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História Riso Conturbado - Capítulo 5


Escrita por:


Notas do Autor


Quase fui vítima do famoso ato de suar pelos olhos.

Capítulo 5 - Uma luz no fim do túnel


Joe não percebia o espanto das pessoas enquanto ele passava pelas ruas de Gotham, nem os olhos arregalados ao decidir subir no ônibus. Os cidadãos estavam assustadas com seu rosto ensaguentado e coberto de ferimentos. Talvez a sua aparência tivera afastado assaltantes durante o momento da inconsciência. Assaltos naquela região eram muito mais comuns do que a gripe.

Apesar da carteira estar intacta, o desespero havia dominado seu corpo quando retomou a consciência sob a luz pálida da lua. Bill não estava por perto quando Joe acordou, havia sumido do local junto ao lixo tóxico.

Os passos de Joe eram argilosos em meio aos becos estreitos, os mais rápidos que seu corpo hipotérmico conseguia executar após tantas horas exposto ao frio rigoroso. No entanto, a realidade caiu dura sobre si quando ele abriu a porta de casa e mergulhou naquela escuridão fria. Fora praticamente literal, pois suas pernas fraquejaram e seu corpo tombou forte ao piso.

O vento quis uivar naquela noite. A porta se fechou. A pouca luz que jazia sobre o berço... Extingui-se.

Ruídos se tornaram fortes sobre a madeira, seguiam em uma única direção pelo chão. Com uma respiração profunda e repentina terminar de destruir o silêncio, a luz retorna àquela humilde casa. Joe, que estava acostumado a andar no escuro depois de ter a eletricidade cortada tantas vezes, já havia memorizado como era o interior da casa... Embora não tivesse muito para se lembrar.

Depois de abrir a pequena porta do fogão a lenha, ele se apoiou em uma cadeira para levantar do chão e sentar nela. Ainda havia um mísero rastro de fogo sobre a lenha... Mas ela estava prestes a perder seu último resquício de marrom para o preto carbonizado.

Com o peito doendo, Joe colocou o último pedaço de lenha para dentro do fogão e riscou um fósforo. Após outra chama nascer, o calor começou a distribuir-se pelo cômodo de maneira lenta... Quase junto de esperança... Quase.

Os estalos das pequenas labaredas misturavam-se com o silêncio durante o passar dos segundos. Joe parecia em estado de transe durante aquele simples acontecimento, talvez afetado pela dor que, mesmo um tanto nublada pelo frio, daria um jeito de chegar ao seu corpo... Gradualmente. Mas, o que tivera sido, não impediu Joe de salta na direção do berço quando a cabeça voltou a pensar em alguma outra coisa além de sobreviver: Sofia.

- M-Me desculpa... Eu te deixei sozinha... Com fome... Com frio... - Disse Joe, sabendo exatamente como aquelas três pragas podiam machucar um homem.

Sofia era o nome que decidiu dar para a pequena durante o tempo em que ela ficaria com ele, até conseguir achar vaga em um orfanato. Doía saber que não tinha condições de alimentar um recém-nascido mesmo que se esforçar-se em gastar apenas com as necessidades básicas... Mesmo que passase fome no lugar dela...

Naquele instante, se perguntou porque raios havia a tirado do lixo se não podia cuidar dela desde o começo... Por que a trouxe para uma casa caindo aos pedaços? Por que a colocou na vida de merda de um simples perdedor...

A raiva começou a tomar conta de si conforme torturava a própria cabeça com as lembranças da fábrica Ace, da família Napier, dos assaltos sempre terminando em espancamento nas ruas, das humilhações, da negligência da polícia.

Joe estava prestes a explodir, a mostrar que era humano e que já havia chegado no limite. Colocou na cabeça que devia ter ido trabalhar naquela maldita noite e deixado Sofia para trás.

Que devia ter caído na caldeira no lugar de Tommy.

Que devia ter morrido.

As lágrimas acumuladas no canto dos olhos trataram de cair, mas não era por qualquer um dos motivos que passou pela cabeça de Joe... Sofia estava olhando para ele... Sorrindo... Feliz por tê-lo por perto.

Quando a bebê riu com inocência, achando graça do rosto de Joe, o próprio caira de joelhos, chorando no lugar de Sofia.

Havia sido um dia ruim... Mas as lágrimas que ensopavam o rosto de Joe não eram de medo, desespero, tristeza ou dor... Ele estava feliz como há muito tempo não ficava... Muito tempo... Mas... Finalmente enxergava uma luz no fim do túnel... Graças ao amor de alguém...

- Desculpa, Sofia... O papai demorou... Mas não esqueceu de você. - Choramingou Joe, enquanto reunia forças de seu âmago para levantar-se. Sentia que ia desmaiar a qualquer momento, mas não antes de uma última coisa... Ao qual o fez morder o beiço diante da dor e caminhar até as sacolas sobre a mesa - Vamos encher essa pancinha fofa? - Dar o que comer para sua filha com um sorriso no rosto.


Notas Finais


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