olhos da morena repetiu a pergunta:

- Quem agiu com você?

Angelina negou novamente.

- Fale logo!

- D-Derek.

- Onde ele mora, Angelina? Desembucha ou eu esqueço da piedade e mando todos os documentos agora para o Ministério!

A morena soluçou e respondeu baixinho o endereço.

O ruivo se levantou rapidamente e jogou as mãos para cima borbulhando de raiva, mas teria que cuidar de Derek mais tarde. Ele deu um último olhar para a garota que estava ainda chorando no chão, recolheu todos os papéis com provas e acusações e saiu da casa da morena sentindo como se tivesse tirando cem quilos de seus ombros.

***

Após o episódio no quarto de hospital de Liv, Karen saiu correndo de lá o mais rápido que podia. Daniel pensou em ir atrás, mas estava em horário de plantão, por isso assim que seu chefe o liberou tratou de apenas tirar o jaleco e aparatar na casa de Karen. Não se importava que ela dividisse a casa, precisava apenas tirar tudo o que sentia de dentro de si.

- Pois não? – uma garota de cabelos azuis perguntou curiosa.

- Karen está?

- Sim... – a garota arqueou as sobrancelhas. – Quem é você? Ela não costuma receber visitas masculinas, como vou ter certeza que não é um maníaco?

Daniel achou graça do que a menina dissera, mas permaneceu sério. Ia responder quando alguém atrás da cabeleira azul disse:

- Pode deixa-lo entrar.

A garota deu de ombros e foi se sentar no sofá, pegou seu livro e rapidamente se distraiu.

- Ahn... Oi, Karen – Dan falou um pouco constrangido.

- Vamos conversar em um lugar mais privado – Karen respondeu guiando o moreno para um corredor até chegar ao quarto da menina.

O quarto de Karen era muito feminino, tinha papel de parede de flores em uma parede e as outras pintadas de um azul bebê. Os móveis eram bem branquinhos e seu quarto, apesar de ter algumas coisas fora do lugar estava organizado.

Karen se apoiou na parede perto da janela e desviou o olhar do moreno.

- O que queria falar? – ela perguntou.

Daniel deu um passo à frente, obrigando Karen a olha-lo.

- Olha, Karen, eu queria dizer muitas coisas para você – ele respondeu. – Mas apenas uma é o suficiente: Eu esqueci Paula, sim. Por sua causa.

Daniel chegou mais perto da morena, colocou seus dois braços apoiados na parede podendo sentir a respiração dela. Karen fechou os olhos sentindo uma felicidade incrível dominando-a por inteiro.

- Sempre será você, Karen – ele sussurrou.

- Por que você ainda está com a sua boca tão longe da minha? – ela perguntou.

Os dois gargalharam e Daniel a pegou pela cintura, rodopiando-a enquanto a beijava lentamente, causando sensações até então desconhecidas pelos dois.

Quando se separaram para respirar, Dan soltou:

- Então quer dizer que não recebe muitas visitas masculinas?

- CALA A BOCA, DANIEL!

Os dois caíram na gargalhada.

***

Lívia estava sozinha no quarto já que os seus familiares precisaram trabalhar, mas só fizeram isso depois de perguntarem oito vezes para Daniel se realmente estava tudo em ótimas condições. Ela se pegou olhando para a cômoda ao seu lado. Ficou curiosa e pegou um papelzinho que estava lá em cima, já estava até um pouco amassado, mas não se importou.

“Eu tive tanto medo de te perder... Melhora logo, tá?”

Ela arregalou os olhos ao constatar que era a caligrafia de Jorge. Seu coração se esquentou e ficou admirando o papel durante um bom tempo.

Porém, alguém abriu a porta e um rapaz de cabelos castanhos adentrou.

A loira estancou de olhos arregalados, não queria ver Derek nunca mais. Todas as vezes que ele aparecia acontecia alguma coisa ruim.

Antes que ela pudesse gritar ou qualquer coisa do gênero Derek ficou de frente para ela e deu um sorriso triste.

- Sai daqui, Derek! – ela exclamou. – Agora. Sai!

- Eu não vou te machucar, Lívia! – ele se defendeu. – Eu juro. Só queria saber como você está. Espera, por que está quase chorando? – Os olhos da loira foram para o pequeno bilhete de Jorge em suas mãos.

Ela engoliu em seco e disse:

- Você já me machucou demais, Derek. Saia!

Ele deu um passo para frente e arrancou o bilhete das mãos de Liv, que então começou a chorar abertamente. Derek, ao terminar de ler, rasgou o papel na frente da menina.

- Eu sempre soube que você mentia para mim dizendo que só estava ajudando-o a superar a “fase ruim” – Derek quase cuspiu as palavras.

- Derek! – Lívia exclamou. – Qual o seu problema? Você me agarrou a força, você provocou meu acidente e o pior, você me traiu! No meu próprio apartamento. Nem sei quem te deixou entrar, porque o Dan nunca permitiria que você cruzasse essa porta.

Derek se aproximou um pouco mais da maca e sussurrou:

- Eu não consigo te esquecer, Liv, nem por um segundo. Eu só fiquei extremamente desnorteado depois do nosso término, depois que você começou a frequentar a casa dos Weasley. Queria a minha Lívia de volta. Eu nunca quis fazer tudo aquilo, foram atos inconsequentes, eu admito. Mas você também tem sua parcela de culpa... Você me garantiu que não sentia nada por aquele ruivo pobre...

A loira sentiu lágrimas invadindo seus olhos. Mágoa, dor, sofrimento. Por que, mesmo passando por tudo aquilo, Derek ainda insistia em procura-la?

Ela começou a ficar nervosa e soluçar compulsivamente, a dor nos pontos voltou, assim como seu ferimento na cabeça recomeçou a latejar.

- Saia já daqui, Derek! Nunca mais me procure! – ela gritou.

- Mas, Liv, você sempre me amou.

- Saia! – ela gritou novamente.

Ela sentiu uma pressão sobre a barriga e uma dor apoderar de seu corpo. Foi nesse exato momento que Amélia abriu a porta e chamou outros médicos para ajudarem a tirar Derek do quarto.

A loira estava chorando de raiva quando levaram Derek para fora do quarto, porém Amélia se deparou com sangue nos lençóis dela.

- Os pontos estouraram – ela anunciou para os médicos que foram socorrer Lívia no mesmo instante depois de expulsarem Derek do hospital.

***

- Foi Derek, Daniel! – Jorge explodiu no consultório do moreno. – Angelina confessou para mim e agora nós precisamos abrir um inquérito em cima dele! Processá-lo e manda-lo para uma prisão, onde possa apodrecer naquele lugar!

Daniel levantou-se com raiva.

- Derek? – ele repetiu. – Aquele desgraçado me paga!

O moreno tirou seu jaleco e jogou em cima de sua mesa. Foi para o banheiro e lavou seu rosto. Ao sair, Daniel explicou resumidamente:

- Hoje esse patife veio fazer uma visita para Lívia! A coitada ficou tão desesperada que os pontos se abriram e tiveram que refazer tudo, além de dar medicamentos em dobro para ela. Lívia está dormindo até agora depois da visita daquele...

Jorge se levantou rapidamente.

- Vamos agora! – o ruivo exclamou alto.

- Droga – praguejou Dan. – Não sei onde ele mora.

- Mas eu sei!

***

- O que querem? – Derek abriu a porta sendo mais cínico do que nunca.

Daniel não aguentou e deu um soco em seu rosto que até tirou o fôlego de Derek.

Jorge sorriu ao vê-lo sem reação.

- Eu vou chamar a polícia! – Derek exclamou. – Quem vocês pensam que são?

- Chame! – gritou Jorge. – E eu aproveito e te denuncio por falsificação de documentos! Te denuncio por abuso!

Derek arregalou os olhos.

- Do que vocês estão falando? Loucos! Isso que vocês são! Totalmente pirados!

Jorge carregou toda sua força no soco que dera na barriga de Derek, que não deixou barato igual fizera com Daniel e acertou outro soco na cara de Jorge. Daniel reagiu rapidamente empurrando Derek com tanta força que caiu no sofá zonzo.

O atingido então teve uma reação mais rápida ainda e pegou sua varinha do bolso fazendo com que Daniel e Jorge fossem lançados para trás com força batendo seus corpos na parede.

Jorge e Daniel não hesitaram em pegar suas varinhas. Uma batalha começou na sala de estar de Derek, e, é claro, Jorge e Daniel estavam em vantagem por serem dois contra um.

Um feitiço atingiu Derek que caiu para trás zonzo. Daniel e Jorge se entreolharam e foram até o rapaz que tinha a visão duplicada.

- Fique longe de nós, ok? – Daniel deu um sorriso irônico.

***

- Você está com a bochecha roxa e me diz que não foi nada? – Karen quase gritou ao vê-lo naquela situação. – O que você aprontou, Daniel? Fale logo senão vou pensar que alguma mulher te deu uma bela mordida!

Daniel riu e se deitou no sofá massageando a bochecha que doía.

- Jorge e eu fomos procurar Derek – o moreno respondeu. – Ele fez uma tentativa frustrada de voltar com a Lívia dentro do hospital! Ridículo! E depois a Liv passou nervoso e os pontos abriram. A única coisa ruim é que Derek é um pouquinho mais forte do que eu pensei. Pega um pouco de gelo para mim, Karen?

Ela sorriu e foi até a cozinha, pegou um pouco de gelo e colocou em um saquinho plástico. Quando estava saindo da cozinha esbarrou em um armário que abriu uma gaveta onde havia vários papéis. Karen achou que eram contas, relatórios e as coisas chatas e burocráticas.

Chegou mais perto do cômodo e viu que lá era o pequeno depósito do passado de Daniel. Havia várias cartas para Paula, várias fotos com Paula assim como bilhetes.

Karen sentiu-se mal por ver aquilo, mas uma coisa agora ficara clara: Ele não a esquecera. Apesar de querer explodir em um choro, controlou-se. Ela não poderia cobrar nada de Dan. Paula e ele namoraram durante dois anos. Ela e Dan namoravam há menos de dois dias.

A morena se esforçou para voltar para sala. Quando chegou Dan pegou o gelo e depositou-o no lugar machucado.

- Preciso ir embora – Karen anunciou. – Depois a gente se fala.

Dan logo mudou seu semblante.

- Por quê?

Karen sentiu-se mal, mas disse:

- Está na hora de você abrir mão do seu passado, Daniel.

E dizendo isso caminhou em direção a porta.

- Como assim, Karen? – Daniel perguntou levantando-se do sofá quase que imediatamente. – O que aconteceu?

A morena conseguiu abrir a porta e passou por ela, mas não pôde continuar seu percurso porque Dan a segurou pelo braço.

- O que aconteceu exatamente?

- Pergunte à primeira gaveta do armário da cozinha.

E dizendo isso se soltou rapidamente de Dan e aparatou. O moreno ficou muito confuso a princípio, mas foi até à cozinha saber o que tanto incomodara Karen.

Ao se deparar com as fotos de Paula e as inúmeras cartas que escrevera para ela no tempo que ficaram separados percebeu que deveria consertar o mal entendido imediatamente.


Notas Finais


Derek não cansa de ser um babaca assediador, gente do céu! Que ranço de um personagem hein? Foi feito para ficar junto com a Angelina! ahahahaha
Já meu lindo Dan saiu da friendzone, mas já se meteu em confusão de novoooo hahahaha
Acho que minha parte favorita é Dan e Jorge dando um pau no Derek. Amo mais que tudo hahahahah definitivamente.
Pelo menos dona Lívia já está segura novamente, mesmo que o bilhete de Jorge tenha sido rasgado. Espero que sua recuperação seja rápida. No próximo capítulo teremos fortes emoções, preparem seus corações!
Até a próxima...
Nox!


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