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História Rift Quest - A Lenda de Runeterra - Capítulo 8


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Capítulo 8 - Coração de Leão


Dias haviam passado desde que Ezreal, Taric e Garen deixaram a Montanha Escaldante. O trio caminhava por uma estrada deserta em meio a um vasto campo de trigo. Era por volta da metade da tarde. Uma leve e agradável brisa soprava pelo campo, balançando suavemente a plantação. Alguns corvos rodeavam no céu. Ezreal seguia marchando gloriosamente logo a frente, irradiando confiança e determinação. Vindo atrás dele, Taric e Garen somente observavam o jovem explorador, sem entender o motivo da autoestima do companheiro estar tão elevada. Mas não havia motivos. Ezreal era assim naturalmente. De repente, o explorador prodígio para subitamente.

- Estão sentindo esse cheiro? – Ezreal puxou o ar profundamente, enchendo os pulmões. – É cheirinho de biscoito. Alguém está assando essas belezinhas por perto.

De fato, Taric e Garen também sentiram um delicioso aroma de biscoito pelo ar. Sem pensar duas vezes, Ezreal adentrou o campo de trigo, se deixando guiar pelo cheiro. Taric e Garen se entreolharam, receosos com a impulsividade do jovem explorador. Em seguida, o seguiram.

- Não podemos desviar do nosso caminho. – Taric advertiu. – Nem sabemos de onde esse cheiro está vindo.

- Até parece que comer alguns biscoitos vai nos atrapalhar. – Ezreal não deu ouvidos para Taric.

- Dessa vez preciso concordar com o loirinho. – disse Garen, com as mãos na barriga que estava a roncar. – Esse cheiro está me matando. Consigo até sentir o sabor em minha boca.

Taric soltou um longo suspiro, sendo ignorado pelos dois. Depois de se arrastarem por entre a plantação, o trio observou uma pequena movimentação mais a frente. Ezreal correu, logo em seguida agachando.

- Pessoal, venham rápido ver isso! – Gritou Ezreal.

Diante do jovem explorador estava uma pequena criatura. Ela era branca, redonda e peluda, com patinhas e olhos minúsculos e tinha um agradável aroma de biscoito. A criaturinha usava um elmo de cavaleiro e parecia estar triste e perdida. Ao vê-lo, Taric e Garen o observaram com curiosidade, pois nunca haviam visto nada igual antes.

- Olá, amiguinho. Qual o seu nome? – Ezreal perguntou, passando confiança e segurança em sua voz.

A criaturinha não respondeu. Ela pareceu ter ficado mais amedrontada. Entretanto, ao ver o Protetor Esmeralda, o pequeno ser correu para detrás de suas pernas.

- Acho que nosso amiguinho gostou de você. – Ezreal comentou.

Taric abaixou e estendeu seu braço em direção ao pequeno ser. Rapidamente, a criaturinha subiu, ficando nos braços do Protetor Esmeralda. Ela se encolheu toda, sentindo protegida bem próxima a Taric.

- Vejo que vocês encontraram minha mascote. – disse uma voz misteriosa, surpreendendo o trio.

Um pequeno homem apareceu, vindo da plantação. Ele era de baixa estatura, muito menor que Ezreal, Taric e Garen. Vestia um manto cinza, velho e surrado, um par de luvas e um chapéu pontudo. Uma longa barba branca cobria sua face. Não era possível ver seu rosto, somente o brilho amarelo de seus olhos. Ele também segurava um cajado de madeira com um cristal azul na ponta superior. Conforme ele se aproximava, o trio sentia arrepios, pois sentiam uma forte energia maligna vindo dele. A criaturinha rosnava, incomodada com a presença do pequeno homem.

- Quem é você? – Garen perguntou desconfiado, pondo a mão na espada para saca-la a qualquer momento.

- Meu nome é... – o pequeno homem tossiu, aparentando estar pensativo. – Heigar. É isso. Me chamo Heigar e sou o grande mestre de todos os magos dessa ilha. Que bom que vocês acharam minha mascote. Agora podem passar ele para mim.

- Grande mestre? – Ezreal estava perdendo o folego de tanto rir. – É engraçado porque você é baixinho.

- Não se engane pela minha altura! – o pequeno mago ficou extremamente irritado, batendo os pés no chão. – Eu sou pequeno sim, mas sou muito poderoso.

- Estranho. – comentou Garen, ainda não confiando no pequeno homem. – De todos os lugares que já passei, nunca ouvi falar de seu nome. Se você é o grande mestre dos magos, deveria ser muito comentado. Uma lenda.

- Vocês estão começando a me tirar a paciência! – o pequeno homem estava muito furioso. – Só me devolvam o que é meu!

Heigar foi até Taric e retirou o pequeno ser de seus braços a força. O trio ficou chocado e revoltado diante de tal situação. Mas a criaturinha reagiu, mordendo a mão do pequeno mago. Heigar soltou um grito de dor e balançou sua mão com força, até que o pequenino ser se desprendeu, sendo jogado ao chão.

- Saco de pelos desprezível. – Heigar vociferou, suspendo a criaturinha do chão, claramente a machucando.

- Como você pode trata-lo tão mal assim? – Ezreal disse bravo, se contendo para não avançar em cima de Heigar.

- Porque ele me pertence e eu faço o que quiser. – Heigar foi ríspido em sua resposta, deixando Ezreal com ainda mais ódio.

- Agora entendi o motivo dessa criaturinha estar tão assustada. Definitivamente, não posso deixa-la com você. Preciso protegê-la. – Taric disse sério, materializando sua maça em uma das mãos.

Os três se prepararam para o combate. Ezreal apertou seu punho, fazendo sua manopla brilhar. Garen sacou sua espada. E Taric apontou a maça em direção a Heigar. Entretanto, o pequeno mago apontou seu cajado em direção aos três. Quatro pilares com inscrições rúnicas surgiram do chão, com uma parede de energia impedindo que o trio saísse.  

- Idiotas. – disse Heigar, em meio a uma gargalhada maligna. – São tão burros ao ponto de nem perceberem que Heigar é parecido com Veigar.

- Então você é... – Ezreal estava surpreso. – Veigar Cinzento!

- Só agora que descobriram? E ainda querem me destruir. – Veigar debochou, rindo perversamente. – Desistam. Eu vou engolir suas almas.

Com seu cajado, Veigar fez um disparo de energia das trevas em direção a Ezreal. Entretanto, surpreendendo a todos, um homem pulou na frente do disparo, o bloqueando com seu escudo. O homem era alto e musculoso, imenso. Ele usava uma robusta armadura prateada e brilhante que protegia todo seu corpo. O homem possuía um bigode ruivo e somente um enorme escudo com um rosto de leão na frente. A criaturinha se agitou de alegria ao vê-lo.

- Não se preocupem, Braum está aqui para ajuda-los. – disse Braum, olhando para os três ainda presos pela magia de Veigar.

- Você novamente! – Veigar gritou frustrado. – Não ficou claro que depois que nos encontramos na minha fortaleza havia sido a última vez?

- Mama Braum ensinou que mentir é errado. – disse Braum, sorrindo. – Se não quisesse me encontrar, não tinha pego o meu companheirinho.

- Mas eu não estava atrás de você. – Veigar ainda bradava furioso. – Eu vim trazer a dor para que esses três otários aprendessem uma lição. Nossos caminhos se cruzaram por acaso. Não importa. Deixar você vivo foi um erro. Agora morra!

Veigar conjurou uma explosão primordial. Um raio azul no formato de anéis saiu do cajado em direção a Braum. Mas o bigodudo agiu mais rápido, levantando seu escudo, que pareceu crescer e ficar ainda maior. A explosão foi interceptada. Caso fosse atingida com êxito, teria sido fatal. Sem excitação, Braum golpeou o chão com seu escudo. Uma fissura se rompeu em direção a Veigar, arremessando ao ar o pequeno mestre do mal. Nesse momento, a pequenina criatura se libertou e pulou no colo de Braum. Ao se recuperar, Veigar assobiou e uma enorme águia negra e de olhos vermelhos deu uma rasante dos céus. O pequeno mestre do mal montou nela.

- Não fiquem felizes. Isso não foi uma vitória. – disse Veigar, espumando ódio em sua voz. – Eu sou o maior ser maligno que existe na Ilha de Runeterra. Tenho poder suficiente para aniquilar todos vocês. Mas vou deixar para o momento certo.

A águia voou e Veigar sumiu por entre as nuvens do céu. Os pilares desapareceram, libertando Ezreal, Taric e Garen da prisão de magia.

- Da próxima vez é vocês que irão me proteger. – Braum brincou, sorrindo simpaticamente.

- Já ouvi seu nome. Você é um herói! – disse Garen, com admiração. – Você é Braum, conhecido como o Coração de Leão, porque muitos dizem que seu coração bondoso é maior que o seu corpo.

- Estou sempre disposto a ajudar. Até as pequenas criaturas como esta. – disse Braum, acariciando o pequeno ser que ficou muito contente recebendo as caricias.

- O que ele é? – perguntou Ezreal, se aproximando de Braum com curiosidade.

- Um poro. Estou sempre rodeado deles. Essas criaturinhas gostam de mim. Ou seria dos biscoitos de Mama Braum? – Braum retirou um biscoito de uma pequena bolsa na cintura, dando para o poro, que comeu com satisfação.

- Tem mais desses biscoitinhos pra gente? – Ezreal quis saber, com água na boca. – Eles parecem deliciosos.

- E são! Tem sempre pra todo mundo. – disse Braum, rindo.

Enquanto Ezreal, Garen, Braum, o pequeno poro e até mesmo Taric comiam biscoitos, eles dividiram as suas histórias.

- Meu nome é Jairo Plumaluz. – Ezreal falou, abocanhando um biscoito. – O grandalhão loiro se chama Taric e o grandalhão com a espada é o Garen. Nós estamos em uma jornada para derrotar o Veigar Cinzento. Para isso estamos dando uma visitinha pelos templos e catando alguns cristais. Já temos dois.

- Você parece já ter encontrado Veigar antes. – Taric não deixou de comentar.

- Sim. Eu e meu companheiro Ryze conseguimos adentrar a fortaleza de Veigar Cinzento. – contou Braum. – Ele pode ser pequeno, mas é muito poderoso. Sozinhos, lutamos de igual para igual, porém Veigar chamou seus fiéis lacaios. Sion, o Bárbaro. Lorde Mordekaiser. E Karthus Bane-Luz. Não tivemos mais chance alguma. Ryze conjurou um portal para nos teleportar, porém, Veigar interferiu de tal forma que nos separou. Desde então, não sei onde Ryze está. E se este poro não tivesse se perdido de mim, não teria encontrado vocês.

- Então se junte a nós! – sugeriu Ezreal, animado. – Temos o mesmo objetivo em comum e podemos encontrar esse tal de Ryze no meio do caminho.

- Eu concordo. Você seria uma ótima adição em nosso grupo. – disse Garen.

- Dessa vez concordo plenamente com os dois. – Taric falou.

- Me sinto lisonjeado por quererem tanto a presença de Braum. – Braum sorriu. – Entretanto, tenho uma condição. Meu amiguinho pode vir também?

- É claro que sim. – Ezreal concordou, fazendo caricias no poro que ficava todo contente.

- Resolvido. Braum se juntará a vocês! – disse Braum com alegria. – Não temos tempo a perder. Cada vez que o tempo passa, Veigar fica ainda mais maligno e mais forte.

E aquele pequeno grupo de homens destemidos também ficava mais forte a cada dia que passava. Agora com Braum, eles já não eram mais um trio e sim e quarteto, que unidos possuíam a determinação e coragem mais do que necessária para enfrentar Veigar Cinzento mais uma vez e tantas outras quanto fosse necessário, até que a Ilha de Runeterra fosse enfim livre de toda a corrupção e sofrimento.

 



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