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História Ring - Capítulo 5


Escrita por: Mixyl

Notas do Autor


Boa leitura vius? Qualquer errinho perdão!💖

Capítulo 5 - Acolhedor


A manhã nunca foi a hora preferida do dia de Renjun, ainda mais quando se tratava de ficar em casa. Estava na varanda juntamente com Jeno, aproveitando o vento da manhã enquanto tomavam um café forte. Normalmente manhãs como aquela eram cheias de estresse e raiva e tudo que Renjun pudesse descrever como chato. Aquele dia porém estava sendo diferente do normal, ao ponto de Renjun não se sentir completamente estressado em ver o movimento da cidade de sua casa. O vento refrescava o ambiente de maneira geral, e em momento algum cogitaram a idéia de sair daquele casulo silêncioso que haviam formado. 

Durante a noite que dormiram juntos, Jeno aproveitou aquele tempinho para apreciar Renjun, que ficou com um tantinho de dificuldade para dormir. Ficaram tão próximos que foi difícil não se envolverem no calor um do outro de maneira geral. O Lee sempre admirou Renjun enquanto dormia, não era novidade, mas as vezes parecia diferente. Renjun parecia não querer aquela aproximação, mas ao mesmo tempo queria Jeno por perto. Tudo era um tanto complicado quando se tratava de sentimentos.

— Você sabe que oque estamos fazendo e totalmente diferente para nós dois, não sabe? — Perguntou Jeno, recebendo a atenção de Renjun em prontidão. — Olha, quando você me sugeriu isso, eu realmente aceitei porque eu quis, mas se estiver se sentindo desconfortável com tudo isso a gente pode simplesmente parar com esse teatro e voltar ao que era antes.

— Eu tô bem… Só meio deslocado. — Falou enquanto bebia um pouco de café, suspirando baixinho. — A minha mãe sempre me usou, você sabe muito bem disso, então agora que eu tô resolvendo ser eu mesmo tá sendo um pouco difícil. Nunca passei por isso e tô odiando passar por isso. 

— Sei bem como você deve estar se sentindo… — Soltou um riso sem graça, segurando a xícara de café com um pouco mais de força enquanto suspirava. — Meu pai não gostou nada do que tá acontecendo entre a gente.

— Oh… Sério? Ele sempre me pareceu tão calmo.

— As aparências enganam. 

O clima ainda se mantinha pacífico entre os dois, calmo como se tivessem jogando as palavras contra o vento e deixando tudo seguir de forma normal. Em um impulso meio que impessado, Jeno deixou sua xícara sobre a mesinha que tinha na varanda e abraçou o chinês por trás, o envolvendo em um calorzinho bom até de mais para largar de mão naquele momento. Colocou o rosto sobre o ombro do Huang, olhando para o céu que começava a ficar livre de nuvens por conta do sol quente. Renjun não quis protestar, quando Jeno resolvia agir daquela forma (em silêncio), sempre preferia deixar com que o Lee se sentisse um pouquinho mais livre no que fizesse. 

Claramente naquele dia não iriam ficar separados, justamente por Jeno notar o quão deslocado Renjun estava naquela manhã. Iria preferir fazer seu papel de namorado perfeito do que ter que encarar maquiagens e câmeras naquele início de manhã. — Assim que saíram da varanda, juntos se deitaram na cama novamente, ambos em silêncio até Jeno resolvesse se pronunciar.

— Oque acha de fazermos alguma coisa? Tipo cozinhar e colocar um filme. — Sugeriu o Lee em prontidão, não demorando muito em se levantar e olhar o chinês que fazia uma cara bastante dramática. — Não vai dar trabalho, é só a gente ver na internet.

— Okay, mas você que tá dizendo, eu vou só observar.

As intenções de Jeno eram claras, sua distração tinha que funcionar de alguma forma, então assim que chegaram na cozinha grande, o Huang se sentou sobre o balcão e ficou observando Jeno. Aos poucos, o coreano passou a vasculhar os armários, tirando tudo dos armários que via pela frente, não sendo muita coisa útil, a maioria era miojo ou comida enlatada, e Jeno quis rir por aquilo.

— Você por acaso acha que vai sobreviver apenas com isso? — Perguntou enquanto apontava para os itens na mesa. — Pelo amor de Deus Renjun, é assim que vai ter disposição pra cozinhar quando não poder ir há algum restaurante?

— Na verdade eu nem fico em casa direito…

— Eu sei, mas não custa nada fazer uma compra e se manter abastecido. — Comentou enquanto separava os ovos que havia pego na geladeira, juntamente com outras coisinhas. — Oque você acha que a gente pode fazer?

— Pedir pipoca pela internet? 

— Não… Olha como ainda tá de manhã a gente pode ir no mercado, oque acha? 

— Acho desnecessário mas já que você quer, tudo bem.

O Lee quis rir, mas de prontidão apenas guardou as coisas que restavam encima da pia e da mesa. Não era assim que iriam ter um dia agradável e livre de cobranças.


[…]


No mercado, Renjun deixava-se observar as prateleiras em que Jeno olhava alguns produtos. Não gostaria de admitir, mas Jeno parecia saber oque fazia escolhendo todas aquelas coisas que nem Renjun sabia da existência. 

— Minha tia sempre me levava ao mercado, e vivia dizendo que quando moramos sozinhos, temos que aprender a fazer as coisas nescessárias para uma casa organizada. Ou seja, compras uma vez no mês e também manter a casa organizada, não limpando sempre. Também devemos aprender a fazer o básico de comida, ou seja, arroz e carne. 

— Então, você sempre faz isso? — Perguntou curioso enquanto via Jeno assentir. — Com minha mãe era totalmente diferente.

— Sem nossos pais a gente tem que aprender a sobreviver. 

Aquilo era de longe um fato. Renjun sempre foi usado pela mãe, então sempre comia em restaurantes, e quando não comia, miojo era sua janta, seu almoço e até mesmo seu lanche. Passou a ajudar Jeno a comprar as coisas, rindo de como Jeno parecia indignado, já que não sabia escolher quase nada. Mas era sua primeira vez tendo aquela experiência de ir no mercado e fazer uma compra para sobreviver o mês inteiro. 

Compraram o básico e assim que saíram do mercado, Renjun deixou-se observar Jeno enquanto seguiam de volta para casa do chinês. — Tinham comprado tudo que de certa forma precisava, então assim que chegaram em casa, colocaram as coisas na mesa e Renjun mais uma vez sugeria pipoca para comerem enquanto assistiam há algum filme.

Aquilo era tão estranho de uma certa forma, não parecia nem mesmo o próprio Renjun que estava presente naquela manhã. O Huang em momento algum foi desdenhoso, ou debochou de algo e quando isso acontecia era porque realmente não estava afim de agir de tal forma. Chegava a ser bastante novo para Jeno, ter que lidar com Renjun daquela forma, como se fossem realmente um casal.

Agora, juntos deitados em um cama, com o quarto completamente no escuro e apenas a tv ligada, ambos deixavam-se assistir um filme, comendo pipoca. Em momento algum tocaram em seus celulares, por isso se mantinham entretidos em nem ao menos ligar para oque outras pessoas iriam achar, precisavam apenas se organizar.

— Oque você acha que devemos fazer? — Jeno perguntou em meio ao silêncio, suspirando enquanto olhava para o lado. — Assumimos que estamos namorando, estamos fazendo tudo certinho. Acha que devemos fazer alguma coisa há mais? 

— Na verdade não. Vamos agir normalmente, como se fossemos realmente um casal.

Aquelas palavras enfim fizeram Jeno apenas assentir em concordância. Não eram um casal de verdade... Talvez nem chegassem a ser, mas Jeno queria aproveitar, mesmo que Renjun pudesse nunca ser seu. 

— Acho que eu deveria aproveitar essa oportunidade, não acha? — Jeno puxou a vasilha de pipoca para o lado oposto da onde estavam apenas para aproximar o rosto e o corpo para perto de Renjun, não demorando muito em receber a atenção do chinês completamente para si. — Agora que você é meu namorado, não existe nada que possa me impedir de roubar um beijo seu. 

As mãos que seguravam em prontidão o rosto de Renjun, logo foram substituídas ao descerem para cintura. Jeno deixou-se esfregar os lábios aos do chinês, podendo sentir o coração acelerar com aquele simples ato. Quando subiu o olhar, pôde ver o Huang de olhos fechados. Era uma vontade tão crescente de beija-lo que quando juntaram os lábios pela primeira vez naquele dia, Renjun quis simplesmente não sair mais do próprio quarto. O carinho, o modo de como Jeno o tratava o deixava de coração acelerado, e mesmo que quisesse negar, dizer que 'não, Renjun cedeu aquele toque, segurando os fios de cabelo de Jeno afim de deixar as bocas mais juntas naquele beijo lento e instigante. 


[...]


Após longos dois dias fora das mídias, o casal mais aguardado estava de volta aos seus respectivos lugares. As fotos de uma nova coleção de maquiagem com a imagem de Renjun já estavam estampadas em vitrines de lojas coreanas espalhadas pelo centro de Seul. Em outro lado, o casal fora chamado há fazerem parte de uma nova coleção de roupas que viriam há tona. Aos poucos tudo voltava ao normal, e Jeno apenas queria aproveitar que não precisaria se preocupar com problemas por um bom tempo. 

Minjeong observava o primo tomando café enquanto conversava com sua mãe. Sua mente estava mais do que pesada, se sentia totalmente perdida em sentido do que fazer ou de como agir com Jeno. Assim que a mais velha saiu da cozinha deixando os dois primos sozinhos, Minjeong vagou o olhar por suas mãos em um suspiro fundo no momento seguinte.

— Jeno eu quero que você me diga uma coisa, que é muito importante pra mim. — Começou, sentindo o olhar do primo diretamente em si. — Você realmente gosta do Renjun? Sente algo por ele de verdade?

— Mas é claro que sim. Eu nunca me senti tão feliz Minjeong, eu realmente gosto dele. Aliás, hoje vamos visitar aquelas lojinhas que ficavam perto da casa do meu pai, lembra? Quando eu era pequeno, você e eu sempre íamos lá. 

— Oh, claro que sim. Aproveita seu passeio então, hoje infelizmente tenho um ensaio pra um anúncio. 

— Vou aproveitar sim... Ah! Está na minha hora. Bom dia pra você prima. — Jeno deixou um beijo estalado na bochecha da prima, saindo andando para fora do apartamento.

O clima estava meio frio naquele meio de semana, mas nada que impedisse Jeno de sair de casa. Quando entrou no próprio carro e dirigiu até a onde encontraria Renjun, podia sentir o próprio peito se encher de ansiedade enquanto pensava no que poderiam passar. A música que saía do rádio era apenas uma distração até que chegasse aí bairro a onde encontraria Renjun, oque não demorou muito há acontecer. 

Visitar o bairro que havia praticamente crescido sempre lhe trazia lembranças boas, e foi isso que sentiu quando o sol bateu em seu rosto e pôde sentir o cheirinho de biscoitos que eram vendidos na hora em uma lojinha lá perto. Olhou o celular na próprio mão vendo uma mensagem de Renjun. Deixou-se olhar em volta até ver Renjun comendo algodão doce com uma criancinha que parecia entretida enquanto falava com Renjun. Se aproximou e abriu um sorriso grandinho, comprimentando o Huang e em seguida a criança.

— Sobre oque os dois estavam falando? — Perguntou curioso, entretido em ver os dois rirem. 

— Sobre como algodão doce é bom. — Respondeu o Huang antes de apoiar a mão no ombro de Jeno e olhar a criancinha em sua frente. — Olha, quando seu amiguinho chegar, dê um pedaço do seu algodão doce pra ele, okay? Agora eu tenho que ir, mas espero que a próxima vez que eu venha, a gente possa se ver.

— Igualmente titio Renjun, bom passeio! 

Quando se despediram, Jeno e Renjun passaram a andar tranquilamente pelo bairro, ambos gostando do ambiente agradável. Entraram na primeira loja que viram. Jeno olhou as prateleiras, pegando um laço e colocando na franja de Renjun, o vendo reclamar enquanto lhe olhava.  

— Tá uma gracinha sabia? — Jeno provocou, vendo Renjun pegar uma um arquinho de vaquinha, ficando na ponta dos pés para colocar em sua cabeça. — Eai, como estou?

— Você não vai querer saber. — Riu olhando as outras coisas na prateleira. — Então vai ser assim o nosso encontro? 

— ... Não é um encontro. — Disse quase que acanhado. — Eu só chamei você porque você é boa uma companhia. 

— Conta outra Jeno. — Olhou fixamente para o Lee, acabando por sorrir e deixar um selinho nos lábios de Jeno. — Vamos naquela loja que vende porcelana, eu quero aquele gatinho que fica mexendo a mão.

Quando Renjun se distanciou, Jeno tocou os próprios lábios, sorrindo enquanto ia atrás do chinês, esquecendo do arquinho de vaquinha que estava em sua cabeça.


Notas Finais


Sim, agora eu quero mostrar o outro lado do Renjun nessa fanfic, sem ser o lado arrogante ou ríspido ou cheio de problemas. Vocês vão passar a ver uma grande mudança, mas mesmo assim espero que gostem do que vir pela frente.

Segue a listinha de atualização!

— Acampamento de verão
— Ring
— Fio vermelho
— Do you wear Dior?
— Versões suas em mim

Até o próximo capítulo, bjs da sisi💖


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