1. Spirit Fanfics >
  2. Rex Lapis; Zhongli >
  3. 1: Sobre dinheiro e tabuleiros

História Rex Lapis; Zhongli - Capítulo 2


Escrita por: mtsuya

Notas do Autor


📍tw: Assassinato

Bom dia a todos, não tenho muito o que acrescentar aqui porém queria me desculpar desde já, pelos possíveis erros de ortografia.

O capítulo foi revisado porém sempre fica algo para trás, me perdoem por esse pequeno erro da minha parte. Boa leitura a todos:)

((o início desse capítulo foi inspirado em "declinios de um homem" do Dazai Osamu))

Capítulo 2 - 1: Sobre dinheiro e tabuleiros


Fanfic / Fanfiction Rex Lapis; Zhongli - Capítulo 2 - 1: Sobre dinheiro e tabuleiros

Foram me enviadas três fotografias em formato antigo, todas elas com o que me pareceu ser a mesma pessoa.

A primeira, um garotinho com roupas sociais e expressão indiferente, ao lado dele estava uma bela dama sentada em uma cadeira antiga. Ela segurava em suas mãos cobertas com luvas de ceda, uma xícara de porcelana com alça banhada em ouro e detalhes floridos— por sinal muito bem esculpidos.

Todas as roupas de época, assim como a classe.

A segunda, um rapaz adolescente com terno justo e cabelos escuros que vinham até seu ombro, nesta imagem ele parecia contente e satisfeito, já que em seus lábios era moldado um sorriso pequeno, mas muito sincero. Assim como antes, o rapaz também era acompanhado de uma dama, agora com sua mesma idade, mas não menos bela que a anterior. Ela tinha cabelos longos e usava um vestido longo bordado com rendas e muitos babados, as mangas eram bufantes e possuíam detalhes em renda também. Ela estava sentada na mesma cadeira que a foto anterior, sua postura era impecável e em meio aos seus longos fios, havia uma presilha dourada no formato de um pássaro, provavelmente fazia a volta em sua orelha. O rapaz mencionado estava atrás dela, suas mãos também cobertas com luvas, agora de couro, repousando respeitosamente sobre os ombros da garota. Ambos estavam sorrindo.

E a terceira, um homem adulto de aparência invejável. Ele trajava uma camiseta branca de botões e um sobretudo preto com detalhes em dourado. A roupa realçara bem seus ombros largos e aparentemente bem definidos, assim como seu tronco. Ele tinha uma expressão séria ao mesmo tempo que entristecida, olhos penetrantes, porém vazios. E por fim, ele estava sentado em frente a uma mesa branca com uma xícara de chá e um bule em sua frente. Desta vez, estava sozinho e sem traços de felicidade em seu rosto.

Todavia, um detalhe intrigante naquele homem, fora sua personalidade, sem dúvidas era seu cabelo. Vendo aquelas fotografias pude perceber que a família no qual aquele homem pertencia apreciava muito a cor dourada, mas não esperava que fosse tanto. A parte de cima dos cabelos era curta e bem comum entre a maioria dos homens, porém a parte de baixo era presa em um rabo de cavalo longo e fino. E para finalizar, as pontas do cabelo também tinham a coloração dourada.

Após analizar tudo com calma e precisão, deixei com que um suspiro pesado e cansado saísse livremente de meus pulmões, bloqueando a tela do telefone e o colocando de volta no bolso de meu sobretudo cor vinho.

Endireitei minha postura e dei meus primeiros passos em direção aquela rua deserta no qual me localizava. O céu acinzentado acima da cidade deixava claro que uma chuva se aproximava, assim como a umidade e o abafamento. Sem dúvidas, um clima péssimo para se fazer uma investigação.

— Precisa de ajuda garotinha?— Uma voz masculina se fez presenta atrás de mim, a frase veio acompanhada de risos nojentos no qual infelizmente conhecia muito bem.

— Não, eu sei me virar.— Respondi em tom seco, sem me dar o trabalho de encarar o homem que seguia atrás de mim. Provavelmente com um sorriso asqueroso em seus lábios.

— Você me parece perdida. Vamos, eu te ajudo, não seja tão difícil. — Após o escutar, parei de andar e me mantive imóvel, apenas escutando seus passos ficarem mais próximos de mim do que deveriam. — Isso, vamos lá.— Ele finalizou, levantando sua mão e tocando meu pulso de forma lenta.

Porém, não demorou para que um som de disparo ecoasse pelas paredes daquele beco em que havia me metido.

— Escute quando uma mulher diz que não. Seu verme. — Eu respondi devolvendo meu revolver até o suporte em minha cintura. Segundos depois meu sobretudo voltou a cobri-lo.

Quando finalmente encarei— de forma indiferente— o homem, agora morto, notei um detalhe peculiar em seu pescoço. Era uma tatuagem de dragão feita com tinta vermelha, bem chamativa por sinal. Sem hesitar, me aproximei diante do corpo sem vida daquele ser indesejado, me abaixando na altura do mesmo e analisando com calma o desenho feito sobre a pele. De alguma forma, senti que aquilo em algum momento me serviria de algo, o que me fez retirar o telefone do bolso mais uma vez e registrar, logo em seguida o guardando novamente.

Espero que pague por seus pecados, bem longe daqui.— Eu disse por fim, me levantando e deixando para trás com passos lentos o corpo vazio banhado em sangue. Não tinha tempo para ficar escondendo corpos de assediadores no momento.

O barulho dos meus coturnos pretos batendo contra o chão retumbava pelas as paredes daquele beco úmido, em quanto eu apenas seguia meu caminho até a agência de forma paciente. Não tinha com o que me assustar ou preocupar, para mim, era apenas mais um dia comum de trabalho.

*

— O que achou das fotos que mandei? eu sou incrível não é? — Disse o azulado em tom orgulhoso, ele estava sentado em sua cadeira em quanto repousava os pés sobre a mesa de forma desleixada. O cigarro em suas mãos impregnando o hambiente como de costume.

— Me foram úteis. Mas posso dizer que achei algo interessante também. — Proferi me aproximando do mesmo com passos largos.

Com expressão tediosa, arrastei a cadeira que estava centímetros a minha frente e logo de pois me sentei sobre a mesma. Ficando de frente para o suposto comandante.

— Oh, mesmo? mostre-me então.— Disse Kaeya em seu tom galanteador natural. Ele retirou os pés de cima da mesa e endireitou sua postura, puxando sua cadeira mais para frente a aproximando seu corpo da mesa. Seus cotovelos agora se apoiando sobre a madeira escura de uma forma com que as mãos cobrissem o desenho sua boca, deixando um ar de mistério cair sobre o homem.

— Certamente. — Eu disse desbloqueando o celular em minhas mãos, tateando meus dedos sobre a tela e enfim entrando na galeria de fotos do aparelho. Como era o último registro, achar a imagem não fora uma tarefa difícil. — Olhe. — Eu cliquei na foto, usando dois de meus dedos para dar zoom nos traços avermelhados sobre o corpo. Logo, colocando o eletrônico sobre a mesa e o deixando sobre o alcance de Kaeya.

Os olhos penetrantes do outro, assim como eu imaginei, analisavam cautelosamente a fotografia em sua frente.

Quais recursos usou para achar esta pista?— Ele perguntou com um sorriso provocante no canto de seus lábios, seus olhos lentamente se erguendo em direção aos meus.

— Assassinato. — Eu cuspi as palavras de forma seca, deixando claro que não estava ali para brincadeiras infantis da parte de sua parte.

— Você é cruel, [Nome]. — Ele respondeu em meio a um drama falso, eu revirei meus olhos. Porém entendeu o recado, voltando sua atenção para a imagem a sua frente. — Tem alguma ideia do porque isso lhe seria útil?— Ele perguntou. Agora, finalmente parecendo levar a sério.

— Intuição. Achei que você poderia saber de algo. — Respondi em quanto o encarava de forma penetrante e um tanto vazia. Colocando meu cotovelo sobre a mesa e apoiando minha cabeça sobre a minha mão, mais uma vez, deixei com que um suspiro cansado escapasse de meus lábios ressecados.

— Posso investigar para você.— Ele disse de forma simplista, como esperado, deixando o orgulho subir a cabeça. Todavia, estaria mentindo se dissesse que Kaeya não era capaz. 

—Agradeço, ficaria feliz se começasse agora.— Eu disse de forma firme, deixando óbvio para ele que ele não tinha muita escolha. Eu peguei o celular ainda sobre a mesa e o guardei em meu bolso pela milésima vez naquele dia. Logo depois, me levantei de forma discreta e rápida, virando-me de costas e deixando para trás um kaeya intrigado, mas ainda sim com um sorriso questionável nos lábios. Habitual dele. 

"Essa garota não tem jeito". Eu pode ouvi-lo resmungar em tom sarcástico atrás de mim quando já estava prestes a sair pela porta do escritório, deixando com que um sorriso mínimo tomasse conta do canto de meus lábios. A forma com que eu tinha o azulado na palma das mãos era sem dúvidas, impagável e muito satisfatória. 

Sem dizer uma palavra, eu sai pela porta e deixei a sala. Agora, caminhando com minha típica paciência por toda a extensão daquele corredor iluminado por lâmpadas em cores quentes, muito semelhantes a velas. Tendo como destino final, a porta imensa e chamativa no final do corredor.

Quando finalmente cheguei lá, levei minha mão até a maçaneta e calmamente afastei a porta, liberando minha própria passagem.

Sem demora, inalei fundo o cheiro viciante de menta que meu escritório possuía, eu sem dúvidas amava muito esse cheiro. Me refrescava.

Com cuidado, eu fechei a porta atrás de mim e me pus a caminhar pelo lugar, apenas para ver se estava tudo realmente em ordem. Quando parei em frente a janela, retirei meu sobretudo vinho e o deixei sobre a guarda da poltrona ao meu lado. Meus olhos ainda focados de forma fixa e inexpressiva nas gotas de chuva que escorregavam lentamente pela vidraça da janela.

Com os ponteiros do relógio passando tão rápido, nem havia me dado conta quando a imagem daquele dragão vermelho desenhado em tinta vermelha já estava formada em minha mente. Eu tinha certeza que aquilo não era atoa, principalmente quando minha intuição me dizia isso. E minha Intuição nunca erra.

Porém, não tinha tanto tempo livre quanto parecia.

Chaqualhei minha cabeça para os lados de forma leve, espantando os pensamentos que por hora, posso considerar indesejados. Deixei meu sobretudo sobre a poltrona e caminhei em direção a mesa do escritório, arrastando a cadeira antiga de madeira escura com uma almofada vermelha aveludada em seu centro e na parte das costas. Muito bonita por sinal.

Eu me sentei sobre a mesma e a puxei um pouco mais para frente. Abri a gaveta ao meu lado e de lá tirei uma pilha de papéis que a tempos vinha ignorando, e agora, não me resta nada a fazer além de concluir todo meu trabalho acumulado. Claro que eu poderia facilmente pagar alguém para fazer isso por mim, já que dinheiro não é um problema. Todavia, alguns do papéis exigem minha assinatura e autorização para investigar alguns casos, então, a ideia de pagar alguém pode ser facilmente descartada. O que definitivamente não me agrada.

Quando eu abri o caderno cheio de anotações e fotos que deixava no lado esquerdo da mesa, facilitando meu alcance. Folheei as páginas em busca de alguma que estivesse em branco, quando achei, imprimi através do computador e da impressora as fotos que Kaeya havia me enviado, quando prontas, as colei com cola bastão sobre a folha separada no caderno, a baixo de cada uma, escrevi os dados e as suposições que havia feito e coletado.

Assim que fechei o caderno, uma trovoada ecoou sobre as paredes da sala e do prédio. Eu ajeitei minha postura sobre a cadeira e coloquei ambos os cotovelos sobre o espaço livre da mesa em minha frente, de modo que minha boca ficasse atrás de minhas mãos levemente entrelaçadas.

Um sorriso aproveitador tomou conta do canto dos meus lábios assim que eu pensei na quantia de dinheiro que eu poderia receber com esse caso resolvido. 30 milhões? não. Mais, bem mais.

A polícia estava caçando e investigando essa gangue por contra própria a quase dois anos, uma equipe de detetives fora contratada em meio a esse tempo mas ao que aparenta, não conseguiram fazer merda nenhuma, nem mesmo recolher uma pista descente. E agora, tiveram de recorrer em desespero a sua última opção, seu plano B. Que no caso, é basicamente chamar a agência de mondstand inteira.

E eu, sinceramente até fiquei surpresa quando a mestre Jean— Dona e comandante de toda a agência— me entregou o caso inteiro, que nem mesmo o estado foi capaz de resolver nas mãos, afinal, ela sabia meus reais motivos para trabalhar naquele lugar.

Eu nunca tive interesse em resolver problemas ou casos criminais, meus reais interesses eram ficar sentada em um sofá grande, fumando, tomando vinho e escutando música no alto de um apartamento chique. Mas eu não poderia cumprir com esses interesses em quanto estivesse desempregada. O que resultou em aceitar o emprego de detetive e agente secreta assim que me mostraram o salário caso tivesse um bom desempenho e para sorte— ou azar— da minha querida chefe. Eu sempre tenho um bom desempenho quando o valor a ser pago pelo cliente me agrada.

E o fato de Jean me entregar um caso extremamente perigoso e importante para o bem de literalmente toda a cidade onde, muito provavelmente eu morta, só fez sentindo quando ela colocou duas maletas de dinheiro em cima da minha mesa dizendo que era somente o valor a ser pago pela investigação. Meus olhos obviamente se arregalaram no momento em que vi aquilo.

" O estado vai pagar pagar o dobro com o caso concluído, a polícia também, aparentemente. Não precisa dividir se quiser."

Foi o que ela disse antes de sair da minha sala de maneira calma e serena, como se tivesse certeza absoluta do que estava fazendo. E no fundo, tanto eu quanto ela sabiamos que ela tinha.

Agora, Jean, assim como todos da agência sabem que eu vou dar tudo de mim para achar esses caras, nem que eu saia sem os membros do meu corpo. E por mais que eu odeie a frase "É só mostrar uma maleta grande com dinheiro dentro que ela entrega o caso em menos de dia", devo admitir que todos que falam estão mais que certos.

E bem, agora eu vou caçar essa gangue até o inferno. Afinal, não é todo dia que te oferecem 10 milhões, não é mesmo?

"Com essa quantia toda de dinheiro em jogo. Esses caras estão automaticamente no tabuleiro que é meu, e quando o tabuleiro é meu, a vitória é minha também."

[...




Notas Finais


($-$($#)#(-# queimei meus neurônios, o capítulo ta meio chato mas eu juro q demora.

Oi fãs do zhongli cadelem cmg


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...