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História Revolucíon - Capítulo 2


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Notas do Autor


Boa leitura :)

Capítulo 2 - Cidade das luzes


 - Ellie Silva? – A aeromoça perguntou na área de embarque.

Assenti com a cabeça e mostrei minha passagem. Sentei na poltrona e senti meu estômago simplesmente dar um nó, minhas mãos estavam trêmulas e suadas, minha cabeça não parava de tentar criar como o Thiago seria, talvez advogado?, ou médico? Ou melhor ainda, fotógrafo como eu?, eram mil hipóteses e para cada uma delas que eu pensava, eu ficava ainda mais nervosa.

Desembarquei em Paris já se passavam das 22:00, um vento frio fez meu corpo arrepiar e minhas pernas bambearam. Ontem mesmo estava curtindo o calor exagerado do Rio de Janeiro e hoje estou aqui, sentindo o frio parisiense.

Fiz check in no hotel e subi para o meu quarto, reli novamente o papel que continha o endereço de Thiago e uma foto dele ainda criança. Assim que amanhecesse eu iria até lá, sentia que não poderia mais adiar aquilo, precisava de uma vez por todas saber quem era a pessoa que tinha o mesmo sangue que o meu.

Mal mente dormi, assim que o relógio despertou avisando que já eram 7:20, sai da cama em um salto, tomei um banho para ver se aquela angústia ia embora juntamente com a água do chuveiro, não desci para o café, mas mesmo estando a algumas horas sem algo no estômago, ele não reclamou, até porque tínhamos coisas mais importantes para nos preocupar hoje.

Chamei um táxi e rezei para que o mesmo falasse um pingo de inglês ou espanhol, entrei no carro e apenas mostrei o endereço desejado. Durante o caminho consegui por diversas vezes me alto sabotar “e se ele não gostar de mim?”, “e se ele nem quiser olhar na minha cara e me ouvir?”, meu coração acelerava ainda mais com cada situação negativa que eu criava:

- Llegamos señorita! – disse o taxista estacionando em frente a uma incrível casa.

O agradeci pela corrida e sai do carro, olhei para casa de cima a baixo dezenas de vezes, respirei fundo e dei o primeiro passo. Depois de bater algumas vezes pude escutar um “já vai" do interior do imóvel. Me entusiasmei quando vi o português incrível que acabará de ser dito:

- Falei que você poderia entrar direto Ney... opa perdão, bom dia senhorita – um rapaz moreno, de mais ou menos 1,80 de altura disse abrindo a porta.

Fiquei paralisada, se eu pudesse pedir para alguém me beliscar naquele exato momento, eu o faria. Abri e fechei a boca milhares de vezes e apenas consegui dizer:

 - Você é meu irmão.


Notas Finais


...


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