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História Ride Or Die - Capítulo 23


Escrita por:


Notas do Autor


Oláaaa pessoas lindas do meu coração! Nem acredito que consegui escrever um capítulo de ontem pra hoje, e me sinto feliz por isso porque, pela primeira vez, me sinto satisfeita com o que escrevi e não to postando toda deprê, to postando feliz auhauhua as doideira

Como sempre, tenho uns recadinhos

Primeiro de tudo, gostaria de saber se o tipo de narrador tem agradado vocês, porque assim... eu acho muito mais fácil narrar em terceira pessoa, porque dessa forma consigo demonstrar o que mais de um personagem está sentindo, mas também acho necessário vocês verem as coisas do ponto de vista da personagem principal que é você, e do Jungkook. Me falem se está bom assim do jeito que tá :)

Segundo, para o primeiro hot, tenho três opções de ponto de vista: o narrador, "você" e o Jungkook, apesar de que o narrador é minha última opção, já que vai ser a primeira vez dela.

Enfim, a opinião de vocês é importante porque vocês fazem parte da história hihi

Leiam as notinhas finais.

Boa leitura <3

Capítulo 23 - Tudo é vazio sem você


Fanfic / Fanfiction Ride Or Die - Capítulo 23 - Tudo é vazio sem você

Narração em primeira pessoa – você

Entreabri os olhos vagarosa e preguiçosamente enquanto tentava me acostumar com a pouca claridade que entrava pela fresta da cortina deixada parcialmente aberta. Ergui os braços para cima e estiquei as pernas para baixo, me espreguicei e retrai no mesmo momento, sentindo o corpo dolorido. Naquela manhã, em especial, eu me sentia extremamente cansada e dolorida.

Após a chegada repentina de Ji-hye e a conversa franca que tivemos sobre eu saber de tudo, somado ao dia naquele beco que Jungkook quase morreu de tanto apanhar e eu fiquei só olhando, decidi que precisava, ao menos, saber me defender e usar uma arma. Portanto, em algumas tardes e quando appa não estava em casa e tendo em vista que omma estava ocupada demais planejando meu aniversário, dispunha de aprendizados com Ji-hye e até mesmo com Namjoon, uma vez que o loiro conhecia de arma e, surpreendentemente, Ji-hye sabia muito bem nocautear uma pessoa, mesmo que essa apresentasse um peso duas ou três vezes mais que ela, porque, assim como vira em Jungkook aquele dia no hospital, a mulher estava utilizava de técnicas e as passava para mim.

A imagem forte que agora eu tinha de Ji-hye impressionava-me e me fazia desejar ser como ela.

Pedi encarecidamente a Namjoon que ele não comentasse nada com meu irmão, pelo menos por enquanto, haja visto que eu não me sentia preparada para deixar que ele soubesse o quanto eu sabia.

No entanto, mesmo sentindo o corpo dolorido pelas incontáveis horas e dias da semana forçando meu físico além do que estava acostumada, levantei e fiz todo aquele processo matinal de sempre, trocando algumas poucas palavras com meus pais no café da manhã e logo não estava mais em casa.

Não via a hora de ganhar o meu próprio carro e não depender dos motoristas de appa, afinal, me incomodava um pouco chegar na escola com motorista. Limitava ainda mais a falsa independência que eu queria sentir. 

Fiquei pronta tão rápido que nem me dei conta o quão cedo cheguei na escola aquela manhã, então, para passar um pouco do tempo, respondi algumas mensagens pendentes e fui caminhando tranquilamente até o meu armário.

Até que paralisei por ver Jungkook ali e constatei que estávamos sozinhos.

Capítulo 21 – flashback – Jk’s pov

Ela digitava rapidamente no celular e mantinha um sorriso no rosto, contudo, o sorriso murchou quando ela ergueu a cabeça a nossos olhares se encontraram. Os olhinhos dela, antes um pouco inchados pelo horário tão cedo, arregalaram-se assim que contemplou minha face, desviando-os rapidamente e ficando de frente para o armário dela, de costas para mim, concedendo-me uma visão privilegiada do seu corpo. Caralho.

Ela era a minha perdição.


Utilizei do restinho de amor próprio que ainda restava em mim para – tentar - agir de forma madura caso precisasse lidar com Jungkook nesse momento, além de engolir minha raiva e tristeza devido a toda tensão que nos envolvia. Principalmente após uma revelação bombástica que fora feita em um dos banheiros femininos da escola e que, em questão de horas, toda a escola já estava sabendo, menos eu, claro. Pelo menos até Lisa e Jennie resolverem compartilhar a bomba comigo e me deixar a par da situação:

Flashback

Por sorte, estava fazendo sol aquele dia e, dessa forma, pudemos aproveitar mais das atividades físicas passadas durante a aula de educação física, e, entende-se com isso que estávamos eu, Jennie e Lisa, praticamente jogadas na extensão do campo verde e gramadinho da escola, tomando um solzinho gostoso nas pernas. No entanto, algo de errado não estava certo, porque as duas me encaravam aflitas e parecia que iam me dar uma notícia de morte.

Resolvi quebrar o silêncio e a tensão pairada no ar:

- Só desembuchem logo. – minha voz soou um pouco mais alta que o normal, pegando as duas no susto e fazendo Jennie dar um pulinho mesmo sentada, arregalando os olhos.
- H-hm, n-não é nada demais, ________-ah. – Lisa gaguejara um pouco para falar, soprando uma risadinha falsa e nada convincente. Apenas revirei os olhos e joguei a cabeça para trás, voltando e olhando para Jennie, uma vez que, como já citado outras vezes, não segurava a linguinha dentro da boca.
- Vai, Jennie, sei que tá doida pra falar. – provoquei e observei minha amiga comprimir os lábios, jogando-se dramaticamente no colo de Lisa, essa que tampou a boca de Jennie com a mão.
- Você ainda tem o coelhinho pra destruir? Porque você vai precis... - a interrompi.
– Eu odeio isso, sabia? Vocês me tratam como se eu fosse uma retardada, uma fraca, como uma criança que não sabe escutar notícias ruim e is...
- Jungkook tá pegando a Hyelim! – afobada e aumentando um pouco o tom de voz, Jennie despejou as palavras assim que levantou do colo de Lisa, atraindo um pouco a atenção das outras alunas em volta de nós.

Senti um nó desconfortável na garganta.

- Aish, Jennie, não sabemos nem se é verdade! E não é assim que dá uma notícia dessa, tem que falar com jeitinho! – Lisa esbravejou, revirando os olhos.
- Amiga, eu falei com jeitinho! A menina tá espalhando que ele fode igual um anim... – percebendo minha cara de espanto e sentindo o beliscão de Lisa em seu braço, Jennie para de falar e me encara, visivelmente arrependida.
– Amiga, é só fofoca de banheiro, não deve ser verdade. – Lisa tentou consertar, aproximando-se de mim e pegando minha mão antes apoiada na grama. Inutilmente porque, por mais que tentasse me controlar, por dentro eu queria chorar e meu desejo assassino queria meter uma bala na fuça de Jungkook por ser o escroto que era.

Apesar dos esforços de Lisa em tentar defender a situação usando a teoria de “fofoca do banheiro é só fofoca”, eu não me permitiria enganar, afinal, com o pouco que conheci de Jungkook, aquilo fazia total sentido, principalmente porque vez ou outra eu via essa tal de Hyelim cercando Jungkook pelos arredores da escola. Não era o primeiro boato que surgia relacionado a isso, contudo, eu estava cega por ele e nunca dei muita importância a isso. Porém, agora tudo fazia sentido e eu me sentia pior que antes.

Porque, independente de nunca termos oficializado nada entre nós, eu me sentia bem e feliz com Jungkook, acreditando que existia um sentimento de reciprocidade, acreditando que existia fidelidade, mesmo que essa nunca fora cobrada. Porque não tinha necessidade.

Eu me entreguei de corpo, alma e coração e Jungkook... nem o seu corpo eu tinha, porque claramente ele se satisfazia com outras.

Subitamente, as imagens de Jungkook beijando outra boca, passeando as mãos por outro corpo, trilhando outro caminho de beijos molhados que não fosse o meu rosto, enfiando-se dentro de outra e gemendo o nome de outra mulher, atingiram-me feito avalanche, rasgando ainda mais meu coração. Era uma dor quase que palpável, e eu não sabia colocar em palavras o desconforto que senti naquele momento, somado ao bolo que se formou em minha garganta, bem como a vontade de chorar que me sufocava, me esganava e me prendia.

- ________-ah? – Lisa chamou-me com cautela, tocando meu ombro. Pisquei os olhos e ergui o olhar para a face consoladora de minha amiga. – está bem?
- Não. – respondi sincera, soprando uma risada amarga. – mas vai ficar. – falei sem convicção alguma.

Flashback off

Eu me sentia totalmente disposta e necessitada a deixar toda essa breve história que vivi com Jungkook enterrado no passado, servindo como experiência e aprendizado. No entanto, ele parecia não colaborar para que eu me recuperasse e desse tempo para meu coração voltasse a normalizar suas batidas, sobretudo cicatrizar as feridas que ele mesmo causou. Porque, mesmo de costas, eu sentia seu olhar sobre mim, bem como a aproximação lenta dele, sobretudo seus passos hesitantes e silenciosos na minha direção.

“Jungkook, por favor, me deixa.”

Minha consciência gritava e meu coração errante implorava.

E tudo piorou quando meu olfato capturou o cheirinho natural que exalava da sua pele.

Até que senti uma mão tocando levemente meu ombro, porém, eu não precisei virar para saber que era ele. Porque sentia sua maldita presença.

Meu coração titubeava dentro do peito e meus olhos ameaçavam marejar. Minha mente, meu corpo, minhas funções vitais não respondiam a minha própria consciência, uma vez que, Jungkook e sua presença hipnotizante pareciam ter o controle de tudo.

O que mais ele tiraria de mim?

Até que, lenta e vagarosamente, engolindo em seco e concentrando-me para fechar a expressão ao olhar para ele, nossos olhares se encontraram. Um choque percorreu todo meu sistema nervoso quando encarei seu rosto tão de perto depois de tanto tempo. As pintinhas dispostas pelo seu corpo me atraíam, bem como a boquinha rosada e carnudinha dele, orquestrando perfeitamente com aqueles malditos olhos castanhos e intensos.

Até que ele resolve quebrar o silêncio, após retirar a mão do meu ombro.

- N-nós descobrimos a-algumas coisas... – o pomo-de-adão subiu e desceu, indicando que ele havia engolido em seco. – m-mas... hm, Jimin p-pode te contar, c-certo? – ele não precisou entrar em detalhes sobre o que estava se referindo, porque eu entendia perfeitamente o que se passava. No entanto, Jimin já havia me deixado a par da situação, bem como das coisas que eles descobriram no apartamento de Jung Hoseok dias atrás. O próprio Jimin afirmou que Jungkook pediu que ele me contasse, entretanto, tendo plena consciência que eu já sabia o que eles descobriram, ainda assim ele estava aqui, parado a minha frente, inventando motivos para falar comigo e me quebrar ainda mais por dentro.

Por Deus, Jungkook, o que mais você quer tirar de mim?

- M-mas... – ele prosseguiu em vista do meu silencio. – já que eu e-estou aqui... p-poderia te contar, ou...
- Jungkook. – o cortei, ainda que hesitante, quase não escutando minha própria voz. – o que você quer? – pedi suplicante, já não aguentando mais prender os sentimentos que tanto maltratavam meu coração, implorando para serem libertos.

Seus olhos vacilaram por um momento, fitando o chão e voltaram-se para meu rosto. Ele suspirou pesadamente, posicionou uma das mãos na cintura e com a outra ajeitou os cabelos, jogando-os para trás.

Desgraçado.

- O-olha... ________-ah. – outro suspiro e um rolar de olhos. – não é verdade, tá bom? – estremeci com a repentina confissão.
- D-do que v-você tá... falando?
- Aish, você sabe... Hyelim e eu n-nunca... n-nós nunca... – suas mãos agora gesticulavam em frente ao seu corpo e ele sem perceber aproximava-se de mim. Enquanto isso eu recuava lentamente, até sentir o encostar singelo das minhas costas contra o armário indicando que não tinha mais como olhar para trás.
- P-porque... aish, Jungkookie, porque está dizendo isso pra mim? – relaxei os ombros ao soltar todo o ar que guardava dentro de mim no momento que vi Jungkook, que, assim como meus sentimentos, estavam presos dentro de mim. Era como se quando eu soltasse o ar, tivesse mesmo de acabar soltando muita coisa além dele.

E eu não estava nem um pouco a fim de me conter. Não mais.

- E-eu só achei necessário, hm... – ele coçou a garganta, visivelmente sem jeito. – v-vir te falar pessoalmente e... sabe? – as íris amendoadas e vacilantes de Jungkook fitam o chão novamente, enquanto coçava nuca com o indicador, deixando sua fala subentendida.
- Não, Jungkook, eu não sei. – respondi firme pela primeira vez, tentando normalizar as batidas descompassadas e retumbantes do meu coração, tomada por uma onda de coragem que surgiu pela onda de sofrimento sequencial que eu vinha guardando nos últimos dias. – eu não preciso que você me dê satisfação e nem quero. Tudo o que eu precisava saber, você deixou claro aquele dia. – disparei a falar e frisei a palavra, deixando claro no meu tom de voz que estava descontente e incomodada com toda aquela situação.

Fiz menção que ia sair, mas Jungkook ergueu um braço no ar e apoiou a mão no armário atrás de mim, impedindo que eu saísse. O ato fez com que nossos rostos aproximassem mais e, consequentemente, nossos olhares se cruzaram ainda mais conectados pela mínima distância. Fitei a boca carnuda e vermelhinha de Jungkook por míseros segundos, lambendo os lábios subitamente e senti o rosto ruborizar por ter me enfraquecido diante dele.

Voltei a encarar suas íris ocas e vazias, sempre escondendo algo, sempre impedindo que eu visse além.

A verdade é que não havia nada ali, não havia nada dentro de Jungkook além de gelo e frieza e, por mais que eu tentasse encontrar resquícios de sentimentos através dos seus olhos, isso nunca seria possível, uma vez que Jungkook não dispunha dos tais sentimentos que eu tanto buscava. Pelo menos não por mim.

- A questão é essa, ________. – ele soou um pouco mais sério, não soando tão vacilante como antes. – e-eu não falei tudo... t-tem... aish, tem muita coisa sobre mim que eu não falei. – ri sarcástica.
- Então porque você não diz, Jungkook? – perguntei retoricamente e soando um tanto mais ríspida, observando ele recuar um pouco e se afastar. – me diz então, quem é você? O que você? – um fio de esperança corria por minhas veias e, nesse momento, a insegurança havia me abandonado, bem como a tristeza e raiva que antes me envolvia.

Porque, apesar de ter sido magoada, a merda da esperança estava ali e, ele só precisava dizer o que eu tanto precisava escutar pra me entregar de vez. 

Meu coração batia descompensando dentro do peito, fazendo possível escuta-lo. Meus olhos fraquejavam, marejados e meu corpo dava claros sinais da falta que seus braços me envolvendo fazia. 

Mas ele ficou em silêncio.

Ele piscou algumas vezes, meneando a cabeça e entreabrindo os lábios, ameaçando dizer algo.

Contudo, ele não disse.

E meu coração vacilou mais uma vez, bem como minhas pálpebras teimosas que não foram capazes de conter uma lágrima solitária que escorria pelo lado direito do meu rosto. 

- Obrigada, é tudo o que eu precisava ouvir. – respondi seca e empurrei seu ombro, abrindo espaço para que eu saísse e desse o fora dali.

No entanto, coincidentemente meu celular tocou ao mesmo tempo que o de Jungkook e eu girei o corpo, semicerrei os olhos para ele, que franziu o cenho ao notar a coincidência. 

Taehyung havia nos enviado uma mensagem pedindo que fossemos o mais rápido possível para o apartamento de Jung Hoseok.

Narrador em terceira pessoa

Para a menina de rostinho angelical, olhar que exalava sua - falsa - inocência e uma expressão fingida de dor, não fora difícil convencer o diretor que estava se sentindo mal, esse que rapidamente a liberou das aulas daquele dia. Enquanto que Jungkook apenas foi prático e objetivo, pulando o muro da escola e, agora com ambos na moto do rapaz, seguiam para a casa de Hoseok. O desconforto da Kim para com Jungkook era nítido, uma vez que seus corpos estavam próximos demais e ela, receosa por não gostar muito de motos e principalmente por encostar em Jungkook sem a mesma intimidade que antes compartilhavam, apertava mais ainda a cintura do rapaz em torno de seus braços, não fazendo ideia da sensação que aquilo causava nele.

A tensão pairava no ar dissipou-se brevemente quando adentraram o apartamento de Hoseok, uma vez que estavam totalmente espantados com o estado do lugar.

O sofá estava virado de cabeça para baixo, a televisão com um enorme trinco no centro, as paredes estavam pichadas com spray, em frases que prometiam morte ou tortura, bem como cacos de vidro espalhados pelo chão.

Logo deram de cara com Jimin e Taehyung tão assustados e confusos quanto eles, diferentemente de Hoseok que andava de um lado para o outro, analisando o estrago e visivelmente puto pela situação.

- Que porra...? – Jungkook murmurou, recebendo a atenção dos três homens que até então não tinham percebido que o “ex-casal” havia chegado. – hyung...
- Caralho, eles vão me matar, eles vão me matar, eles vã... – seu surto fora interrompido por um Taehyung que segurou o segurou com força pelos ombros, entreolharam-se por um segundo até o mais novo o puxou para um abraço.
- Não vão, hyung! Eu não vou deixar! – o Kim prometia com a voz embargada, espantando a _________ e Jimin que, definitivamente, não conheciam esse lado sentimental de Taehyung. – você não vai morrer, hyung, você é nossa família, não vai morrer... – entre sussurros e voz hesitante, ele prometia ainda abraçado a Hoseok, que afagava as costas do garoto e retribuía o abraço.

A verdade é que, por trás dessa máscara despreocupada que Taehyung vestia, ele se importava sim com as pessoas a sua volta, apegando-se rápido e facilmente a elas, ainda que não admitisse nem para si mesmo.

Com os olhos marejados e se solidarizando com a situação de ambos, ________ foi até os dois e envolveu a cintura de Taehyung, abraçando-o pelas costas sobre os olhares curiosos de Jimin e Jungkook. O que fez com que o coração de Jeon apertasse ainda mais, por pensar que deixou escapar tão facilmente uma mulher incrível como aquela, que, assim como seu amigo, também se apegava fácil as pessoas. Desejou muito que fosse ele no lugar de Taehyung.

Ainda analisando aquela cena dos três abraçados alheios a tudo redor, sobre o olhar julgador de Park, ele se recordou de semanas atrás quando ele e ________ tiveram uma conversa aleatória sobre qual animal gostariam de ser e a menina, totalmente confiante, respondeu que gostaria de ser um pássaro para, de alguma forma, se sentir livre. Dois dias mais tarde Jungkook andava pelas ruas de Seul até que passou por uma lojinha e bateu os olhos no que parecia ser o presente perfeito para o aniversário dela.

Contudo, não fazia sentido entregar-lhe o presente já que decidira resistir aos sentimentos, portanto, guardava a caixinha aveludada azul no bolso da calça, prometendo para si mesmo que, caso decidisse entregar em um momento de surto, estaria ali e ele apenas o faria. Sem se importar com as consequências.

Entretanto, algo sempre o fazia recuar e esse se acovardava, novamente.

A verdade é que ela não merecia alguém tão fodido quanto ele. Ela merecia mais.

O rapaz voltou a realidade quando o abraço dos três fora dissipado e agora tentavam decidir o que fazer com aquela situação, uma vez que Hoseok corria perigo eminente, e o tio de Jungkook não podia sequer desconfiar que um de seus homens estava, ainda que indiretamente, contra ele.

- Desculpa, Hoseok oppa, não posso te hospedar em minha casa, appa descobriria e ficaria furioso. – a menina admitiu inocente, fazendo com que Hoseok achasse graça dela o chamando de oppa com tanta naturalidade e intimidade, como se conhecessem a séculos. Disfarçadamente, o homem direcionou seus olhares sugestivos para um de seus dongsaengs, que praticamente babava pela menina. Até o rapaz ruborizar e tossir ao notar que estava sendo observado por seu hyung, cujo fazia uma ideia, ainda que rasa, dos sentimentos que aquele dongsaeng possuía pela menina Kim, e, como já havia afirmado para o menino, estaria ao seu lado independente da decisão que ele tomasse. Só torcia e esperava que ele tomasse uma sábia decisão.
- Hyung, se você ficar lá em casa corre o risco dos caras irem atrás de você lá e... meu tio pode acabar descobrindo. – Jungkook diz e percebe o cenho de Jimin franzir na sua direção. – meu tio não sabe o que somos. – ele mente, parecendo convencer o loiro.
- Eu nem tenho casa. – Taehyung murmura ainda fungando, enxugando as lágrimas do rosto delicado que possuía.

Até todos os olhares se voltam para Jimin, que mantinha as mãos descansadas na cintura e possuía uma expressão inocente no rosto. Até que percebe os olhares sugestivos sobre si e, lentamente, ele arregala os olhos.

- Ah não... não me diga que vocês estão... – o loiro reclama, ainda que no fundo soubesse que ele era a única alternativa. – daqui a pouco minha casa vira pensão, porra... – ele passa a mão pela testa dramaticamente, arrancando gargalhadas dos demais.
- Ou uma casa de fraternidade. – Jungkook completa, arrancando mais risadas e um olhar tedioso de Jimin. Puro charme. No fundo, o loiro adoraria a ideia de ter duas pessoas, ainda que dois mafiosos/traficantes/assassinos, morando com ele, como se fossem seus irmãos, uma vez que o garoto nunca teve a oportunidade de saber o que era ter irmãos.

A verdade é que ele também dispunha de um desejo secreto de ter uma família bem grande, já que durante toda sua vida, sempre fora ele, sua avó e sua tia doidinha, que trouxe ao mundo Min-ji, sua priminha irmã.

- Se vira no quarto de hóspedes com Taehyung! – Jimin declara em derrota, apontando para Hoseok, que sorri como um bobo. A única menina do lugar encara os três bobões, pensando consigo mesma como era difícil acreditar que aqueles três eram realmente gangsters, afinal, a sua perspectiva nesse momento, pareciam jovens normais como todos os outros. E ela se sentia extremamente bem na presença deles, até mesmo daquele que destroçou seu coração.
- Mas Jimine, você tem um sofá-cama no seu quarto e eu pos...
- Não abusa, Taehyung! – o loiro esbraveja, cortando o rapaz de cabelos pretos que gargalhava orgulhoso por, mais uma vez, ter alcançado seu objetivo que era irritar Park Jimin.

Com as decisões devidamente tomadas, _______ pede que Jimin a leve para casa enquanto Taehyung e Jungkook ajudavam Hoseok a pegar as mínimas coisas que haviam sobrado de seu apartamento destruído.

A menina e Jungkook trocam olhares pesarosos e entristecidos, antes dela sumir completamente com Jimin, deixando o apartamento. De repente, este ficara mais solitário e frio sem a forte presença da menina, que aquecia não só o seu corpo, sobretudo o seu interior. O seu coração.

Taehyung e Hoseok se entreolharam e encaram Jungkook, que retira o blazer da escola e ergue as mangas apertadas do uniforme em torno de seus braços levemente tensionados que evidenciavam os músculos singelos que possuía, preparando-se para virar o sofá e colocá-lo no lugar.

- Que foi agora?! – ele pergunta um tanto impaciente, olhando para seus dois hyungs.
- Nada, só tô contemplando essa sua cara de bosta, e cheguei a conclusão que ela combina perfeitamente com o cérebro de coco que você tem. – Hoseok dispara, fazendo Taehyung comprimir os lábios para segurar a risada e Jungkook bufar ao rolar os olhos impacientemente. – vai mesmo perder a garota por teimosia sua? Só porque tem medo de amar alguém? Não tem medo de usar uma arma, de vender drogas, de lavar dinheiro... mas tem medo de amar, Jungkookie? – as palavras sábias e ternas do hyung atingiram-lhe em cheio, porque sabia o quanto ele estava certo.

No entanto, limitou-se ao silêncio.

Jungkook então retira a caixinha aveludada do bolso e a abre, encara o objeto revestido em prata que reluzia e suspira, divido entre o medo e o desejo.

No entanto, disposto a tomar uma decisão definitiva. 


Notas Finais


Não me matem, por favor uahauhauau sou a cortadora oficial de climas, quando a gente acha que vai, nunca vai... meu professor de reação sempre diz "tudo o que é devagar é mais gostoso", portanto, vai ser compensador uauhuah

Gosto de ler os comentários de vocês surtadinhas ;p

Será que é o momento certo de avisar que nem todo mundo vai chegar vivo até o final da fic?? #posteiesaicorrendo

Até a próxima <3


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