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História Rewriting the Stars - Capítulo 6


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Notas do Autor


Quem tá vivo sempre aparece, não é mesmo? E quem diria, quarentena me deu um "tempinho" de escrever ksksksks Ai gente, eu to de volta e se vocês quiserem, ainda lá pra terça ainda pode ter mais um cap!
Boa leitura, Swens! :3

Capítulo 6 - Seus lábios em meus lábios


Fanfic / Fanfiction Rewriting the Stars - Capítulo 6 - Seus lábios em meus lábios

Aquela seria a primeira festa de Halloween que eles iriam juntos. Talvez não fosse um grande programa em família. Mas pelo menos, tiraria Regina de seus devaneios.

 O salão de festas de Storybrooke nunca esteve tão cheio. Talvez a ideia de “recomeço” não havia afetado apenas os três e sim a cidade toda.

- Eu não acredito que vim para essa festa cheia de adolescentes. – Regina revirava os olhos, abrindo a porta do fusca assim que a xerife e seu filho já tinham saído.

- Não tem adolescentes, Regina.  ... A Ruby, por exemplo, veio.

- Exatamente.

 A morena rebate e ri, vendo o revirar de olhos da loira.

- Cavaleiro reluzente. – Emma chamava o filho que se vira irritado. Aquele apelido era um saco. E para o azar de Henry, já tinha pego. – A sua princesa tá pegando o ponche.

 Com as bochechas enrubescidas e sem admitir que seguiria o conselho da mãe, o garoto segue para dentro, se misturando na multidão e chegando até Morgan.

- Você precisa parar de chamar ele assim. – A morena ria entrando no grande salão junto à Emma.

A mesma somente ria com o comentário. Adorava aporrinhar um pouco o filho. - Eu sei.

 Era impossível não perceber os olhares que se viraram para elas, os murmúrios de pessoas maldosas que afirmavam de pés juntos que Regina nunca havia amado Robin, ou até mesmo os sorrisos de uma parte que nunca foi muito fã da ideia de que ambas eram apenas amigas.

- Emma, eu te avisei que não seria uma boa ideia eu vir...

 A prefeita levantava a cabeça, em sinal de força. Embora realmente o julgamento de todas aquelas pessoas a incomodasse, não seria ela quem iria deixar que a população soubesse disso.

- Vem. – Oferece sua mão para Mills que alternava o olhar entre a mão estendida de Swan e seus olhos que quase não eram vistos em meio ao ambiente escuro do salão. – Vamos pegar um pouco das bebidas e ir para o andar de cima. Deve ter menos pessoas.

  Respirando fundo, a rainha aceita a proposta da amiga, segurando em sua mão.

  Ambas andavam tranquilamente pelo salão de festas, tentando ignorar a descarga de eletricidade que foi percorrendo todo o corpo de ambas, assim que se tocaram, até chegarem à mesa de bebidas.

- Eles estão mesmo servindo cerveja preta em um ambiente com crianças?! – Regina olhava a mesa.

- As fadas olham quem pega... Regina! Tenta relaxar um pouco! – A mesma pega quatro latinhas, entregando duas para a prefeita e subindo as escadas, sabendo que Mills estava logo atrás dela.

- Você tinha razão, aqui está vazio.

- Não disse?

 Tudo bem que Emma contava com algumas pessoas. Porém, a música só acontecia na parte de baixo do prédio, as comidas e bebidas só estavam embaixo, então realmente se alguém quisesse subir para cima, era apenas para sentir a calmaria.

 A calmaria que era sentida por quem pisava o pé na sacada. O vento que batia no rosto, nos cabelos, os sons dos poucos carros que por ali passavam...

 Aquele céu, quase que cheio de estrelas, não parecia nada com um dia de Halloween. Era sereno, admirável, trazia um clima sossegado e romântico para aquela noite.

 - Se sentando na sacada, encostada na parede e com as pernas recolhidas para Regina sentar à sua frente, Emma abria uma latinha. - Você já deve estar cansada de responder, mas...

- Você vai perguntar mesmo assim. – A morena ri junto com a xerife que admite ser isso mesmo.

 Eu vou. – A mesma iria completar sua frase, até ouvir algumas risadas vindas da rua. Risadas conhecidas.

 Regina por sua vez, também sai de seu transe e olha para baixo.

- É... Parece que o Henry anda bem. – Emma ri, olhando para o garoto que permanecia com os lábios colados aos de Morgan.

- Mas... Eu não acredito que...

- Regina, relaxa! Nosso filho está crescendo, só isso. Você também teve uma adolescência. Sabe como é. – Fala bebendo mais um gole de sua primeira latinha.

- Minha adolescência foi um conto de fadas, Swan. Literamente. – A acompanhava, começando sua lata.

- Aah, me perdoe, majestade. Às vezes eu esqueço todo o lance de Rainha Má e Branca de Neve... Floresta Encantada... – A loira revira os olhos, tomando um longo gole do álcool. – Como foi sua adolescência se foi tão diferente da dele?

-Com uma mãe como a minha? Um porre. – Responde bebendo mais um gole daqueles. – E a sua?

- Pulando de casa em casa.

- Swan. – A morena a chama. -O que você ia perguntar?

O tom de Swan se torna calmo, cuidadoso com os sentimentos da amiga. - Como você está?

- Bem. – A morena responde após mais um gole de sua cerveja.

- Bem?...

- Digo, não “bem”. Robin se foi. Mas... – O lugar ficou silencioso. Seria indelicadeza da parte de Regina admitir tal coisa? – Não estou tão mal quanto achei que ficaria.

 A loira piscava tentando acreditar. O namorado de Regina, seu amor verdadeiro, tinha morrido e tudo o que ela tinha para dizer era “Não estou tão mal”?

 - Isso é sério?

-... É. – Ambas param. – Sabe, Emma. Eu acho que está tudo bem eu não ter um “final feliz”.

- Regina, quem disse que você não pode ter um?!

- Aah, Swan. Não me diga que não notou. A Sininho disse, “Robin é seu único final feliz. É sua única chance de ficar bem e ter um casamento.”

- Com todo respeito, Mills. – A xerife se ajeitava no muro. – Eu não me lembro de ter a ouvido falar a palavra “único”. E qual é! Você nunca foi dessas de querer colocar todas as suas chances de ser feliz em cima de um homem e um casamento! Tudo anda bem na medida do possível. Até Roland que achávamos que não voltaria para casa por não podermos mais usar o raio, voltou com a ajuda da Zel!

 A prefeita a escutava, tendo que concordar.

- Regina, você pode me bater, mas... – A loira respira fundo, soltando de uma vez sua pergunta. – Você o amava?

- Swan! É claro que sim!

- Como namorado? – A xerife insistia. - Noivo e marido? – E Regina não respondeu. – Regina...

- Não, Swan. Eu não o amava desse modo. – Sua voz saiu fraca, como se quase não existisse mais. Como admitiu aquilo? Sempre soube que o que sentia por Robin não era forte o bastante, mas dizer aquelas palavras em voz alta... Fazia tudo se tornar real.

- Você sabe que não tem problema nisso, não sabe?

- Como não tem? – A morena se vira colocando a latinha no muro após tomar mais um gole, se levantando enquanto falava com Swan em um tom de voz um pouco mais elevado. – Como?! Se eu não fui capaz de amar a pessoa que deveria ser o homem da minha vida, como você não vê problema nisso?!

- Regina... – A mesma se levanta ficando a frente da rainha. – Uma pessoa me disse uma coisa que você já deve saber muito bem. A magia erra.

- Não pó de fada, Swan.

- Sim, pó de fada, sim. Fala sério! Você vai mesmo deixar que a magia dite o seu destino? Dite quem você deve ou não amar?

 O silêncio se formou novamente. Havia dor nas palavras da Salvadora. Dor pelo tempo que foi perdido em sua vida, tentando insistir em um amor que já não existia mais. E que talvez, pensando bem em toda aquela situação que tinha se metido, nunca tenha existido.

- Você se refere ao Gancho.

...

- Também. – Responde calma novamente. Voltando a se sentar com uma longa respiração.

- Emma, por quê? – A morena olha para a amiga, sentando-se. A xerife lhe olha, desviando o olhar do céu. – Você não se separou do Gancho por um feitiço que deu errado.

- Fala sério, Regina. – A mesma ri de nervosismo. – Eu e Killian não fomos “feitos um para o outro”. E eu tive que aceitar isso.

- Você finalmente percebeu, não foi?

- Perceber? – Questiona em mais um gole.

- Você era demais para o Gancho. Ele não te merecia.

 A loira engasga, a encarando. – Você só faltava me falar agora que pensou jogar praga no nosso relacionamento, Regina!

 Ambas riem do comentário. – Vamos lá, Emma. Eu nunca vi ele te tratar como você merecia. Com o amor que merecia.

 A Salvadora não podia acreditar no que estava escutando.  Seu coração, antes já confuso, agora tinha se desligado totalmente da razão.

 Por muito tempo, Emma negou para si mesma o que sentia e enquanto estivesse em um relacionamento com Gancho, pensava, não tinha problema. Afinal, ela não iria terminar com ele por Regina. Mas de um modo talvez inconsciente, aquilo aconteceu.  Não era feliz com ele. Não tinham motivo algum para ficarem juntos, afinal era um relacionamento de fachada, embora ele não gostasse da ideia. Mas saber que Regina também não gostava nem um pouco do relacionamento de ambos, mexeu mais com Swan do que ela pensava que poderia.

 Fazia anos que ambas dançavam entre relacionamentos. Emma com Gancho, Regina tentando ter algo com Robin, até que finalmente, elas se viram solteiras de novo. E o que poderia acontecer ali, assustava Emma.

- Eu só não quero falar sobre isso. – A loira corta o assunto. Ato inesperado por Regina.

- Tudo bem. Eu também não quero falar sobre Robin, mas desde que chegamos, é a única coisa que falamos.

- Regina...

- Tudo bem, Emma. Não dá para evitar. Em todos os lados, só se falam nisso. Como se eu não fosse mais prefeita e sim, só a viúva de Robin Hood.

- Você sabe que isso não é verdade.

- Não?! Então por que quando entramos, aqueles olhares nos julgavam? Me julgavam?

 Emma precisava admitir. Regina e Robin eram o assunto da cidade. E por um impulso, talvez de preocupação, de carinho, aquelas palavras presas na garganta saíram.

- Porque essas pessoas são idiotas, Regina. São invejosas, mesmo vindas de contos de fadas. E invejam as chances que você teve, a vida que conseguiu ter mesmo com seu péssimo passado com todo o reino. Eu sinceramente acho que você ainda tem uma coisa dentro de você da Regina que eu conheci, que é não se importar com o que os outros dizem. Então por que raios tem que começar a se importar justo agora?! – O silêncio reinou. A morena só a ouvia. Então a xerife se acalma, abaixa sua voz, e com um toque suave na mão da prefeita, continua. – Regina, nós que nos importamos com você, queremos te ver bem. Não se importe com o que eles pensam e sim com o que nós, as pessoas que te amam, pensamos.

 E sem se importar se acabou de dizer que amava a rainha, a Salvadora se aproximava inconscientemente da mesma, com seus olhos fixados nos dela, que brilhavam refletindo as estrelas, sente aquela corrente elétrica passear por seu corpo.

 Regina por sua vez, ainda era confusa com seus sentimentos. E sentir aquele toque, aquela conexão, lhe fez desenterrar um carinho, talvez um amor, que há muito tempo havia tentado ignorar. Mas o que sentia por Emma, era mais forte que ela. Era mais forte que qualquer julgamento vindo de Storybrooke. Era mais forte que elas.

 Seu corpo treme ao sentir a aproximação. Seus rostos lentamente iam se aproximando como dois ímãs. E antes que pudessem sequer pensar no que estavam fazendo, aqueles doces lábios de Swan, estavam colados aos seus.



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