História Revolta rebelde - interativa - Capítulo 5


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 1.270
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Luta, Romance e Novela, Saga, Universo Alternativo, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oiiiiiiii
Três palavras:
Capítulo. Extra. Hoje.

Capítulo 5 - Papos e babados


Era como se o salão estivesse sido separado do tempo real. Cada hora era um aristocrata discursando sobre a própria opinião. Estavam há duas horas discutindo sobre o assunto, e até agora tinha decidido apenas uma coisa. Mentira não tinham não. Nem um passo foi dado desde o primeiro minuto ali dentro do aposento.

Quem mais falava era o Marquês Lawford e a Condessa Jacques. Eles começaram a se entender em algum espaço de tempo entre o 54º e o 56º minuto. Arthur e Alyssa brincavam de “quem piscar primeiro perde”, se esse é mesmo o nome do jogo. Alan ficou flertando com Aidan, para a surpresa de alguns - que não pensaram no fato de que aqueles eram os únicos homossexuais na sala.

Passou-se três quartos de hora e ainda nada.

- Por que ninguém cala a boca?! - berrou a Rainha, que tentava falar à meia dúzia de minutos. - Enfim, silêncio. Temos que...

Então ela foi interrompida pelas portas se escancarando. Um garoto, com mais ou menos quatorze anos, entrava. Os guardas o haviam levado.

- Meu Rei - disse um dos soldados - peço perdão por interromper a reunião, mas esse pentelho... Ele matou a Anciã.

A Anciã era a antiga Rainha do Reino. Ela não governava, mas era extremamente simbolica no Reino. Todos olharam para o Rei. Era a mãe dele, afinal. Sua decisão.

- Peço desculpas a vocês, por interromper a reunião. Mas temos um execução planejada para o por do Sol.

O olhar do menino tornou-se desespero. Lágrimas cairam com mais densidade por sua face.

- N-não fui eu, M-majestade.

O Rei riu.

- Qualquer um diria isso. Curta suas últimas horas de vida. Nas masmorras.

···

O menino não disse nada enquanto era arrastado. Ele respirou fundo. Aquilo não poderia estar acontecendo... Ele não matou a Anciã... Fora apenas roubar remédio, para sua irmã. Parcialmente, entendia o Rei. Era a mãe dele.

Enquanto era arrastado escada abaixo, pensou na família. Na família que deixaria para trás.

Perdera sua mãe no parto do seu irmão mais novo, o menor de três. A mais velha estava com tumor. Seu pai trabalhava o dia inteiro para sustenta-los. Mas não era o suficiente.

Há alguns anos, começou a roubar. Uma maçã, um pão, um garrafa de leite. Era assim que sobreviviam. Mas a doença da primogênita o fizera ir mais longe. Agora estava ali, e nada adiantava. Pelo menos o caçula teria uma vida um pouco mais cômoda.

Jogaram-o no piso frio da cela. Não fez questão de se levantar.

Após alguns minutos, ouviu o farfalhar de tecido no chão.

- Qual é o seu nome, garoto? - perguntou, então, uma voz suave e feminina.
- João. - disse.
- O que faz aqui, João?
- Me acusaram de matar a Rainha Anciã. Só que ela já estava morta quando eu entrei lá.
- Por que estava lá, João? - a voz parecia gostar de seu nome, já que o dizia tão acolhedoramente.
- Minha irmã. Ela está com tumor.
- Oh. Roubava remédios.
- Sim. 

A voz ficou em silêncio por um tempo.

- Conseguiu?
- O que?
- Os remédios. Conseguiu pegar os remédios?

João pensou um pouco se deveria contar. Mas o que tinha a perder?

- Sim. - disse.
- Que bom.
- Por que? Não adianta mais.
- Claro que adianta. Sabe essa janela, na cela? - ela lhe jogou uma chave de fenda - abra-a no por do Sol. Vai ser a troca de guardas então ninguém vai vê-lo. Encontre a carruagem no rio Branco. Onde você mora?

- Ele falou, com esperança o consumindo.

- Pois bem. Sua família estará na carruagem. Boa sorte.
- Obrigado - e então levantou a cabeça para a pessoa estava o salvando. Só viu o capuz preto como a noite. - Por que está me ajudando?
- Porque é isso que fazemos.
- Quem são vocês?
- Os Rebeldes do Norte, claro. - e saiu dali, logo antes de o menino ouvir os passos de guardas.

Se jogou sobre a chefe de fenda, tampando-a. Sairia dali hoje, e ajudaria outros. Assim como o ajudaram.

Por um mundo melhor, Abençoado pelo Sol. Por terras férteis e por uma nova e agraciada geração.

E assim, ao por do Sol fugiu. Encontrou a irmã e o irmão e o pai. De lá, foram para numa outra cidade, guiados por um cocheiro mascarado. 

···

- Vamos lá, meninas. Quero ouvir tu-do. - disse Helena.

Todas as nobres estavam reunidas no quarto da princesa, discutindo com quem queriam casar. Era a primeira vez que discutiriam aquilo, e, provavelmente, a última,

- Eu quero o Arthur - admitiu Jhennie, rindo - ele é muuuito gato. 

Yunah quase engasgou. Tinha certeza, pelo tempo em que conhecia Arthur, que o príncipe não tinha nenhum interesse pela menina; não por essa, pelo menos.

- Qual é a chance, vocês acham? - perguntou a loira. - de 0 a 5.
- Zero - disse Helena. 
- Se Helena diz... - concordou Verônica. - Então, eu acho que... O Edmundo.
- O ruivinho com músculos? - perguntou Katherine.
- Esse mesmo. Então?
- Três - diz Helena.
- Um - fala Jhennie.
- Cinco - opina Alyssa.
- Cinco também - concorda Yunah.
- Quatro - chuta Katherine.
- Estou com sorte, então. E você, Helena?
- Hummm... Um dos gêmeos...
- Opaaaaa. Oi cunhada - ri Verônica.

Helena esconde o rosto entre as mãos.

- Cinco!
- Três.
- Quatro.
- Quatro.
- Quatro.
- Três. E você Katherine?
- O Tom é bonitinho...
- Cinco!
- Cinco!
- Zero!
- Cinco!
- Um cinco brilhante!
- E você, dona Alyssa - ri Helena, com uma suspeita.
- E-eu? 
- É. Você.
- A Yunah ainda não respondeu!
- Eu não quero ninguém não! Responde você.
- Olha a hora! Temos que jantar! - e correu para o corredor.

A seguraram, e Alyssa suspirou.

- Você vai falar sim! - diz Helena.
-Eu sou obrigada?
- Sim! - disse, meio rude. 
- Então, bem...

E ela correu de novo, com um sorriso maroto no rosto. Como quando era criança e roubava torta na cozinha com um Arthur de dez anos. Essa memória a fez sorrir. Se afastara do menino por seis anos após isso, não eram mais os mesmos. Dessa vez, não conseguiram segura-la.

Só que não estava indo para a sala de jantar.

···

- Hmmm... Acho que nenhuma não. - disse Tomas.

Arthur riu.

- Eu acho que... A Jhennie. Desculpa Alan, mas é. - disse Valentim.
- Relaxa, e vai na fé. Sem machuca-la, sem... - começou o irmão da loira.
- Ok, entendemos. Você Vicente.

-Eu... Então... - gaguejou Vicente.
- Pode falar.

Ele balbulciou algo, antes de respirar fundo e repetir:

- Helena. Não me matem. Não é por ela ser princesa.
- Tudo certo - concordou Arthur, tranquilo. - e você, Edmundo?

Este paralisou.

- Anda, estamos todos falando.
- Verônica.

Silêncio. E então...

- VICENTE VOLTA PRO LUGAR E SE ACALMA.
- Tá...
- Quem mais falta?
- Tom.
- Eu... a Katherine, eu acho.
- É... Arthur, falta você.

Uma batida, frenética, soou à porta

- Sim? - disse Arthur abrindo a porta.

O primeiro movimento da pessoa foi olhar para cima, constrangida com alguns dos homens - sem camisa. Eles haviam acabado de chegar do treino.

-A Helena quer casar com o - uma mão tapou a próxima palavra.

Tomas se levantou. Sua irmã queria casar?! Com quem?!

- Você vai ficar quietinha, meu amor. Desculpem o incomodo, botem as camisas e vamos jantar.


Notas Finais


Quero ouvir os shipps (todos - podem desconsiderar os meus, se preferirem)


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