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História Right Turn - Capítulo 1


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Notas do Autor


Oii! Tudo bom? ^^
Boa tarde! 💜
Finalmente, tirei essa história do rascunho e postei aqui! ♥️ Era pra ser uma one-shot, mas como vi que havia poucas fanfics do Chris como protagonista, optei por escrever uma fanfic longa desse xuxuzinho 😍
Enfim, conversa demais matou o carambola!
Este capítulo, será uma breve apresentação de alguns dos protagonistas na fic.
Boa leitura! 🖤

Capítulo 1 - Prologue


Fanfic / Fanfiction Right Turn - Capítulo 1 - Prologue

 

Seattle, 10 de outubro de 1990.

Eduarda olhou de relance, bufando chateada e verificando em seguida o relógio em seu pulso, constatando que estava há quatro horas, aguardando o namorado comparecer no restaurante e nenhum sinal dele até agora. As íris castanhas da morena começaram a varrer o estabelecimento, buscando por quaisquer vestígios do loiro, mas não encontraram nada. A decepção tornou-se cada vez mais evidente em seu semblante.

“Ele não seria capaz de esquecer o nosso aniversário de namoro?!” tentou se iludir com a ideia porém rapidamente a ficha caiu, percebendo que era somente a sua mente tentando ludibriá-la, outra vez.

Duda sabia que o relacionamento com Jerry, não estava numa magnífica fase. Há tempos que a cumplicidade deles havia se extinguido, mas desse jeito o casal aos trancos e barrancos, continuam juntos... Possivelmente esse tenha sido o maior erro, empurrar com a barriga algo fadado ao fim. 

Se recordava plenamente dos numerosos chás de sumiços, que ao desenrolar dos anos ficou mais frequente. O loiro sempre pedia desculpas e depois tentava reparar, mas hoje fora o ápice para ela! Tudo bem, que o amava demasiadamente e compreendia que numa relação, não vivia exclusivamente de momentos bons, mas as mancadas do guitarrista estavam ficando diárias… o perdoava sempre e de novo, o loiro aprontava. E fora as grosserias que ele dizia quando estava bêbado e por mais que Duda rebata na base do sarcasmo, tinha horas que doía as ofensas proferidas.

Riu amarga, com a nova do dia: Cantrell a deixou plantada pela a centésima vez, no local marcado.

Começou a sentir os olhos marejarem e não querendo ser vista chorando pelos os outros clientes e ouvir: Por que, está chorando? - pegou sua bolsa vermelha, que descansava em seu colo e combinava com o vestido de seda e levantou-se apressada do lugar, ansiando chegar em casa o mais rápido possível.

“Ele vai me escutar hoje!”  pensou magoada, enquanto limpava uma lágrima solitária, que escorria pela a pálida face. 

 

~ Eduarda ~

 

Fecho a porta com tanta violência que as janelas estremeceram, despertando qualquer um que estivesse dormindo na casa, mas por hora nem me importei com isso. O meu coração batia tão depressa, que pensei ter um infarto a qualquer instante. Tentei segurar o choro mas falhei miseravelmente ao ver um porta retrato antigo, na estante. Aquele magrelo alto e cafajeste, fazendo uma careta para mim e minha irmã de cara fechada como sempre, ao nosso lado na foto. E fico me perguntando, onde ele deve estar.

Balanço minha cabeça negativamente, tendo certeza do quão estúpida sou. Me  preocupando à toa, à medida que aquele loiro sem vergonha, esteja por aí rindo de mim e vagabundeando na rua. 

Deixo meu corpo deslizar, pela parede fria e sustento meu peso no piso gélido que parecia ser o melhor canto do mundo pra mim, agora. Dessa vez nem me queixei do arrepio, que estava sentindo devido a baixa temperatura do chão. Só queria chorar em paz e ouvir a canção triste do Kiss, que os meus vizinhos chatos ouviam em volume consideravelmente alto pro horário, mas foda-se é o Paul Stanley! Poderia colocar no volume máximo, que nem iria protestar.

E dentro de pouco tempo, ouvi o que seria um destrancar da porta. 

– Cheguei, Du! - Ouço a voz animada do meu melhor amigo.

Era de praxe o guitarrista vir a minha casa, esperar a mim e a minha irmã. Que falando nela, a mesma deveria estar ensaiando com a banda dela, na casa de Lívia. 

O iluminar da rua sobressai da porta, na minha direção. Assim me revelando, porém Stone não teve essa percepção e logo foi questionar: – É você Luana?

– Não. - funguei baixo.

Quando o guitarrista pôs os olhos em mim, toda a diversão acabou em suas feições; assumindo uma postura grave.

– Hey, gatinha o que houve? - Não respondo nada e apenas me encolhi no canto, fitando as paredes vermelhas da sala.

 

××××××××××××

 

O rapaz ficou observando as feições um tanto tristes de Duda, que fazia uma careta ao tentar sorrir, outro fato não despercebido por ele, que começou a assimilar as coisas. Hoje era o aniversário de namoro de Eduarda e Jerry e a mesma havia voltado para casa sozinha. E conhecendo bem o casal, o par iria passar a noite fora com certeza.

“Qual merda o modelo da L'Oréal Paris, aprontou desta vez?” Stone se perguntou, fechando os seus punhos e respirando fundo.

O rapaz conheceu as irmãs Fabbri, durante a adolescência. Na época que elas haviam acabado de mudar-se do país de origem para Seattle e como elas não conheciam a cidade direito, o moreno por ser o vizinho mostrou o lugar até então desconhecido para elas e uma amizade forte e sincera nasceu entre Stone e Eduarda ao decorrer dos anos, por suas personalidades e gostos serem parecidos.

– Foi o Jerry, não é?

Sem saber o que dizer ela permaneceu em silêncio, olhando para os pés como se fosse a coisa mais interessante do mundo. Deu um sorriso melancólico e abraçou Stone. O mesmo retribuiu, dando uns daqueles abraços apertados de forma fraternal.

– Me conte o que houve. - a guria começou a chorar nos braços do amigo, que um tanto surpreso, acariciava os fios longos e pretos do cabelo da amiga tentando acalmá-la.

 – Tente se tranquilizar e depois me conte tudinho. - pediu manso.

– S-sim. - disse entre soluços abafados, fazendo o rapaz sentir o coração se apertar, pois nunca mais tinha visto a amiga desse jeito desde da morte de Andy. Não se lembrava de quantas vezes a viu assim. Ela era uma mulher tão forte e determinada. Vê-la nesse estado, deixava ele preocupado.

Quando finalmente acalmou-se, iniciou o relato e Stone ouvia tudo em silêncio, deixando que a brasileira colocasse tudo pra fora do que sentia.

– Hoje era pra ser o nosso dia! Especificamente um dos mais importante para nós! - falou alto  – Eu o esperei durante quatro horas! Quatro horas e aquele filho da mãe nem me ligou, para explicar o porquê não veio! - soltou um riso sem humor.

– Se eu pudesse estaria, torcendo o pescoço do Cantrell agora! - Stone falou num tom ameaçador.

– Amanhã de manhã, ele vai estar implorando para mim o perdoá-lo. E com certeza, virá com as clássicas desculpas como: o cansaço constante.

– Você merece alguém que te valorize e não um babaca, que não tem um pingo de consideração por ti. - Ele opinou  – E independente dele  estar cansado, que pelo menos fosse sincero contigo. Ele age como se fosse o único a sofrer no mundo, tendo pena de si mesmo e você fosse lidar sozinha com tudo. - tocou o rosto dela suavemente sorrindo, como um irmão mais velho faria  –  Pare de se culpar, ok? Aquele loiro oxigenado, não merece teu choro! Somente eu por ser bonito demais. - gracejou, arrancando a primeira risada verdadeira da mulher.

– Na moral, odeio quando você tá certo!  

– Então me odeia sempre, né? - retrucou presunçoso  – Estou sempre com razão querida! Já deveria estar acostumada com isso. - o músico piscou, convencido.

– Daqui a pouco, vai sair flutuando com este ego imenso por aí! - zombou.

 

××××××××××××

 

O pequeno diálogo entre a brasileira e o músico, surtiu um efeito positivo.

Ela saiu do banho enrolada numa toalha cinza mediana, que batia acima dos joelhos. Enquanto passava o creme nas madeixas lisas, refletiu sobre o sábio conselho do amigo. Ainda sentia-se magoada, mas como sempre Gossard tinha um dom fazê-la rir e sorrir, até nos seus piores dias. Após dar um trato no cabelo, se locomoveu do banheiro até o quarto.

Abriu as portas do armário para pegar algumas roupas confortáveis, para usar no lazer.

Então o telefone começou a tocar, para a sua surpresa e rapidamente, foi atender. Pensou em mil possibilidades de quem se tratava ou o porquê da ligação.

– Alô?! 

– Boa noite, Eduarda. Uh, você não deve lembrar de mim, mas eu acho que te conheço enfim… caramba, isso soou muito estranho! - Duda revirou os olhos, pensando que deveria se tratar de algum idiota qualquer lhe perturbando.

– Escuta aqui seu… 

– Ei, calma! Não liguei para passar trote, moça! Vou ser direto ao ponto. - interrompeu a morena  – Não precisa se preocupar mais! O Cantrell tá na minha casa e sob meus cuidados. Ele vai passar a noite, aqui. - avisou, sem rodeios.

– Como ele está? - indagou aflita.

– Completamente bêbado e agora tá vomitando no chão do meu banheiro. - explicou prático  – Não que me orgulha deste último fato, mas faz parte da vida. - suspirou.

– Como se chama?

– Chris. - o homem respondeu.

 

Como um flash na sua cabeça, se recordou do rapaz alto de cascatas longas e cacheadas que o falecido Andy, apresentou num rolê aleatório.

– Ah, sim. - Duda bateu na própria testa, rindo  – Desculpe, pensei que era um trote. - revelou um pouco envergonhada.

 – Sem problema. Só quis te deixar ciente da localização de seu namorado. 

– Obrigada, por estar cuidando dele.

– De nada! Além do mais, ele não tá dando muito trabalho e… - o rapaz parou de falar, porque o mesmo parecia estar reclamando, com alguém do outro lado: – Larga o cloro! Isso não é água, seu mané!

– O que está acontecendo?

– Nada. Tchau! - se apressou em desligar  – Não me recordo muito de você, mas a sua voz é linda! - brincou.

– Grata. A propósito a sua também, é. - riu e desligou o telefone.

 


Notas Finais


Não consigo escrever algo sem colocar um dramalhão pqp! 😂
PS:Quero sequestrar o Stone pra mim rs 💘
Espero que tenham gostado! 💜


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