História Riren , Ereri - Além do oceano. - Capítulo 6


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Notas do Autor


Oiiiii. Obrigada pelos favoritos.

Recado: Em breve irei atualizar minha outra fic; Flowers.

Capítulo 6 - Adeus.


Continuação.

 

 

 

 

 

A sua frente só conseguiu destinguir as Baobás. O terreno do hospital estava cheio delas. Dizem que as Baobas são arvores que pode vim a viver até três mil anos e resistir a diversos climas.  

 

Eren se recordou que está havia sido sua primeira grande visão no primeiro dia no hospital logo ao cruzar o portão de entrada; as esplêndidas e gigantescas árvores. Lembrava de tê-las olhado com um fascínio velado. Elas eram lindas e continuavam sendo.

 

Ele andou sem direção por alguns minutos. Seus olhos estavam repletos de lagrimas. Lágrimas de fúria. Mas ele não se permitiu chorar.

 

Apesar de tudo, ele era Eren Jaeger, lembrou-se, não chorava simplesmente por que alguém lhe disse algumas coisas que não eram verdade.

 

Levi não tinha  razão no que falou, pensou, Mas em partes, suas lágrimas contidas não eram somente pelo ocorrido, mas sim por tudo.

 

Parando a sombra de uma das boabas, ele enxugou os olhos com a manga do jaleco e respirando fundo, deu meia volta.

 

Havia muito o que ser feito aquele dia. Precisava ir a aldeia ministrar sua aula de saúde básica e atender as pessoas idosas que não podiam ir ao hospital.

 

Voltando para a casa principal que agora era seu hospital temporariamente, viu Levi sentado nos degraus da varanda cabisbaixo riscando o chão com um graveto.

 

Ele ergueu a cabeça ao som dos passos de Eren.

 

- Eren, precisamos...

 

Eren o interrompeu:

 

- Não. Não precisamos conversar, nem qualquer outra coisa que esteja pensando em fazer. Tenho muitas coisa em que cuidar.

 

Levi não saiu de sua posição miserável ao piso dos degraus. Ele estava aparentando um arrependimento muito grande.

 

- Eu queria me desculpar com você. Realmente não disse aquilo por mal. - Disse ele.

 

Eren percebeu que havia sinceridade naquelas palavras.

 

- Tudo bem, Levi. Não estou chateado contigo.

 

Levi ficou de pé batendo a poeira da calça de trabalho pertencente anteriormente a Armin. Eren notou.

 

- É sério que está tudo bem? Que dizer, as vezes eu sou bem idiota, mas não quis ser mal ou coisa do tipo. - Ele ajeitou o cabelo negro como seda enquanto falava.

 

Eren nunca foi de reparar em outras pessoas além do estritamente profissional, mas não podia fingir que aqueles cabelos negros não eram atrativos. Pareciam chama-lo para mergulhar seus dedos neles.

 

Engolindo em seco, ele tentou afastar aqueles pensamentos e disse:

 

- Como te disse não estou chateado com você. Não acho suas palavras de antes verdadeiras. E como falei, foi feito o possível para proteger e cuidar daquelas jovens. Entendo que você não nos conhece e por isso tenha se equivocado. - Lançando um último olhar a Levi, ele disse: - Está tudo certo. Apenas esqueça, sim?

 

Levi assentiu como um garotinho obediente.

 

- Ok. Então vou indo.

 

Eren anunciou e se preparou para passar por ele, mas Levi o impediu gentilmente.

 

- Será que mais tarde você poderia dar uma olhada no meu ombro? Já me sinto totalmente bem.

 

Eren assentiu.

 

- Passe no meu quarto ao meio dia, e irei olhar para você.

 

- No seu quarto? - Levi parecia não esta entendendo.

 

Eren sentiu as bochechas pegarem fogo. Decidiu explicar.

 

- Bem, a casa toda está lotada, eu mal posso me locomover. Levarei alguns equipamentos para meu quarto e lá terei mais espaço e tranquilidade para melhor te examinar. - disse um tanto corado.

 

Levi não pareceu perceber o embaraço do outro ou só fingiu não perceber.

 

Ele apenas disse:

 

- Obrigado.

 

E Eren com um pequeno sorriso, falou:

 

- É o mínimo, diante de sua ajuda com aqueles homens e seu auxílio na reconstrução provisória da parede do hospital. Você é mais gentil do que deixa transparecer. Obrigado. - E então passou por ele e seguiu apressado a casa/hospital.

 

 

*

 

Levi passou o dia entre fazer uma massa de barro, pregar madeira e cobrir com a massa feita.

 

Ao meio dia a parede estava quase pronta. Ele nem ao menos ficou para almoçar com seus companheiros de trabalho. Se dirigiu ao quarto de Eren conforme lhe indicou o enfermeiro Connie.

 

Seguiu pelo corredor observando as muitas camas de pacientes. Em uma delas ele viu a garotinha da UTI. Ela dormia tranquilamente com seu urso encardido.

 

Levi seguiu na direção indicada.  Parou a porta do quinto quarto do corredor, bateu e esperou.

 

Eren atendeu ainda na primeira batida.

 

Ele havia tomado banho. Visto que o cabelo estava úmido e cheirava a algo como lavanda.

 

Mandou que Levi entrasse.

 

Levi entrou e parou perto de uma comoda. Ele observou Eren se dirigir a uma pequena mesinha cheia de equipamentos médicos no lado oposto do quarto.

 

Dando uma ampla olhada ao redor do quarto, viu que possuía pouca decoração. Havia uma cruz de madeira com jesus pregado logo em cima da cabeceira da cama de casal feita em madeira negra. O rosto da imagem na cruz estampava uma cara de sofrimento que fez Levi direcionar a visão a outro lugar; a cômoda ao seu lado.

 

E para sua infelicidade, ela também possuía pouca decoração e as únicas que tinha não eram nada agradáveis . Pelo menos, não para ele.

 

Haviam mais algumas estatuetas de imagens claramente católicas e um ou dois terços espalhados sob o móvel de madeira semelhante ao da cama.

 

Levi pegou uma escultura de madeira na mão e passou a olha-la de perto. Era uma mulher com um longo vestido branco e um véu azul marinho que ia cabeça até os pés. Ela possuía um olhar carinhoso e suas mãos estavam estendidas como se pretendesse abraçar alguém.

 

- Santa Maria mãe de jesus. - Levi ouviu Eren dizer e virou-se para ele.

 

- Se ambos realmente existiram. - Levi falou pousando a estátua no lugar em que pegara.

 

Eren indicou a cama com um gesto de mão. Levi foi até o local e sentou na pontinha.

 

O médico se colocou a frente dele e pediu que Levi retirasse a camisa.

 

Assim que o fez, Eren passou álcool com um algodão no local do ferimento cicatrizado. Aproximou o rosto para examinar, pegou uma pinça e passou a retirar os pontos.

 

- Você não acredita em Deus, Jesus ou os demais santos? - questionou pegando um equipamento assim que acabou com os pontos e, pedindo para Levi utilizá-lo.

 

Levi esticou o braço para frente, para o lado e para cima, tudo isso debaixo do olhar atento de Eren.

 

- Não acredito, doutor. - entregou o pequeno aparelho pesado a Eren. - Desde de que me entendo por gente, é cada um por si e ninguém por nós.

 

Eren pareceu satisfeito com o resultado do ferimento curado.

 

- Você está de alta. Nunca vi alguém se recuperar tão bem e rapidamente assim. Parabéns. - Eren o encarava a centímetros. - Suponho que vá querer ir embora o mais breve possível. Posso ajudar com uma carona até a cidade na semana que vem.

 

Levi permaneceu sentado sem sua camisa.

 

- Você vai a aldeia essa tarde, não vai? - perguntou sem sair do lugar.

 

Eren também não se moveu quando perguntou:

 

- Sim vou. Porque?

 

- Me deixe lá e eu me viro. - Levi disse.

 

Eren pareceu indeciso.

 

- Não acho uma boa ideia. Você não vai conseguir uma carona lá.

 

- Isso não será  um problema seu, doutor. Você já fez o suficiente .- falou mais gentil do que foi em toda sua vida.

 

Eren se afastou indo até a cômoda. Levi notou que ele estava descalço.

 

O rapaz pegou a estátua  que Levi havia tocado antes.

 

- Maria, foi incrível no que se propôs a fazer. As vezes tento ser corajoso como ela foi. - Ele suspirou recolocando a escultura no lugar. - Não sei viver sem acreditar em algo. - ele disse em tom  sussurrado.

 

- Talvez, só devesse acreditar em si próprio. - Levi sorriu sobriamente. - Eu sempre faço isso.

 

 

Eren virou para o outro. Os olhares se chocaram como estrelas no universo.

 

- Você quer mesmo ir embora? - Eren perguntou.

 

 

Levi quase não acreditou que ouvira aquilo em um sussurro triste. E se pegou respondendo:

 

- Nós dois sabemos que não tenho serventia alguma aqui.

 

- Você sabe que isso não é verdade. Mas prefere acreditar nisso. Porque? - Os olhos dele brilhando em direção aos de Levi.

 

O outro se limitou a vestir a camisa.

 

- Posso te arrumar uma função aqui. - Ouviu Eren dizer.

 

Levi ficou de pé se perguntando por que estava tão hesitante em aceitar aquela proposta. Do que estava com medo, afinal?

 

De que Eren percebesse a burrada que fez ao deixá-lo ficar? Ou percebesse que sua própria alma  era mais suja que um pano de chão cheio de lama?

 

- Eren, - ele se dirigiu a porta. - O que um soldado pode ficar fazendo em um hospital? - Estendeu as mãos para o outro. - Essas mãos só reconhecem o peso de uma arma. Além disso eu sou um bruto sem qualificação alguma.

 

Eren permaneceu em uma postura relaxada quando disse:

 

- Eu sei que você é capaz de fazer o que quiser. Só não quer. - Ele sorriu um pouco decepcionado. - Tudo bem. Arrume suas coisas, vamos sair as duas em ponto.

 

 

Levi pensou que não havia nada para arrumar, mas não disse isso. Apenas assentiu seguindo para fora do quarto.

 

Ele tentou não olhar para trás, mas acabou não resistindo e ao fazer viu que Eren não estava a porta o olhando sair.

 

" Droga! Porque achou que ele ia estar a porta só por que você estaria?!" Pensou.

 

 

*

 

Eram duas em ponto quando o jipe parou na entrada da casa e Armin desceu e entregou as chaves a Eren.

 

Levi chegou em pouco tempo sem nenhuma mochila e trajando as mesmas roupas. Eren lembrou-se que o homem não possuía nada para levar. E isso o deixou um tanto triste.

 

Ele ainda não sabia o que o levou a fazer aquele convite inesperado para que Levi permanecesse ali. Então decidiu que não passava de uma obra de caridade de sua parte para com alguém que só teve a guerra como realidade. Evitando não ser assombrado por pensamentos contrários que lhes diziam haver mais que simples caridade.

 

Ao alto, o céu resplandecia em um azul tão claro e límpido como quase sempre.

 

Levi entrou no carro no lado do passageiro e ambos seguiram em total silêncio até que Eren comentasse sobre o tempo fresco e belíssimo.

 

Levi resmungou uma confirmação e se entregou ao silêncio novamente.

 

Eren focou na estrada já que seu colega de viagem parecia aborrecido ou apenas não queria conversa.

 

*

Passaram-se alguns minutos entre paisagens áridas  e alguma plantação ao longe com uma pequena casinha de barro ao lado, quando Levi decidiu romper o silêncio.

 

- O que você faz na aldeia?

 

Eren desviou de um leopardo que cruzava a estrada.

 

Ele deu uma olhadinha em Levi e o viu olhando em sua direção. Voltou a olhar para a estrada em seguida.

 

- Dou aulas as senhoras sobre hábitos de saúde. Como prevenir doenças. Dou alguns remédios, como xaropes e vitaminas. Consulto os idosos em suas casas. É basicamente isso.

 

- Basicamente... - Levi repetiu com uma voz que sugeria uma risadinha contida. - Você faz um monte de coisas. Porque as aulas são apenas para as senhoras? E porque não trás um ajudante?

 

- Bem, os homens costumam se ausentar da aldeia para trabalhar e por isso apenas as mulheres , idosos e crianças estão presentes nas visitas. - respondeu tamborilando os dedos no volante. - Quanto ao ajudante, geralmente Armin ou Mikasa me acompanham, mas hoje preferi deixá-los nos cuidados do hospital. Eu posso dá conta. - Lançou um sorriso a Levi.

 

- Não tenho dúvidas. - Levi falou baixinho.

 

E ambos fitaram a estrada.

 

*

Apos uma hora, eles chegaram a pequena aldeia.

 

Levi vislumbrou varias casinhas de barro e teto de palha. Crianças brincavam de bola na entrada do lugar. Elas pararam ao avistar o carro e ver Eren descendo dele.

 

O doutor foi cercado por cerca de dez delas.

 

- Doutor, o que vos mercê trouxe para nós? - Uma delas falou como se acabasse de sair de um livro de história do seculo dezoito.

 

Levi viu Eren dizer alguma coisa sobre comidas e as crianças dançaram  de alegria.

Ele veio até Levi com a criançada em seu encalço.

 

- Sei que nos separamos aqui, Mas poderia me dar uma mãozinha com as coisas? - pediu.

 

Levi assentiu indo pegar as bolsas dele na mala do carro.

 

Assistiu Eren chegar em uma das casas mandar os garotos chamarem suas mães e logo organizar uma fila.

 Levi o ajudou a distribuir pequenas sacolas com alguma comida e um unico produto de higiene. As vezes um creme dental, ou um shampoo. Eren sabia exatamente a quem dá cada sacola .

 

- Onde conseguiu essas coisas? - Levi perguntou enquanto entregava um dos sacos a uma mulher com uma garotinha parecida com a menina do hospital.

 

Eren fazia um carinho enquanto segurava o bebê de uma mulher que sorria muito para ele.

 

Ele respondeu sem tirar os olhos do pequeno menino enrolado em uma manta esfarrapada.

 

- Eu juntei uma pouco de cada coisa o mês passado.

 

Um garoto veio até Levi puxando um carrinho de madeira atrás de si. Ele parou perto de Levi e disse algo como : "kekere". Levi reconheceu a expressão que vinha da língua Iorubá e  queria dizer " pequeno".

 

Levi entendeu que o garoto se referia a sua estatura e então estirou a língua para o menino em uma careta. O qual partiu dali rapidamente com seu carrinho fazendo poera atrás de si. Levi riu baixinho.

 

Eren, que  havia devolvido o bebê a mãe, se aproximou de Levi.

 

- Que coisa feia, assustando a criança. - ele disse entregando a ultima sacola.

 

Levi deu de ombros.

 

- O que fazemos em seguida? -perguntou e só depois se deu de que acabara por se incluir nas atividades de Eren.

 

O rapaz o fitou sério, porém apenas disse:

 

- Começamos com a aula e logo após as visitas.

 

Levi assentiu se preparando para ajudar a levar as bolsas.

 

 

*

Já eram exatamente cinco da tarde e os dois estavam na última visita daquele dia.

 

Levi percorreu toda a aldeia vendo Eren ensinar,consultar e dá uma lição de humanidade em quem quisesse ver. Foi gratificante ajudá-lo.

 

Agora estavam sentados diante de uma senhorinha muito simpática.

 

Ela contou que não estava doente, pelo contrário, se sentia muito bem.

 

Disse que os espíritos lhe auxiliam. E seu chá de ervas podia ser milagroso. Ela insistiu que os dois provassem do chá.

 

Mesmo diante das negativas, trouxe duas canecas de um chá de folhas.

 

Levi não reconheceu as folhas, embora Eren tenha jurado tratar-se de folhas de erva cidreira. O gosto, por outro lado, era muito bom.

 

Levi tomou todo o conteúdo e só então depositou a caneca em um banquinho.

 

A senhora pegou sua caneca com o pretexto de ler seu destino nas folhas. Pois, segundo ela, as folhas no fundo do recipiente revelam o traçado da vida.

 

Levi não acreditava nisso, é claro. Mas assistiu divertido a senhora examinar minuciosamente o fundo da caneca.

 

As sobrancelhas brancas estavam franzidas enquanto ela murmurava tristemente.

 

Levi viu que Eren ao seu lado assistia sem muita expectativa. Não parecia crê naquilo.

 

- Vejo um amor trágico em sua vida. - Senhora falou ainda olhando a caneca. - As folhas mostram que esse amor é proibido, mas será muito forte. Uma pena...

 

Eren se inclinou para a frente repentinamente interessado na história.

 

- Como assim? - Ele perguntou

 

- É só superstição, Eren. - Levi disse.

 

O rapaz não pareceu ouvi-lo, estava atento na mulher e em suas palavras.

 

- As folhas dele estão reviradas, mostram que a vida dele não será como antes. Antes desse amor. - Ela dizia. - Vejo também uma fina linha onde as folhas se desmancham. Isso indica que ele morrerá jovem levando consigo uma parte desse amor proibido.

 

Levi sorriu.

 

- Eu não acredito nisso. - disse ainda sorrindo. - E isso de morrer cedo é uma vantagem. Esse mundo não presta mesmo.

 

Contudo, Eren parecia um pouco mexido com a história. Ele entregou sua caneca a senhora e pediu que ela olhasse.

 

- Você não está acreditando, está? - Levi sussurrou de modo que apenas Eren ouvisse.

 

- Não sei. Apenas estou curioso, eu acho. - Eren sussurrou  de volta.

 

A velhinha demorou um tanto na de Eren e quando falou, sua voz soou baixa:

 

- Você tem uma trajetória de sucesso a frente, rapaz. Mas, também existe muita dor em seu caminho. E assim como seu amigo, existe uma paixão, um amor proibido, e seu coração será assolado pela dor. Uma dor causada por esse amor. Vejo uma vida longa, porém solitária. - Ela olhou para os dois. - As folhas raramente erram. - Disse ela.

 

 

*

 

Levi parou diante de Eren no lado de fora do carro.

 

- Bem, acho que dizemos adeus aqui. - ele falou.

 

Eren assentiu misteriosamente pensativo.

 

- Tenha cuidado. - Disse ele após um instante de hesitação.

 

Levi se aproximou dele, retirou o colar de seu pescoço, aquele colar com seu nome, data de nascimento e lugar de origem, e o deu.

 

Eren pareceu surpreso.

 

- Não posso aceitar. - Ele disse tocando o objeto. - É seu, do exército. É muito...muito pessoal.

 

- Eu quero que fique com ele.- Levi insistiu.

 

Diante do silêncio de Eren, ele se aproximou para colocar o cordão no pescoço do outro.

 

Eren foi surpreendido pela proximidade, mas não recuou.

 

Os dedos de Levi roçaram a pele sensível do pescoço do rapaz. Seu próprio rosto ficou a centímetros do de Eren.

 

Pode sentir o leve cheiro de perfume e da pele dele. Sentiu Eren respirar, e saboreou a sensação de prolongar o contado deixando os dedos se demorarem no pescoço do rapaz.

 

Eren percebendo a leve , porém insinuante, carícia,  recuou. Então eles ficaram cara a cara, respirando próximos. Até Eren se distanciar alguns passos.

 

- Pedi que te dessem abrigo por hoje. Amanhã você decide como vai a cidade. - Ele pausou escolhando as próximas palavras. Quando tornou a falar, já parecia quilômetros de distância dali. -Adeus, Levi. Irei rezar por você. Seja prudente e tente não se machucar.

 

Levi não soube o que dizer. Afinal, não poderia dizer que iria rezar também. Já a ideia de dizer adeus parecia difícil naquele momento.

 

Então apenas balançou a cabeça em uma confirmação.

 

Eren hesitou um momento, e só depois entrou no carro.

 

Levi recuou alguns passos para dar espaço as manobras do transporte. Ele então ficou parado observando Eren ir e se perguntando porque decidiu ficar ao invés de segui-lo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Contínua ...



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