História Ring Dancers - Capítulo 7


Escrita por: e Tinkerrbell

Postado
Categorias SHINee
Personagens Jinki Lee (Onew), Minho Choi, Personagens Originais, Taemin Lee
Tags 2min, Fantasyisland, Fiproject, Fipshinee, Onew
Visualizações 226
Palavras 6.926
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Lemon, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Pessoal, me desculpem, mas eu decidi não fazer o bônus. Motivo? Eu me atrapalhei inteira no projeto, me atrapalhei inteira no primeiro grupo. Eu devia ter passado uma boa impressão sendo mais organizada com o primeiro grupo, mas como eu não consegui, é tentar me esforçar no gg do mês de fevereiro.

Nas notas finais eu vou dizer um pouco do que estaria no capítulo bônus

Capítulo 7 - O final do comecinho


 

 O lutador deslizou a mão que não firmava o próprio queixo pelo torso de TaeMin. MinHo, deitado de lado atrás de TaeMin, que também deitado de lado escrevia uma letra num caderninho que caiu da companhia de alguns poucos livros enquanto o barco se mexia havia pouco tempo, ouvia o garoto contar outra vez a experiência de ter visto aquilo que tanto parecia um anjo.

– Os cabelos eram branquinhos apesar de ele parecer jovem, cara.

– Eu acho essa história até bem interessante, sabia? Quer dizer, há quanto tempo tem descolorante de cabelo no céu, se eles descobriram isso antes de nós, humanos, e caso não tenham descoberto antes da gente, se eles compraram aqui e levaram para lá ou se Deus deixa eles platinar o cabelo de branco de boas... fiquei pensando nisso desde a primeira vez que você falou desse anjo – Antes mesmo de terminar de debochar da história de Taemin, este já estava a o olhar torto por cima do ombro.

– Você é muito imbecil – Retrucou, irritado, mas focado em escrever – Não leva nada do que eu digo a sério – Murmurou não tão sério.

– Como eu vou levar isso a sério, TaeMin? – Riu vendo o garoto largar o lápis – Desistiu?

– Acabou a inspiração – Segredou vendo MinHo pegar o caderno – Você vai ficar excitado de novo se ler isso aí.

MinHo leu as três primeiras linhas.

– +19 de novo? Por que você é assim? – Perguntou em ar desistente – Desde quando você tem essa mente tão suja?

– Desde que eu me lembro – TaeMin respondeu – Piorou nos últimos anos. Mais ainda nos últimos tempos, por causa de você – Sorriu malicioso para o espelho numa das paredes da cabine, olhando para MinHo, que o viu deslizar uma das mãos no lençol que se encontrava entre suas próprias pernas apenas para provocar o outro – Ah! – Finalizou a atuação – Por que você sempre fala de juventude nas músicas que compõe, sente falta?

– Na verdade, não. Eu componho sobre o que me chama atenção. A minha foi muito boa então tem coisa que ainda está fresca.

– Como foi sua juventude? – Se virou para o lutador, lançando um olhar convencedor para ele.

O outro pensou.

– Eu saí de casa com 18 anos porque minha mãe casou com meu tio, e como ela não me procurou por um tempo, minha avó me deu um lugar para ficar. Até então foi normal.

– Por que você não ficou com sua avó?

– Minha avó era uma pessoa diferente, sabe? Ela disse que eu não tinha motivo para sair de casa, mas já que saí, devia morar sozinho. Me deu um lugar para ficar, mas não deu uma cédula de mil won, disse para mim e fazer meu próprio dinheiro porque mesmo que não precisasse pagar o aluguel, precisava comer e me vestir, e ela não ia fazer isso por mim.

– Ela deve ter orgulho de ver como você cresceu mesmo sem o dinheiro dela. Ela mora aqui em Seul?

– Morava, ela morreu há dois. No começo eu achei que foi muito cruel da parte dela. Sempre fui o único neto de cinco netas. Achei que ela devia ter me ajudado já que também não gostava do relacionamento da minha mãe – Disse – Mas foi porque eu precisava de dinheiro que comecei a trabalhar na mesma bilheteria que Lee JinKi trabalhava. O JinKi já era de maior e um boxeador amador. Começou a me levar para ver as lutas dele e eu me interessei. O seu irmão ainda era amador naquela época porque queria. Sempre ficou dividido em estudar e lutar, e sempre escolheu estudar.

– O nosso pai odiava isso nele – Sorriu fraco.

– Eu vi os dois brigarem muito na época. Ele treinava nós três, mas acabou só com o Jinki depois de um tempo. Seu irmão entrou na universidade e eu comecei no taekwondo. Eu me afastei mais, passei três anos com o TKD, e depois que voltei o tempo começou a passar mais rápido. Já estou com 28 anos, o Jinki com 30 e o TaeJun vai casar.

TaeJun e HaeJoo finalmente decidiram.

– Mas vocês viveram bem – TaeMin disse – Fizeram muito dinheiro, principalmente você. A sua fama com certeza ainda vai durar uns cinco anos.

– Ah, que mesquinho. Pode colocar dez anos aí.

– Eu dou, no máximo, seis anos – Revidou em ar certo – Mas veja o lado bom disso, hyung, você vai poder ganhar dinheiro compondo para grupos roockies que enfatizam a juventude.

– Você é muito idiota, garoto – Retrucou soltando uma risada rouca – E você, como define sua juventude?

Taemin pensou em quando tivesse 28 anos, em como seria se pudesse dizer à alguém que perguntasse sobre sua juventude como passou os últimos meses dos seus 18 anos vivendo aquilo com o outro.

– Chata – Respondeu como quem coloca um ponto final naquele assunto – Então, tem uma coisa que eu tenho curiosidade sobre você. Sobre você e o Onew hyung.

– Eu ‘tô falando sério, você pode parar de chamar aquele idiota de “Onew hyung” na minha frente? Eu sinto ânsia de vomito sempre que você chama todo docinho ele assim.

Era essa raiva que MinHo tinha de JinKi que intrigava TaeMin. Pela história que MinHo acabou de contar, foi de JinKi que se aproximou primeiro, mas hoje nem fala direito com ele.

– Por que você odeia tanto ele?

– O JinKi é um idiota, vocês não veem porque não querem e porque ele é um sonso – Revidou – Ele sempre foi sonso.

– Nossa. Por que você diz isso? – Perguntou – Eu acho que isso tudo é alarme seu. O Onew hyung é uma pessoa diferente, peculiar, mas você também é. Isso é normal. Vocês são é muito parecidos.

– Existem outras formas de você me insultar, sabia?

– MinHo, você é infantil.

– Ele é infantil, sempre foi. Ele sempre pisou na bola comigo – Disse – Ele terminou com uma garota uma vez, e eu era muito interessado nela desde antes. Eu era um ‘trouxão e ainda perguntei para ele ficaríamos bem se eu chamasse ela para sair. A gente sempre brigou por tudo e eu não queria que brigássemos mais por isso perguntei. Ele disse que estava de boa, que não gostava mais dela e que sabia que eu a vi antes dele, mas ficou puto quando eu comecei a namorar ela.

– Claro, MinHo, você era o melhor amigo dele e ela a ex. Quem pisou na bola foi você.

MinHo o olhou sério e TaeMin rapidamente recolheu sua opinião.

– Eu não ligava para esse negócio de “melhor amigo” antes. Eu estava de boa com a garota que devia ter sido minha desde o começo, não me importei com nada. Eu não percebi que as vezes que eu e ele brigávamos tinha aumentado e por motivos idiotas. Um dia a gente brigou feio, não lembro o porquê – Forçou as sobrancelhas, tentando lembrar do motivo e desistindo em seguida – Eu o acertei e ele tentou vir para cima de mim, então eu o derrubei. O TaeJun separou a gente e deu um castigo em nós dois, mas ele não quis falar comigo por um tempo.

– Daí estão assim até hoje por causa disso?

– Não, estamos assim porque ele tomou a garota de mim.

– O que? – Taemin não conteve o riso. Por que gostou daquilo?

– Ele dormiu com a garota, com a ex dele, por vingança.

– Se foi antes de você namorar aquela arquiteta... – Kim NaYoung – Foi há quatro anos atrás, Choi MinHo. Há quatro anos você não fala direito com o Onew hyung por causa de uma garota?

– Homens não suportam ser passados para trás, ainda mais por um amigo, TaeMin.

– Não, não, isso é besteira. Vocês são uns idiotas, ponto final – O garoto disse, pouco depois escutando o celular de Minho tocar e o mesmo atende-lo impaciente – Quem é?

– Minha empresária – Respondeu, pondo o celular rente ao ouvido –Fala.

TaeMin digeriu a história da intriga dos dois lutadores. Nunca entendeu o motivo de homens brigarem tanto por causa de mulher. Imaginava se as pessoas não podiam ser iguais a ele próprio que não se doía com tão pouco, que não se importava.

– E aí, o que ela queria? – Perguntou depois que MinHo voltou para a cabine – Temos que voltar para a praia?

– Temos. Um júnior meu vai lutar hoje, ela também o gerencia e disse que eu deveria representá-lo no júri.

– Você não já foi jurado?

– Já. O que eu posso fazer se gostam de mim?

– Ah, fala sério. Não íamos passar o dia juntos hoje?

– O que você tanto quer fazer, garoto? Vai tirar um cochilo, vai ler um livro, ensaiar uma coreografia, ver desenho, sei lá. Você só pensa em sexo.

TaeMin estranhamente gostava do tempo onde os dois ficavam deitados na cama e conversavam.

– Ah, tanto faz – Murmurou, sentando-se na cama – Então eu vou passar o dia sozinho de novo.

– Quer ir comigo para a cidade? Te levo para comer algo depois.

Taemin... era como se ele tivesse ganhado vida nova.

– Vai me levar mesmo?

– É, pode ser.

Então levou, mas chegando lá, TaeMin se encantou com a música do concurso de dança que estava tendo não muito distante do estágio onde a luta amadora estava acontecendo. Assistiu as apresentações do concurso enquanto MinHo representou seu júnior no júri. Depois os dois se encontraram de novo para comer e TaeMin só falou das apresentações, das músicas e como aquele concurso foi bem organizado, como nem os da capital eram. Disse também que reviu o anjo.

 

 

[...]

 

21 de julho

 

 

Era o dia da apresentação de TaeMin.

Ele não imaginou que MinHo fosse vê-lo junto de TaeJun. Se surpreendeu ao ver o lutador lá, ficou nervoso e envergonhado, mas mais surpreso ainda ficou ao ver seu irmão, que nunca foi assistir a nenhuma das apresentações dos concursos de dança que TaeMin participou, apesar de o incentivar a ir em todos.

De verdade, TaeMin quis fazer bem por causa dele. Pelo seu irmão, que vinha cuidando de si desde a morte do pai dos dois, queria ganhar o primeiro lugar – e o prêmio em dinheiro também, apesar de não ser tão necessário assim. Ensaiou bem, ensaiou muito. Foi curta a pausa que deu na dança, mas ao voltar, estava com um gás a mais. Estava melhor. Se já ganhava os primeiros lugares sempre antes, agora com certeza também ganharia.

Apesar de dançar bem e JongIn e Park JiMin, que faziam tão bem quanto, estarem competindo, estava mais confiante na sua postura e expressões.

No final da apresentação, depois dos resultados, ganhou o primeiro lugar, mas não sorrio exageradamente – como seus adversários sempre o descreviam, parecia aquela mesma pessoa dondoca, apesar de só agir de tal forma por causa da autoconfiança que adquire enquanto vê as performances dos outros. Park JiMin ganhou, como sempre nas competições em que TaeMin participava, o segundo lugar, e JongIn ganhou o quinto, o que chocou todos que julgaram a dança do moreno como ótima.

Quando saíram do palco, uns seguindo os outros, um homem bem-vestido abordou os três amigos que não se deslocavam.

TaeMin logo o reconheceu, era o anjo. Com os mesmos cabelos brancos, que fazia um contraste com sua pele que não se encontrava tão clara, e com seus olhos claros pelas lentes de grau azuis.

– Ah, olá, garotos – Cumprimentou – Eu me cham... Ah, um minuto! – Pediu, tateando rapidamente as próprias roupas, procurando o cartão da empresa – Aqui, eu estou aqui representando a SMHIT Entertainment. Me chamo Kim JongHyun e gostaria de dizer que gostei bastante da apresentação de vocês três – Olhou para cada um dentro dos olhos, sem deixar de sorrir em momento algum. Parou em TaeMin – Olá, TaeMin-ssi. É bom vê-lo novamente. Quando eu pedi sua ficha de inscrição, no mesmo momento lembrei do nosso encontro.

– Ah, olá. Quando eu te vi na praia, não sabia que você trabalhava para a SMHIT – TaeMin comentou, pegando na mão do que havia entendido a sua – Mas agora faz sentido. Você devia estar representando a agência no concurso que teve por lá.

– Sim, foi isso o que aconteceu – Respondeu – Aquela maldita (a empresa) teve a brilhante ideia de me mandar sozinho para representar aquele concurso – Retrucou, baixo e sem a pose de antes. Olhou para os garotos que o olharam arqueados; voltou a sorrir – Eu posso dizer com toda a certeza que a apresentação dos três foram as melhores. Seria uma honra para a SMHIT e para mim temos os três como parte da nossa família.

Para TaeMin, SMHIT Entertainment sempre foi a melhor empresa dentre as que gerencia ídolos coreanos, mas foi desclassificado na audição que fez para eles havia pouco mais três anos. É uma empresa grande que já formou muitos dos famosos do país. Muitos jovens querem estrear sendo filhos daquela companhia, só que era extremamente difícil entrar nela. Há dois anos o presidente foi preso e quando o vice-presidente assumiu, debutou uma nova geração de ídolos.

– A SMHIT nos quer? – JiMin questionou – É engraçado, porque eu não passei nas duas audições que já fiz para entrar lá.

– Eu também – JongIn concordou, rindo.

– É que todos nós já fomos rejeitados por algumas empresas – TaeMin explicou – Nós não estamos pensando em nos tornar ídolos.

Os três e mais dois garotos tinham um grupo de dança antes do Lee passar por aquela fase. Naquele momento, maioria deles estava focado no vestibular que fariam em alguns meses.

– Mas vocês são tão especiais – JongHyun revidou, aparentemente incrédulo – Não, tipo, eu não entendo esses adolescentes – Pareceu mais ainda ao perder a formalidade – Tem uns que você pode abri-lo, tirar todos os órgãos do corpo e virar pelo avesso procurando algum talento, quem sabe uma habilidade especial, mas não há nada, e mesmo assim quer ser um ídolo. “Ah, eu quero ser um cantor de k-pop. Olha a minha voz de disco azunhado, que linda”, “olha meu corpo inflexível, eu nem sei dançar, mas quero ser um ídolo” – Os meninos arregalaram os olhos para o homem na frente deles, meio surpresos com aquela postura que o representando com certeza não devia estar mostrando – E vocês aí, com tanto talento, não querem.

– Ah, talento! Talento o TaeMin Hyung tem mesmo. Ele dança, canta e compõe – JiMin se pronunciou.

– Vocês vão abrir audições, é? – JongIn perguntou.

– Ah, sim. Sim, iremos abrir audições para setembro – O representando adquiriu novamente aquela pose – Eu gostaria que pensassem no caso da nossa empresa. Eu li a ficha dos três, vocês têm muito potencial. Pensem até lá, por favor.

 

Basicamente, o trabalho de JonHyun era caçar talentos nas ruas e convencer os jovens que não conseguem ver seus talentos. Trabalha na empresa há poucos anos, mas já tem uma linha de trainees preciosos para debutar, jovens especiais cheios de talentos.

– Tudo bem, a gente pode pensar – TaeMin disse, recebendo o cartão da empresa assim como os outros dois garotos – Anjo? – Pensou alto.

– Sim? – JongHyun respondeu, meio aéreo, logo se sentindo envergonhado por ter atendido àquilo – Desculpe. Costumam me chamar assim.

– De anjo? – Um dos outros garotos perguntou.

– Sim – O outro respondeu – Pois eu sou o anjo que acha talentos.

 

 

[...]

 

27 de julho

 

 

Já estavam naquela havia longos minutos, perdendo o precioso pouco tempo que estavam passando juntos nos últimos dias.

– Você quis dizer sim – TaeMin insistiu, ainda irritado com aquela pergunta que MinHo fez – Que eu com certeza fiquei com o JongIn só porque passo muito tempo com el–

– Eu não quis diz... Ah, sinceramente – Riu, também meio irritado – Olha, eu não me importo realmente com o que você faz ou deixa de fazer com seus amigos, de que tipo de brincadeira, vocês, garotos, brincam hoje em dia.

– Beleza, então pare de insinuar coisas. Puta merda, você é muito chato quando fica fazendo isso, achando que só porque tem um cara perto de mim eu vou dar mole para ele.

– Não que eu ache isso até porque eu não me importo se você dá mole ou duro para alguém, mas se foi assim que eu te conheci, se esfregando em um cara num beco, quase dando para ele lá, o que quer que eu pense? – Sua insistência em dizer que não se importava deixava visível que era mentira.

TaeMin ficou extremamente chateado com o que MinHo acabou de dizer. Não achou que ele fosse ser tão baixo.

– Você já era para mim – O mais novo disse e rapidamente vestiu seu casaco novamente.

– O que você quer dizer com isso? – MinHo questionou ao que foi rápido em levantar e ir em direção ao hall. O seguiu e puxou-o pelo tecido aveludado da roupa – Por que ficou tão chateado, garoto? Falei alguma mentira?

TaeMin se soltou, voltou a calçar os tênis e MinHo insistiu, mas o Lee o empurrou e calçou rápido o pé que faltava, logo abrindo a porta. Quando abriu, se deparou com a mulher que parecia ter acabado de ficar em frente à porta. Kim NaYoung.

TaeMin olhou para MinHo atrás de si.

– Era por isso que você estava me mandando ir embora logo? – Perguntou.

– Do que está falando? – Aquilo era um “sim”.

Então TaeMin o obedeceu e saiu.

 

 

[...]

 

 

JongIn parou o que estava fazendo ao notar que TaeMin não estava mais ao seu lado e, ao olhar um pouco mais longe, ver que ele também não estava perto de SooJin. Pediu para a garota com quem estava ficando esperar e foi até o outro amigo.

– Cadê o TaeMin? – Perguntou alto devido a música. SooJin também estava de casal com uma garota e com seu cigarro de sempre.

– Ele saiu pra dançar, dizendo que a gente tava um saco – Respondeu – Deve estar carente de atenção, com certeza foi procurar um consolo. Tava na cara dele que ele tá precisando de um – Riu, como se JongIn estivesse achando graça do sumiço do outro – Ah, relaxe, JongIn-ah. Nós estamos com essas gostosas, por que ele não pode arrumar alguém com quem se divertir?

Não é que JongIn achasse que TaeMin não podia se divertir, fosse com um cara ou não – estava tentando se adaptar com a orientação do outro, por mais que fosse desnecessariamente difícil –, mas ele ficava receoso sempre que TaeMin ficava tão solto.

– Tá.

Enquanto isso, TaeMin estava perto do palco daquele galpão de festas chamado palco do rap, dançando e conversando com uma amiga.

– Ei – Ela o cutucou – Conhece? – Apontou para o rapaz de quem se referia e TaeMin lentamente, quase de forma desinteressada, virou um tanto para vê-lo.

– Não, por que? – Voltou a virar para a garota.

– Ele está timidamente secando a sua bunda.

TaeMin riu. Desde que contou a essa amiga, esta que é sua amiga desde que estudaram juntos há alguns anos, sobre sua preferência, ela acha que quando um cara, qualquer um, insiste em olhar para ele significa que está interessado.

– Qual é, SeYong...

– É sério – Ela riu, uma vez que TaeMin ria enquanto desacreditava – Olha, ele e a turminha dele estão vindo – Olhou-o como se estivesse adorando aquilo – Ele provavelmente vai esbarrar em você, se prepare.

TaeMin franziu o cenho olhando para SeYong e continuou dançando.

O rapaz se aproximou bastante de TaeMin enquanto seus amigos ficaram mais distantes, mas não falou e nem esbarrou, continuou dançando, mesmo que meio rigidamente, até que um de seus amigos veio e aparentemente irritado com a atuação do outro, o empurrou contra as costas de TaeMin.

O Lee se virou para olhar o cara que esbarrou tão forte em si, e mesmo que ele fosse muitos centímetros mais alto, não se intimidou, o olhou mostrando com as sobrancelhas franzidas e um discreto bico o quanto gostou daquilo. O rapaz também não se desculpou, apenas se curvou de forma quase imperceptível e logo se virou para seus amigos, os repreendendo. TaeMin voltou a dançar de frente à sua amiga.

Então, poucos instantes depois, o outro o cutucou e o tocou no ombro, como se pedisse atenção.

– Ah, oi?

– O que há? – TaeMin perguntou, ainda meio trombudo – Quer algum pedido de desculpas?

– Não, n-não... – Parecia nervoso demais, provavelmente até para si mesmo, então pigarreou e ajustou a postura, soltando o ombro de TaeMin que ainda estava a apalpar – Desculpe por esbarrar em você e... por estar parecendo um estranho – Pediu – Eu estava te vendo ali e quis falar com você.

– Esbarrar com certeza é um truque certeiro, mas bem ultrapassado – TaeMin revidou.

– Eu sei, mas não consegui pensar em outra forma de puxar assunto com você – O outro refez – Hm... e-eu me chamo JooHyun, Bae JooHyun.

– JooHyun... certo – TaeMin não queria parecer interessado, as palavras de MinHo ecoavam na sua cabeça e ele estranhamente não queria passar uma má impressão de si mesmo para outra pessoa, não mais – Falou – Disse e SeYong, sua amiga, o bateu de leve por ter sido tão frio com o garoto que foi até ele e já parecia envergonhado o bastante – O meu é TaeMin.

– Lee TaeMin, eu sei – JooHyun falou e TaeMin, que ficou curioso sobre como ele sabia seu nome, virou de lado, o perguntando como – Ah, acho que você não lembra mesmo de mim – Comentou – Eu estava no concurso Dançarino Adolescente com você também. Fiquei em sétimo lugar.

TaeMin só precisou pensar um pouco mais até lembrar de um rapaz alto demais e bonito, que dançava muito bem, mas que escorregou e caiu no vão do palco.

– Ah! O que caiu? – Questionou – Ah, eu lembro. Você se machucou naquele dia?

– Só arranhei o braço – Respondeu meio sem graça – Enfim, eu te vi e gostei de como você dançou. Quis falar contigo lá mesmo, mas não consegui. Quando te vi aqui, quis puxar algum assunto.

TaeMin pensou um pouco mais.

– Por que quis falar comigo?

– Você é legal – Respondeu rápido demais para o gosto de TaeMin – Gostei muito de você – Complementou – E ouvi que você é irmão do treinador Lee TaeJun. Eu sou muito fã dele.

– Gosta de lutas?

– Muito, nossa.

 

 

[...]

 

 

TaeMin acendeu a luz da academia de TaeJun, logo ouvindo o “wow” sair da boca de JooHyun.

– Qual é, não é tudo isso. Cheira a casa velha lavada com desinfetante.

– Não é cheiro de casa velha, é pura testosterona – JooHyun revidou – É verdade que seu irmão só treina homens de verdade?

TaeMin franziu o cenho. Aquele cara era estranho.

– Disso eu não sei – Disse – Por que você é fã do meu irmão? Ele nem luta mais.

– Ele é o único que sabia nocautear o adversário depois de dar uma pirueta no meio do ringue – Respondeu.

– Ah, você também viu esse víd–

TaeMin riu enquanto falava até que viu sair detrás de uma das paredes que divide o lugar em cômodos um Choi MinHo meio molhado, secando com rapidez os cabelos com uma toalha pequena.

MinHo primeiro olhou para TaeMin, o primeiro que viu, e só então, próximo aos equipamentos de peso, viu o novo amigo do garoto.

Então o novo amigo de TaeMin o viu.

– Uau! Choi MinHo! – Pulou por cima dos colchões da sala e rapidamente estava em frente à MinHo, que estranhamente se sentiu intimidado.

– Ele é seu f–

– Foda-se. Você sabe que não pode trazer qualquer pessoa para cá, não sabe, TaeMin?

– Desde quando essa regra existe?

– Desde q... – Parou. JooHyun estava a sentir seu muque – O que você está fazendo?

– Esses bíceps são... Nossa!

Desde que conseguiu puxar assunto com TaeMin, mostrou sua verdadeira personalidade, uma mais falante e destemida, do tipo que perguntou à TaeMin se a calça colada que o garoto usou no concurso passado não estava machucando suas bolas.

– Essa academia é exatamente como eu imaginei. É muito legal – JooHyun voltou a falar, agora andando novamente, observando o que nem era tão interessante assim – Deve ser muito legal treinar aqui.

MinHo se aproximou de TaeMin, uma vez que o outro não estava olhando, e sim aos retratos nas paredes.

– O que você ia fazer com esse garoto aqui? – Perguntou.

TaeMin respirou fundo, não respondeu.

– Deve ser muito bom lutar aqui... – O outro rapaz ainda murmurava.

– Ia transar com ele aqui? – Questionou em um sussurro.

– Por que você não vai à merda?

– Por que você não para de sair com qualquer cara? Você vai acabar se dando mal.

– Eu encontrei o JooHyun numa festa e ele disse que gostava do meu irmão, boxe e essas coisas, então o trouxe – Chegava a ser ridícula a forma como entregou o jogo tão facilmente, sendo que se fosse em outro momento, brincaria um pouco da brincadeira que MinHo parecia insistir em querer brincar – E o que você tá fazendo aqui?

– Nossa... é assim que põe a luva? – JooHyun perguntou, querendo colocar as luvas que encontrou.

– Eu não tinha o que fazer em casa e como eu não vinha aqui desde a semana passada... – Respondeu – Claro, depois que a NaYoung saiu lá de casa uns trinta minutos depois de você já que ela só queria achar um documento que estava lá em casa há muito tempo e ela precisava por causa do bebê.

TaeMin o encarou.

– Você, por acaso, está me dando uma explicação? – Questionou – Não, porque eu não pedi nenhuma. Não quero suas explicações, você faz o que quiser, com sua ex ou com qualquer uma.

– Tá – O lutador soltou, debochado – Ei, garoto – Chamou JooHyun – Você fica aí falando e falando sobre lutar. Quer tentar?

– Hm, você vai lutar comigo?

– Não precisa ter med–

– Vamos!

TaeMin não gostou da ideia e nem do sorriso no rosto de MinHo, que estava com aquela cara de quem queria descontar alguma coisa em alguém.

 

Então, lá estavam MinHo e JooHyun, nas posições, um em frente ao outro e com os punhos protegendo o rosto e queixo. Se cumprimentaram e, covardemente, MinHo direcionou um soco mirando na bochecha direita do rapaz de 21 anos. JooHyun reagiu com um “wow” empolgado, logo voltando à posição de defesa, uma vez que MinHo não a desfez e provavelmente voltaria a atacar. Naquela vez, o lutador esperou o outro o atacar primeiro, e quando este o atacou com duas tentativas seguidas de jabs, viu como momento certo prender a cabeça do outro entre um de seus braços e correu com ele pelo ringue até derrubá-lo no chão.

– MinHo, por que você está tão sério? Não está valendo cinturão.

– Tudo b...em, TaeMin – Joohyun disse enquanto tentava soltar as mãos que MinHo segurava o mantendo no chão.

JooHyun tinha mais força do que MinHo imaginou e também tinha noção dos golpes e defesas.

O rapaz conseguiu erguer as pernas e fazer um giro, conseguindo com que MinHo o soltasse; levantou rápido assim como Minho e voltaram à posição de guarda, depois novamente aos socos e mais tarde Minho o prendeu contra as cordas do ringue e Joohyun o abraçou com um clinch.

Em outro momento já estavam no chão de novo, até que Taemin resolveu interferir porque estava entediado, diferente dos dois que pareciam estar ’muuuito’ focados.

– Já tá bom, JooHyun, vamos.

– Tudo bem – JooHyun sorriu, um tanto cansado, enquanto levantava segurando na mão do lutador – Nossa, você é demais.

– Eu sei, e essa com certeza não é a sua primeira vez lutando – MinHo comentou e o outro assentiu como resposta – Você é amador, não é?

– Sim, eu tô treinando com o JaeSeung faz alguns meses. Ele é meu irmão.

– Bae JaeSeung é seu irmão? Ah, ele é bom – Comentou – Mas ele só treina amadores, não? Você não pretende virar um profissional?

– Pra falar a verdade, eu vou fazer uma audição daqui há um mês. Eu sou dançarino.

MinHo pensou em como já tinha visto esse filme antes.

Fecharam a academia juntos.

– Vocês vão juntos? – MinHo perguntou – Para onde?

– Não interes–

– Parece que moramos em bairros próximos, por isso vamos juntos.

TaeMin encarou MinHo murmurando um “ah” contínuo.

– Querem uma carona? – Perguntou o mais velho, mostrando as chaves do carro.

MinHo era realmente alguma coisa na visão de TaeMin.

Logo deixaram JooHyun em casa e, diferente de quando deixaram JongIn naquela vez, TaeMin não passou para o banco da frente.

– Você ainda está chateado? – MinHo perguntou, parando em frente ao sinal vermelho.

MinHo deu-o um silêncio de alguns segundos, pensando se valia a pena responder.

– O que você acha?

– Desculpe – MinHo pediu, sincero e rápido. Para ele não era tão difícil pedir desculpas por algo que fez ou disse e ele tinha ciência de que foi errado passar na cara do garoto coisas que já aconteceram – Por dizer aquilo antes, desculpe. Não fique mais chateado.

– Eu sei que você não vai parar – Revidou – Sempre dá um jeito de me jogar uma indireta. Eu não fico com mais ninguém além de você desde que a gente começou com isso – Disse – E eu não estou dizendo que gosto de você ou que você gosta de mim e por isso vai parar, mas sou eu quem não vai ficar aturando você passar na minha cara como eu era.

– Eu já pedi desculpas, o que mais quer que eu faça, me ajoelhe? – MinHo já soava impaciente – Vamos ficar bem ou não?

TaeMin não respondeu até chegar em casa. Quando MinHo parou o carro, se segurou no banco dele e o beijou no rosto, uma vez que estava sentado no banco de trás.

Quando saiu do carro, parou em frente à janela do carro, se curvou minimamente e então beijou a boca do lutador, que rapidamente o invadiu com a língua. Depois de pouco tempo, TaeMin se afastou, tendo seu lábio inferior puxado pelos dentes do mais velho. MinHo estava com saudades de TaeMin e só o mandou ir embora mais cedo porque sabia que NaYoung iria buscar o tal documento e não queria ter que explicar nada para ninguém, mas então eles brigaram antes dela chegar.

 

 

[...]

 

 02 de agosto

 

 

JongIn já não parava de falar naquilo, TaeMin já estava quase crente de que devia tentar, e depois que MinHo falou aquilo, será que realmente devia tentar?

– É realmente o que você acha? – Perguntou ao que já tinha aberto o notebook em cima da cama desarrumada.

– Não só eu. Você não disse que todos os seus amigos acham você bom e vão fazer isso também? Por que não tenta?

– Você está realmente falando sério? – Refez.

– Você não está confiante?

Não era disso que se tratava. Se ele enviasse sua ficha, fizesse a audição e fosse chamado, isso significaria que teria de se tornar um trainee, completamente devoto à empresa e com um contrato depois de debutar. Isso queria dizer que sua vida não seria mais tão descomplicada, que ele não poderia mais sair e se divertir como vinha fazendo, e se relacionar com pessoas – vulgo um lutador de MMA – não seria mais fácil.

– Estou, até demais. Tô até criando expectativas, eu nunca crio expectativas.

Por outro lado, aquela vontade que já não sentia há anos, desde que passou a não querer mais ser parte da SMHIT e nem que as pessoas o conhecessem e lembrassem de seu nome, voltou e ele se pegava imaginando como seria caso fizesse a audição. JongIn, JiMin e JooHyun também a fariam, TaeMin começou a pensar como seria se eles passassem e ele fosse o único que iria continuar vivendo normalmente.

– Então você deve tentar – MinHo voltou a dizer.

 

 

[...]

 

05 de agosto

 

 

TaeMin não entendia como estava metido naquilo de novo.

Estava tão bem com TaeJun e com MinHo, indo bem à escola, curtindo seu último ano, já tinha voltado ao seu normal e faltava pouco mais de um mês para sua audição, por que SeungYoon tinha que aparecer novamente e o obrigar a fazer aquilo?

– Rápido, Lee TaeMin! – Gritou com o garoto que parecia estar longe mesmo diante àquela situação. O deu um tapa forte para que recuperasse os sentidos – Coloque esse dinheiro dentro da mochila antes que a polícia alcance a gente.

Mesmo sentindo o ardor na bochecha, seu coração bater tão forte a ponto de doer e aquelas dores por todo o corpo, não conseguiu se controlar ao escutar SeungYoon dizer “a gente”.

– A gente?! – Refez – Não, SeungYoon, não tem “a gente” nisso.

– A gente – Disse mais firme – Não tem tempo pra perder. Ou você para de dá uma de imbecil e me ajuda nisso, ou eu vou te deixar aqui e você vai preso por ter sido um cagão.

O plano de SeungYoon era roubar o dinheiro da loja daquele seu parente, correr e encontrar TaeMin, que o estava esperando em um beco, onde o carro estaria no fim dele e o Lee o iria dirigir. SeungYoon já tinha roubado outra loja fazia pouco tempo, precisava de todo aquele dinheiro urgentemente.

TaeMin sabia que SeungYoon era capaz de muita coisa, mas vender drogas? Dever para traficantes? Não, aquilo era demais. Ao ver aquela cena toda em câmera lenta, TaeMin teve uma ideia. Não podia ser pego envolvido naquilo, e não iria. Não foi visto por nenhuma câmera, não entrou em nenhuma loja, só estava sendo encarregado de dirigir e felizmente só esperou em becos.

SeungYoon já tinha trocado os dólares de mochila, a fechado e a colocado nas costas, quando TaeMin o puxou pela mesma, impedindo que ele corresse.

SeungYoon se virou, o empurrou contra o muro do beco e apanhou a mochila. Já ouvia a sirene da polícia se aproximar, não ia perder tempo com TaeMin. Só que TaeMin voltou a puxá-lo, e o atrapalhar, era como se tentasse fazê-lo perder tempo. Então SeungYoon se viu na obrigação de dar um jeito naquilo; deu três bofetes no outro e chocou a cabeça dele contra a parede, o chutando algumas vezes depois de vê-lo cair.

Se TaeMin queria fazê-lo perder tempo com aquilo, conseguiu, uma vez que a polícia pôde cercar SeungYoon quando ele entrou no carro depois daquilo.

E TaeMin, como quem tinha esbarrado por um acaso com SeungYoon e tentara o impedir de conseguir escapar, lutou com ele, obviamente não foi levado como cúmplice pela polícia.

 

 

[...]

 

20 de agosto

 

 

Porém, MinHo não quis falar com ele por alguns dias. Sabia o que tinha acontecido de verdade, TaeMin o disse, e realmente ficou irritado por TaeMin quase ter estragado a própria vida.

Mas ele se deu conta de que aquilo quase aconteceu, não aconteceu de verdade, e levando em conta quantas vezes TaeMin o procurou, não quis levar aquela birra desnecessária em diante. Não tinha nada a ver com aquilo, afinal, e TaeMin estava bem. Tirando os machucados no rosto que estavam quase todos cicatrizados, TaeMin estava bem e com a ficha criminal limpa.

 

 

20:21

 

 

Beijou as costas dele antes de voltar a se mexer.

O Lee sentiu as mãos de MinHo em seu quadril, segurando firme como se sua vida dependesse daquilo, sentindo também o baixo-ventre se chocar contra si lentamente algumas vezes seguidas, rapidamente sentindo no seu interior a diferença de força nas estocadas.

TaeMin segurou os lençóis com muita força, quase tanta quanto a que MinHo estava pondo.

– A-aah! H-hm...mm! – Gemeu descompassadamente devido ás vezes que MinHo foi mais fundo, e naquela posição de vez em quando incomodava, mas não era como se nunca tivesse dado de quatro para o lutador.

MinHo grunhiu e balançou a cabeça para os lados, perplexo com todo o tesão que sentia pelo garoto. Se perguntava se aquilo não ia passar nunca. Já estava cansado de pensar tanto nele, de só pensar nele. Foder TaeMin era incrível, gostar dele também.

O próprio TaeMin abaixou o tronco aos poucos, ficando rente ao colchão e mais empinado, então, com as mãos mais firmes na cama, quicou contra o sexo de MinHo, controlando as estocadas por um tempo, no seu tempo e força.

– Hm...

– Gosta quando eu faço is–

Sequer terminou de se pronunciar, MinHo não o esperou, somente segurou tão forte os seus quadris a ponto de deixar as marcas fundas de suas unhas na pele dele e voltou a ir fundo no interior do Lee, gritar em um pedido esganiçado por algo que não era um basta. Continuou o estocando até ouvir TaeMin gemer daquela forma novamente pela segunda vez no dia, agora muito mais se fosse comparar com a transa que tiveram de manhã.

Não muitas estocadas depois, TaeMin gozou e sentiu o jato quente de MinHo o preencher, uma vez que não usaram camisinha.

MinHo grunhiu percebendo que aquilo finalmente tinha acabado, infelizmente tinha acabado.

Deitou ao lado de TaeMin, silenciosamente e um tanto indiferente. Muito diferente de TaeMin, que abraçou MinHo logo, pedindo, não com palavras, mas com lábios esticados, um beijo, o que MinHo não o deu durante aquela noite inteira. MinHo percebeu, o deu um selinho e logo depois levantou, indo para o banheiro. TaeMin não tinha notado sua estranheza até aquele momento, achou-a normal o tempo inteiro, afinal, o lutador ainda estava de mal com TaeJun depois da briga feia e não muito banal que tiveram há alguns dias, por isso vinha estando de mal humor. Só que dava realmente para desconfiar de outras coisas.

Planejou perguntar o que estava acontecendo assim que ele voltasse, e não tardou muito para que ele voltasse, banhado e vestido com roupas limpas. Parecia que MinHo também estava planejando falar sobre o assunto assim que voltasse.

– Eu acho que a gente não pode mais fazer isso – Disse, de pé mesmo, encarando firme TaeMin, que ainda se encontrava imerso nos cobertores emaranhados.

– Como assim? Tipo... Terminar? Terminar com tudo, é isso?

– É – Respondeu sem arrogância, mas sério – Eu andei pensando, TaeMin, você vai fazer essa audição, vai passar e não vai mais poder ficar me vendo depois que estrear. É melhor a gente começar a parar.

Claro que TaeMin já tinha pensado nisso antes.

– Como assim? – TaeMin sentou – MinHo, é só continuarmos como estamos, sabe... Nos vendo pouco. Estamos fazendo isso bem, ninguém nunca desconfiou. Podemos continuar fazendo isso, não precisamos terminar só porque... – Parou; sabia que não era assim tão fácil, mas sempre que pensava nisso, nessa dificuldade, ficava criando soluções, por mais impossíveis que fossem – Quer que eu desista da audição? – Depois de perguntar isso, percebeu que pareceu arrogante, debochado, mas na verdade era uma das soluções que vinha pensando para o fim desse problema, desistir.

– Não, claro que não, né? – MinHo investiu rápido – Uma hora ou outra a gente tinha que parar, TaeMin, ia acontecer. A gente sabia que era temporário. Eu pelo menos sabia, você não?

– Não, claro que eu não sabia – Revidou – Quem começa um romance sabendo a data de validade dele?

MinHo pensou em ser um cafajeste ali e debochar do termo “romance” usado pelo garoto, mas, nossa, havia se tocado tanto com aquilo, porque também era como se referia internamente ao relacionamento dos dois.

Mas não dava mais para continuar. Ambos tinham sonhos diferentes e, ao que parecia, tinha muitas chances dos dois também terem coragem de se desfazer deles para ficarem juntos, e MinHo realmente não queria que isso acontecesse.

– É melhor assim – Disse – Eu sou Choi MinHo, nunca poderia assumir você, e você também não poderia fazer isso se debutar.

– Quem quer ser assumido aqui, você? Porque eu nã–

– Talvez eu queira, sim – MinHo conseguiu calar TaeMin com aquilo – Eu nunca, nunca, fui de ter romances às escondidas, isso não é para mim. Eu quero andar por aí com a pessoa que eu gosto, parar de me encontrar à noite e fingir que não estou pensando em beijá-la quando estiver por perto. Eu sou bobo, TaeMin, e acho que você é relaxado demais. Quem não quer ser assumido nessa vida?

– A gente já viveu assim até agora, por que não podemos mais?

– Porque eu pretendo viver anos e anos, décadas, com a pessoa que eu gosto – Revidou – E eu não consigo mais viver um dia assim com você. É melhor nos acostumarmos sem o outro logo – Falou – E eu também estou pensando em aceitar uma proposta, ir para o Canadá, para me juntar à uma equipe nova.

TaeMin pensou por poucos instantes.

– Ah, por isso você veio com essa agora? Usando a desculpa da minha audição?

– Não, não tem nada a ver. Eu recebi a proposta anteontem e já tô querendo ter essa conversa com você há semanas, mas aconteceram aquelas coisas.

O garoto pensou mais. Parecia que não tinha o que fazer. Fazer uma cena talvez ajudasse ou acabasse com tudo de vez, e simplesmente não conseguia chorar, por mais triste e chateado que estivesse. Nunca foi de chorar por tudo que acontecia.

Mas estava mesmo triste, e MinHo também.

– Então essa foi a última vez que a gente transou?

– Não precisamos ser tão radicais, podemos ir parando aos poucos – MinHo disse, já sentado próximo à TaeMin na cama, com as pernas para fora – Eu gosto muito do tempo que eu passo contigo – Pensou em acariciar o rosto tristonho de TaeMin, mas aqueles jeitos não combinavam com os dois. TaeMin provavelmente franziria as sobrancelhas e olharia para sua mão com uma grande interrogação na testa – Se não fossem as nossas vid–

– Se não fossem as nossas vidas, nós podíamos ficar juntos para sempre? – TaeMin interrompeu certeiro – Ah, tá – Riu – Quem disse que eu quero ficar com você para sempre? Que entediante.

– Não é? Você, com uma pessoa só pelo resto da vida? Até parece.

Ambos estavam tristes, mas eram incapazes de mostrar isso tão sinceramente. Também, pensaram nos dias que provavelmente ainda tinham para ficarem juntos.

– Você pode me beijar de verdade? Não fez isso a noite toda.

O pedido de TaeMin foi atendido. MinHo fingiu que aquela era a última vez que se beijavam, fazendo daquilo algo perfeito e demorado, como TaeMin gostava.

Depois daquilo, o tempo passou meio rápido demais.

TaeMin passou na audição, o que significava que o que eles chamaram de “última vez” aconteceu num quarto de motel, como TaeMin estranhamente sempre quis. Se tornou um trainee da SMHIT Enterneniment no começo de outubro.

E eu diria que se não fosse por MinHo, que não se juntou à liga de lutadores no Canadá, aquela história teria terminado em 2017.

 


Notas Finais


Obrigado para quem chegou até aqui, sério. Eu estou muito bem por ter finalizado essa fanfic, mesmo que em cima da hora. Sinceras desculpas à produção (qq) por eu ter sido muito antiprofissional e lesada o tempo todo, acho (?) que errei.

Lembrando que no bônus só iam ter algumas explicações de coisas que deixei em aberto durante os capítulos, por exemplo, a morte do pai do Taemin, como Taemin conheceu Seungyoon, sobre a gravidez da Nayoung de um bebê cujo pai não é o Minho, por isso ela ia casar tão às pressas, o porquê do Minho ter batido naquele cara naquela festa em que Taemin foi com o Jongin, e coisas do tipo. Se um dia eu voltar a escrever 2Min, com certeza irei escrever todos os detalhes dela, obrigado de nada kjkj

E é isso.

So goodbye, don't cry & smile


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