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História "Ripper" - Jurassic World - Capítulo 7


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Capítulo 7 - Obrigado - Parte 3


- Não...não, não! Eles não podem ter levado ela! Como eu vou sair daqui!? Maldição! - Eu cuspo as palavras, tentando me convencer de que eu só queria a liberdade, e só isso.

Atacando o duto de ventilação mais perto, eu me seguro firmemente à parede enfiando minhas garras das aptas dianteiras diretamente pelo ferro, me prendendo ali e sentindo que acertei o concreto atrás da cela de metal. Eu golpeio a grade com minha pata da frente esquerda, puxando com força enquanto sinto os parafusos que seguravam a tampa do duto estourarem para fora um por um. Meu ombro começava a doer intensamente, mas eu continuava me forçando. Eventualmente, consigo puxar a tampa e arremessar ela do outro lado da sala. Para meu choque, o duto era menor que a tampa; eu nunca conseguiria fugir por ali, um humano adulto mal caberia ali!

Imediatamente salto para longe do duto, desprendendo meu corpo da parede enquanto aterrissava ao solo. Tinha que haver outra solução. Eu só sabia que tinha que ter. Dois dutos, uma porta blindada. Dois dutos nos quais eu não posso passar, e uma maldita porta blindada! 

Eu me viro para a porta, me agachando enquanto carrego toda a energia do meu corpo para as minhas pernas, e então salto. Dou uma forte cabeçada na porta, antes de soltar um rugido de dor enquanto eu sentia o choque espalhar para o resto do meu próprio corpo, inclusive me lembrando da dor dos dois buracos de impalamento no meu corpo. O sedativo passou! O maldito sedativo passou! Porque essa porcaria tinha que passar agora?!

Eu ainda tinha que sair dali. Eu cabeceio a porta de novo, e de novo, e de novo. A minha cabeça parecia que ia explodir, mas tudo que eu queria era sair. Eles iriam me matar. Eu não posso deixar meu sonho de liberdade ir embora assim! Não assim, maldição! Posso me preocupar com os ferimentos depois, quando eu estiver bem longe desses...bípedes de carne nojentos! Bem longe deles, na floresta, aonde eu vou passar o resto dos meus dias na grama fresca! Eu não posso deixar acabar aqui!

Eu então me sinto ficar tonto. Sentindo o cheiro do ar mudar, eu percebi o que estava acontecendo; eles estavam tentando me dopar. Essa coisa pode matar em quantidades excessivas...e o homem nojento disse que não ligava se eu estivesse vivo ou morto...eles não iam me dopar! Eles iam me matar com essa coisa! Não, não, não! Eu cabeceio a porta mais vezes. Mas tudo que fiz foi trincar o vidro blindado. Eu sinto o sedativo se forçar pelas minhas narinas e lentamente desligar meu corpo. Eu não iria aguentar mais. Eu com certeza não iria. Não assim, eu não posso ir assim.

Minha visão se torna embaçada, eu cambaleio para trás, tentando me segurar na consciência o máximo que eu posso. Eu então me preparo para uma última cabeçada para a liberdade, enquanto eu escuto o som da porta se destrancar. Mas já era tarde demais, eu já estava no ar. A porta se abre, e eu saio da fumaça, atingindo a silhueta de um pequeno adulto humano na minha frente. Mas não era um soldado da InGen, como eu inicialmente pensei que era. Não, não. Não estava nem vestido como um.

Era um garoto. Cabelos pretos encaracolados e bagunçados com olhos azuis e um trapo vermelhoao redor da boca e nariz. Ele vestia uma camiseta branca, junto com uma blusa de manga cumprida cinza por baixo dela. Ele vestia calças jeans pretas e sapatos totalmente brancos. Eu havia arranhado um dos braços dele, e ele se continha para não gritar. Ele inspira e expira.

- Ei, sou eu, eu sou o filho da mulher que você viu na gravação, me chamo Franklin...e-eu...eu vim te soltar pra você me ajudar a salvar minha mãe. Eu fugi dos guardas e vim aqui sem pensar...E-então se você tiver um pingo de simpatia, me ajuda a salvar a minha família, e a gen- 

Passos inúmeros corriam pelos corredores de metal, vindo rápidos na nossa direção. Eu sabia que dessa vez não iriam ser adolescentes estúpidos. A voz do garoto era igual à da gravação. Certamente era ele. Eu paro para pensar rápido. Por um lado, ele era um humano aleatório que eu acabei de encontrar...e eu estou faminto...por outro lado, suponho que a mãe dele queira o meu bem. Mas...eu não consigo morder ele. Os olhos dele se travam nos meus e eu vejo...vida neles. Eu...sinto...pena dele. Eu bufo, e então eu deixo ele ir. O garoto se levanta e, no lugar de correr, ele...se esconde...atrás de mim? Porque esse garoto não...? 

Sem tempo para pensar, os soldados viram os corredores. Eu então travo meus olhos em algo...interessante, logo em seguida. Acho que eles viram o que eu vi, também; uma caixa de poder, logo na parede ao lado, bem dentro da distância do meu alcance. Eu solto um sorriso enquanto eles carregam suas armas. Sem nem dar tempo para eles, eu rodopeio minha cauda, golpeando a caixa de poder e destruíndo ela. As luzes do local se apagam. Enquanto eles olham pra cima, assustados com o que aconteceu. Pobres coitados. Não sabem de nada...

- Fogo! Atirem nessa coisa! - Uma voz grossa em meio aos soldados gritam, e os flashes amarelos começam.

Mas para o azar deles, esse é o meu domínio, agora. E o belo sedativo que colocaram em mim pra tentarem me matar só bloqueou a minha dor. Agarro o garoto e o coloco em cima de mim. Ele rapidamente aperta os braços ao redor do meu torso, tremendo, e então o meu espetáculo começa. Eu não seguro um largo sorriso. Minha ecolocalização, na qual ficava piscando rapidamente entre preto e imagem me ajuda a detectar exatamente sete deles. Eu corro em direção a eles, tomando três tiros que são bloqueados pela minha couraça, antes de acertar eles como bolas de boliche. E então meu radar se torna preto. 

Acaba com eles, Indoraptor! Rasgue e destrua até não sobrar nada!

...É pra já.

Outro flash, vejo dois baterem contra a parede, e os outros quatro caírem no chão. O último? Impalado com minhas garras e morto instantaneamente, largando sua arma no chão. Puxo minhas garras do seu corpo. 

Preto.

 Imagem, eu desvio a minha atenção para um dos chão, perto do chão, mordo a jugular deste, o fazendo gritar. Eu puxo para um dos lados, torcendo seu pescoço e o jogando contra um terceiro, nocauteando este e fazendo ele bater a cabeça na parede de ferro com um alto estalo. Dois mortos sem muita dor.

Preto.

Outra imagem, mordo um quarto pelo braço que segurava sua arma, devorando o braço deste enquanto arranho este em seu peito, também o matando. Minha cauda acerta os últimos três, e eu sinto a caixa torácica de um deles se partir em mil pedaços; o azarado mais perto do local aonde eu apliquei mais força para o golpe.

Preto.

Imagem, cabeceio os últimos dois em linha, correndo com toda força até acertar uma porta, pelo qual a mesma é mandada voando, e com certeza matando os dois no impacto, já que essa doeu até em mim, literalmente. Lanço minha cabeça para cima, agarrando a perna de um deles e arrancando essa fora, devorando-a enquanto os dois corpos caem no chão, imóveis.

Preto.

Mais uma foto, quatro deles numa sala de computadores. Eles entram em pânico ao ouvirem toda a cena, se viram, e começam a atirar de onde o som veio com toda a sua munição, eu corro ao redor da sala de maneira silenciosa; os tiros me ajudavam a me camuflar perfeitamente.

Preto.

Não demorou muito tempo para perceberem que as balas não estavam acertando carne, e sim o metal frio da porta. Um deles se vira para o lado, tempo suficiente para eu morder um extintor de incêndio da parede e descer ele contra a cabeça do homem com força o suficiente para romper o recipiente e começar a liberar seu conteúdo. O corpo deste cai no chão e o barulho faz eles continuarem atirando, mas dessa vez de onde esse veio. Outra vez, saio de perto.

Preto.

O grito do segundo ecoa enquanto eu mordo ele pelo pescoço e chaqualho ele como um boneco, antes de lançar ele contra os painéis de eletricidade. Eles não atiram no painel, mas sim logo à frente de mim. Eu sabia que iam começar a perceber meu padrão de movimento, então avanço direto para as duas mortes.

Preto.

Agarro os dois com minhas duas patas da frente pelo pescoço, me erguendo sobre duas patas. Toda a adrenalina, toda a raiva, e toda a frustração cobre a minha mente nesse segundo. Eu então bato os dois um no outro até eu sentir que os capacetes dois dois se quebram. Então eu continuo batendo, até que eu sinto os crânios dos dois quebrarem; matando eles por trauma sem que pudessem sentir totalmente a dor. Estava tendo piedade com esses humanos? Não. Não quero perder meu tempo fazendo eles sofrerem. Eu vejo as luzes ligarem logo em seguida, enquanto eu largo os corpos no chão. 

O garoto desce do meu corpo, enquanto eu volto às quatro patas. Ele engole em seco, tentando não olhar para a carnificina se assegurando de que aquilo não iria acontecer com ele. Estava claro pelo seu rosto calmo, mas suas pernas que tremiam e o suor da sua testa. Ele se abaixa, pegando o cartão de seu bolso e passando ele pela porta da próxima sala, no qual prosseguimos, comigo quase não passando pela porta. Me pergunto como me colocaram naquela cela... 

Nela, havia um espaço vazio imenso, com uma câmera posicionada à frente de uma mesa de madeira com um microfone e alguns papéis, com portas para os lados, possíveis outras áreas do perímetro do laboratório. No centro da sala, havia uma garotinha que chorava alto, com seu brinquedo de dinossauro próximo ao peito enquanto homens seguravam as armas contra a entrada. Uma mulher com jaleco de laboratório era mantida presa num dos cantos do local, enquanto os doze militares do local apontam as armas para a entrada, outros dois segurando a senhorita Henderson enquanto um homem reconhecível anda até mim, com uma arma diferente em mãos e um cigarro na boca.

- Bem vindo, desgraçado. Eu vô adorar te estraçalhar pessoalmente, e ainda receber dinheiro por fazer isso! - Ele diz, com uma risada asmática.

O garoto levanta o dedo indicador na direção do homem, com os olhos borbulhando de raiva, enquanto ele aperta o seu outro punho com força e o corpo dele ainda tremia. Se tivesse uma arma, iria atirar no homem ali mesmo.

- É ele. É ele! - O garoto grita.


Notas Finais


Ok, último capítulo de hoje, me exaltei demaisqwp


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