História Rituals (A Stydia Spin-Off) - Capítulo 5


Escrita por:

Postado
Categorias Teen Wolf
Personagens Lydia Martin, Stiles Stilinski
Tags Lydia, Malia, Scott, Spin-off, Stiles, Stydia, Teen Wolf
Visualizações 236
Palavras 1.892
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Ficção, Ficção Adolescente, Mistério, Misticismo, Policial, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá, amores!
Dessa vez eu demorei um pouquinho, né? Mas o trabalho andou me consumindo e nem tive tempo de atualizar aqui.
Mas agora estamos de volta! haha
Gostaram da revelação da Anna? Nesse capítulo ela tem um papel fundamental!
Enfim, chega de falar e vamos ler?
Ps. Nas notas finais colocarei o álbum com fotos do apartamento do nosso casal. ♥

*Sugestão de músicas para o capítulo*

1. Fleurie - Be a Witness
2. Zella Day - High
3. Snow Ghosts- Time Listens

Capítulo 5 - Rituals


Fanfic / Fanfiction Rituals (A Stydia Spin-Off) - Capítulo 5 - Rituals

- Eu não posso te colocar como responsável de nada! Você é um analista, não um agente. - McCall falou tentando manter-se paciente enquanto Stiles andava em círculos pela sala roendo as unhas. 

- Eu sei, eu sei! - o rapaz falou em tom derrotado parando e apoiando as duas mãos na mesa à frente do pai de seu melhor amigo. 

- Em compensação, a agente Davis apresentou um caso interessante nas cidades próximas a Beacon Hills. - Rafael replicou jogando uma pasta para Stiles. - Três garotas desaparecidas em três cidades diferentes. Uma a cada mês e as três são filhas dos pastores locais. Isso não parece ser apenas uma terrível coincidência, não é? - o agente continuou enquanto Stiles lia as fichas sobre o desaparecimento das garotas. 

- Não parece... - o rapaz falou analisando mais a fundo os arquivos sobre as garotas. 

- Ela tem um caso, Stiles. Um caso convincente para abrirmos um inquérito. Sem falar que podemos montar a base no próprio condado de Beacon Hills. - McCall falou levantando-se e indo em direção à porta. - Vou falar com o Chefe e com a agente Davis e tentar colocar você como o analista da operação. Quanto antes fizermos isso, mais rápido os dois podem partir e iniciar essa e também aquela outra investigação. 

Os dois? Ele ouvira certo? 

- Você não vai com a gente? - o jovem perguntou desesperado. 

- Claro que não! Tenho que voltar pra São Francisco o quanto antes! - e ao dizer isso, Rafael saiu fechando a porta atrás de si. 

Não, não, não! Ele não podia ir numa operação sozinho com a maluca. Sem falar que aquela não era bem a hora certa para deixar Lydia sozinha. Ainda mais quando ele sabia que ela ainda estava escondendo algo dele. 

Droga, ele estava bem ferrado! 

Ela com certeza iria surtar quando soubesse que ele e a agente Davis estariam juntos num caso, sem falar que ele mesmo não se sentia confortável em estar com ela. 

O jovem jogou-se na cadeira ocupada por McCall anteriormente e voltou a olhar os arquivos deixados pelo agente.

29 de agosto? A primeira garota havia desaparecido no mesmo dia em que Lydia e ele se mudaram para D.C. Stiles tentou impedir a lembrança de vir à sua mente mas era impossível não lembrar-se da primeira noite dos dois no apartamento. Lydia estava absurdamente gostosa com aquele espartilho preto, o cabelo longo cobrindo os seios e os olhos verdes faíscando de desejo enquanto ela se despia no quarto iluminado apenas pela lua. O universo todo parecia ter conspirado para fazer daquela uma das melhores noites da sua vida. Ela estava agradavelmente fresca, a primeira superlua do noite havia aparecido e... Espera, superlua... 

Stiles olhou a data de desaparecimento das outras garotas. 

A segunda desaparecera em 28 de setembro e a terceira há 3 semanas, em 27 de outubro. O rapaz engoliu a seco. 

Merda! Aquilo não era coincidência, era? 

Três malditas superluas surgiram no céu exatamente nas datas dos desaparecimentos. 

Stiles respirou fundo tentando acalmar a angústia que crescia em seu estômago.

Aparentemente o caso da agente Davis ia além do que ela jamais imaginara e gostando da ideia ou não, ele tinha que estar na operação.


***


- Um o que? - Lydia perguntou intrigada enquanto Anna a colocava no centro de um círculo de sal em volta delas. 

- Um ritual de invocação dos seus antepassados! - Anna respondeu revirando os olhos. - Confia em mim! Quer dizer, no livro! 

- Grimório. 

- O que? 

- O nome dado ao livro é Grimório. Enfim, não é questão de confiança, Anna! Como eu falei, a garota é da família do Scott, não da minha! - Lydia retrucou em tom irritado. 

- Lydia, presta atenção! - Anna falou segurando o rosto da amiga nas mãos em forma de concha. - Alguém nessa visão que você tem está ligado a você! Isso é um fato! Pode ser a garota ou qualquer outra pessoa. Seja lá quem for, vocês tem esse laço! E isso vai nos ajudar a ver o que aconteceu. 

- Você também irá ver? -a banshee perguntou confusa. 

- Vou estar ligada a você, então sim! E no final podemos fechar a clarividência para que você não tenha mais as visões descontrolamente. - Anna falou enquanto posicionava alguns itens como velas, cristais, plantas e incensos e um jarro com água em determinados pontos do círculo. 

- E se não der certo? - Lydia perguntou receosa. 

- Se não tiver nenhum antepassado seu, nada irá acontecer. - Anna deu de ombros. - O máximo que irá acontecer é você continuar tendo as visões quando sua mente relaxa, ou seja, quando você estiver dormindo. 

Lydia respirou fundo. O que tinha a perder afinal? Bem, tirando o fato de que estava nas mãos de uma bruxa completamente inexperiente, claro. 

- Vamos começar logo com isso! - falou finalmente. 

- Essa é a minha garota! - Anna falou sorrindo e se aproximando até que estivessem uma em frente à outra. 

A amiga então segurou as mãos de Lydia e a puxou para baixo até que estivessem sentadas no centro do círculo. 

- Feche os olhos e repita tudo o que eu disser, ok? - a garota instruiu. 

A ruiva balançou positivamente a cabeça fechando os olhos em seguida. 

- Oh, Fogo! Eu o invoco através desta chama! Venha até mim! - Anna falou em uma voz melodiosa como se estivesse entoando um cântico. Lydia repetiu as mesmas palavras tentando imitar o ritmo feito pela amiga. 

A garota viu algo iluminando suas pálpebras e não resistiu a dar uma espiadinha. A visão que teve foi incrível. Todas as 12 velas até então apagadas haviam se acendido magicamente. Um sussurro de excitação escapou dos seus lábios. 

- Feche os olhos. - Anna advertiu ainda com os olhos fechados. Lydia a obedeceu. - Oh, Água! Através deste fluido doador de vida, esteja comigo! - continuou a garota e Lydia mais uma vez repetiu. 

Assim se seguiu até que a Terra e o Ar também fossem invocados fazendo com que os vasos de plantas se virassem e os incensos se acendessem sozinhos. 

- Agora que os elementos estão conosco e abriram nossos caminhos, vamos iniciar o Ritual da Invocação do Passado. - Anna anunciou com voz etérea. A banshee sentiu uma estranha sensação no estômago. Um mistura de ansiedade e medo. 

- Rogo aos meus Ancestrais, com todas as ervas que forneço, uma conexão estabeleço! Meus ancestrais me ouvem, me enviam símbolos, sonhos e oportunidades! Me enviam a sabedoria e a solução de algo que somente eu poderei resolver. 

Mais uma vez as palavras foram entoadas e repetidas por Lydia, porém, desta vez, algo estranho aconteceu.


***


Ela já não sentia as mãos quentes de Anna, não sentia o aroma dos incensos e ervas do apartamento. Tudo o que sentia era frio.

Muito frio. 

Medo. 

Dor. 

E ouvia gritos. Gritos lamuriosos, gritos de sofrimento produzidos por vozes femininas. 

Onde estava? 

O Conde a abandonara no meio da floresta? 

- Judith McCall? - uma voz a chamou. Uma voz feminina doce e triste.

- S-sim! Quem está aí? Por que não consigo abrir meus olhos? Onde estou? - perguntou desesperada tentando entender tudo o que estava acontecendo. Quem era aquela mulher? O que queria com ela? 

- Sou Aibell. Rainha das Banshees responsáveis pelas Grandes Famílias. 

Banshees? Não, não era possível que fossem reais! 

Judith se lembrou das lendas contadas pelos mais velhos. Lendas que falavam das mulheres em forma de espírito que vinham chorar e avisar as Grandes Famílias através de seus gritos agourentos que alguém morrera. 

Espera, se as banshees estavam ali e entoavam seu choro, isso significava que... 

- Eu-eu estou morta? - perguntou sentindo um buraco abrir no fundo de sua alma. 

- Ainda não! Mas ele a feriu demais, criança, e seu corpo não resistirá por muito tempo. - Aibell falou tristemente. 

-NÃO! NÃO! Eu não quero morrer! - Judith tentou gritar mas só então percebeu que toda a conversa até então havia ocorrido apenas em sua mente. Seria aquela mais uma prova de que sua vida estava se esvaindo mesmo? 

Lágrimas quentes brotaram no fundo de seus olhos. 

Pensou em Mek que a esperava para fugirem, pensou em Izabel e na criança que a amiga carregava no ventre e que jamais conheceria, pensou em seu querido irmão e mesmo que não quisesse, pensou em seus pais. Ela queria nutrir qualquer tipo de sentimento por eles que se assemelhasse ao ódio, desprezo ou rancor, mas tudo o que sentia era o mais puro amor. Ela os amava incondicionalmente e nada mudaria isso! 

Não! Não queria morrer! 

Não queria partir daquele mundo! 

Por que teria que ser ela a morrer quando um monstro como o homem que a ferira continuava vivendo? 

Onde estava a justiça? 

Existia mesmo algum tipo de justiça divina? Se existia, por que aquilo estava acontecendo? 

- Me salve! - implorou àquela mulher sobrenatural! 

- Não podemos salvar o seu corpo mortal, meu anjo! - ela respondeu calmamente. - Mas podemos transformá-la em uma de nós se teme tanto a morte. 

Temer a morte? Não, não era aquilo. Ou era? 

Sempre fora tão apegada à vida que jamais pensara na própria morte. 

Mas pensando bem, sim. Talvez temesse a morte ou talvez não estivesse pronta ainda para se separar totalmente de todos que amava. 

O que era melhor? 

Ser uma das mulheres lendárias que choravam os mortos das Grandes Famílias mas que podiam estar ainda no mesmo plano que seus entes queridos ou simplesmente descansar eternamente sem sentir dor, sofrimento? 

- Me transforme em uma banshee! - Judith pediu ciente do que havia acabado de fazer. 

O silêncio voltou a reinar em seus ouvidos e sua mente. 

Teriam ido embora? 

Sem que esperasse porém, a garota sentiu diversas mãos e seu corpo. Mão quentes como fogo que pareciam querer arrancar sua alma. 

As mulheres gritavam e cantavam algo em uma língua estranha.

A dor que ela sentia era insuportável.

Gritou. 

Um grito como os que ouvira anteriormente. 

Teria sua alma se transformado em uma banshee enfim?


***


Abriu os olhos e viu a lua cheia pairando no céu. 

O frio congelava seus ossos e o coração bombeava fracamente o sangue para as outras partes de seu corpo. 

A consciência foi tomando forma em sua mente. 

Ela era uma banshee agora, certo? 

Então por que sentia o seu corpo vivo? 

Judith se sentou e enfim sentiu as águas do riacho molharem suas roupas. Tocou o próprio corpo e o sentiu quente. Vivo. 

- O que é você? - a garota ouviu a voz de Aibell lhe perguntar.

Olhou em volta e não viu ninguém, mas de alguma forma sentiu que as mulheres antes presentes ali continuavam. 

- Você deveria ser um espírito como todas nós! Como pode continuar viva em seu corpo? - A Rainha das Banshees continuou e Judith podia sentir o tom de surpresa e raiva nas palavras da mulher. 

- Eu-eu não sei! - respondeu sinceramente. 

- Não... Não é possível que seu pai seja... - a mulher continuou falando enquanto Judith tentava enxergá-la. - A cada 100 anos... 

O que acontecia a cada 100 anos? O que seu pai tinha a ver com aquilo tudo afinal? E o que era aquela estranha sensação? Por que sentia a necessidade urgente de protegê-lo? E do que tinha que protegê-lo afinal? 


Notas Finais


Alguém aí já tem ideia do que está acontecendo?
Bem, aqui está o álbum com as fotos do apê:
https://myalbum.com/album/KZ2E6hi2hxjO

Nos vemos em breve!
Beijos! ♥


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...