1. Spirit Fanfics >
  2. Richard Bates. (Segunda Temporada). >
  3. Ameaças.

História Richard Bates. (Segunda Temporada). - Capítulo 6


Escrita por:


Notas do Autor


Oii, Como vão? Estão se cuidando direitinho? Espero que sim. Bem, vim animar a quarentena de vocês com mais um capítulo do nosso ruivo lindo. Espero que gostem e boa leitura.

Capítulo 6 - Ameaças.


Fanfic / Fanfiction Richard Bates. (Segunda Temporada). - Capítulo 6 - Ameaças.

Ana

 

Encarei o Richard que não demonstrava nenhuma preocupação acerca da morte de um dos políticos mais respeitados dos Estados Unidos. Ou o meu marido é louco, ou ele tem muito sangue frio mesmo. Sinceramente, acho que é um pouco dos dois, e devo confessar que eu admiro isso. Seu dom de não deixar se abater é uma arma a seu favor, tenho muito a aprender com ele. Quero ser igual a ele. Meu sorriso se alargou e me aproximei dele que estava com a nossa filha no colo.

— Admiro sua capacidade de chamar um assassinato dessas proporções de coisinha besta, mas gosto do seu estilo, Ric. — Mordi o lábio enquanto segurava o seu olhar. Seu sorriso se alargou.

— Eu sei que você gosta do meu estilo, Gata. Bem, pra mim é uma coisa besta, mas tenho certeza que se houver algum problema, vou conseguir reverter facilmente. Até porque eu sou o chefe da Máfia Russa, e eles não são nada.

Peguei o suco, enchi a mamadeira da Hanna e depois entreguei para ele.

— Dê a mamadeira da Klavdinha. Vou ver o que os gêmeos estão aprontando, eles estão quietos e não gosto nada disso.

Ele pegou a mamadeira das minhas mãos.

— Deixa comigo Gata.

Girei meus calcanhares e saí da cozinha.

 

Richard

 

Segui a Ana com os olhos até ela sair da cozinha. Dei a mamadeira para a minha filha enquanto pensava nos meus compromissos de amanhã. Vou participar de um encontro com alguns empresários da cidade. Devo ficar fora o dia todo e vou ter que deixar a Ana tomando conta da empresa. Eu fico tranquilo quanto a isso, pois sei que minha gata da conta do recado, posso dizer que ela é melhor CEO do que eu. Me recordo de quando ela assumiu a empresa tão genialmente quando eu levei aquele tiro que quase me matou. Puta merda, nem poderia me esquecer desse episódio. Até hoje carrego a enorme cicatriz que se inicia em meu tórax e termina em meu abdômen. Me assustei com o grito da Ana.

— RICHARD!

Arregalei os meus olhos.

— Puta que pariu! — Coloquei a mamadeira da Hanna em cima da mesa e saí com ela em direção ao banheiro onde a Ana estava com os gêmeos. Fiz careta quando vi o Ravi que estava com o cabelo todo picotado e o Rafa estava ao lado com a cara de culpado. A Ana me olhou furiosa.

— Olha só o que o Raphael fez com o cabelo do Ravi, Richard! Eu não estou acreditando.

Encarei o Rafa, ele encolheu os ombros.

— Me desculpe mamãe. O Ravi pediu pra eu cortar o cabelo dele.

Segurei o Riso para não deixar a minha gata ainda mais furiosa.

— Olha, Ana. Não é tão ruim assim. Dá pra consertar. Seria muito pior se fosse no cabelo da gatinha.

Ela estreitou os olhos.

— Ah, mas aí ele ia ganhar uma surra. — Exasperada, ela passou as mãos no rosto. Eu, repreendi o Rafa.

— Oh, furinho no queixo. Não faz tudo que o Ravi te pede não. Você não podia ter cortado o cabelo dele.

Ele me encarou e abaixou a cabeça.

— Desculpe, papai.

Olhei para a Ana que me olhava com o queixo tensionada. Ela está muito puta, velho.

— Tá, só não faça mais isso. — Encarei o Ravi que estava em silêncio. — E você hein? Pra quê você mandou o seu irmão cortar o seu cabelo? Por que não falou comigo?

Ele suspirou.

— A gente estava brincando, pai.

A voz da Ana me chamou atenção.

— E agora? o que vou fazer com o cabelo desse menino? Vou ter que raspar.

O Ravi começou a chorar enquanto o Rafa deu risada.

— Ih, vai ficar careca.

O Ravi, implorou.

— Não mãe. Não quero ficar careca.

A Ana se irritou de vez.

— Cala boca, os dois.

Tentei acalmar a situação.

— Não Gata. Não precisa raspar não. Deixa que vou dar um jeito nisso. — Entreguei minha gatinha para ela e olhei para o Ravi.

— Vem filho. Vem até o quarto do papai que vou dar um jeito nisso.

Ele sorriu, segurou a minha mão e saímos do banheiro em direção ao quarto. Entramos no banheiro do quarto e peguei uma tesoura de dentro do armário.

— Não se mexa, não quero que fique pior do que já está. — Comecei a cortar os cabelos ruivos dele com cuidado, e no fim, até que ficou legal. Coloquei a tesoura em cima da pia e o suspendi para que ele pudesse se ver no espelho.

— Veja, até que ficou legal.

Ele sorriu.

— Ficou sim, pai. Não sabia que você cortava cabelo.

Dei risada.

— Sei fazer tudo, Ravi, sou um gênio, esqueceu?

Dei risada junto com ele. Ouvi a voz da Ana atrás de mim e me virei para ela. Ela fixou os olhos no Ravi e sorriu.

— Uau, não é que você deu um jeito mesmo?

Me aproximei dela com um sorriso nos lábios.

— Não há nada em que eu não dê um jeito, Gata. — Dei um selinho em seus lábios. — Só é ter paciência. Você anda muito nervosa ultimamente, mas eu posso tirar esse estresse. — Dei outro selinho em seus lábios sussurrei. — A noite em nossa cama.

Seu sorriso se alargou e ela também sussurrou.

— Vou adorar que você tire o meu estresse, Richard.

Me afastei dela sorrindo.

— Ah, Gata. Pode deixar...

 

(...)

 

Ana

 

No dia seguinte, cheguei mais tarde na empresa. A Hanna teve uma crise de choro e eu tive que ficar com ela, já o Richard veio mais cedo. Deixamos as crianças na escola e o Jean me trouxe para a empresa. Devo confessar que ser mãe, esposa, empresária e agora, chefe da Máfia não é nada fácil, mas estou me saindo bem. Estava trabalhando em meu computador, quando escutei batidas na porta e logo, a mesma se abriu. Levantei minhas vistas e meu sorriso se alargou ao ver o meu marido que estava parado em minha frente. Nossa, como ele é lindo! Ele fica super sexy com o seu terno escuro alinhado e seus cabelos ruivos que rebeldemente teimam em cair em sua testa. Ele me encarou com um lindo sorriso nos lábios e se aproximou de minha mesa.

— E aí, Gata. Não resisti e vim te ver.

Me levantei, dei a volta na mesa e parei em sua frente. Joguei meus braços ao redor do seu pescoço e dei um selinho.

— Que bom. Você tem tempo para matarmos um pouco essa saudade de maneira mais, digamos..., efetiva?

Ele deu risada e segurou o meu olhar. Encarei a sua linda boca o que me fez encher de tesão.

— Hmmm, bem que eu queria matar a saudade de maneira mais efetiva, Gata, mas infelizmente tenho compromisso agora.

Enruguei o nariz.

— Tsc, eu sei. A tal reunião com os empresários. — Não pude evitar em fazer bico. Ele franziu o cenho.

— Oh meu amor. Não fica bicuda comigo, vai. Também estou louco de vontade de foder gostoso, mas...

O calei com um beijo cheio de desejo. Ele deslizou suas mãos em minhas costas, segurou minha cintura e aprofundou o beijo. Ele colou seu corpo no meu e senti a sua ereção apertar a minha barriga. Ele falou entre os meus lábios.

— Hmmm, Gata. Você..., me enlouquece.

Sorri entre seus lábios. Relutante, ele parou o beijo, mas continuou com suas mãos em minha cintura.

— Prometo que a noite apago o seu fogo, Gata.

Mordi o meu lábio inferior, diante de tal promessa. Mal posso esperar.

— Serão necessárias muitas horas de sexo para apagar o meu fogo, Richard!

Ele deu um sorrisinho safado.

— Pode deixar. Seu desejo é uma ordem, Gata. — Ele tirou uma de suas mãos de minha cintura e olhou em seu relógio. — Realmente tenho que ir, não posso me atrasar.

Assenti com a cabeça. Ele se afastou de mim e saiu da minha sala. Voltei para minha mesa e me sentei diante dela. Tentei me recompor e voltei revisar alguns projetos.

 

***

 

Combinei de almoçar com a Lisa, pois o Syd foi com o Richard para a reunião. Fomos em um restaurante aqui perto da empresa. Já temos o costume de almoçar aqui, pois além de perto do trabalho, a comida é deliciosa. Escolhemos uma mesa bem afastada em um canto do restaurante.  Nos sentamos à mesa, o garçom nos entregou o cardápio e escolhemos os nossos pratos. Lisa me encarou.

— E aí. Como foi a viagem para Las Vegas? Vi no noticiário que o governador de Arkansas morreu. Vocês estavam naquela festa, não foi?

Franzi o cenho. A Lisa é minha amiga, mas quero lhe poupar dos detalhes sujos da Máfia. Ela sabe que o Ric é mafioso, mas não vou lhe contar que vou ajuda-lo a comandar a Máfia Russa. Quero poupá-la e protege-la, além disso, isso é um assunto delicado demais. Nem meu pai sabe disso. Provavelmente ele surtaria.

— Lis, é melhor não comentarmos sobre isso.

Ela ergueu uma sobrancelha e assentiu.

— Ah, entendo, Ana. — Ela deve ter deduzido que o Ric foi o responsável pela morte do David e tratou de mudar de assunto. — E aí, poderíamos marcar para sairmos uma noite dessas. Você e o Richard, eu e o Syd. O que acha?

Meu sorriso se alargou.

— Acho uma ótima ideia. Tenho certeza que o Ric vai gostar também. Preciso relaxar um pouco Lisa. As vezes trabalhar, cuidar dos filhos e marido é um pouco cansativo.

Ela assentiu e levou o garfo a boca.

— Sei como é isso, pois tenho a mesma sensação Ana. Apesar que pra você é ainda mais difícil, eu só tenho um, e você, três.

Dei risada, mas foi de nervoso.

— Quem manda eu ser parideira e o Ric um reprodutor em massa. Sinceramente, as vezes tenho medo de engravidar de novo. Aí sim, ficaria louca de vez!

A Lisa assentiu.

— Realmente isso seria complicado.

 

 

***

 

Voltamos para o escritório logo após o almoço. Eu e a Lisa saímos do elevador e meu queixo foi ao chão quando meus olhos se fixaram em um homem bem arrumado que estava recostado no balcão da recepção da Lisa. Mas..., quem deixou ele entrar? Ele segurou o meu olhar.

— Senhora Bates. Estava esperando por você. Queria falar com o Bates, mas me disseram que ele não está.

A Lisa assumiu o seu posto e me encarou confusa. O Roger Mcfield continuou me encarando. Puta-que-pariu!

— Senhor Mcfield, que surpresa! Venha até o meu escritório, por favor. — Tentei me manter inabalável, pois sei muito bem que era isso que o Richard faria. O Roger me seguiu até a minha sala. Me sentei atrás da minha mesa e ele se sentou a minha frente. Passei a mão em meus cabelos e fiz cara de paisagem.

— Senhor Mcfield. Eu sinto muito pelo o que aconteceu com o seu pai. Fiquei sabendo do que aconteceu pelos jornais. Nossa, que lamentável. Eu sinto muito, de verdade. — Como boa atriz que sou, vou fingir que não sei de nada. Percebi em uma fração de segundos, o ódio se estampar em seu olhar, mas logo ele retomou uma postura de controle.

— Não seja cínica!  Você sabe muito bem que foi o seu marido que foi o responsável pela morte do meu pai.

Meneei a cabeça.

— Não foi não. Tenho certeza que não foi ele. — Disse a ele sarcasticamente. Ele franziu o cenho.

— Olha aqui. Eu sei muito bem que foi ele. Ele foi a última pessoa a sair do escritório do meu pai.

Suspirei alto e o olhei friamente.

— Já disse que não foi ele.

Ele perdeu a paciência.

— Mas, por que diabos você insiste nisso?

Ergui uma sobrancelha e sorri de canto.

— Roger, preste atenção. Lembre-se que EU estou no comando da Máfia Russa junto com o Bates. Então, se eu disse que não foi ele, é porque realmente não foi.

Ele me olhou incrédulo.

— Fala sério. Você acha que isso vai ficar assim?

Entortei a cabeça, o encarei friamente e abri um pouco a gaveta onde estava guardada a minha pistola.

— Sim, vai ficar assim porque eu quero que fique.

— Nunca!

Girei meus olhos.

— Tá, vamos esclarecer algumas coisinhas aqui. Eu e o meu marido, temos o poder em nossas mãos, e vocês não. Devo te lembrar que você é membro da Máfia Russa, assim como sua irmã e o seu pai era. Devo te lembrar também que você deve obediência a mim e ao meu marido, e que se você desertar, sua cabeça irá a prêmio.

Ficou evidente expressão de surpresa. Mas, logo ele voltou a sua frieza natural.

— Pelo jeito você está por dentro do código de conduta. Tenho consciência disso sim. — Seus olhos se fixaram em meu decote, depois, ele voltou a olhar para mim. Tenho certeza que ele não é indiferente a mim. — Mas sei que o governo da China não está feliz com vocês.

Tensionei o meu queixo, mas mantive a frieza. Ele continuou.

— Posso muito bem me aliar a eles para destruir o seu marido e você, se ficarem em meu caminho.

Tá, não esperava por isso, mas mantive a calma. Me recostei na cadeira e sorri.

— É mesmo? Roger, Roger. Acho melhor você não se meter nisso, ou vai acabar tendo o mesmo fim que seu pai, ou pior.

Agora, foi ele quem sorriu.

— Tenho provas contra seu marido, Ana. Aposto que os chineses vão adorar pôr as mãos nelas.

Antes que eu pudesse responder, ele se levantou, girou os calcanhares e saiu da minha sala. O Richard estava em uma reunião importante, não queria incomodá-lo com essa história, então, peguei o meu celular e fiz uma ligação.

— Dimitri, o Roger Mcfield acabou de sair da empresa. Quero que fique de olho nele para mim. Quero saber de cada passo que ele der, até se for ao banheiro. Quero um relatório completo.

— O senhor Bates sabe disso?

Suspirei alto.

— Assim como ele, estou no comando, Dimitri. Faça o que eu digo, ou vai sofrer as consequências.

— Sim senhora.

Encerrei a ligação. Um sorriso se esticou em meus lábios. Me saí muito bem diante dessa situação, melhor do que eu esperava, até. Se esse cara acha que ele vai prejudicar o meu marido, ele está muito enganado, eu não vou deixar, nem que para isso eu mesma tenha que me livrar dele.

Trabalhei até o fim da tarde. O Richard ainda não voltou da reunião, então decidi pegar meus filhos na casa do meu pai e ir direto para casa, mas antes, recebi uma ligação do Dimitri.

— E aí, alguma novidade?

— Sim, mandei um de nossos homens segui-lo e descobrimos que o embaixador da China se reuniu com ele na empresa dos Mcfield aqui em Nova Iorque.

Puta merda, aquele miserável estava falando a verdade. Suspirei alto e bati o salto no chão. Não vou deixar aquele filho da puta prejudicar o meu marido!

— Certo, quero que continuem de olho e me informe tudo o que descobrir.

— Sim senhora.

Encerrei a ligação. Peguei a minha bolsa em cima da mesa e saí do escritório.

 

***

Já faz algum tempo que cheguei em casa. Estava com as crianças na sala de tevê quando a voz do Richard me tirou dos meus pensamentos.

— Olá, meus amores.

As crianças se levantaram sorrindo e se jogaram nos braços do pai. Ele beijou cada um deles e pegou a Hanna em seus braços. Ele se aproximou de mim com um lindo sorriso, se inclinou e beijou os meus lábios. Forcei um sorriso para ele, mas a verdade era que aquela história do Roger estava me preocupando. Ele segurou o meu olhar, e depois franziu o cenho.

— Ih Gata. Que cara é essa? Aconteceu alguma coisa?

Fui tão ingênua em pensar que poderia guardar essa história por muito tempo. O Richard me conhece como a palma da sua mão. Somos um só. Ele sabe quando estou feliz, triste, preocupada. Não adianta eu tentar esconder. Olhei no fundo dos seus olhos.

— Amor, precisamos conversar, mas prefiro que seja quando as crianças estiverem dormindo.

Ele segurou o meu olhar e assentiu em silêncio. Ele sabe que é algo muito importante, e por um momento, um semblante de preocupação se estampou em seu rosto, mas ele logo recuperou sua postura descontraída de sempre.

— Tudo bem, Gata. Vou adorar ter uma conversinha com você debaixo dos lençóis. — Ele sorriu debochadamente. Cruzei os meus braços e girei meus olhos.

— Palhaço.

Ele começou a brincar com a Hanna que não parava de acariciar sua barba.

— Gatinha, Gatinha. Você adora puxar a barba do papai.

Ela sorriu para ele.

— Ric, como foi a reunião?

Ele respondeu sem tirar os olhos da nossa filha.

— Ah, foi muito bem. Consegui fechar um grande projeto de software. Temos muito trabalho para as próximas semanas, Gata.

Passei a mão pelos os meus cabelos e me levantei.

— isso é ótimo, meu amor. Venha, vamos jantar, as crianças já devem estar com fome.

Ele finalmente olhou para mim.

— Ana, você não precisa me esperar para jantar. Não quero que nossos filhos fiquem com fome só porque eu não estou em casa.

Suspirei alto.

— Eles lancharam Richard, e outra. Quero que eles tenham o costume de jantar à mesa com toda a família reunida. Quero dar a eles o que eu nunca tive. — Nossa, fazia tanto tempo que não me lembrava da minha infância no orfanato. Divaguei por um tempo nas minhas memórias tristes, e isso me doeu muito.

— Ana... — A voz do meu marido me trouxe de volta para a realidade. Sorri para ele tentando disfarçar a minha dor, mas foi em vão. Como já disse, o Richard me conhece como a palma de sua mão. Ele me olhou com atenção e depois, acariciou o meu rosto.

— Eu sei o quanto seu passado dói, meu amor. O que posso fazer para tirar essa dor de você?

Segurei a sua mão e acariciei com o meu polegar.

— Você já faz, Ric. Todos os dias você me faz feliz e diminui cada dia mais a minha dor.

Seu sorriso se alargou e ele entrelaçou seus dedos nos meus.

— Vamos jantar como uma família grande e feliz que somos.

Correspondi ao lindo sorriso dele.

— Sim.

Fomos os cinco para a sala de jantar. O Richard se sentou no meio dos gêmeos e eu me sentei de frente para eles com a Hanna em meu colo. Mesmo tendo babás, faço questão de cuidar dos meus filhos quando estou em casa. Então, dei a papinha da Hanna antes de eu começar a comer. O Ric conversou com os gêmeos coisas relativas a escola e ficou muito feliz com o progresso do Rafa relacionados a tecnologia. Ele está participando de um projeto de robótica na escola. É um projeto simples, mas para a idade dele, é algo extraordinário. O professor do Rafa já até conversou com o Richard e falou sobre a genialidade do nosso filho. O Ravi também não ficou atrás, mas o seu forte mesmo é a biologia. Esses garotos vão longe. O Ric me encarou.

— Estava pensando em levar o furinho no queixo para o escritório qualquer dia desses, aposto que ele vai aprender muito.

— Eu acho uma boa ideia, meu amor. — Sorri para ele e voltei a dar a papinha da Hanna. O encontro com o Roger me veio a mente novamente e isso estava me incomodando. Terminamos o jantar e ficamos mais um pouco na sala. O Richard tocou piano com as crianças até umas dez horas. Depois, ele mesmo os colocou para dormir.

Já estava deitada quando o Richard foi para o quarto. Ele me olhou sério.

— Gata, eu sei que o que você quer me contar é importante, mas preciso de um banho primeiro. Tudo bem pra você?

Assenti.

— Claro. Sem problemas.

Ele sorriu e entrou no banheiro. Alguns minutos depois, ele saiu enrolado em uma toalha. Ele deixou a toalha cair no chão e instantaneamente, meus olhos percorreram o seu corpo nu. Senti o desejo crescer dentro de mim. Respirei fundo e tentei me recompor. O Richard deu risada enquanto vestia a sua boxer.

— Eu sei que você estava admirando o meu pau, gata. Fica calma que já, já ele vai estar dentro de você.

Dei outra risada.

— Palhaço!

Ele se juntou a mim na cama e segurou o meu olhar.

— Fala meu amor. O que você queria falar comigo?

Respirei fundo.

— O Roger esteve na empresa hoje.

O rosto do Richard ficou ainda mais sério e a preocupação tomou dele.

— O quê, mas ele te machucou? Ele fez alguma coisa contra você, Ana? Me fala.

— Não, ele não me fez nada. Ele queria te ver, mas como você não estava, ele falou comigo. Ele disse que sabe que foi você quem matou o pai dele, mas eu disse pra ele que não foi.

Ele franziu o cenho e me olhou confuso.

— Como assim você falou que não foi? Ele sabe muito bem que fui eu, Ana.

Girei meus olhos.

— Eu sei, Richard. Mas como Dama do crime, as coisas são o que eu digo que são. Deixei isso bem claro para ele, mas aquele miserável não deixou se abater.

Ele ficou boquiaberta.

— Espere aí..., você está dizendo que ameaçou o Roger, foi isso?

Olhei inocentemente para ele.

— Talvez eu tenha mencionado alguma coisa sim.

Ele deu uma forte risada.

— Queria estar lá para ver. A minha Gata fazendo ameaças. Puta merda. E qual foi a reação dele?

— Ah Richard. Ele sabe que sozinho não pode fazer nada contra nós, mas ele me disse uma coisa que me causou preocupação.

Seu sorriso se desfez.

— O que aquele cuzão disse, Ana?

Segurei o seu olhar.

— Ele me disse que ele está disposto a se unir com o governo chinês contra nós, Richard. E também que ele tem provas contra você.

Richard suspirou alto e falou pensativo.

— Isso deve ser um Blefe.

Meneei a cabeça.

— Não é não, Richard.

Ele tensionou o queixo enquanto me olhava.

— E, posso saber como você tem tanta certeza?

— Porque mandei o Dimitri segui-lo e me manter informada de todos os passos do Roger. Fiquei sabendo que o Roger se reuniu com o embaixador da China hoje a tarde em seu escritório.

O semblante do meu marido era uma mistura de surpresa e admiração ao mesmo tempo.

— Puta que pariu. Nem sei o que dizer. Vou começar dizendo que estou orgulhoso de ti, Gata. Você fez exatamente o que eu faria.

Sorri orgulhosa.

— Sim, dei ordens para o Dimitri continuar o seguindo e me manter informada.

Ele sorriu.

— Isso é ótimo. Bem, aquele filho da puta está armando pra mim, Gata. De qualquer forma, a Máfia Chinesa está ao nosso lado, e vou usar isso ao nosso favor. O governo da China está puto comigo por causa que eu hackeei os seus servidores, mas eles vão se arrepender por mexer nessa história.

Segurei o seu olhar.

— Ric, e se o Roger realmente tiver provas contra você?

Ele meneou a cabeça.

— Ele pode ter o que for, Ana. Eu não posso ser preso. Por outro lado, não quero que informações minhas circulem por aí. Tenho que entrar no escritório do Roger e hackear o sistema. Mas tenho que ver como vou fazer para entrar lá.

 

Continua...

 

 


Notas Finais


Bem meus amores. A Ana está se saindo muito bem como Dama do crime, pois ela teve um ótimo professor. O Richard vai ter que ir até a cova do leão para roubar qualquer prova que o Roger tenha contra ele, e devo dizer que a Ana vai ter participação muito importante nisso.

Dias de postagens: Terça: Richard Bates, Quarta: Loan Huxley, Sexta: O Poderoso CEO. Se não publicar nos dias citados, publicarei no dia seguinte.

Me sigam no Instagram:
https://www.instagram.com/ivananunesfanfics/?hl=pt-br


Minhas Outras histórias:
Link Richard Bates ( Primeira temporada completa): https://www.spiritfanfiction.com/historia/richard-bates-primeira-temporada-completa-16250410
Link O Poderoso CEO: https://www.spiritfanfiction.com/historia/o-poderoso-ceo-18271127
Link Fanfic Loan Huxley: https://www.spiritfanfiction.com/historia/is-it-love-loan-huxley-18629718
Link Fanfic Mark Leviels: https://www.spiritfanfiction.com/historia/is-it-love-mark-leviels-16799227
Link Fanfic Ryan Carter: https://www.spiritfanfiction.com/historia/is-it-love-ryan-carter-16128120
Link Fanfic Jake Stewart: https://www.spiritfanfiction.com/historia/is-it-love-jake-stewart-1580690


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...