História Revolution - Jeon Jungkook - Capítulo 4


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Bangtan Boys (BTS), Curta, Ex-namorado, Hetero, Hot, Jeon, Jeon Jungkook, Jeongguk, Jungkook, Namjin, O Quarto 115, Romance, Shorts, Shoujo, Você
Visualizações 53
Palavras 4.410
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, LGBT, Literatura Feminina, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Eu sei, devo milhares de desculpas a vocês, mas como eu disse no início da estória, que quero realmente oferecer um bom ou pelo menos agradável e suportável, conteúdo e estou me esforçando pra isso, então perdão, mil perdões.
Desculpa, também, pelas atualizações onde não era capítulo, verdadeiramente.
Bom, estava com tantas em pensamento antes e agora me fugiu, caso lembre direi no próximo.
Ah, e obrigada pelos 76 favoritos e mais de 400 views. Grata, realmente.
Eu toda boba indo “estalkear” cada um que deu coração, sem exceções, sério.
E eu adoro fuçar o perfil de perfil, principalmente se tem estórias postadas, mas então é isso.
Ah, último avisinho, as coisas a partir daqui serão corridas como eu disse anteriormente.
O enredo será corrido por ser em 10 capítulos e vai ter clichê pra caralho.
Bom, se você leu até aqui me diz se está tudo bem ser assim deixando um “🌚”(emoji da lua) nos comentários. Hoihoihoi.

Músicas do capítulo:
I NEED U - BTS
Enemies - Lauv
RED - The Rose
Look What You're Doing To Me - BANKS, Francis and the Lights

B O A L E I T U R A. ❤️

Capítulo 4 - Fuzuê


Fanfic / Fanfiction Revolution - Jeon Jungkook - Capítulo 4 - Fuzuê

Fuzuê.


The Most Beautiful Moment In Life: Young Forever

“Isso vai e volta, por que eu continuo voltando?
Eu vou baixo e baixo, eu sou um completo idiota.
Eu tentei de tudo, mas não consigo ajudar, isto está em meu coração, mente e emoção, mas eu não escuto as minhas palavras.
Murmuro de novo, eu murmuro de novo.
Você não diz nada, eu irei te tratar bem, por favor.
O céu está azul novamente”.
- I NEED U, BTS.


Seoul, Coréia do Sul, 07:24 a.m.

Jeon Jungkook


As têmporas pulsam se igualando a um tambor, a minha cabeça lateja numa' dor quente, ácida e amarga, dói quando tento me mexer na cama, a dor estalecida e seca percorre por entre cada osso do corpo e corrompe cada músculo sensível, queima e condoem-se mais ainda, também, segue até o estômago em uma sensação oca e fervorosa, forço as pálpebras a levantarem, abrirem, mas se fecham imediatamente ao captar a pouca luz que atravessa o cortinado, movimento a cabeça e o atrito com a fronha do travesseiro causa um ruído áspero que retumba na caixa craniana, reverbera passando pelas têmporas e iguala a um carro de som dentre a minha fronte, me enervo e seguro com força, ainda de olhos fechados, a barra do edredom quente que jaz sobre metade do meu corpo e o encubro por completo, dos pés a cabeça, a boca enche com uma substância líquida e de sabor acre que rasga e arde minha garganta quando tento engolir, pois é seco.

Me movimento com pesar na cama macia, meu corpo dói, mas se torna em um fuzuê quando essa angústia chega ao estômago, borbulha, embrulha, enlaça cada milímetro do meu interior, o gosto ruim do álcool e o azedo de outra coisa que não consigo identificar se instala por completo no paladar e o líquido ácido e tórrido percorre do meu interior até a boca, pelo canal digestivo.

Vou vomitar.

Levanto rápido e tropeço quase caindo no tapete de pelúcia negra, mas seguro na poltrona ao lado da cama, aumento a corrida até a porta do banheiro e a maçaneta não obedece quando tento abri-la, então empurro com força e a fechadura stronda alto piorando a sensação, mas abre, corro até o vaso sanitário e destampo, o necessário para que o líquido ácido e amarelado despeje de uma vez só. Deixo o corpo esgotado cair ao lado da privada e puxo o ar e solto com as forças que me sobram, o peito sobe e desce em um ritmo frenético, deito a cabeça para trás e aperto os olhos, e travo a dentição, pois a ímpia dor de antes atinge como um soco, duas vezes pior, o estômago, minhas têmporas e todo dorso.

— Jeon-ssi? - A voz é doce e incomparável, mas mesmo assim é estridente nos tímpanos ainda sensíveis. Balanço a cabeça tentando um raciocínio e espantar essa alucinação tão afável, mas quando abro os olhos devagar ainda a encontro com o semblante corrompido pela preocupação e o corpo em posição de alerta, apoiado pelos braços no arco da porta. 

— Você passou mal? - Ela corre e agacha-se a minha frente tocando minha testa e o pescoço, conferindo minha temperatura, então tenho a certeza que não é uma miragem causada pela ressaca forte que me aflige.

___________ mantém os rosáceos lábios friccionados, mexe a cabeça enquanto examina meu rosto, os olhos foscos pela preocupação aguardam minha resposta, mas eu não consigo formar nada corrente para dizer-lhe, pois tê-la, vê-la mais uma vez assim de tão perto é hipnotizante, me faz lembrar dela me olhando com compaixão ontem, então me lembro. Lembro que ontem a noite o cretino do Hoseok a cercou, lembro que bebi até perder a consciência, lembro vagamente dela me trazendo para casa e eu pedindo que ela ficasse e ela ficou e ainda está aqui, na minha frente, expectando cada centímetro de mim, falando, mas não a ouço, pois estou ocupado demais abobado e perdido em cada milímetro de seu rosto preocupado comigo. Comigo. 

As bochechas rosadas protuberantes e salientes, os lábios castigados pela dentição que aperta sem pena e os olhos negros, negritude que não me arrependeria caso me perdesse dentre ela.

Jeon! - Ela sacode os meus ombros mesmo sem ter força suficiente, apenas me causa um abalo mínimo.

Aigoo… Eu estou a ponto de explodir com tanta dor. Dor em lugares que nem sabia que doía e você ainda faz isso… - Mentira, nada além da minha cabeça dói, mas não perco a oportunidade de provocá-la.

Aish… Seu… - Ela levanta a mão como se fosse me bater, mas não o faz. Solta meus ombros e levanta com o semblante ofendido e bravo. Com um bico. — Só queria te ajudar, idiota.

— Cuidado com as palavras. - Apoio as costas na parede e a mão na borda do vaso, impulsiono o corpo para cima com dificuldade, resultante do cansaço e fico em pé. ___________ mantém-se parada, emburrada, com os braços cruzados e me olha de soslaio batendo o pé no chão em uma mania que sempre teve.

— Vai se ferrar. - Ela sai em passos furiosos pelo portal. Fito o vaso e aperto a descarga com intuito do barulho que ele faz cobrir quando estouro em uma risada afoita.

Ela não mudou nada, continua a garota, agora mulher, geniosa de sempre.

Caminho até a pia e não ouso encarar o espelho, já sei o quanto estou acabado. Lavo as mãos e às seco na toalha pendurada no torno perto do espelho, me aproximo do box de banho e retiro a camisa, a calça junto com a cueca de uma famosa marca, adentro o cubículo e ligo a água quente tomando um banho rápido.

Saio.

Vou ao closet e pego uma cueca box negra junto à calça moletom surrada. Visto. Avanço o quarto ainda com a toalha em mãos e passo pelo cabelo, ultrapasso a porta a caminho da sala e mais uma vez meu estômago embrulha com o cheiro de café forte que serpenteia abruptamente pelo ar junto ao cheiro de legumes cozidos.

Deslizo em direção a cozinha e a encontro, uma ___________ apesar de mais adulta, jovial, esbelta e… e… linda preparando algo a frente do fogão.

— O que está fazendo? - Me aproximo da mesa pequena ao meio da cozinha e assento em uma das banquetas altas.

— Quando tive minha primeira ressaca meu pai ensinou que um café forte e um caldo quente pode ser uma boa solução. - Diz sem me olhar. — E desculpe-me por me intrometer na sua cozinha.

— Tudo bem, mas isso aí não é o que me parece. Isso tá me causando náuseas.

Aigoo… como você é fraco... - Ela vira-se para trás, os olhos me encarando por cima dos ombros, mas estanca, trava. A boca abre e fecha para falar, mas não sai nada, os olhos intercalam entre o meu rosto e o meu torso, as bochechas inflamam, e foi exatamente isso que eu queria provocar. — Você não tem camisa, Jeon?

— Não há nada aqui que você já não tenha visto. - Levanto o canto dos lábios, jogo a toalha sobre o ombro esquerdo e descanso os cotovelos sobre a parte plana da mesa. — E até quando vai continuar me tratando tão formalmente?

— Até quando você parar de falar idiotices, - Ela vira-se novamente na direção do fogão e o desliga, puxa a panela pequena e anda até mim. — Ou seja, nunca. Agora toma isso sem deixar uma gota. - Ela deixa a panela a minha frente.

— E o que acontece se eu deixar uma gota? - Apoio a minha mão por cima da dela na alça da panela, a prendo, ela tenta puxar, morde os lábios e semicerra os olhos, enervada.

Aish… solta, Jeon.

— Apenas se me disser o que acontece se eu não tomar isso tudo.

— Você não é mais um adolescente, sabe que é pra melhorar sua ressaca.

— É um bom palpite, mas fugiu da pergunta, mesmo assim como um bom cavalheiro vou soltar. - Solto, ela puxa e faz uma careta.

— Idiota.

— O que eu disse? Cuidado com as palavras. - Seguro a colher que jaz dentro da panela e a encaro.

— Bobo. Eu deveria ter colocado veneno aí dentro. - Puxa uma banqueta a minha frente e senta-se sem me olhar. Levo um pouco do caldo, relutante, até perto do olfato e farejo, o aroma de legumes corrompe meu estômago que ronca, mas não é fome.

— Tenho medo de você ter colocado.

— Não sou uma traidora. - Engulo o pouco do caldo que já tinha colocado na boca, desce amargo, mas não por estar ruim, pelo contrário, mas pelo o que ela diz ter duplo sentido.

— Eu não quis dizer isso. - Digo baixo colocando mais um pouco do líquido quente na boca.

— Eu sei, desculpa...

— Tudo bem e o caldo está ótimo, apesar, de querer colocar tudo pra fora. - Não precisa de um clima pesado logo agora. Ela me encara séria, mas logo formula um belo sorriso.

Ah, esse sorriso.

— Não vai comer? - Lanço-lhe.

— Não, estou bem. - Ela morde o lábio inferior e os ergue.

— Certeza?

— Sim. - Tombo a cabeça e volto a beber mais do caldo. Escuto a sua respiração pesar fazendo um som sôfrego, típico quando algo a incomoda ou quando quer falar algo.

— Você sabe que não pode beber daquela maneira, então por quê encheu a cara? - Eu sabia. Ela não mudou.

— Tive motivos… - Levo mais do caldo a boca.

— Quais?

— Era melhor beber do que quebrar a cara de alguém.

— De quem?

Aigoo, ___________! Deixa pra lá.

— Tá, tá bom. - Ela gesticula as mãos a frente do corpo. Em um ápice de raciocínio rápido me pergunto porquê dela ainda está aqui e talvez me iludo.

— ___________?

Hum?

— Por que está cuidando de mim? - Não quero ser evasivo ou parecer que estou incomodado com sua presença, pois é totalmente o contrário.

— Sei como fica depois de encher a cara, você nem come, Jeon.

— Estava preocupada, é isso, ___________?

— É Jeon, eu estava preocupada e apenas isso. - Será mesmo? Entro em euforia e até a dor de cabeça some.

— Obrigado, não apenas por isso, mas por ontem à noite também.

— Falando nisso… - Ela tomba o corpo para frente e trêmula os lábios para falar, perpassa uma mão na outra e as deixa sobre a mesa. — O que falou ontem é verdade? Aquilo sobre o seu pai. - Deixo a colher de volta na panela, fecho os olhos e mordo os lábios de baixo, giro a cabeça para o lado evitando encará-la e aspiro o ar com força.

— É. - Miro a atenção a ___________ . Os olhos acendem e brilham, mas em um sentimento inundado em tristeza e penar, abaixa a cabeça por um breve tempo e volta a mim.

— Sinto muito.

— Não sinta, apesar, de estar triste… - Fecho os olhos. Arpiro. Travo. Balanço a cabeça. Sinto dor, mas não física, emocional. — Apesar de sentir sua morte, digo sentindo mágoa e talvez até me arrependa, mas foi melhor…

— Diz isso pela sua mãe? - Balanço a cabeça concordando.

— Ele era um completo monstro quando se tratava dela, ___________…

— Com você também. - Completa.

— Isso não vem ao caso, mas ver minha mãe sofrendo era arrasador.

— Imagino. - A voz é trôpega. Pego o talher novamente e mexo o líquido denso e fumegante dentro da panela.

— Eu soube sobre o seu pai… - Abaixo a cabeça e observo o caldo ondulando enquanto mexo. — Quer falar sobre? - Volto a encará-la.

Ah, Jeon… talvez em outra oportunidade. - Ela mexe-se na cadeira e leva os dedos até a nuca bagunçando alguns fios.

— Vamos ter outra? - Lanço automaticamente e quando dou-me conta, queria imediatamente empurrá-las de volta aos lábios. Foi inocente, mas essa inocência pode mais uma vez afastá-la. Posso parecer um insistente irritante.

Não estrague tudo, Jeongguk.

— Jeon, não… - Ela morde mais uma vez os lábios, puxa o ar e fecha os olhos. — Não vamos… não devemos imaginar... confundir as coisas. - Ela levanta da banqueta e caminha até o arco da porta, divisória com a sala. Afasto a panela até o centro da mesa e a imito, levanto e caminha ao seu encalço.

— Eu sei, ___________, é só que… - Travo. Eu queria dizer-lhe o quanto ainda a quero e que todos esses anos longe foi culpa do meu pai, que eu a amo com todas as minhas forças, apesar de tentar esquecê-la.

Quero dizer que mal consigo respirar se não estiver junto a ela, que eu sou dela, sempre fui.

— Só que?

— Nada… - Um completo covarde, mas eu não posso, se ela voltar, se ela quiser ser minha novamente que seja por vontade própria, não por pena, por compaixão. — Eu queria te pedir desculpas por ontem na obra, eu fui um idiota… - Ela se mantém quieta. — E então?

— Tudo bem. - Ela balança a cabeça consentindo e me encara. — Só peço mais uma vez que deixemos o passado onde ele deve ficar…

— Mas isso não significa que eu esqueci.

— Jeon…

— Só não vou citá-lo, tudo bem?

— Ótimo. - Seus olhos fixam-se atrás, às minhas costas, alargaram-se e rapidamente estreitaram surpresos e inquietos.

— Droga, eu preciso ir. - Desespera a postura olhando o relógio no pulso.

— O que foi?

— Esqueci totalmente, droga. - Seus passos agitam-se até o vestíbulo e alcança a bolsa no tripé ao pé da porta.

— ___________, o que foi? - Peço mais alto, sem uma ação coerente.

— Tenho um compromisso.

— Em um sábado de manhã?

Sim!

Ela se vai deixando a confusão que ela é em mim.

Me deixando uma completa bagunça e fodidamente encantado, como quando a vi pela primeira vez.

Me deixando embebedado, aturdido, afogado no aroma de lavanda silvestre.

Seoul, Coréia do Sul, 2011, 06 de Fevereiro.

Mordendo os lábios, esfregando uma mão na outra, equilibro um pedaço de papel que serpenteia entre os meus dedos com o horário das minhas aulas imprimido, deslizo pelo corredor com assoalho envernizado, branco, até às paredes deixando um aspecto hospitalar, arrumo a mochila de couro preto nas costas, dentro, os cadernos vazios pela metade que eu começara a estudar na universidade em Busan, e solto o ar sôfrego que se mantinha travado nos pulmões antes de entrar no novo campus que antes, em minha mente, se assemelhava a fogueira da inquisição onde todos me julgariam, com algum motivo que o meu inconsciente insiste, mas deixa-me escasso do conhecimento e junto o medo da hostilidade que seria exposto, mas não passara de um medo boboca e no peito a repentina sensação de que o ano em Seoul promete.
Embrenho-me entre os corredores do prédio de arquitetura e design a procura da sala de matemática, viro em uma curvatura no caminho e encontro mais um lance de escadas ladeadas por placas de vidro dando aparência futurista. Reclamo mais uma vez estalando os lábios por não ter aula no prédio novo com escada rolante.

— Aí! - Soa aleatório pela a atmosfera caótica do lugar  abarrotado com os alunos deixando passos apressados na escadaria e repercutindo pelas paredes polidas. — Jeongguk-ah! - A voz é rouca e trôpega, carregada de uma autoconfiança natural e coerciva. Estanco os passos e vislumbro por cima dos ombros.
— Aish… - Ele para um degrau abaixo de onde estou me deixando mais alto que seu porte e impulsiona o torso a frente depositando seu peso nas mãos apoiadas nos joelhos, soltando baforadas de ar, cansado. — Jeongguk-ah, onde estava? Te procurei por todo lugar… Aish…

— Oh, desculpe, Hyung. - Levo a mão até a nuca coçando, deslocado. — Eu estou procurando a sala de matemática.

— Eu disse que seria seu guia aqui em Seoul. - Namjoon-hyung franze a testa frustrado aprumando a postura novamente. — Por que não me procurou?

— Não queria incomodá-lo. - O vento de fim de outono bagunça seus cabelos recém tingidos de uma coloração caramelo.

— Você não me incomoda, bobão. - Seus pés encerram a pequena distância e seus braços traçam meus ombros me mantendo ao seu encalço. Namjoon-hyung me agita, solta uma risada abafadiça que contagia a minha, puxando-me escada acima. — Tem matemática no próximo período? - Ele questiona quando terminamos de subir os degraus. Levanto o papel com o horário até a vista para ter certeza e confirmo.

— Sim. - Observo de soslaio, ele balança a cabeça e sorri.

— Então vamos ter juntos. - Arruma sobre os ombros a única alça da mochila pendente e estufa o peito eufórico mirando o corredor repleto de alunos e portas em vitrais azulados a nossa frente onde alguns, dos mais alunos, se socializam em um amontoado a frente de uma das salas. — Lá está… - Ele aponta o fuzuê. — A sala de matemática.

O burburinho contagiante e extrovertido dos alunos em seus lugares e transitando para dentro da sala rodopiam pelo espaço enquanto o professor não se materializa na sala assemelhada a um auditório, onde as carteiras são grandes mesas estendidas entorno da parede oposta a lousa branca, essa se mantém em uma espécie de palanque no orifício central do local, uma tigela, com grandes janelas de placas de vidro, proporcionando a visão das folhas amareladas e vermelhas da estação das árvores no jardim da universidade.

Meus olhos fixam-se na superfície plana a frente, impaciência florescendo enjoativa, e na base há cravada por algum objeto pontiagudo a frase “Mesmo em um futuro distante, nunca esqueça o você de agora”. Algo bem relativo para estar em meio a um campus repleto de, possíveis, futuros prodígios que podem sim, deixar essa glória corromper o passado que tivera.

— Seminário! Que seminário? - Namjoon-hyung altera a voz rouca, exaspera a cabeça e agita a postura com uma carranca assustada e divertida que toma uma risada minha e dos outros ao redor. — Ya! Ninguém me falou disso. Não riam... - Ele lança a alguns rapazes que entrara a pouco no auditório e mira na minha direção, estressado, instintivamente levo a mão sobre os lábios e gargalho. — Jeongguk-ah, até você? Aish… - Ele arruma-se na cadeira, mantém-se formal no assento e deixa o queixo apoiado nos braços erguidos sobre a sua mesa, incomodado, com as risadinhas paralelas, mas muda o semblante rapidamente e ganha leveza na postura quando mantém o olhar na direção da porta.
O professor? Não, uma garota.

Os cabelos soltos, comprimento um pouco abaixo da orelha, negros, são bagunçados levemente pela brisa do aquecedor, as bochechas salientes e inflamadas junto a o nariz avermelhado como se o tivesse coçado o suficiente para causar, a boca entreaberta e os olhos dispersos e negros como as noites sem lua ou estrelas, mas sem deixar sua beleza singular, varrendo por cada canto da sala, provavelmente a procura de um lugar. Ela para por um instante, seu peito dentro do cashmere preto, desbotado sobe e desce, seu passos movimentam mais uma vez sem abandonar o trabalho de procurar um lugar. Envolta no corpo esbelto, quando ela se aproxima das mesas uma espécie de luz translúcida e dourada adorna, serpenteia, principalmente, no rosto franzino.
É linda. É eufórico apenas seu respirar…

Mas o que é isso, Jeongguk?

— ___________! - Namjoon-hyung vocifera em meio ao fuzuê dos outros alunos e a garota o olha com um sorriso prontamente exposto brincando em seus lábios quando percebe que é o Hyung. Ela agita as pernas e fica nas pontas dos pés acenando para ele. — Olha, aqui tem um lugar! - Ele põe as mãos como se fosse um amplificador ao redor de sua boca e grita tentando sobrepor sua voz em meio às desnecessárias conversas paralelas.
A garota tomba a cabeça em consentimento e sobe devagar os degraus. Serpenteio a atenção dela para a cadeira ao lado de Namjoon-hyung e uma moça de estilo punk jaz ali rabiscando um papel amassado e o lugar que ele citara… ao meu lado.


~~~


Incheon, Coréia do Sul, 00:52 p.m.

Lyang ___________


— Sério, apenas Oh Ji-Nah, para me tirar de casa em um horário desses. - Solto a maçaneta do carro, após ter estacionado no meio fio, e impulsiono a porta de encontro a trava que estala quando fecha. — E ainda depois da noite de ontem…

— Castigo por me deixar esperando por mais de uma hora no aeroporto. - Ela repete o que fizera quando saí do carro.

— Já pedi desculpas, tive um imprevisto… imprevisível. - Fito a bolsinha pendurada ao meu ombro, abro e deixo as chaves dentro após ativar o alarme.

Imprevisto imprevisível? - Ela cessa os passos e descansa as mãos na cintura esguia. Levanta a sobrancelha revelando quanto a revolta por não ter contado a verdade por trás do atraso a consome. — Desculpa tão boa quanto o seu vocabulário.

— Mas estou melhorando… - Lanço-lhe uma piscadela e ela bufa.

— Não vai me falar mesmo? O que tem de tão insano nisso que não pode me falar? - Seu corpo volta a movimentar em direção ao restaurante especializado em frango assado e cerveja, eu acompanho. A ventania provocada por um caminhão que passara na avenida lambe meu corpo, bagunça os cabelos e balança a barra do meu vestido que me esforço para não deixá-lo subir por completo.

— Não é que eu não possa te falar, - Digo, avançando ao seu encalço. — Mas não quero relembrar a mim mesma.

— Foi tão ruim assim?

Ji-Nah! - Solto em advertência. Apesar de ter gostado do que passara com Jeon na noite anterior e a conversa da manhã, eu tento me convencer do contrário, pois aquilo… aquele calor abrasador como o de uma fogueira em combustão está se apossando do meu peito novamente e isso é um traiçoeiro pecado, estaria o cometendo mais uma vez. — Vamos apenas nos divertir ou tentar pelo menos.

— Tá, tá bom. - Alcançamos a entrada do ambiente que exala o odor de gordura, álcool envelhecido e molho apimentado. Ji-Nah abre a porta que aciona o tilintar do sininho pendurado na parte da moldura acima dessa, algumas, outras pessoas, se espalham pela bancada perto de onde os pedidos são trazidos pelos atendentes e outras pelas as mesas ao centro e as junto a parede que ao invés de cadeiras, são sofás verde oliva. — Onde sentamos? - Questiona, observando todo o espaço. Serpenteio cogitando um lugar mais discreto e encontro uma mesa de estofado, vazia, ao fundo, colada a uma parede de vidro, proporcionando, abertamente a visão do trânsito de pessoas e carros nas calçadas e avenida.

— Ali. - Levanto o dedo indicando e ela consente. Ultrapassamos o vestíbulo, seguindo até a mesa e tomamos um lugar, uma frente a outra. Deixo a bolsinha sobre a superfície plana com alguns molhos em uma cestinha devidamente limpa e deixo os cotovelos descansarem sobre, apoiando o queixo nas mãos enlaçadas, já Ji-Nah se mantém inquieta, intercalando de um lado a outro a procura de algum atendente disponível e resmungando o quanto o atendimento é ruim.

Um, então rapaz raspando os trinta anos, se aproxima em um avental da mesma cor do estofado embaixo de mim e curva-se logo perguntando, com um bloquinho de notas em mãos, o nosso pedido. Frango assado ao molho apimentado e duas cervejas artesanais, típico do lugar. Ele cumprimenta mais uma vez antes de sair em direção a cozinha e some ao adentrar uma porta.

— Não acredito que vou sair da dieta… - Ji-Nah reclama soltando baforadas de ar tristonhas.

Oh, por favor, saeng… você está ótima. - Brinco com a bisnaga de ketchup de uma marca famosa. — Capaz de você sumir se continuar com isso. Precisa cuidar da sua saúde, isso sim.

Aigoo… - Ela estala os lábios e exaspera a mão levemente na minha direção. — Unnie, você que é ótima. - Sorri boba pelo elogio.

Oh, você contou hoje que conhecera um rapaz em Hong Kong, - Solto o molho. Encerro os dedos no queixo e volto a juntá-los, com braços esticados, a frente do corpo. — E então como foi? Detalhes… - Ji-Nah alarda um sorriso branco e encantador nos lábios. Solta um suspiro em devaneio.

— Bom, alto, pele levemente dourada, porte esguio e esbelto, - Ela morde os lábios. — Mas bem trabalhado, bem trabalhado mesmo… - Da ênfase. — Sorriso. Ah, aquele sorriso… - Ela tremula a cabeça, aspira e solta o ar, segura o queixo em uma das mãos e os olhos completamente enfeitiçados. — Ah, ele é engenheiro civil aqui, mas diz que não é do tipo que só impõe ordens, diz que adora trabalhar com o cimento, apesar de ter mãos anjo de tão suaves.

Oh, engenheiro… - Seria algum dos em ação no Revolution? — Qual o nome? Quem sabe eu o conheça e posso dar uma de cúpido.

Ah, acredita que eu esqueci…

— Como assim, saeng? - Agito-me. — E o número dele? Você pegou?

— Não, Unnie, eu estava completamente bêbada aquele dia, me lembro dele detalhadamente até da personalidade espontânea, mas a racionalidade sumiu de tal jeito que eu esqueci do seu nome.

Aish… Ji-Nah! Poderia te ajudar, mas desse jeito não dá.

— Eu sei. - Sem perceber, o garçom deixa os pratos e os dois copos com a cerveja amarelo citrino sobre a mesa. — Obrigada! - Ji-Nah vocifera quando ele se vai com a carranca impassível no rosto, ele nem se esforça em pelo menos olhar. — Mal educado. - Ela diz baixo e eu solto, instintivamente, uma risada engasgada, minha amiga também numa afoita.

— Por Deus, Ji-Nah, controle-se.

Assim rumou-se a noite sem luar e estrelas em Incheon. Ji-Nah em meio a sua impulsividade e espontânea persona, soltando um ar encantado pelo rapaz misterioso de vez enquanto e em outros momentos falando idiotices e eu tentando ao máximo manter-me conectada a ela e obrigando a mim mesma a corromper por sua personalidade divertida e confiante na tentativa de esquecer o calafrio abrasivo das lembranças de reencontrá-lo o fuzuê que meus sentimentos se tornaram, mesmo o inconsciente insistindo em... Jeon Jeongguk.

~~~

Continua… 


Notas Finais


Até o próximo. Hihihih

Views em RED do The Rose.
Views em DNA do Bangtan.
Ah, e parabéns pra meu anjo, Demi Lovato e pra o Shawn Mendes que fez esses dias.
Eu sou uma boba apaixonada mesmo.
E logo vem o do Jeon.
E claro, parabéns pra você se estiver comemorando alguma data especial.

Leia também e nos ajude a chegar aos 600 favs, por favor:
https://www.spiritfanfiction.com/historia/o-quarto-115--kim-taehyung-16535955

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JK: https://www.spiritfanfiction.com/historia/hot-escondido--jungkook-16771785

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Até logo. Beijos da Myung.


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