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História Ride Or Die - Capítulo 24


Escrita por:


Notas do Autor


Oii gente, mais um capítulo seguido pra vocês hihihih a pessoa aqui tá ansiosa pra postar e escrever, e muito feliz com os comentários de vocês nos últimos capítulos, todos os elogios, sério... tudo, TUDO gente, tem me deixado muito feliz <3333

Essa é a primeira parte do capítulo com tema do aniversário, finalmente esse bendito aniversário chegou auahuhauahua

Só um aviso antes, quando comecei a fanfic, a pp principal (s/n) inicialmente tinha dezessete anos, poréeeem, eu pensei que a fanfic poderia ser derrubada pelo site por conta de sexo envolvendo menores de idade, e, mesmo que teoricamente ela já tenha feito dezoito anos quando o ano virou (porque é assim na Coreia), eles estão comemorando os dezoito anos completados agora e blá, blá, blá. Só relevem isso porque não vai interferir na história.

Enfim, boa leitura <3

Capítulo 24 - Aniversário pt.1


Fanfic / Fanfiction Ride Or Die - Capítulo 24 - Aniversário pt.1

Narração em primeira pessoa – você

Encarei pela milésima vez o teto branco do meu quarto, notando quando os primeiros raios de sol passaram pela janela e iluminaram meu quarto.

Havia passado a noite sem conseguir pregar os olhos, e o motivo não era a ansiedade pelo meu aniversário.

A verdade é que ultimamente eu vinha sentindo um constante medo de fechar os olhos e não abrir nunca mais. Mesmo que nossa casa dispusesse de seguranças armados, cerca elétrica... ainda assim não me sentia segura. Também sentia um medo absurdo de acordar e receber a notícia que alguém tinha morrido, sido sequestrado ou estava no hospital.

Eu só sabia sentir medo.

Foi por isso que, naquela noite em especial, havia pedido que Ji-hye dormisse comigo e ela aceitou minha oferta, portanto, ela dormiu abraçada a mim e eu me senti um pouco melhor e mais segura.

Não sabia definir totalmente o que sentia relacionado a Ji-hye, uma vez que ela era pouco mais de dez anos mais velha que eu, uma verdade unnie para mim, no entanto, sentia algo mais. Lisa e Jennie, sem dúvida, eram minhas melhores amigas, no entanto, com Ji-hye, eu sentia uma espécie de conexão de almas, se é que isso de fato existe.

Parada frente a porta de vidraça que dava acesso a mini varanda no meu quarto, eu contemplava o céu sendo pincelado por colorações de um azul claro mesclado com o dourado do sol, denunciando que aquele dia seria ensolarado e eu suspirei, sentindo-me pela primeira vez, após muito tempo, realmente ansiosa por algo.

Fui até o banheiro e escovei meus dentes, lavando o rosto em seguida e troquei o pijama que vestia por uma roupa confortável. Deixei o quarto com Ji-hye ainda adormecida.

Arregalei os olhos e entreabri levemente os lábios ao encontrar a cena mais cômica da minha vida: Appa cortava algumas frutinhas, omma fazia suco e Jin preparava algo no fogão. Sorri abobalhada com aquela cena e encostei no batente da porta, apreciando a cena.

Até que Jin oppa percebeu minha presença, chamando a atenção dos nossos pais.

- Ah, não! – appa exclamou largando a faca sobre o balcão. – você tem dificuldade pra acordar cedo e foi acordar com o sol nascendo logo hoje, criança? – appa exclamou choroso, fazendo-me rir de seu drama.
- Você estragou tudo, _______-ah! – meu irmão reclamou, largando o que fazia para me abraçar fortemente. – amo você, lindinha, feliz aniversário. – ele afastou nossos rostos sem me soltar, depositando um beijo no topo da minha cabeça.

Logo omma e appa já estavam em volta de nós, envolvendo-nos em um abraço.

E, foi nesse momento que meus olhos se encheram de lágrimas e eu percebi que ainda tinha sim, motivos para sorrir.

- Vamos comer agora! Vou chamar Ji-hye. – meu irmão avisou antes de sumir corredor a fora.

**

- Querida, quanto tempo!

- Oh, ________-ah, como está uma moça bonita!

- Aposto que está cheia de pretendentes!

- Ela deve estar dando o maior trabalho com os meninos, tão linda!

- Ah, lembro quando te peguei ainda pequenininha, era tão fofa, uma bolinha.

Meu maxilar já estava dolorido de tanto sorrir para aquelas pessoas das quais eu não fazia ideia quem eram. Uma ou outra eu até tinha certa noção que eram amigos da família, no entanto, metade daquela festa eram convidados de omma e appa. Enquanto omma saía comigo para que eu cumprimentasse todas as suas amigas que tinham filhos da minha idade, appa conversava com os maridos encapuzados de terno, provavelmente falavam de negócios. Alguns colegas da escola estavam ali, tive a oportunidade de trocar algumas palavras com eles também, eram pessoas legais e eu agradeci suas presenças. Diferentemente do que se espera, meu colégio não era cem por cento tóxico, algumas raras pessoas eram divertidas.

Bufei internamente mais uma vez enquanto sorria por fora para mais uma mãe desesperada com seu filho ao lado. De longe, Lisa e Jennie riam de mim e eu só lhes mandavam um dedo do meio bem discreto.

Arregalei os olhos e suspirei aliviada quando a figura de Jimin entrou em minha visão, acompanhado de Taehyung.

- Graças a Deus! – murmurei, terminando de beber o champanhe do copo em minhas mãos.
- O que disse, querida? – a mulher enjoada perguntou, contraindo a face em surpresa pela quantidade de álcool que eu ingeri de uma vez só.
- Meus convidados chegaram, se me dão licença. – entreguei o copo vazio na mão da mulher, deixando ela com cara de tacho e omma com um olhar assassino para mim.

Passei por Lisa e Jennie e as puxei pela mão.

- Porque demoraram? Idiotas! – estapeei os braços dos dois, mas logo senti os braços de Jimin me envolvendo.
- Parabéns pra você, nervosinha! – ele murmurou afagando os meus cabelos e eu sorri.
- Taehyung? – a voz de Jennie ecoou e nós soltamos o abraço.
- Vocês se conhecem? – Lisa arqueou as sobrancelhas e abriu os braços quando Jimin a abraçou por trás e beijou o topo de sua cabeça. Suspirei infantilmente, imaginando eu e Jungkook naquela situação.
- E-ele... hm... e-ele é... – Jennie gaguejava com as palavras.
- A gente tá transando! – sem papas na língua, o moreno responde tranquilamente e recebe um tapa de Jennie, que ruboriza a face.
- Aish, nem acredito que vou ficar de vela. – respondi fazendo um biquinho e logo senti eles todos me envolverem em um abraço coletivo. – cadê Hoseok pra me fazer companhia?
- Aigoo, você sabe que ele não poderia vir. Mas ele te mandou um cartãozinho de feliz aniversário. – Taehyung explicou-se e retirou do bolso da calça um cartãozinho fofo em relevo que dizia “feliz aniversário”. Sorri diante daquilo.
- Quem é Hoseok? – Jennie indagou com as sobrancelhas arqueadas. Os meninos e eu nos entreolhamos aflitos.
- E porque ele não poderia vir?
- Um amigo que Taehyung m-me... hm, a-apresentou. – respondi tentando parecer sincera. Ultimamente, contar mentiras  para as pessoas que eu amava virou algo costumeiro. – appa não gosta muito dele, e-então eu n-não quis... criar confusão. – por ora, elas pareceram acreditar, ou não ligaram muito para esse fato.
- Vamos dançar, gente? – Lisa sugeriu e puxou Jimin pelo braço, sendo seguida por Jennie.
- Eu preciso ir ao banheiro, você me mostra aonde é? – Taehyung pediu olhando para mim, e eu só assenti.
- Já encontramos vocês. – respondi simplista e senti Taehyung gentilmente me puxar para um lugar mais afastado de onde estava toda a movimentação de gente. Franzi o cenho confusa.
- Ele estava na casa de Jimin com Hoseok, quando saímos. – o moreno murmurou próximo a mim. Não precisava que nenhum nome fosse dito, eu sabia bem a quem Taehyung estava se referindo. – nós levamos um papo com ele e... caralho, eu sei que não devia estar te falando isso m-mas... ele gosta de você. – pisquei os olhos confusa, entreabrindo a boca levemente.
- Tae... eu sei que ele é seu amigo, mas... eu dei tanta abertura pra ele falar o que sentia por mim e... – gesticulei com os braços, sentindo aquela maldita ardência nos olhos.
- Aish, eu sei, eu sei. – ele meneou a cabeça, pondo as mãos nos meus ombros. – é só que... ele nunca sentiu isso antes e... aigoo, as coisas são mais complicadas do que você imagina, ________-ah. Só acredite em mim quando digo que ele gosta sim de você.

Novamente, meus olhos marejaram, bem como sentia meu peito arder em esperança, somado a um friozinho na barriga maldito.

- Eu não sei mais o que fazer, Tae, não posso obrigar uma pessoa a ficar comigo se ela não tá disposta a isso. Nem vou ficar correndo atrás dele não, eu tenho meu amor próprio. – bufei, cansada, sendo atingida por um turbilhão de emoções que me faziam querer chorar. 
- Aigoo, eu sei. Mas, presta atenção... – ele se aproximou. – ele só precisa de um empurrãozinho pra vir atrás de você, sério.
- E o que você sugere que eu faça? – arquei as sobrancelhas, ponderando se devia ou não seguir os conselhos amorosos de Kim Taehyung.
- Manda uma mensagem pra ele falando da festa, ou manda uma foto... sei lá. Se ele te ignorar mais uma vez, nunca mais toco nesse assunto e... quebro a cara dele eu mesmo. – a essa altura eu já chorava baixinho, no entanto, Taehyung conseguiu me arrancar uma risada.
- Aish, Kim Taehyung, eu te odeio! – ele riu diante da minha falsa declaração e, por sorte ou coincidência, meu celular estava próximo a nós, disposto em cima de um aparador no meio do corredor.
- Uau, isso não é coincidência. – levou uma mão a boca, pasmo, e apontou para meu celular. Revirei os olhos, com um sorriso no canto da boca e, trêmula, digitei uma mensagem para Jungkook.

Talvez eu estava fazendo aquilo porque os lindos olhos de Taehyung me hipnotizaram, talvez pelo pouco de álcool que já havia ingerido e me incentivaram em um surto de coragem, ou talvez... eu só queria que Taehyung estivesse certo.

Porque eu tinha esperanças.

E, naquela noite em especial, eu queria muito Jungkook.

“Jimin e Taehyung acabaram de chegar, espero que você também venha, afinal, eu não te desconvidei. Beijos :)”

- Ai, bosta, tá feito... – murmurei apreensiva e senti os braços de Taehyung me envolverem.
- Só quero ver o idiota do meu dongsaeng feliz. Aliás, meus dois dongsaengs. – finalizamos o abraço. – Ah, ________-ah, preciso te contar algo. – o semblante dele agora era sério e eu estremeci. – eu também recebi um bilhetinho.
- O que?! O que dizia o seu bilhete? – perguntei aflita, franzindo o cenho.
- Eu não entendi porra nenhuma, olha. – ele retirou um papel do bolso da calça, diferente dos bilhetes que eu, Jungkook e Jimin havíamos recebido, esse era diferente porque estava envolto em um envelope bonito e colorido de um amarelo pastel, quase cintilante, no entanto, tinha a mesma assinatura “K.M”.

Abri o pequeno envelope e li a mensagem contida nele.
 

“Finalmente lhe encontramos, Kim Taehyung, é uma alegria lhe encontrar  bem e já treinado após todos esses anos. Seus pais realmente te esconderam bem, uma pena eles já não estarem mais aqui para te protegerem.
Mais informações irão surgir para o seu processo de iniciação, até lá, nos aguarde.
K.M”

- Tae... o que...? – murmurei confusa, ainda fitando o papel em minhas mãos.
- Eu não faço ideia do que isso pode significar, eu só sei que fui deixado num orfanato e essas pessoas falaram dos meus pais como se eu realmente os tivesse conhecido. – o rapaz murmura cabisbaixo e visivelmente afetado pelo que recebeu. - e... pelo que eu entendi, m-meus pais... estão m-mor... - o rapaz se interrompeu, soluçando após fungar. O encarei e enxuguei suas lágrimas.
- Tae, não vamos nos deixar envolver por essas coisas. Eles podem muito bem estar brincando com as nossas fraquezas. Nós vamos descobrir essa história, tudo bem? - sorri tentando acalma-lo. 
- Você tem razão. – ele suspira. – vamos curtir sua festa agora.

**

Já era a quarta vez que eu via o rosto de Jungkook em alguém que não era ele. E aquilo me machucava.

Me machucava porque a festa já estava parcialmente vazia e passava da meia noite. Me machucava porque já faziam duas horas que eu enviei uma mensagem a Jungkook e não obtive resposta. Me machucava porque, mais uma vez, estava reprimindo tudo o que sentia no meu íntimo, sorrindo falsamente enquanto dançava com Lisa e Jennie. Jimin e Taehyung passaram por nós e avisaram que iriam tomar um ar, o último citado murmurou um pedido de desculpa.

- Amiga, que cara é essa? – Lisa indagou após nos afastarmos um pouco do tumulto de pessoas.
- Tô cansada, só. – menti.
- Isso tem a ver com o Jungkook? – Jennie comprimiu os lábios, lançando-me um olhar terno.
- Não. – menti novamente.

Eu não queria ter que lidar com aquilo nunca mais, me deixei levar por sentimentos que estava me obrigando a não sentir mais, porém, Taehyung me encheu de esperanças, ainda que não propositalmente e aqui estava eu. Arrependida e tristonha.

As meninas respeitaram o meu momento e logo mudaram de assunto, notando minha indisposição para falar de Jungkook e logo trocamos de assunto, falando de coisas aleatórias e elas elogiaram a festa, enquanto o restante das pessoas presentes da festa passava por nós e se despedia de nós, desejando-me feliz aniversário mais uma vez, apesar de já ter passado da meia noite.

Eis que, o número de convidados foi reduzindo gradativamente e só restavam ali eu, as meninas, minha família e o pessoal do bufê. Appa despediu-se de nós e avisou que iria subir para dormir, lembrando-me que amanhã acordaríamos cedo para visitar meus avós. Omma deu suas últimas ordens aos funcionários e o pessoal do bufê, que ficaria responsável por arrumar a “bagunça” e se despediu de nós, juntando-se a appa logo em seguida.

Ao longe, observei Namjoon e Jin sentadinhos no banquinho da varanda e eles pareciam felizes, talvez mais aliviados por estarem parcialmente sozinhos e pudessem se soltar mais um com o outro.

Até que duas risadas ecoam vindo da porta de entrada e nós três olhamos confusas, eis que surgem um Jimin risonho, acompanhado de um Taehyung lesado.

- O que...? – escuto Lisa murmurar e eles vem até nós, rindo feito bobos.
- O que aconteceu de tão engraçado? – Jennie indaga quando eles param na nossa frente, sentando no chão.
- O Taehyung... – meu amigo gargalha, jogando-se no colo do moreno. – ele... – mais risadas. – ele queria comer sua grama. – eu e as meninas trocamos olhares confusos e Taehyung acompanha Jimin com uma risada mais discreta, lesada.
- E o que tem de engraçado nisso? – pergunto com a sobrancelha arqueada e rindo um pouco incerta.
- A gente não pode comer grama! – Jimin se explicou e desatou a rir, como se aquilo realmente fosse a coisa mais engraçada do mundo. Mais uma vez, olhei confusa de Jennie para Lisa, procurando em suas feições se elas tinham entendido aquilo como piada e só eu era a sem graça do grupo. Mas elas estavam tão confusas quanto eu.

Até que a feição de Jennie se ilumina e ela arregala os olhos.

- Oh, v-vocês estão... – ela diminui o tom de voz a medida que se aproxima de nós, quase sussurrando. – chapados? – Lisa e eu abrimos a boca, e os dois a nossa frente desatam a rir, arrancando risada de nós também.
- Eu vou fazer um café pra vocês, vem. – fui me levantando e puxando os dois pela mão, que se arrastavam.
- Eu vou no banheiro. – Jennie diz também se levantando, ainda rindo da cena caótica.
- Eu vou buscar os casacos deles. – Lisa murmura rindo e também sai.

Felizmente, os dois bonitinhos levantaram e me seguiram até a cozinha, Jimin ainda ria feito um retardado e Taehyung parecia filosofar sozinho sobre alguma coisa.

Ao menos estava me distraindo com aquela situação dos dois que, evidentemente, era divertida e, pelo menos naquele momento, me esquecia que mais uma vez fui ignorada e me humilhei por Jungkook.

- Eu não gosto de café. – o moreno cruza os braços na altura do peito e faz um biquinho.
- Problema seu, vai tomar.
- Tô com fome.
- Porque tá tudo tão colorido?
- Colorido também é preto e branco.
- Que?!
- Aish, fiquem aqui. – puxei os dois pela mão e os enfiei dentro da dispensa. Se Namjoon, Jin ou appa aparecessem ali por acaso, mataria aqueles dois por estarem assim na minha frente, uma vez que, na minha frente eles tinham que se comportar, teoricamente.

Quando me virei, arregalei os olhos em espanto ao contemplar a imagem real e vivíssima bem diante e próxima de mim.

- Jungkook?
 


Notas Finais


Peço, de novo, que não me matem e esperem ansiosas pela segunda parte (não sei quando sai ainda gente, sorry)

Até a próxima <3333


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