História Ride or die - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Blackpink
Personagens Jennie, Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Lisa, Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Bangtan Boys (BTS), Blackpink, Jenlisa, Jikook, Jungkook, Taehyung, Taekook, Yoonmin
Visualizações 3
Palavras 1.709
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, LGBT, Mistério, Suspense, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - 01


[Kim Taehyung]

Manhattan Beach, NYC. 04:38pm.

Fazia caminhada na praia vazia, com call out my name tocando no último volume em meus fones de ouvido. Uma brisa fria batia em meu rosto, fazendo os pelinhos de meu pescoço se arrepiarem. O céu ainda estava completamente escuro e sem estrelas, como já esperado do Brooklyn com toda sua poluição. A música estava alta demais para que eu sequer ouvisse as ondas do mar se quebrando na beirada, embora conseguisse sentir a água gelada nos meus pés, fazendo a areia grudar no meio dos meus dedos, que já se encontravam enrugados e gelados como os pés de um cadáver.

Eu deveria estar dormindo, porque preciso estar às 8am em ponto no hospital. Mas eu não conseguia. Era uma das poucas noites que eu conseguia uma folguinha do hospital e ao invés de descansar, estou passeando na praia de madrugada, o que provavelmente não era uma boa ideia. Vai saber que tipo de maluco tem a essas horas andando por aí. Mas a brisa do mar sempre me acalmou, não há melhor remédio do que observar o oceano, me lembro de ter lido em algum lugar uma vez.

Distraído, acabo pisando em algo pontiagudo que me faz soltar um grito nada másculo de surpresa. Inicialmente imaginei que fosse algum animal marinho, inseto, sei lá. O que por si só já me fez entrar em pânico, levando em conta que morro de medo de qualquer tipo de animal marinho ou coisa parecida.

Mas, levantando o pé - cuidadosamente - consigo ver que havia apenas feito um pequeno furo, onde escorria pequenas gotas de sangue. Vejo, então, um arame. Por que caralhos tem um arame na praia?

E vejo que era só uma parte do arame, já que ele se estendia para trás de uma enorme pedra, onde parecia ter algo flutuando, parecido com cabelo.

E, claro, eu segui o arame. Se eu estivesse em um filme de terror, eu seria o idiota que segue o Satanás perguntando se tem alguém no cômodo. E esse idiota sempre morria. E mesmo mesmo com todas as vozes da minha cabeça gritando que era uma má ideia ver o que tinha atrás da pedra com um alarme soando no fundo, eu fui mesmo assim. 

E eu preferia não o ter feito. Claro.

Demorei alguns segundos, o que pareceu uma eternidade, para processar o que meus olhos viam. Um garoto, não parecia passar da casa dos vinte, cheio de tatuagens por todo o corpo, estava ajoelhado na areia da praia. Com arame em volta de si. Sua camiseta branca estava manchada de sangue e seus machucados que pareciam bem recentes pingavam em vermelho florescente na areia da praia. O olhando assim, eu o daria por morto. Se não fosse por uma coisa: seus olhos. Brilhavam em um azul que eu nunca havia visto antes. Parecia que ele havia colocado uma lente de neon nos olhos, nunca havia visto algo assim. Seus olhos mexiam de um lado para o outro em puro desespero e eu estava paralisado. Como esse garoto estava vivo ainda?

Não conseguia raciocinar sobre o que fazer. Com as mãos tremendo, pego meu celular, discando rapidamente para a emergência.

Consegui ouvir quando a voz do outro lado da linha, de uma mulher, atendeu com o clássico "911, qual sua emergência?"

- E-eu preciso de uma ambulância... - Minha voz soava trêmula. - Em Manhattan Beach, rápido. Ele está muito ferido... Muito.

Não conseguia entender o que a mulher perguntava do outro lado da linha, apenas confirmava quando ela perguntava se eu ainda estava ouvindo. Ouvi quando ela disse que a ambulância estava a caminho e desligou. Fiquei olhando para o garoto, que parecia prestes a desmaiar. O que eu tava fazendo, caralho? Eu sou médico!

- Ei, ei. Não desmaie, ok? Fique comigo. Consegue falar?

Parecia uma pergunta estúpida - e realmente era -, mas quando sua boca se abriu e ele tentou formular algo, mas tudo que saiu foi um chiado doloroso e sangue escorreu pelo canto de seus lábios, o desespero bateu.

- D-dói... - Foi tudo que saiu, antes que ele tivesse uma crise de tosse ainda mais forte, fazendo com que o arame cortasse sua camiseta branca, mostrando sua pele roxa.

Antes que eu pudesse fazer qualquer coisa, consegui ouvir as sirenes da ambulância e logo um monte de médicos estava no local, retirando o arame do garoto, que quase gritava de dor e se engasgava no próprio sangue. E eu não consegui fazer nada, só ficar ali, olhando. Nem mesmo quando os médicos perguntaram se eu estava bem eu consegui responder, apenas assentir. Sinto quando um deles me pega pelo braço e me coloca dentro da ambulância, a luz incomodava meus olhos e minha cabeça girava. Eu poderia vomitar ali mesmo.

O menino agora se encontrava deitado na maca, desmaiado. Tinha soro em suas veias e um tubo de respiração e dois médicos checando seus batimentos cardíacos, tirando sangue e fazendo procedimentos que eu deveria estar ajudando. Mas eu estava em choque, sem conseguir me mover.

- Ei? Consegue me ouvir? - Um dos médicos perguntou, olhando para mim. Assenti com a cabeça, com medo de que se eu abrisse a boca, fosse vomitar todo meu jantar. - Como o encontrou? Você viu alguém com ele?

- Eu pisei no arame e o segui... Não havia mais ninguém lá. Mas os ferimentos parecem recentes para ele estar lá a muito tempo. - Encontrei minha voz e minha consciência foi voltando.

Eu deveria assumir meu lado doutor e deixar o choque de lado, que tipo de médico sou eu?

Me sentindo completamente culpado e uma bosta de doutor, me dou um beliscão no braço. É algo que faço quando entro em choque ou em pânico, para voltar a mim.

Me levanto, ainda sentindo que poderia desmaiar a qualquer momento.

- Eu posso ajudar. Sou médico chefe do The Brooklyn Hospital Center. - Eles me olham surpresos.

- Você é médico?

Começo a pegar as coisas que precisava para checar os batimentos cardíacos e medir sua pressão.

- Sou.

Eles deram de ombros, continuando o que estavam fazendo. Respiro fundo.

The Brooklyn Hospital Center, NYC. 12:45pm.

Eu havia passado a manhã toda em uma cirurgia com o paciente que achei em naquelas circunstâncias de madrugada na praia, estava um caco. Ainda não havia comido e não sentia nem um pouco de fome, meu estômago ainda estava embrulhado.

Eu checava pela terceira vez em vinte minutos como o paciente estava e isso acabou atraindo a atenção de outros médicos.

- Você precisa relaxar, doutor. - Um menino baixinho, com os lábios carnudos e cabelo platinado entrou no quarto com um copo de plástico na mão.

- Desculpe, quem é você? - Estranho, pensava conhecer todos os médicos daqui. - Nunca o vi por aqui.

- Fui transferido de Staten Island esses dias. - Ele deu de ombros. Estranhei, pois os novos médicos sempre são apresentados diretamente a mim. Mas deixei para lá, estava muito esgotado para questionar. - Trouxe esse chá, ajuda a relaxar. Não deve ter sido fácil achar esse garoto naquelas circunstâncias.

Agradeci mentalmente ao garoto, estava precisando mesmo de algo para relaxar. Insistiam para que eu fosse descansar, mas eu não conseguia sair de perto do menino.

Tomo um gole do chá que estava docinho, do jeito que eu gostava. Não pude deixar de dar um sorriso de agradecimento ao garoto, que percebi que ainda não sei o nome, que logo retribuiu com um maior ainda.

- Qual seu nome? - Senti tudo girar e o meu corpo parecia ter virado gelatina

Não senti quando minhas pernas cederam ao peso de meu corpo, apenas quando meu corpo colidiu com o chão.

- Você vai saber, doutor. - Vejo um sorriso frio em seu rosto, diferente dos outros que ele tinha dado até o momento.

20:54pm.

Sentia o vento gelado batendo em minha pele, me fazendo tremer de frio. Minha cabeça doía enquanto tentava me acostumar com a pouca claridade do quarto. Meu corpo todo estava dolorido e demorei um tempo para me situar.

Eu ainda estava no quarto de hospital do menino encontrado na praia, com a diferença que dessa vez eu estava sentado na poltrona ao lado da maca e o menino estava acordado, sentado me encarando em pânico.

- Quem é você? Onde eu 'tô? - Vejo seus dedos batucando em sua perna, como um tique.

- Se acalma, ok? - Me levanto ainda meio tonto, indo até ele checar se estava tudo certo. - Você está no hospital. Te encontrei na praia, não se lembra?

Reparando melhor agora, seus olhos ainda brilhavam naquele azul estranho, como se cada um tivesse uma lâmpada própria. Talvez fosse algum tipo de doença nunca vista antes?

- Não... - Ele responde, relutante.

Mordo o lábio inferior em puro nervosismo.

- E se lembra do seu nome? - Tento deixar minha voz o mais calma possível, para ele não se sentir pressionado.

- Jeon Jungkook. - Ele responde, sem pensar duas vezes. Bom, pelo menos isso. - Você também é um de nós?

- "Um de nós"? - Lhe lancei meu melhor olhar de confusão, porque eu realmente não estava entendendo nada.

- Sim. Seus olhos. - Ele apontou para o espelho que havia do outro lado da parede.

Seguindo o olhar para onde ele apontava, pude ver meus olhos brilhando no mesmo tom de azul que o dele. Meu corpo estremeceu de medo. Que merda estava acontecendo?

- O que isso significa? - Minha voz estava fraca e trêmula e temi que ele não tivesse escutado.

Mas ele pareceu escutar, tanto que baixou a cabeça, parecia estar pensando.

- Eu adoraria saber. - Sua voz tremeu e consegui ver lágrimas se acumularem no canto de seus olhos. - Eu e meu namorado... Ex-namorado, acordamos assim um dia. No dia seguinte, ele estava morto. Uma garotinha o encontrou no quintal de sua casa... - A essa altura as lágrimas já desciam livremente pelo seu rosto. - Ele estava ajoelhado e com arames envolta de si.

Do mesmo jeito que ele estava. Estávamos lidando com um serial killer?

Os olhos azuis tinham algo a ver? É um veneno? Isso significa que eu sou a próxima vítima?


Notas Finais


ok, alguns avisos: não se apeguem a nenhum personagem, não digam que não avisei depois
não esperem que seja tudo romance e as mil maravilhas, pq a fanfic não é sobre isso
não esperem achar um culpado para tudo também e um motivo pra cada ação de cada personagem, as vezes as pessoas são apenas pessoas fazendo merda mesmo

e é isto, espero que gostem


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