História Ritual Santânico para Iludidos - Capítulo 3


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Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Festa, Ficção Adolescente, Literatura Feminina, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Drogas, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


HAAAAAAI PESSOAS

esse cap. já tava meiu pronto e pela primeira vez eu to postando um cap. sem ter nd escrito como continuação
aaaaa eu tô nervosa

só queria pedir q vcs dessem suas opiniões se vcs estiverem gostando e rindo da fic :)

bora pra essa pérola <3

Capítulo 3 - Diva da Chanel, imã de bênçãos


Fanfic / Fanfiction Ritual Santânico para Iludidos - Capítulo 3 - Diva da Chanel, imã de bênçãos

Como alguém que está preparada para cometer homicídio, eu me despedi brevemente da minha mãe dizendo que ‘’Sim! Haha, eu me enganei, não é? Hoje é sábado! Vou guardar minha escova de dentes! Que distraída sou eu!’’. Uma doçura só. Só faltou a parte ‘’Tem um estranho no meu quarto!’’

Fechei a porta e encostei a orelha nela durante alguns segundos, então vi o crânio intrometido de Ji Yong se aproximar calmamente fazendo o mesmo, e outra vez lhe dei alguns tapinhas para fazê-lo arredar de perto.

— Você é muito violenta!

Com o silêncio do corredor e o barulho da TV sendo ligada, conclui que já podia me tranquilizar.

— Tá. — Comecei a caminhar pelo tapete. — Eu não tô acreditando que aquilo deu certo e isso tá acontecendo. — Obviamente, o ‘’isso’’ era Ji Yong. — Você é um Santo. Santo da Vela?

— Eu mesmo.

— E está aqui porque eu te chamei ontem, certo?

— Por que mais estaria?

— Como pode provar que você é um Santo e não um delinquente que invadiu minha casa fugindo da polícia?

— Não acho que eu tenho que provar quem eu sou pra alguém que implorou a minha vinda.

— E se eu te expulsar daqui?

— E se eu voltar? — O canto de seus lábios se elevou num sorriso cínico. — Ser um Santo tem suas vantagens. Como você acha que eu entrei?

— Atravessando paredes é que não foi. — Ouvi sua risada de deboche logo depois de eu falar.

— Você tem certeza? — Repentinamente ele fechou o punho e ameaçou socar a parede, mas assim que vi metade de seu braço dentro dela, minha mente deu um ban tão forte que podia-se ver faíscas de estática saindo da minha cabeça enquanto eu dava tique no olho.

— V-você…

— Sooyoung, volte a raciocinar. Sua cara normal já não é muito atraente, e essa de espanto, então...

Ainda não acreditava, e o maldito agindo como se atravessar um braço na parede fosse normal só agravava o estado do bug no meu cérebro!

— É o seguinte… Vou ser direto, então presta atenção: — Balancei a cabeça como uma forma de dizer que estava atenta, por mais que ainda estivesse perplexa. — Eu sou uma pessoa que já passou pelo que você está vivendo e vim pra tentar te ajudar no seu conflito de paixonite aguda. As pessoas me chamam e eu faço favores para elas conseguirem sair dessa vida de ficar só observando o flerte, entende? Enquanto eu te devo um favor, eu não posso me desvincular de você. É como um contrato, só que eu não recebo especificamente nada em troca. Eu vou te ajudar a conquistar o seu boy e tudo, mas... pelo amor de Deus, nunca mais dê a entender que quero alguma coisa com você! É sério. — Mexendo com seu cabelo avermelhado, ele explicou, e se não fosse necessário, eu julgaria que fora informação demais pra absorver de uma vez, de novo.

Eu sequer sabia se pensava sobre o quão chamativa era sua vaidade e brilho de ‘’Divaindade’’ enquanto ele falava, ou sobre o que aquele cara tava dizendo e por que era justamente de quando eu achei que ele me estupraria.

O que tá acontecendo, meu Deus?

— Só vim pra te ajudar a sair da Friendzone, não é óbvio? — Se sentou. — Escuta... — De seu bolso da calça, ele tirou um bloco de notas com alguns tópicos escritos a lápis e o título de ‘’Operação lesado menino Jungkook’’.

— Ei!

— Eu fiz algumas anotações sobre o seu amigo e descobri que ele é um babaca, não estou certo?

— Só eu posso chamar ele de babaca!

— Caramba Sooyoung, ele é um idiota! — Sua decepção era evidente.

— Ji Yon-... — Ia dizer que escrever ‘’puta ao contrário’’ pra qualificar a sem-vergonhice do Kookie era demais, mas ele me interrompeu antes.

— Eu analisei bem a relação que vocês têm com base nos seus cadernos e, principalmente, no seu celular, e conclui que: primeiro… — Ele começou a contar nos dedos e por pura curiosidade em seu possível profissionalismo, eu prestei atenção. — Você é uma idiota. — Pra quê mesmo? Nem sei. — Dois, ele é um idiota. — Ri soprado.

— Ji Yong, é exatamente por isso que eu não quero mais tentar algo com o Jungkook!

— O quê? E por que fez toda aquela reza braba pra eu vir, hein?!

— Ele nunca vai me olhar como uma possível namorada! — Naquele momento, era notório que a minha tristeza havia falado mais alto que a revolta dele. — Só como a melhor amiga!

— Como o banco de camisinhas, não é?

— Sim... — Minha voz embargou e não contive o choro.

— Pode parar, que eu sei que você tá em seca de lágrimas.

Filho da mãe…

Mas por mais triste que fosse, era verdade. Park Sooyoung, eu mesma, estava na seca, em todos os sentidos da palavra.

— Ai, que sede...

— Quê?

— Não, era só pra contribuir com a piada.

— Ah, tá.

Continuando…

— Não quero mais tentar conquistar aquele idiota — desabafei baixo, me deixando cair sobre minha cama.

Aquela quietude perdurou e o olhar de apreensão de Ji Yong se intensificou sobre mim. Ele olhou, olhou e olhou até demais! Pareceu pensar um pouco e, após chegar ao tão conhecido ‘’lugar algum’’, se deitou ao meu lado.

 Parei pra pensar.

 Eu tinha consciência de que a situação era muito estranha, de fato, mas eu sentia que podia confiar nele pra ser sincera. Ao menos ele era de verdade e não só uma alucinação ou um delinquente. Pode ser bobagem, mas o fato de termos nos conhecido há menos de trinta minutos contribuiu pra eu não me sentir pressionada e com medo de me abrir — isso faz sentido, Brasil?

Eu não tenho o que perder com ele. Já tá tudo na merda mesmo!

— Jungkook é uma ótima pessoa e eu amo ele por isso, mas até hoje não tive coragem de me confessar pra ele por medo de ser rejeitada e acabar com a nossa relação, que eu considero muito. Foram 3 anos sendo sua companheira para as aventuras e piadas infantis até agora, e eu não quero fazer tudo isso ficar estranho de repente só porque ele se tornou mais especial do que deveria. Esse sentimento algum dia vai passar, e até lá…

— Chega, Sooyoung! Ninguém merece! Essa conversa fiada de filme clichê não me convence. Principalmente pelo fato de você estar desistindo sem ao menos ter tentado!

— Você tá brincando, né?!

— Não tô acreditando que justo você, sendo a maior defensora de Jeon Jungkook, vai deixar aquele tapado nas mãos daqueles projetos de piranhas! Porque você sabe bem que boa parte daquelas meninas têm um futuro muito promissor… no puteir-...

— Filha!

Ai meu Santo Forninho...

— Vim saber se você já tomou seu café da manhã, antes de eu ir ver sua tia. Com que você tá falando? Ah, Sooyoung, não vai me dizer que está ensaiando para outra peça!

— Não, mãe! Eu já comi. Tô falando com o Jungkook pelo celular!

— Ah, é? Deixa eu escutar ele!

Ji Yong e eu nos entreolhamos e quase saímos no tapa pra ele imitar o garoto.

— Senhora Park, como vai? — Dando um jeito no tom de voz para parecer mais grossa, ele cumprimentou, porque a Divaindade tinha a voz meio fina, sabe? Muito máscula. Aliás, já ouviram o final de Middle Fingers-Up?

Se não fosse desesperador, seria cômico, eu confesso.

E depois de uma troca de palavras e uma promessa de visita, minha mãe saiu.

— Voltando… Você acha mesmo que eu não tentei?!

— Não só acho, como tenho certeza! — Eu ri indignada.

— Eu tentei fazer ele enxergar que eu tô apaixonada por ele de todas as formas possíveis!

— Ah, é? Você já stalkeou ele? Já criticou alguma das ficantes pra dar um toque nele?! — indagou rapidamente, alcançando meu celular e provocando a junção das minhas sobrancelhas. — Deu indireta? Tentou chamar a atenção do amiguinho dele?! Já bateu na bunda?! Não, né?! Então levanta a raba daí e vai se arrumar enquanto eu termino de ver aquela série da Netflix pra você.

Não houve tempo para opinar ou discutir sobre seus ‘’métodos’’ de conquista. Eu fui expulsa da cama, simplesmente, e o folgado ainda teve a audácia de colocar os pés em cima do colchão depois de ligar a televisão do quarto e se acomodar como se a cama fosse dele.

— O que você pensa que tá... — Seu pulso caiu diante do meu rosto balançando meu celular de um lado para o outro.

— Eu te trago sorte, afinal, não é?

Eu queria chutar a bunda daquele miserável e cortar aquele sorrisinho cínico fora, mas, balançando minha cabeça frustrada de um lado para o outro, deixei meus olhos recaírem sobre a tela do telefone logo após tê-lo arrancado de sua mão.

‘’Noona! Vamos passar o dia no parque de diversões? Pufavô, nunca te pedi nada :3’’

(...)

Durante a minha arrumação, Ji Yong começou a ler algumas anotações e eu estava ficando impressionada com o tanto que sua boca falava. Ele explicou algumas coisas que eu teria de fazer e também seu plano de ‘’teste’’ com aquele passeio no parque, mas ao parar pra refletir, eu me peguei pensando no quanto tudo aquilo não fazia sentido; tanto que meus pensamentos chegaram ao garoto da carta que tornou tudo aquilo possível — ou ao menos era o que parecia. Mas, claro, não por muito tempo.

Era estranho não ter medo de um homem que estava sozinho comigo na minha casa e, principalmente, pelo fato de que ele não era a pessoa com a qual eu normalmente vivenciaria aquele tipo de situação. Quero dizer, ele nem chegava aos pés de Jungkook!

— Você tá prestando atenção?! — disse, de fora do banheiro que estava com a porta trancada por motivos óbvios.

— Tô!

Eram coisas como ‘’Tente ficar ereta perto dele, de cabeça erguida’’, ‘’Faça mais contato visual, mas sem forçar muito’’ e:

— Sooyoung, você usa perfume de criança por acaso?!

Toda a sua preocupação e ao mesmo tempo seu jeito espontâneo estavam me atingindo de uma forma positiva, mas era impossível aquele cara não me assustar; e era como se tudo que ele fazia não fosse nada. Tipo, quando que você tranca a porta do seu banheiro pra se trocar com segurança e depois de 3 minutos, vê alguém abrindo ela e oferecendo uma outra roupa pra você vestir, sem ao menos ter encostado na fechadura?!

Mas não para por aí.

— Credo, o que é isso?

— O quê?

— Ah, sério que você não tá sentindo? O que eu vou dizer pra minha mãe quando ela respirar o cheiro do seu perfume no meu quarto?

— Que você trouxe o Jungkook aqui? — sugeriu.

— Oh. Não é uma má ideia. Ou então digo que roubei uma loja de perfumes importados...

E quando me virei encontrando um frasco de perfume da Chanel nas mãos de Ji Yong, eu quase caí pra trás.

— Você me deve uma! — Ele riu, divertido.

— O quê?! Eu te devo um rim, isso sim!

(...)

Fora de casa, nós caminhávamos num ritmo calmo. Claro, porque senão o Kwon borraria toda a minha cara.

— Dá pra descruzar esses braços? Estão me atrapalhando!

— Uwa perkuntiña… — Eu não conseguia falar direito com ele corrigindo, pela milésima vez, o meu batom. — Quando eu te dei liberdade pra fazer tudo isso mesmo? Tô suspeitando de que aquele seu perfume era só disfarce pra maconha e eu não tô completamente sã.

Eu achava isso porque era inacreditável que ele estivesse agindo como se já me conhecesse há meses, sendo que 1 hora atrás, eu estava com a minha escova de dentes apontada pra ele, pronta para matá-lo.

— Ok, isso deve adiantar.

— Você me ouviu?!

— Fica parada, deixa eu ver.

Tomando certa distância, ele me analisou brevemente e, voltando a me encarar, deu um sorriso muuuito sincero.

— Ji Yong… O que você fez?

— Relaxa, você tá linda! — disse, jogando um beijinho todo fofo, e rindo da minha cara logo em seguida.

— Eu tenho que parar de te levar a sério… — comentei, como uma nota para eu me lembrar daquilo. — A propósito, apesar de eu estar sendo maquiada por um modelo da Gucci no meio da calçada, não tô vendo ninguém olhar pra gente. Isso não é estranho?

— Na verdade, não. Porque como eu disse, ser um Santo tem suas vantagens. — Piscou. — Agora vem.

Sem prévio aviso, eu comecei a ser puxada pelo pulso, e apesar de tentar tirar minha mão dele, não consegui.

— Ji Yong! — Paramos, ele olhou para os dois lados da rua e começou a me arrastar de novo.

Chegando num canto em que havia uma árvore, ele me posicionou atrás dela, guardou o batom no bolso da calça e se inclinando para espiar a entrada do parque.

— Eu vou ficar por perto, ok? Se precisar de alguma coisa é só... bater o pé no chão três vezes! Nem que seja discretamente, eu vou ver.

— E você tem certeza de que isso vai dar certo? — Podia não ser tão conveniente, mas eu estava nervosa.

— Claro que tenho! Você não confia em mim?

— Éh… Não.

Seus óculos de sol revelaram a irritação em seus olhos, e ele ficou me encarando até soltar um suspiro.

— Tá. Isso é irrelevante. Vamos revisar algumas coisas, ok?

— Andar de cabeça erguida, parecer confiante, não dar mole, mas não esconder tanto a timidez! Já sei!

— E qual é o seu objetivo?

— Chamar a atenção dele — disse, sem o mínimo interesse.

— Certo. Parece que ele já chegou... Não, não! Espera! — Me puxou quando comecei a andar. — Vamos fazê-lo esperar um pouco! — Revirei os olhos.

Acabei me sentando no banco ali perto, e esperei enquanto via Ji Yong observar Jungkook com atenção.

— Ótimo! Agora vai lá e não se desculpe por se atrasar! Foram só 15 minutos, você não deve satisfações.

— Tá bom. — Respirei fundo, tomando coragem.

— Vai logo! — mandou, me dando uma leve mão nas costas.

Segurei a alça da bolsa que eu carregava e, no me ver ao longe, Jungkook sorriu e foi inevitável não retribuir. Naquele mesmo instante, senti alguém esbarrar em mim.

— Se controla, garota. — A voz de Ji Yong alertou entredentes, e logo ele se afastou como se apenas estivesse caminhando pela calçada.

Com um pouquinho de esforço, eu guardei a euforia num cantinho do meu peito e fui ao encontro de Jungkook.

— Sooyoung! Eu te mandei várias mensagens perguntando se já estava vindo, porque não me respondeu?

Se eu ao menos estivesse com o meu celular...

— Na verdade, eu pensei que você nem estaria acordada pra ver a primeira. — Coçou sua nuca.

— Ah, não faça drama, Jungkook! — Lhe dei um pequeno empurrão. É, essa era a minha forma de consolo. — Eu não vi! Se tivesse visto, eu teria respondido. Não se esqueça que eu tenho uma vida, tenho muito o que fazer no sábado e larguei tudo pra vir te fazer companhia!

— Sério? Tipo o quê?

— Dormir, é claro! — Sua risada começou a encher meus ouvidos, e eu também não pude conter a minha quando me vi livre daquele nervosismo bobo.

— Mas isso não é mais importante que eu, noona!

— Claro que é! — Ele me olhou, contrariado. — Não fique assim, estou brincando.

— IDIOTA~

Ji Yong não tinha dito que ele que faria as indiretas.

O bendito tinha gritado — ‘’disfarçadamente’’ — de trás de Jungkook, e eu estava vendo bem que aquela era pra mim.

Impressionante, não? Em menos de 2 horas eu já tinha tido vontade de matá-lo umas 4 vezes, e aquela era só mais uma.

— Jungkook! — A figura de Hoseok todo sorridente surgiu junto com seu jeito brincalhão de sempre. — Você não disse que a Sooyoung viria.

— Nem eu sabia direito se ela viria.

Sem pensar muito, desviei meus olhos pra onde havia visto Ji Yong e sua cara de indignação pelo Hobi aparecer era como um poema:

‘’Pensei que ele era idiota, babaca e tapado

mas agora eu estou vendo

Jungkook é caso arquivado’’

Eu também admitiria que, estando na minha posição, era falta de consideração comigo levar um amigo em um encontro que ele tinha dado tudo a entender que seria a sós. Mas era inevitável, eu não conseguia mais me surpreender com o Universo jogando na minha cara que eu estava na Frien-d-zo-ne.

— Tudo bem. — Hobi riu.

— E o Tae?

Tae? — me perguntei, porque não conhecia o nome. Mas decidi ignorar, já que com Jungkook sempre havia novas pessoas pra conhecer.

— Ele disse que ia se atrasar, e pediu pra gente entrar sem ele.

— Então vamos!

Sem perder tempo, atravessamos a entrada com a taxa de parte das nossas rendas — no caso, Jungkook obrigatoriamente pagou a minha. Eu já estava prevendo que depois das provas, Jungkook não resistiria à oportunidade de ir ao parque de diversões preferido, e convidaria os amigos pra fazer o passeio com ele, então não me surpreendi com a possível infantilidade de seu convite.

— Em qual nós vamos primeiro? — Kookie não perdeu tempo e perguntou.

— Qualquer coisa que você não decida! Ainda tô me recuperando do trauma. — Hoseok disse, com uma palma no peito.

Já tínhamos ido com o Hobi e outros amigos há alguns meses, e o mais engraçado foi ver ele gritando na montanha-russa, enquanto Jungkook estava tendo uma crise de risos de fazer o estômago doer e eu não sabia se ria mais escandalosamente que o menino, ou gritava pela minha mãe com o Hoseok.

Aquele dia foi bem loko.

E como não podia deixar de ser, mas uma vez eu tinha notado o quão feliz a risada de criança do Jungkook me fazia ficar. Era a risada mais zuada e engraçada que eu já tinha escutado, e eu nunca me enjoaria de rir e vomitar açúcar por ela.

Sobre o brinquedo em que nos arriscaríamos primeiro, escolhemos o mais calmo de todos: a casa mal-assombrada.

Era fora de hora, mas aquilo serviria para nos acordar de vez, nos preparando para todo o resto dos brinquedos do parque. E também, não tivemos muita escolha quando a sugestão surgiu e a agarramos antes que a ideia de montanha-russa florescesse na cabeça do Jungkook.

— Essa linda moça é sua namorada? — O homem vestido de palhaço que estava cuidando da passagem das pessoas perguntou à Jungkook, se referindo à mim, mas o vi ficar tão sem graça que não respondeu.

— Sou amiga dele! — Sorri para o homem e recebi uma cara demoníaca por isso.

Foi quando eu percebi que aqueles eram os olhos de Santananás.

Ele estava bem disfarçado, devo assumir, mas estando com aquela Obra de Arte das Trevas de maquiagem, não era pra menos. Só que Ji Yong parecia tão estranho com aquela fantasia de ano passado, que...

Tá amarrado! Sai desse corpo que não te pertence! O diabo veste Prada, que eu sei!

— De qualquer jeito, cuide bem dela. — Não estava antes, mas acabei segurando o riso de frente àquela atuação grotesca do Santo.

E eu achando que ele era orgulhoso!

— Um jovem como você não deve descuidar de uma amiga tão bonita, não acha?

— Sim! — concordou, ainda envergonhado pela ‘’inconveniência’’ do capiroto. — Não se preocupe, pode deixar.

— Vamos logo! Eu não quero segurar vela pra vocês, ok?

Foi tão repentino e confuso ouvir Hoseok dizer aquilo que eu só parei junto com o mundo. Meu coração palpitou naquele segundo como nunca antes. Foi tão bom escutar aquilo — apesar de Hobi não estar se divertindo nada com a situação, e Jungkook apenas corar falsamente como o bom pervertido disfarçado de anjinho que era. Parecia algo macio juntando os caquinhos do meu kore e mais um sentimento que não podia explicar, mas meu sorriso foi gigantesco.

Sim, mundo! Hoseok segurou vela pra gente! E quem não acreditar é trouxa!

Antes de adentrar a atração de horrores por ter o braço puxado em direção à fuga de Jungkook, me virei e agradeci mentalmente a Ji Yong, que apenas respondeu com um sorriso convencido, antes de voltar a fingir ser um palhaço trevoso.

Pensei em largar tudo e fazer uma adoração a Deus alí mesmo, mas achei melhor deixar pra fazer isso em casa, ou então eu estragaria tudo.

Pela primeira vez em apenas 2 horinhas, eu não estava sentindo algo negativo com relação à ele. Meus olhos brilharam de felicidade assim que vi que aquela luz no fim do túnel dramático da minha Friendzone realmente existia, e era só o começo das bênçãos da Diva da Chanel.


Notas Finais


G-Dragon, melhor Santo dos Trouxas
e n é q ele ta fazendu de tudo msm?

vou tentar atualizar o mais rápido possível, seus lindus ^W^


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