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História Ridin' - Capítulo 1


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Capítulo 1 - O perfeito em tudo e o emplastro


Fanfic / Fanfiction Ridin' - Capítulo 1 - O perfeito em tudo e o emplastro

Estacionando a sua Yamaha YZF-R6 preta no devido lugar, retirou o seu capacete da mesma cor da cabeça, balançando os fios não-virgens como se isso fosse ajudar na ação de arrumação. Ajeitou-os devidamente, saindo da mota já desligada. Os alunos que tiravam um tempo (ou simplesmente faltavam) no horário das aulas para fumarem ou para se drogarem, estavam ali, à espera do tão conhecido: o melhor condutor de Busan que chegava à escola no horário que bem entendia. 


Ignorando todos aqueles olhares atentos que eram dirigidos há sua pessoa, adentrou a escola com o capacete na mão. Era o seu preferido, não iria deixá-lo na mota para que os espertos tivessem a audácia de roubar — mesmo tendo dinheiro para dar e vender, ele não gostava de ficar fazendo compras todas as vezes que o roubavam, não tinha paciência. Também não gostava quando mandava alguém ir comprar o que queria, preferia fazer isso ele mesmo. Afinal, ele tem duas pernas e mãos para isso. 


Continuando a ignorar os olhares de luxúria, cheios de interesse e falsidade — todos ali eram um bando de chulos e igocêntricos —, prosseguiu caminho até ao pátio, onde encontrou o seu amigo Lucas animado enquanto conversava com um tal de Jungwoo. 


— Ora muita boa tarde, meus caros! — Fingiu animação e sentou-se de frente para o Lucas, vendo Jungwoo sair aos poucos do aperto do mais velho. 


— Que mania que tu tens de afugentar os que me amam. 


— Os que te chulam, queres tu dizer. 


— Não. Ambos nos gostamos, o amor é recíproco. É diferente. 


— Claro, claro. — Querendo acabar com aquele assunto que não retribuía para a sua felicidade, decidiu acabá-lo quando teve oportunidade. Ele não dava a mínima para os relacionamentos do seu amigo, apenas alertava-o de como realmente as pessoas daquela escola eram. — Novidades? — Perguntou roubando uma batata do pacote do Lucas.


— Vai haver uma competição daqui sete dias em Seul. Temos de assinar o papel hoje para começarem as apostas. 


— É o Kun, certo?


— Sim. É o Kun. — Sorriu de lado — E sempre será.


— Sabes das coisas a fundo? 


— Não tenho a morada e nem sei de detalhes. Fiquei a saber que vai estar lá muita gente mesmo. Parece que esta aposta vai render para o vencedor... — Arqueou a sobrancelha, sorrindo de lado, olhando para o seu amigo.


— Claro que vai render — Acompanhou-o nas expressões.


Desde que havia entrado para o mundo da velocidade, Jaemin nunca perdera uma corrida na vida. Treinara e treinava muito para conseguir superar todos os competidores, até mesmo as apostas e a si mesmo. Jaemin era orgulhoso, elogiava-se e superiorizava-se melhor do que os outros somente para alimentar o seu ego e sua auto-estima. A ganância, a fortuna que brilhava na sua conta bancária, tudo ofuscava. Além de se achar o melhor de todos — e não estava mentindo —, Jaemin era um adolescente que amava implicar com aqueles que não gostavam de si, adorava ser ignorante, as expressões das cobaias só aumentavam o seu desejo cada vez mais e mais. 


Não se fartaria de importunar as pessoas, principalmente os seus amigos chegados. 


— Preciso de beber — Queixou-se.


— Mas bebeste à dois dias! 


— É muito tempo! Preciso de férias.


— Até parece que trabalhas para te cansares facilmente. 


— Conduzir um carro com garras e dentes cansa, ok?


— Eu sei disso, meu amigo. Até parece que não faço o mesmo que tu. — Resmungou fuzilando-o com os olhos por ter as suas batatas furtadas.


E não estava errado. Jaemin era um dos melhores condutores de Busan que estava sempre em primeiro dos top cinco, mas Lucas não ficava muito para trás. Wong também concorria nas corridas ilegais, e o seu talento não ficava ocultado de forma alguma. A rapidez de como ele conseguia ultrapassar os seus adversários era de deixar os telespectadores de boca aberta de tão veloz. De facto, Lucas era um dos melhores condutores que reinava em Busan. Contudo, nunca ultrapassara o seu amigo Jaemin. 


No entanto, a rivalidade não intervia no relacionamento de ambos. Muito pelo contrário, o que acontecia na pista, ficava na pista e não saía de lá. Nunca. A amizade que ambos os competidores têm fora das corridas e apostas era muito mais superior do que qualquer ranço que venham a ter pelo motivo de Jaemin ganhar sempre o primeiro lugar, e, de facto, Lucas era um amigo super orgulhoso por vê-lo vencer em tudo que punha os pés. Claro que por vezes ficava emburrado e de mal humor por nunca conseguir o primeiro lugar — ficava em segundo ou em terceiro na maior parte das vezes —, e isso era normal! Mas nunca deixava esses sentimentos negativos o consumirem ao todo, Jaemin merecia tudo aquilo que conquistava, parecia digno de tudo que lhe era proporcionado. 


Em suma, todos os condutores tinham a sua forma de combater na pista para alcançarem os seus adversários e conseguirem pelo menos os três primeiros lugares. O Lucas tinha a sua: a velocidade e precisão para o fazer do seu próprio jeitinho que deixava todos de boca aberta. Já a do Jaemin era ser afrontoso, digamos. 


Como mencionado, Jaemin era uma pessoa muito provocadora, intimidante, arrogante e isso não mudava em nenhum aspecto. Por exemplo, na estrada: Jaemin era sempre o único que ficava ainda no ponto de partida após o sinal. Enquanto todos os carros já haviam arrancado, ele dava sempre dez segundos de avanço para todos. Sendo ele mesmo, amava provocar os outros competidores, ficando ao lado tentando empurrá-los, chocando pela traseira, gritar palavras de baixo calão e rir que nem maluco; nem falemos da sua velocidade também. O que Jaemin tinha de velocidade e determinação, ele tinha de inteligência — mas só para as corridas em questão, porque ele na escola era um zero à esquerda.


E somente sendo ele mesmo, vencia todas as corridas em que participava, apesar das dificuldades que tinha raramente ao fazer com que os adversários deixassem de chateá-lo ao extremo. Jaemin de mau humor não era muito aconselhável, então, como consequência, na pista, tudo piorava. Jaemin transformava-se num ser mais focado e não retirava os olhos da estrada e das posições dos outros carros. Ele destruía-os, ou pelo menos tentava. Não se importava se os matava ou não: quando se arriscam numa corrida, era tudo ou nada. Não havia apesares após, não havia remorsos; somente havia unhas, garras e dentes dentro da competição, não queriam saber das amizades ou acontecimentos passados e/ou futuros. Se participavam, não deveriam temer morrer ou perder algo precioso. Claro que se algo do género acontecesse, não podiam senti-lo enquanto a corrida ainda está no seu decorrer; só depois quando o primeiro corredor ultrapassasse a linha de chegada, anunciando a sua vitória e primeiro lugar. Não podiam simplesmente parar, a consequência disso era desqualificação e fora das apostas. Ou seja, saíam perdendo e não ganhavam nada. 


Jaemin nunca desistiria se algo acontecesse ao Lucas — por mais egoísta que fosse —, e acreditava que ele também não. Claro que ambos são amigos, mas não ao ponto de desistir do próprio trabalho que daria algo melhor no futuro. Egoístas? Sim. Ambiciosos? Demais.


Apenas um dos aspectos negativos de ambos. 


Assim que deu o toque, levantaram-se e foram para as devidas salas para terem o resto do dia ocupado pelas aulas. Jaemin não se empenhava como desejara quando era mais novo. Ele simplesmente ignorava a escola e só aparecia quando lhe apetecia, mesmo sabendo que aquilo era importante para o seu futuro — mesmo sabendo que isso não influencia naquilo que queria seguir —, já não dava a mínima nenhuma. Culpava o seu pai às vezes por tê-lo posto naquele mundo onde a fortuna e talento reinava, fazendo com que deixasse os estudos de lado. Não propriamente, porque se Jaemin desistisse a cem porcento da escola, ele ficaria a morrer em casa pelo resto dos seus dias, tirando nos dias em que haveria competições. 


O seu pai nunca lhe pediu para desistir dos estudos, Jaemin apenas "tomou" essa decisão sozinho. Achava que não teria importância, ao mesmo tempo que sim. Jaemin era uma pessoa bastante complicada de entender, e ele nem se entendia a si mesmo, quem diria outro alguém entendê-lo. 


Ainda ia há algumas aulas para passar o tempo, para conviver com os seus amigos. Ficar trancado em casa o dia todo não era o seu forte, então decidia ir para a escola na mesma, mesmo não prestando atenção em tudo que pregava olho. Tinha sempre alguma matéria aqui e ali que captava a sua atenção, e às vezes esforçava-se quando conseguia fazer os exercícios direitinho. 


Se Jaemin se empenha-se como fazia quando estava na estrada, ele seria um excelente aluno.


Andando pela escola, Jaemin e Lucas lembraram-se do assunto da corrida que iria decorrer em Seul, e que deveriam contatar a pessoa que cuidava da localização onde iria ocorrer as apostas e para marcarem as presenças. E, por incrível que pareça, ou só uma mera coincidência, havia uma pessoa que cuidava desse assunto naquela escola que todos conheciam. 


Encontrando-o num beco afastado da escola onde quase ninguém punha os pés, lá estava ele: Qian Kun. Mas não estava sozinho, muito longe disso. O chinês nunca perambulava sozinho pelas ruas de Busan. O motivo? Oras... Digamos que, por Kun ser um dos encarregados dos participantes e localidades, isso não queira dizer que não faça parte da lista negra — basicamente, a lista negra consistia em pessoas com boa fama, potencial, um tanto superiores de nariz empenado, ambiciosos e de mal vista. Kun estava na lista por ter a fama que tinha naquela área, por ser um ganancioso de primeira e um completo filho da puta que fazia tudo somente para ter grana na mão. 


Contando que o seu humor era péssimo — em todos os aspetos.


— Olhem só... Se não é "O Perfeito Em Tudo" e o... Emplastro? — Deixou a cabeça cair para o lado, sorrindo sarcástico. Sabia como irritá-los, e ambos não se responsabilizariam pelos seus atos. 


— Já te disseram que inveja é feio, Carrancudo? — Perguntou o mais novo aproximando-se tentando manter a calma. — Ou isso será adicionado para a lista: "Tudo O Que O Jaemin Tem Que Me Ensinar"? Pensava que já tínhamos ultrapassado essa fase, Kun. Que decepção. — Suspirou.


E abaixou a cabeça suspirando. Kun decidiu deixar de lado o seu hábito de foder com o humor dos outros, principalmente se esses "outros" fossem Jaemin e Lucas. Ambos tinham demasiado poder em tudo que punham os pés, e ninguém se atreveria a fazê-los algo de mal — só alguém muito mais poderoso poderia mexer com quem quisesse, e isso não impedia os inferiores atacarem também. Tudo ali era uma guerra interna que nunca iria acabar. 


— Vieram tratar da papelada? — Recompôs-se empinando o nariz como se fosse intimidá-los.


— Olha, deixa-te de atuações. Que postura ridícula. — Jaemin mentiria se dissesse que Kun não lhe metia nojo pela sua postura de egocêntrico. 


Tudo em Kun irritava Jaemin. 


— Vê-se deixas de te armares em espertinho. Existe bom senso no teu organismo que eu sei... — Aproximando-se devagar, viu-o abaixar o olhar — Podes pôr o nosso nome na lista para as apostas e dá-nos a localização — Passando as mãos pelo cabelo, aponto para o Lucas, e em seguida para Kun.


— Certo — Olhou para os seus dois acompanhantes que chamava de cães (não lhe largavam nunca), e fez um gesto com a mão para eles anotarem em suas mentes o pedido para fazer o comunicado mais tarde, antes da festa ocorrer. 


Deram-lhes a localização do bar onde as apostas e a suposta festa iria ocorrer, e Kun não largava a silhueta do Lucas e do Jaemin, com olhar mortífero pelo ódio de sempre abaixar a bola para ambos. Não gostava deles, nunca gostara. E Jaemin tinha razão: Kun tinha inveja de eles terem sempre o que querem aos pés — apesar de Kun ter, praticamente, o mesmo nível de conhecimento, menos o pagamento que era muito inferior ao que eles ganhavam no final das corridas. 


A quantidade de concorrentes dependia do tipo das corridas em questão, mas na maior parte delas isso não era discutido. As únicas posições que davam grana nas corridas eram os cinco primeiros. A quantidade era ótima, mas mesmo assim, a quantidade que os três primeiros recebiam era de invejar. Se os três primeiros já ganhavam uma quantidade perfeita, o primeiro ganhava uma quantidade absurda; o único lado bom de correr: o dinheiro que se recebia, e/ou a paixão 'pra isso — e Jaemin tinha a certeza absoluta de que a sua paixão era o seu maior motivo por ainda concorrer. 


Para colocar-se no meio daquele mundo, era preciso ser muito forte e seguro de si, e não com pensamentos negativos na mente quando alguém decidir deitá-lo abaixo. Era preciso ser muito forte, não de porte físico, mas sim psicologicamente. Qualquer um daquele mundo pode arriscar-se ao fazer algo de mal aos outros, e isso era fato. Tudo era mau naquele mundo e todos podiam confirmá-lo. Era tudo traiçoeiro, a confiança nos outros era impossível, porque, se encontrassem tal brecha, conseguiriam foder a vida dessa pessoa em questão de segundos. 



bom, bem-vindx a mais uma fanfic minha. nomin cof cof. 


quero relatar que todas as regras, festas que irão acontecer, e algo sobre corridas e etc, é tudo fruto de minha imaginação, até pq eu sou demasiado preguiçosa para ficar pesquisando sobreKKKKKK. e como eu queria criar algo mais "trabalhoso" e "interessante" para o desenrolar da fanfic, eu fui criando umas coisas loucas e espero que gostem👉🏻👈🏻


vou deixar aqui a moto do jaemin rs:





se eu mostrar mais alguns veículos (oq é provável), não fiquem pasmos por ser tudo preto, pq veículos da cor preta >>>>>>>>>>, e eu amo pretoKKKKK. 


obrigada por ler e até à próxima! <3





Estacionando a sua Yamaha YZF-R6 preta no devido lugar, retirou o seu capacete da mesma cor da cabeça, balançando os fios não-virgens como se isso fosse ajudar na ação de arrumação. Ajeitou-os devidamente, saindo da mota já desligada. Os alunos que tiravam um tempo (ou simplesmente faltavam) no horário das aulas para fumarem ou para se drogarem, estavam ali, à espera do tão conhecido: o melhor condutor de Busan que chegava à escola no horário que bem entendia. 


Ignorando todos aqueles olhares atentos que eram dirigidos há sua pessoa, adentrou a escola com o capacete na mão. Era o seu preferido, não iria deixá-lo na mota para que os espertos tivessem a audácia de roubar — mesmo tendo dinheiro para dar e vender, ele não gostava de ficar fazendo compras todas as vezes que o roubavam, não tinha paciência. Também não gostava quando mandava alguém ir comprar o que queria, preferia fazer isso ele mesmo. Afinal, ele tem duas pernas e mãos para isso. 


Continuando a ignorar os olhares de luxúria, cheios de interesse e falsidade — todos ali eram um bando de chulos e igocêntricos —, prosseguiu caminho até ao pátio, onde encontrou o seu amigo Lucas animado enquanto conversava com um tal de Jungwoo. 


— Ora muita boa tarde, meus caros! — Fingiu animação e sentou-se de frente para o Lucas, vendo Jungwoo sair aos poucos do aperto do mais velho. 


— Que mania que tu tens de afugentar os que me amam. 


— Os que te chulam, queres tu dizer. 


— Não. Ambos nos gostamos, o amor é recíproco. É diferente. 


— Claro, claro. — Querendo acabar com aquele assunto que não retribuía para a sua felicidade, decidiu acabá-lo quando teve oportunidade. Ele não dava a mínima para os relacionamentos do seu amigo, apenas alertava-o de como realmente as pessoas daquela escola eram. — Novidades? — Perguntou roubando uma batata do pacote do Lucas.


— Vai haver uma competição daqui sete dias em Seul. Temos de assinar o papel hoje para começarem as apostas. 


— É o Kun, certo?


— Sim. É o Kun. — Sorriu de lado — E sempre será.


— Sabes das coisas a fundo? 


— Não tenho a morada e nem sei de detalhes. Fiquei a saber que vai estar lá muita gente mesmo. Parece que esta aposta vai render para o vencedor... — Arqueou a sobrancelha, sorrindo de lado, olhando para o seu amigo.


— Claro que vai render — Acompanhou-o nas expressões.


Desde que havia entrado para o mundo da velocidade, Jaemin nunca perdera uma corrida na vida. Treinara e treinava muito para conseguir superar todos os competidores, até mesmo as apostas e a si mesmo. Jaemin era orgulhoso, elogiava-se e superiorizava-se melhor do que os outros somente para alimentar o seu ego e sua auto-estima. A ganância, a fortuna que brilhava na sua conta bancária, tudo ofuscava. Além de se achar o melhor de todos — e não estava mentindo —, Jaemin era um adolescente que amava implicar com aqueles que não gostavam de si, adorava ser ignorante, as expressões das cobaias só aumentavam o seu desejo cada vez mais e mais. 


Não se fartaria de importunar as pessoas, principalmente os seus amigos chegados. 


— Preciso de beber — Queixou-se.


— Mas bebeste à dois dias! 


— É muito tempo! Preciso de férias.


— Até parece que trabalhas para te cansares facilmente. 


— Conduzir um carro com garras e dentes cansa, ok?


— Eu sei disso, meu amigo. Até parece que não faço o mesmo que tu. — Resmungou fuzilando-o com os olhos por ter as suas batatas furtadas.


E não estava errado. Jaemin era um dos melhores condutores de Busan que estava sempre em primeiro dos top cinco, mas Lucas não ficava muito para trás. Wong também concorria nas corridas ilegais, e o seu talento não ficava ocultado de forma alguma. A rapidez de como ele conseguia ultrapassar os seus adversários era de deixar os telespectadores de boca aberta de tão veloz. De facto, Lucas era um dos melhores condutores que reinava em Busan. Contudo, nunca ultrapassara o seu amigo Jaemin. 


No entanto, a rivalidade não intervia no relacionamento de ambos. Muito pelo contrário, o que acontecia na pista, ficava na pista e não saía de lá. Nunca. A amizade que ambos os competidores têm fora das corridas e apostas era muito mais superior do que qualquer ranço que venham a ter pelo motivo de Jaemin ganhar sempre o primeiro lugar, e, de facto, Lucas era um amigo super orgulhoso por vê-lo vencer em tudo que punha os pés. Claro que por vezes ficava emburrado e de mal humor por nunca conseguir o primeiro lugar — ficava em segundo ou em terceiro na maior parte das vezes —, e isso era normal! Mas nunca deixava esses sentimentos negativos o consumirem ao todo, Jaemin merecia tudo aquilo que conquistava, parecia digno de tudo que lhe era proporcionado. 


Em suma, todos os condutores tinham a sua forma de combater na pista para alcançarem os seus adversários e conseguirem pelo menos os três primeiros lugares. O Lucas tinha a sua: a velocidade e precisão para o fazer do seu próprio jeitinho que deixava todos de boca aberta. Já a do Jaemin era ser afrontoso, digamos. 


Como mencionado, Jaemin era uma pessoa muito provocadora, intimidante, arrogante e isso não mudava em nenhum aspecto. Por exemplo, na estrada: Jaemin era sempre o único que ficava ainda no ponto de partida após o sinal. Enquanto todos os carros já haviam arrancado, ele dava sempre dez segundos de avanço para todos. Sendo ele mesmo, amava provocar os outros competidores, ficando ao lado tentando empurrá-los, chocando pela traseira, gritar palavras de baixo calão e rir que nem maluco; nem falemos da sua velocidade também. O que Jaemin tinha de velocidade e determinação, ele tinha de inteligência — mas só para as corridas em questão, porque ele na escola era um zero à esquerda.


E somente sendo ele mesmo, vencia todas as corridas em que participava, apesar das dificuldades que tinha raramente ao fazer com que os adversários deixassem de chateá-lo ao extremo. Jaemin de mau humor não era muito aconselhável, então, como consequência, na pista, tudo piorava. Jaemin transformava-se num ser mais focado e não retirava os olhos da estrada e das posições dos outros carros. Ele destruía-os, ou pelo menos tentava. Não se importava se os matava ou não: quando se arriscam numa corrida, era tudo ou nada. Não havia apesares após, não havia remorsos; somente havia unhas, garras e dentes dentro da competição, não queriam saber das amizades ou acontecimentos passados e/ou futuros. Se participavam, não deveriam temer morrer ou perder algo precioso. Claro que se algo do género acontecesse, não podiam senti-lo enquanto a corrida ainda está no seu decorrer; só depois quando o primeiro corredor ultrapassasse a linha de chegada, anunciando a sua vitória e primeiro lugar. Não podiam simplesmente parar, a consequência disso era desqualificação e fora das apostas. Ou seja, saíam perdendo e não ganhavam nada. 


Jaemin nunca desistiria se algo acontecesse ao Lucas — por mais egoísta que fosse —, e acreditava que ele também não. Claro que ambos são amigos, mas não ao ponto de desistir do próprio trabalho que daria algo melhor no futuro. Egoístas? Sim. Ambiciosos? Demais.


Apenas um dos aspectos negativos de ambos. 


Assim que deu o toque, levantaram-se e foram para as devidas salas para terem o resto do dia ocupado pelas aulas. Jaemin não se empenhava como desejara quando era mais novo. Ele simplesmente ignorava a escola e só aparecia quando lhe apetecia, mesmo sabendo que aquilo era importante para o seu futuro — mesmo sabendo que isso não influencia naquilo que queria seguir —, já não dava a mínima nenhuma. Culpava o seu pai às vezes por tê-lo posto naquele mundo onde a fortuna e talento reinava, fazendo com que deixasse os estudos de lado. Não propriamente, porque se Jaemin desistisse a cem porcento da escola, ele ficaria a morrer em casa pelo resto dos seus dias, tirando nos dias em que haveria competições. 


O seu pai nunca lhe pediu para desistir dos estudos, Jaemin apenas "tomou" essa decisão sozinho. Achava que não teria importância, ao mesmo tempo que sim. Jaemin era uma pessoa bastante complicada de entender, e ele nem se entendia a si mesmo, quem diria outro alguém entendê-lo. 


Ainda ia há algumas aulas para passar o tempo, para conviver com os seus amigos. Ficar trancado em casa o dia todo não era o seu forte, então decidia ir para a escola na mesma, mesmo não prestando atenção em tudo que pregava olho. Tinha sempre alguma matéria aqui e ali que captava a sua atenção, e às vezes esforçava-se quando conseguia fazer os exercícios direitinho. 


Se Jaemin se empenha-se como fazia quando estava na estrada, ele seria um excelente aluno.


Andando pela escola, Jaemin e Lucas lembraram-se do assunto da corrida que iria decorrer em Seul, e que deveriam contatar a pessoa que cuidava da localização onde iria ocorrer as apostas e para marcarem as presenças. E, por incrível que pareça, ou só uma mera coincidência, havia uma pessoa que cuidava desse assunto naquela escola que todos conheciam. 


Encontrando-o num beco afastado da escola onde quase ninguém punha os pés, lá estava ele: Qian Kun. Mas não estava sozinho, muito longe disso. O chinês nunca perambulava sozinho pelas ruas de Busan. O motivo? Oras... Digamos que, por Kun ser um dos encarregados dos participantes e localidades, isso não queira dizer que não faça parte da lista negra — basicamente, a lista negra consistia em pessoas com boa fama, potencial, um tanto superiores de nariz empenado, ambiciosos e de mal vista. Kun estava na lista por ter a fama que tinha naquela área, por ser um ganancioso de primeira e um completo filho da puta que fazia tudo somente para ter grana na mão. 


Contando que o seu humor era péssimo — em todos os aspetos.


— Olhem só... Se não é "O Perfeito Em Tudo" e o... Emplastro? — Deixou a cabeça cair para o lado, sorrindo sarcástico. Sabia como irritá-los, e ambos não se responsabilizariam pelos seus atos. 


— Já te disseram que inveja é feio, Carrancudo? — Perguntou o mais novo aproximando-se tentando manter a calma. — Ou isso será adicionado para a lista: "Tudo O Que O Jaemin Tem Que Me Ensinar"? Pensava que já tínhamos ultrapassado essa fase, Kun. Que decepção. — Suspirou.


E abaixou a cabeça suspirando. Kun decidiu deixar de lado o seu hábito de foder com o humor dos outros, principalmente se esses "outros" fossem Jaemin e Lucas. Ambos tinham demasiado poder em tudo que punham os pés, e ninguém se atreveria a fazê-los algo de mal — só alguém muito mais poderoso poderia mexer com quem quisesse, e isso não impedia os inferiores atacarem também. Tudo ali era uma guerra interna que nunca iria acabar. 


— Vieram tratar da papelada? — Recompôs-se empinando o nariz como se fosse intimidá-los.


— Olha, deixa-te de atuações. Que postura ridícula. — Jaemin mentiria se dissesse que Kun não lhe metia nojo pela sua postura de egocêntrico. 


Tudo em Kun irritava Jaemin. 


— Vê-se deixas de te armares em espertinho. Existe bom senso no teu organismo que eu sei... — Aproximando-se devagar, viu-o abaixar o olhar — Podes pôr o nosso nome na lista para as apostas e dá-nos a localização — Passando as mãos pelo cabelo, aponto para o Lucas, e em seguida para Kun.


— Certo — Olhou para os seus dois acompanhantes que chamava de cães (não lhe largavam nunca), e fez um gesto com a mão para eles anotarem em suas mentes o pedido para fazer o comunicado mais tarde, antes da festa ocorrer. 


Deram-lhes a localização do bar onde as apostas e a suposta festa iria ocorrer, e Kun não largava a silhueta do Lucas e do Jaemin, com olhar mortífero pelo ódio de sempre abaixar a bola para ambos. Não gostava deles, nunca gostara. E Jaemin tinha razão: Kun tinha inveja de eles terem sempre o que querem aos pés — apesar de Kun ter, praticamente, o mesmo nível de conhecimento, menos o pagamento que era muito inferior ao que eles ganhavam no final das corridas. 


A quantidade de concorrentes dependia do tipo das corridas em questão, mas na maior parte delas isso não era discutido. As únicas posições que davam grana nas corridas eram os cinco primeiros. A quantidade era ótima, mas mesmo assim, a quantidade que os três primeiros recebiam era de invejar. Se os três primeiros já ganhavam uma quantidade perfeita, o primeiro ganhava uma quantidade absurda; o único lado bom de correr: o dinheiro que se recebia, e/ou a paixão 'pra isso — e Jaemin tinha a certeza absoluta de que a sua paixão era o seu maior motivo por ainda concorrer. 


Para colocar-se no meio daquele mundo, era preciso ser muito forte e seguro de si, e não com pensamentos negativos na mente quando alguém decidir deitá-lo abaixo. Era preciso ser muito forte, não de porte físico, mas sim psicologicamente. Qualquer um daquele mundo pode arriscar-se ao fazer algo de mal aos outros, e isso era fato. Tudo era mau naquele mundo e todos podiam confirmá-lo. Era tudo traiçoeiro, a confiança nos outros era impossível, porque, se encontrassem tal brecha, conseguiriam foder a vida dessa pessoa em questão de segundos. 



bom, bem-vindx a mais uma fanfic minha. nomin cof cof. 


quero relatar que todas as regras, festas que irão acontecer, e algo sobre corridas e etc, é tudo fruto de minha imaginação, até pq eu sou demasiado preguiçosa para ficar pesquisando sobreKKKKKK. e como eu queria criar algo mais "trabalhoso" e "interessante" para o desenrolar da fanfic, eu fui criando umas coisas loucas e espero que gostem👉🏻👈🏻


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