História Rivals - Capítulo 27


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Ellenphant, Hopemin, Jihope, Jimseok, Namjin, Repostagem, Taekook, Vkook
Visualizações 303
Palavras 6.363
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 27 - Twenty seven


Fazia quase duas semanas que Jimin e Hoseok tinham se acertado. O menor não podia evitar sorrir ao chegar ao colégio de manhã e ver novamente Hoseok esperando por si, lhe olhando daquele jeito que tanto amava. Pensava que iam mesmo terminar naquele dia ou que as coisas não seriam mais as mesmas, mas estava errado. Hoseok provou não só que estavam juntos de novo como também deixou claro que as coisas tinham sim mudado, mas para melhor.

Pouco se importou com o abraço apertado e longo que o mais alto lhe deu naquela segunda-feira. Pela primeira vez aceitou de bom grado o toque do outro e ignorou qualquer olhar estranho direcionado para si. Notou também que ele parecia mais feliz naquele dia e um sorriso travesso insistia em aparecer no seu rosto.

— Ok, o que você planejou e não me contou?

— O quê?

— Para de se fazer de desentendido. Eu te conheço, sei bem que esse sorrisinho aí significa que você está tramando algo.

Hoseok apenas riu do jeito que o namorado falava e deu de ombros, não querendo admitir que, sim, estava tramando algo.

— Já, já você vai saber.

— Você sabe que eu odeio surpresas.

— Mas dessa vez você vai gostar. — garantiu e encarou o outro. — Confie em mim.

Jimin apenas assentiu, mesmo incomodado com aquela situação estranha. Viu Namjoon se aproximar e fazer um tipo de sinal para Hoseok, que na mesma hora puxou Jimin e seguiram pelo corredor.

— Hoseok, me fala logo o que você está tramando! — murmurou com raiva e o outro lhe ignorava. — Hoseok!

— Já disse pra confiar em mim!

Logo Jimin reconheceu para onde estava indo. Só não sabia o porquê de Hoseok querer ir ali, não fazia sentido para si. Tentou questionar alguma coisa, mas assim que abriu a boca foi praticamente empurrado para dentro da sala, encontrando ali a diretora — o que seria normal considerando que estavam na diretoria —, mas também ficou curioso ao ver os líderes de outros clubes. Sequer sabia porque ele e Hoseok estavam ali. E aparentemente Seokjin também resolvera ir lá, o que só o deixava mais confuso ainda.

— Hoseok... — chamou pelo namorado, que apenas apertou com força sua mão e lhe encarou como se dissesse novamente “confia em mim”. — Eu te odeio. — sussurrou baixinho ao notar os olhares sob si.

— Posso saber por que decidiram fazer essa reunião na minha sala? — indagou a diretora, quebrando o silêncio que ali se formava.

— Fui eu que convoquei a reunião, diretora. — falou Hoseok, surpreendendo Jimin. — Eu chamei os outros líderes porque eles também são importantes para esse assunto.

— E posso saber por que Min Yoongi está aqui? — indagou Namjoon, fazendo o jogador revirar os olhos.

— Fiquei sabendo da reunião e quis vir, Kim. Sem falar que o seu coleguinha aqui — apontou para Jin — também não é líder de nada e está aqui. Por que não questiona ele ao invés de falar apenas de mim?

— Tanto faz, deixe-os dois aqui. — falou Hoseok interrompendo a possível discussão.  — O foco agora é outro.

— Já pode começar a falar Jung. Não quero que vocês tomem muito meu tempo.

Jimin revirou os olhos ao ver o modo seco que a diretora de falava. De fato, não sabia o que estava fazendo ali, apenas seguiu Hoseok, mas a mulher falava de um modo tão desinteressado que fazia com que Jimin se questionasse em como uma mulher daquelas estava em um cargo tão importante como a direção. Ela s quer parecia se importar com os alunos ou com o que eles tinham a dizer. Era ridículo.

— Nessas últimas semanas nós ficamos sem nosso clube de dança porque, como a senhora sabe, ele foi cancelado. E claro, foi cancelado por sua causa. — sorriu de modo irônico. — Mas enfim, o ponto aqui é outro. Acontece que todos os alunos do clube precisavam dele justamente para ter a oportunidade de conseguirem uma bolsa em uma faculdade boa e também usavam o clube como um hobby. Mas como vamos fazer isso se o clube foi cancelado?

— E o que você está querendo propor, Jung?

— Eu quero o clube de volta. — falou com simplicidade, fazendo tanto a mulher quanto o Park arregalarem os olhos. — Não acho justo o jeito que o clube terminou e muito menos vou aceitar isso e seguir em frente. Odeio injustiças.

— Hoseok, eu e o Park tínhamos um acordo. Ou vocês venciam ou-

— O clube acabava, eu sei. Mas é desse jeito que você quer motivar seus alunos, diretora Chun?

— Além disso — Yoo Ara, líder do clube do coral, se pronunciou —, eu acho que qualquer clube tem sua importância no colégio.

— Seja ele o clube de jardinagem ou até o de dança. — dizia Sooyoung.

— Eles tem tanto direito de continuarem como qualquer um. — falou Namjoon. — Eu conheço o Jimin e os outros membros e sei o quanto eles amam a dança e se dedicam ao clube.

— Segundo lugar? Quanta dedicação... — debochou, fazendo Jimin ficar nervoso e se soltar da mão de Hoseok.

— Você sequer se importa com o clube! Poderíamos ter ganhado o primeiro lugar que eu sei que você cancelaria o clube de qualquer jeito!

— Eu não faria isso. Nós tínhamos um trato, Park. — respondeu na defensiva, fazendo o menor rir.

— Ah claro... Mas porque não disse isso para a minha mãe quando ela veio aqui pedindo o fim do clube, hum? Por que não disse nada a ela? Por que preferiu acabar com o clube?

Todos ali ficaram boquiabertos. Hoseok apenas deu um sorriso de lado ao ver o quão sem graça a mulher ficou, tentando falar algo, mas som algum saindo de sua boca.

— A opinião dos pais também é importante.

— Mesmo? Porque os meus pais apoiam a ideia do clube. Você devia ter pedido a opinião deles também. — falou o Jung. — Então arranje uma desculpa melhor, diretora. — falou a última palavra com ironia.

— E eu já conversei com os outros líderes. Todos eles concordaram em ajudar o clube de dança. — falou Namjoon, logo os outros assentiram. — Todos eles decidiram diminuir a verba do clube deles para fazer com que tenham pelo menos um pouco para o clube de dança. Então você não precisa fechar nenhum clube ou se preocupar com a verba, diretora. Todos nós queremos dividir.

— Vocês não podem fazer isso! — se pronunciou Min Yoongi, se levantando da cadeira e fitando os outros com raiva. — Não é justo vocês perderem o dinheiro do clube de vocês por causa de um idiota como esse. O clube deles nem é importante!

— Eu discordo. — falou Seokjin. — Eu acho o clube deles importante sim. Talvez até mais do que o time de basquete. Quer dizer, pelo menos lá todos são amigos, se esforçam, são unidos e, principalmente, cumprem o requisito principal para estar em um clube: tem boas notas. Posso dizer o mesmo de você, Min?

— Cale a boca. — sussurrou para o mais alto e encarou a diretora. — Se você salvar o clube deles, o time de basquete não joga!

 — Jogamos sim. Eu já falei com os outros garotos do time e eles também não se importaram em diminuir um pouco o valor da verba do time.

— Quem você pensa que é pra decidir algo no meu time?

— Seu time? Tsc... — riu baixo e se voltou novamente para a diretora. — Se você é tão justa como diz, devia expulsar Min Yoongi do time. Sabia que ele manda os garotos de outras salas fazerem as atividades para ele? E já olhou a câmera de segurança das últimas semanas? Porque em um desses dias você pode ver claramente o nosso querido Min Yoongi entrando na sala dos professores e roubando uma das provas de biologia.

— Isso é mentira!

— Eu ganharia o que mentindo, Yoongi? — revirou os olhos. — Pelo menos admita o que você fez!

— Isso é verdade, Min? — questionou a diretora, olhando com certa esperança para o garoto.

— Mas é claro que não!

— Só olhe as câmeras mais tarde diretora. Eu não mentiria a custo de nada.

O Kim voltou a se sentar e o Min continuou em pé, sentindo todos os olhares julgadores sobre si e a indiferença no olhar da diretora.

— Min, vá para fora. Não precisamos de você aqui.

— O quê?!

— Eu disse para fora. Irei conversar com você sobre a tal filmagem e as suas notas depois.

— Espera, você quer me expulsar do time?!

— Não sei, verei isso ainda. Mas adianto que roubar provas e obrigar outras pessoas a fazerem sua lição não é algo que eu possa deixar para lá.

— Você não pode fazer isso. — murmurou e ouviu a risada do Park, logo se virando para ele e vendo o sorriso orgulhoso que estampava em seu rosto. — Você vai se ferrar, Park.

Foi tudo o que disse antes de sair, deixando o Jung preocupado, mas o Park apenas deu de ombros e se voltou para a diretora.

— Então, você vai devolver o clube?

— O problema não é apenas eu, Park. Temos outros líderes que talvez não fiquem felizes em diminuir a verba.

— Todos nós concordamos. — falou Kyungsoo. — Hoseok decidiu falar conosco nos últimos dias e nós achamos que seríamos egoístas caso não ajudássemos eles. Quer dizer, podia ser um de nossos clubes na reta e nenhum de nós iria querer isso.

— Exatamente. — falou Yoo Ara. — Injusto mesmo seria deixar o time de basquete ter essa verba tão alta comparada a nossa e sermos obrigados a fechar um clube por isso.

— Posso não ser o capitão do time de basquete, mas todos os garotos do time estão de acordo em diminuir a verba. Daremos nosso jeito de irmos a campeonato e outros gastos a mais. Só queremos ser justos. — disse Seokjin, fazendo Namjoon sorrir para si.

— Então... — começou Hoseok. — Vai devolver o clube?

— E eu tenho escolha? — a mulher revirou os olhos. — O clube de dança vai sim estar de volta. — falou e alguns ali comemoraram. — Mas adianto que quero vocês competindo e não se metendo em encrencas. Porque eu juro que se algo der errado ou vocês perderem toda vez, eu não vou precisar de nenhuma mãe vindo aqui ordenar que eu feche o clube. Eu mesma farei isso, ok?

O Park assentiu sem consegui parar de sorrir, apenas sentindo Hoseok o puxar para si novo.

— Posso ganhar a chave da sala do clube de volta?

A mulher entregou as chaves e ordenou que eles saíssem logo, mas Jimin não podia conter a felicidade. Agradeceu a todos os líderes, principalmente Namjoon e Seokjin, e seguiu com o Jung até o corredor, se preparando para contar a notícia aos outros meninos. No entanto, alguém ali impediu que eles continuassem andando.

— Que merda que você quer? Já não foi o suficiente ser quase expulso do seu time, Min?

— Já ouviu aquele famoso ditado “quem ri por último ri melhor”? Pois então. — pegou seu celular e fez questão de mostrar a foto do Park e do Jung se beijando. — Já que vocês descumpriram o acordo, eu vou enviar para cada aluno desse colégio. Imagina que lindo quando eles ficarem sabendo. — riu fraco e deixou um sorriso estampar seu rosto.

— Você não pode fazer isso. — disse Hoseok, já avançando para cima do outro. — E se você fizer, eu quebro você, Yoongi. Não estou brincando. — tentou pegar o celular da mão do outro e fui empurrado, apenas o deixando com mais raiva e ameaçando socar o mais baixo. — Agora sim eu quebro sua cara!

— Hoseok, não! — sentia as mãos de Jimin lhe puxando. — Se você bater nós podemos perder o clube! É isso o que ele quer!

O Jung tentava se conter, mas era difícil com o Min lhe olhando daquele modo irônico. Queria ao menos aliviar sua raiva com alguns socos.

— Ele vai mandar a foto, Jimin! Ele não tem esse direito!

— Eu me pouco me importo! — tomou a frente do namorado e encarou o Min. — Pode enviar essa foto até para o Papa ou colocar em um outdoor, eu não estou nem aí. Aliás, é até melhor que todos saibam que eu estou namorando Hoseok, ao menos não teria que aturar ninguém dando em cima do meu namorado. — sorriu de modo irônico. — Então se você me der licença, eu vou sair daqui e vou ir beijar meu namorado. Porque, ao contrário de você, eu ao menos tenho alguém que goste de mim. Você conseguiu perder aquela garota até pra mim e olha que eu sequer já chamei ela para sair. — viu o Min ficar cada vez mais vermelho e com raiva. — Você já perdeu o seu time, já perdeu sua suposta bolsa pra faculdade, já perdeu seus amigos... Acho que já é castigo o suficiente. Então meus parabéns, Min. Não conseguiu o que queria, mas teve o que merece. — se virou novamente para o Hoseok e pegou em suas mãos. — Vem.

Hoseok estava surpreso pra falar ou fazer algo, então apenas acompanhou o mais baixo, parando perto da saída e lhe encarando com os olhos arregalados.

— Você ficou louco?!

— O que foi?

— Jimin, ele vai postar a foto! E se os seus pais virem? E se os outros alunos virem? Quer dizer, eu tenho só mais alguns meses aqui no colégio, eu aguento, mas é o seu último ano... Como você vai suportar o desprezo e os olhares tortos deles?

— Eu já me importei com isso, mas hoje em dia eu não estou nem aí. Quer dizer, olhe para o Jungkook e para o Taehyung... Eles não se importam em se beijar e muito menos com o jeito que olham pra eles. E sabe, as pessoas vão sim sempre criticar, talvez façam isso pra sempre. Mas por que eu vou ficar escondendo a pessoa que eu amo pelo bendito preconceito deles? Isso não é justo, não mesmo. — falou enquanto se aproximava e circulava a cintura do outro com os braços. — Eu me importo com você. Eu quero ficar só com você. Já eles eu quero que se danem. Eu te amo.

O mais velho não precisou dizer nada, apenas colocou as mãos na nuca do garoto e sentiu logo os lábios do mesmo colados ao seu. Não sabia se alguém observava a cena ou se diziam algo, ele se quer se importava com outra coisa a não ser o beijo calmo do outro e o “eu te amo” que tinha ouvido. Jimin poderia lhe dizer que lhe amava quarenta vezes por dia e ainda assim ele se sentiria feliz ao ouvir aquilo. Quando se separaram, não pode evitar sorrir ao ver o jeito tímido que o baixinho estava. Apenas riu e o puxou para si novamente, lhe abraçando.

— Eu te amo.

— Eu sei. — revirou os olhos e se afastou, sorrindo para o mais velho. — E obrigado por ter conseguido o clube de volta.

— Eu disse que ia conseguir, não disse?

— É, acho que eu tenho que parar de duvidar de você.

— Com certeza.

Ambos riram um para o outro e caminharam de mãos dadas até o pátio. Jimin parecia mais tranquilo na hora, afinal, tinha conseguido o clube de volta, ele estava mais seguro quanto a sua orientação sexual e ter as mãos de Hoseok nas suas certamente era a melhor sensação do mundo. Mas claro, o Park não tinha sorte. Percebia isso não só pelos fatos que aconteceram nas últimas semanas, mas pelo jeito que sua mãe observava a cena com desprezo. Hoseok ficou confuso ao ver o menor encarando um ponto qualquer e se quer respondendo suas perguntas, foi aí que entendeu o porquê daquilo.

— O que ela está fazendo aqui? — indagou, mas o outro se quer lhe respondia. — Jiminnie...

— Eu acho que eu sei, mas espero mesmo estar errado. — sussurrou e viu o olhar confuso do mais velho. — Eu não quero falar nada sem ter a certeza.

— Não pode mesmo me dizer o por quê?

— Hoseok, agora não. — pediu e o outro assentiu, mesmo incomodado com a situação. — Só vamos tentar deixar o clima igual estava até uns dois minutos atrás tudo bem? Não quero me estressar.

— Ok.

Claro que Jimin sabia por que a mulher estava ali, só restava um fio de esperança em que ele estivesse errado e que a mais velha desistisse daquela ideia louca de lhe colocar em um colégio interno. Apenas tentou se distrair e falar com Hoseok. Não queria acreditar que talvez fosse embora, simplesmente não podia.

 

 

 

 

 

 

— É tão bom ver você e o Jimin em paz. — comentou Taehyung, enquanto se esbarraram na saída. — Vocês são fofos.

— Taehyung, por favor. — revirou os olhos e fez o outro rir. — Mas estou preocupado. Ele estava estranho ontem e sequer veio pra escola hoje.

— Ele deve estar doente. — arriscou já que o mais baixo não tinha lhe dito nada.

— Acho meio estranho ele ter ficado assim depois de ver a mãe dele ontem.

— Eles continuam brigados, não é? — o Jung assentiu. — Isso é tão ridículo... Quer dizer, é a mãe dele, poxa! Ela devia era apoiar o filho e não simplesmente o desprezar.

— Eu também não consegui entender como ela consegue ser assim. Jimin é tão dedicado nos estudos, é tão bom na dança e nunca desrespeitou os pais... Tudo isso só porque ele é gay? É ridículo.

Taehyung assentiu, sorrindo para o garoto enquanto tentava melhorar seu humor.

— Jungkook está ali, pode ir.

— Eu e ele vamos a uma lanchonete aqui perto, quer ir?

— Não, eu vou para casa mesmo. — falou e acenou para o garoto. — Tchau.

No caminho para casa, tudo o que sua mente focava era em Jimin. O garoto tinha faltado fazia apenas um dia, mas isso já era motivo o suficiente para lhe deixar preocupado. Jimin nunca faltava e muito menos ficava um dia sem lhe mandar mensagem. Seja lá o que tivesse acontecido, não era bom.

Assim que chegou em casa, sua mãe sorriu de modo sugestivo para si. Aquilo lhe deixou confuso e encarou a mulher enquanto procurava respostas para aquele sorriso.

— Alguém veio te procurar alguns minutos atrás.

— Como assim?

— Um tal de Park Jimin. — sorriu largamente, fazendo Hoseok ficar mais surpreso ainda por pensar em como a mãe teria tratado o garoto. — Quem é ele?

— Mãe, não começa. — já adiantou. —O que ele queria?

— Ele não disse nada demais, só perguntou de você e eu disse que você devia estar saindo do colégio.

— Então ele deve ter ido me procurar lá.

— Talvez. — ela deu de ombros. — Ele é seu amigo ou?

— Ou...

— Só diga logo se você está namorando ele ou não, Hoseok.

— É muito estranho falar disso com você. — murmurou e ela riu.

— É estranho para mim também, mas sou sua mãe e sou muito curiosa também.

— Eu estava só saindo com ele, mas agora namoramos.

— Então é recente?

— É, um mês ou dois... Por aí.

— Você nunca me conta nada!

— Como eu disse: é estranho falar sobre esses assuntos com você. — explicou e deixou um beijo na bochecha da mais velha. — Eu vou indo, logo eu volto.

Ela sequer conseguiu se despedir, logo o garoto já corria em direção a porta e ia sabe se lá para onde. Hoseok só queria ir logo ver como o namorado estava, precisava ter a certeza de que ele estava bem e nada de ruim tinha acontecido.

Pena que ele estava sendo otimista demais.

 

 

 

 

 

 

— Jimin! — gritou no meio da rua, ao ver o garoto apenas alguns passos de distância de si. — Ei!

— Achei que você estivesse na saída do colégio e vim te ver. — disse ao ver o garoto ofegante parado a sua frente. — Onde você estava?

— Não devia ser eu perguntando isso? — questionou ao recuperar o fôlego e viu o outro revirar os olhos. — Qual é, você sabe que me deve alguma explicação. Eu fiquei preocupado.

— Eu sei. — respondendo baixo, puxando a mão do mais alto e fazendo sinal para que caminhassem novamente. — Pelo menos vamos até a pracinha aqui do lado, assim você descansa e nós conversamos.

— Eu vim correndo até aqui. Nem sei como ainda consigo ficar em pé!

— Você é um dançarino, devia ter um preparo físico melhor. — resmungou e Hoseok apenas encarou o mais novo com raiva. — Só disse verdades.

— Você é muito irritante.

O mais novo sorriu de modo orgulhoso ao ouvir aquilo e continuou a andar. Admitia que, sim, gostava de irritar Hoseok e era bom quando conseguia, era quase como se uma voz gritasse “missão cumprida!” em sua mente.

— Pronto! — falou Hoseok ao se sentar em um dos bancos que tinha ali e Jimin fez o mesmo. — Já pode falar.

— Odeio quando você me faz falar tudo de uma vez.

— E eu odeio quando você me deixa curioso. — debateu e se virou para o garoto, cruzando as pernas de maneira que pudesse se acomodar melhor e ficar de frente para o mais baixo. — É tão sério assim para você não querer falar?

— É...

— Jimin, agora eu estou ficando preocupado mesmo. Você discutiu com a sua mãe de novo? — ele negou. — Você está doente ou algo assim? — ele negou de novo. — Eu fiz algo?

— É claro que não! — falou na mesma hora com medo de que ele achasse que era mesmo o problema. — Não tem nada a ver com você.

— Então o que aconteceu?

O mais novo podia ver a preocupação no rosto do mais velho e se sentiu culpado. Não queria que ele se sentisse assim, ainda mais sobre algo relacionado a si. Amava Hoseok e ainda estava se acostumando com a ideia dele também amá-lo, a última coisa que queria era problemas para os dois de novo.

— Se lembra daquele dia da minha festa de aniversário? Quando você me encontrou no caminho e eu comentei que tinha brigado com a minha mãe? — ele assentiu. — Então, naquele dia ela falou algo sobre um colégio interno, mas eu nem me importei. A briga foi muito intensa e aquilo do colégio foi o que menos me importou ali. Mas ela não estava falando só por falar. Eu achei suspeito ver ela na escola ontem, então quando eu cheguei em casa, fiz questão de perguntar o porquê daquilo e ela e o meu pai me falaram sobre o tal internato.

— Jimin, me diz que eles não pretendem mandar você embora, por favor.

— Eles não só pretendem como vão. Minha mãe foi acertar as coisas da transferência ontem, tanto que foi por isso que eu sequer pisei na escola hoje.

— Eles não podem fazer isso! Não é justo! — pegou nas mãos do mais novo, fazendo questão de lhe encarar nos olhos e esperando que ele retribuísse o olhar. — Você não pode deixar eles te afastarem do  colégio. Você tem amigos lá, estuda ali faz bastante tempo e ainda tem o clube de dança. Não é nem um pouco justo você ir embora agora.

— Eu não posso fazer nada, Hoseok. Eles são os meus pais e sou de menor...

— Não me diz que você está mesmo cogitando ir.

— E eu tenho escolha? Eu não posso ficar, não tem como. Eles já acertaram tudo. Vão me mandar pra um colégio interno católico do outro lado do país. — riu sem humor algum. — Eles querem me afastar de Seul e de você de qualquer jeito.

— E você vai deixar eles fazerem isso? — a mágoa em sua voz era perceptível e não fazia questão de disfarçar, afinal, Jimin podia ir embora!

— Eu posso muito bem discutir, berrar e dizer que não vou, mas isso não vai adiantar. E mesmo que eu fique, não é como se eu fosse ter paz. Eles vão continuar implicando comigo, surtando caso eu não tire uma nota boa, dizendo que preciso ser um grande homem de negócios assim como o meu pai, me afastar de você ou fazer algo pior... — sentiu seus olhos lacrimejarem e apertou com mais forças a mão do Jung. — Eu sei que vai ser pior se eu ficar aqui. E depois de tudo o que eles fizeram nas últimas semanas, vai ser até melhor para eu ficar longe deles.

— Mas eu não quero ficar longe de você.

— E nem eu quero ficar longe de você. Na verdade, o que eu mais quero agora é você. Essa talvez seja a única certeza que eu tenho.

— Então não vá, por favor... — praticamente implorava, sentindo também que iria chorar a qualquer momento. O mais novo apenas se jogou em seu colo e lhe abraçou com força, dificultando ainda mais a força que Hoseok fazia para não chorar. — Jimin, eu juro que eu fico do seu lado. Eu tento te ajudar, eu lido com os xingamentos deles, eu faço qualquer coisa, mas não vá.

— Não tem como eu fazer mais nada. Eles já decidiram tudo por mim. — murmurou enquanto apertava Hoseok, sem ter coragem de encarar o mesmo. — Eu vou ter que ir.

— E o que eu vou fazer sem você aqui? Eu não consigo ficar um dia longe de você, quem dirá meses... Ou anos. — falou aquilo e mordeu os lábios, tentando não pensar naquela ideia. — Justo agora que estava tudo dando certo.

— Eu não tenho sorte, Hoseok. Acho que você já devia saber disso... — sussurrou e se livrou do abraço do outro, mas fez questão de lhe encarar naquela hora. — Só tente aceitar, ok? Eu fiz isso porque realmente acho que é o melhor pra mim agora. Eu quero ficar com você, mas também não posso lidar com aquela situação péssima em casa. Eu já aturo isso faz muito tempo e agora tudo piorou. Eu não aguento mais.

— Eu só não consigo aceitar. Eu não quero ser egoísta, mas sinceramente eu não posso me acostumar com a ideia de não ter você todos os dias.

— Você ainda vai me ter. Não da forma que você quer, mas ainda assim... Eu te amo e nem quilômetros de distância ou a implicância dos meus pais vão mudar isso, ok? — falou e beijou o namorado, deixando os rostos colados em seguidas e os olhos fechados. — Só tente entender...

Hoseok não foi capaz de responder nada, apenas aproveitou para beijar o menor mais uma vez. Não sabia como seria a ideia de ter Jimin longe de si e sequer ter momentos como aquele. Era como se um balde de água fria fosse jogado em si. Não entendia porque os pais de Jimin tinham que acabar com tudo, porque Jimin tinha que ficar longe de si, porque demorou tanto pra dizer que amava o garoto, porque era tudo tão injusto; Não entendia mais nada.

Quando ficou tarde e depois de muitos choros e beijos, o Park disse que precisava ir para casa. Garantiu que não iria embora simplesmente do nada e muito menos sem se despedir, o que deixou o Jung tranquilo, mas não menos chateado. O pior é que sabia que Jimin não escolheria ir embora por nada; Se ele estava fazendo isso, era porque tinha decidido que era o melhor para si. Hoseok teria que aceitar.

Viu o mais novo se afastar e acenar para si, caminhando na direção oposta e novamente aquela pontada tomou conta do coração do Jung. Jimin agora estava indo para casa, mas daqui alguns dias ele poderia simplesmente ir embora de verdade e sequer ver Hoseok novamente. Teria que se acostumar com a ideia de nunca mais ver o namorado.

 

 

 

 

 

 

Aquela última semana tinha sido estranha. Jimin tinha conversado com cada um dos meninos sobre o internato e sobre ele ir embora daqui alguns dias. A chateação por parte dos outros cinco era visível, mas nenhum discutia ou comentava, tentavam lidar com a situação assim como Hoseok e o próprio Park faziam.

Talvez o mais visivelmente abalado ali fosse Taehyung. O Kim tentava mesmo sorrir e esquecer a ideia de que o melhor amigo de infância iria para o outro lado do país daqui alguns dias, era difícil para si. Queria convencer a si mesmo que Jimin estava brincando e que tudo não passava de uma piada, mas se iludir daquela forma era pior. Até mesmo Jungkook parecia chateado e tratou Jimin bem aquela semana, lhe chamando de hyung e até mesmo lhe abraçando cada vez que se despediam.

E foi em uma quarta-feira que Jimin anunciou que iria embora no dia seguinte. Ninguém soube o que fazer ao ouvir o próprio dar a notícia, apenas ficaram calados e assentiram. Sequer pensaram no que fazer de despedida para o garoto tamanha a surpresa foi, apenas decidiram que iriam se reunir na casa do Kim na quinta-feira e iriam se despedir de Jimin ali.

Jimin fazia sua mala a noite e se segurava para não chorar a cada peça de roupa que colocava nela. Sentiria falta não só do seu quarto e da sua cama, aquilo era o de menos para si, sentiria falta dos amigos, dos membros do clube, do seu namorado... E sabia que nada daquilo poderia ser colocado em sua mala.

No dia seguinte sequer deu satisfações aos pais, apenas pode ouvir sua mãe gritando que ele devia voltar às cinco e que o motorista o levaria embora. Correu para a casa do Kim — que felizmente era perto da sua — e tentou sorrir ao ver todos ali reunidos, incluídos os pais de Taehyung, que eram praticamente os seus também.

— Você chegou rápido. — comento Taehyung, enquanto puxava o amigo para um abraço. — Nós preparamos isso para você.

Jimin fitou o bolo que se encontrava na mesa e segurou para não rir ao ver que no bolo tinha um coração torto e as palavras completamente misturadas formando um “sentiremos sua falta Minnie!”. Sabia que quem tinha feito aquilo foi Taehyung, afinal, o garoto não tinha talento algum pra decoração e com bolos não era diferente. Apenas agradeceu cada um ali, tentando se livrar daquele aperto que sentia desde que recebeu a notícia de que iria ter que ir embora.

— Nós também preparamos algo. — falou a mãe de Taehyung, enquanto o marido da mesma apenas assentia e sorria animadamente. — Não é lá a coisa mais original do mundo, mas achamos que você iria gostar. — disse entregando uma caixa azul para o garoto.

— É bom você ter algumas recordações enquanto estiver lá. — falou o Sr. Kim.

— Obrigado. — sorriu e abriu a caixa, tirando dali um álbum de fotos, cheia de fotos dele e do Kim quando crianças até hoje. Se já estava difícil controlar o choro antes, agora então... — Eu adorei! Obrigado! — foi na mesma hora abraçar os dois, afinal, era praticamente da família e os Kim sempre lhe trataram como um filho.

— Não precisa agradecer! Você é importante para nós, Jimin. — falou a mulher enquanto apertava sua bochecha, deixando uma nostalgia atingir Jimin ao se lembrar de que ela fazia isso enquanto ele ainda era criança.

— Ficamos chateados com o que aconteceu entre você e os seus pais, mas se lembre de que estamos aqui para o que você precisar. — falava o Sr. Kim. — Você é como um filho para nós e um irmão para Taehyung. — o de cabelos laranja assentiu.

— Você vai fazer falta... — falou Taehyung, deixando uma lágrima escapar. — Muita!

— Tae, não chora. Você sabe que eu odeio isso...

— Eu sei, mas... Ah, que droga! Deixa esse internato pra lá e fica aqui! Eu não me importo de dividir meu quarto com você!

O Park apenas riu e abraçou com mais força ainda o amigo, mas logo se soltou ao ver os outros lhe olhando.

— Jimin. — falou Jin se aproximando. — Você sabe que vai fazer falta, não sabe? Eu não sou o amigo mais próximo de você, mas você sempre me ajudou quando eu tinha algum problema e sempre foi bem legal comigo.

— Eu também vou sentir falta de você, Jin. — disse de uma vez, dando um sorriso fraco para o mais alto. — Obrigado por ter nos ajudado com o clube, aliás. Você e o Namjoon são as melhores pessoas que eu já conheci.

— Fizemos isso porque gostamos de você. — falou Namjoon. — E também sabemos que você tem talento. Então mesmo que você vá pra esse internato, não deixa a dança de lado... Pode prometer isso? — ele assentiu. — Ótimo! — abraçou o amigo e lhe afagou os cabelos,

— Jimin. — chamou Jungkook com a voz baixa, fazendo Jimin rir ao ver ele falando daquela forma. — Eu pego muito no seu pé, mas você sabe que eu gosto muito de você, apesar de tudo. Você foi um bom hyung e eu vou mesmo sentir sua falta. Quer dizer, quem mais vai ficar me perseguindo por aí e me ajudando com as lições? — riu fraco e viu Jimin sorrir. — Eu vou sentir sua falta e-

Antes que o garoto pudesse terminar, Jimin lhe abraçou com força. Poderia sim ter superado sua “quedinha” por Jungkook, mas ainda achava o menor adorável e lhe considerava como um irmão mais novo — e um bem irritante por sinal.

— Tá, chega. — disse ao se afastar do Park. — Não quero choro.

— Eu sei. — riu e deu mais um abraço no garoto, se virando e fitando o Jung, que lhe encarava com um sorriso de canto nos lábios. — Jung.

— Park.

Ambos se encararam por alguns segundos, mas logo se aproximar e se abraçaram. Ninguém precisou falar nada, apenas aquele abraço já era o suficiente. Os outros ali observavam a cena e não falavam nada, sabiam que seria mais difícil para eles do que para qualquer outro ali. Jimin até se sentiu estranho ao ver os pais de Taehyung não reclamarem. Se fossem os seus pais ali, ele não poderia sequer tocar na mão do Jung.

— Hoseok, eu- — arriscou, mas foi interrompido.

— Não precisa falar nada...

Jimin enrolou ali por alguns minutos. Comeram o bolo — que, embora estivesse feio, estava gostoso — e conversaram, tentando ao máximo não falarem sobre o internato. Porém Jimin tinha um horário. Quando viu que 16h50 marcava no relógio, sabia que tinha que ir. Segurou ao máximo as lágrimas quando abraçou novamente todos ali e saiu de lá às pressas com Hoseok, sabendo que, se ficasse mais um minuto, não aguentaria e choraria tanto quanto Taehyung chorava.

O caminho até a casa foi silencioso. Jimin apenas segurava as mãos de Hoseok e o maior as acariciava, tentando passar calma ao mais novo. O silêncio não era desconfortável, pelo contrário, era justamente o que eles precisavam naquele momento. Ao chegarem em frente a casa do Park, Jimin puxou o Jung novamente pela rua, parando ali na esquina e não aguentando e chorando. Hoseok não soube como reagir e deixou que algumas lágrimas caíssem também enquanto abraçava com força o menor. Em seguida lhe beijou, limpando depois algumas lágrimas que inundavam o rosto já vermelho e inchado do mais baixo.

— Eu não consigo acreditar que você está indo embora. Quer dizer, é estranho pensar que você vai estar longe de mim. — falava e viu o outro ameaçar lhe interromper, mas lhe olhou como se pedisse para que ele lhe deixasse continuar. — Mas eu não vou ser egoísta. Não vou deixar você ali com aquelas duas pessoas que deviam ser suas maiores motivadoras agora mas são o que te faz querer fracassar. Não é isso o que eu quero e não é isso o que você precisa. Então vá pra aquele internato, estude, se liberte... Só me prometa que não vai desistir do seu sonho de ser dançarino. Você promete?

— Eu prometo. — falou enquanto sorria minimamente para o garoto. — Mas você também precisa me prometer uma coisa.

— O quê? — lhe olhou de forma curiosa e Jimin lhe beijou mais uma vez.

— Que, não importa como, quando eu voltar você será meu.

Hoseok apenas mordeu os lábios e sorriu de modo doce para o garoto, apertando sua cintura e deixando uma carícia em sua bochecha, o vendo fechar os olhos com o toque.

— Eu preciso mesmo prometer isso? — questionou e o garoto assentiu, abrindo os olhos e lhe encarando outra vez. — Eu prometo.

— É só disso que eu preciso. — sorriu e lhe beijou, tentando se esquecer por alguns segundos daquela dor que insistia em aparecer cada vez que pensava que em minutos estaria longe do Jung. — E ah — se afastou, tirando o casaco de sua bolsa e entregando ao maior —, isso é seu.

— Você pode levar. Ele fica melhor em você de qualquer jeito. — riu e colocou o casaco no garoto, o puxando para si novamente. — Ao menos assim você não me esquece.

— Também me esqueci de te entregar isso. — mostrou o bracelete que tinha ganhado do Jung e que tinha sido jogado no chão no dia da briga, mas Jimin fez questão de guardar. — Isso é definitivamente seu. Não se esqueça de mim.

— Eu não vou. — garantiu e ficou ali, admirando o outro e lhe beijando pela décima vez.

O Park sorriu e se afastou minimamente, vendo o carro parando em frente a sua casa e sua mãe e seu pai se aproximando.

— Eu preciso ir... — Hoseok apenas assentiu, não evitando um sorriso triste em seus lábios. — Não quero meus pais falando merda pra você, então... Só fique aqui. — pediu e encarou novamente o mais velho, dessa vez de forma séria. — Eu te amo. Amo muito.

— Eu também te amo, Jimin. Amo muito mais. — falou com firmeza e deixou outra lágrima cair. — Eu não quero chorar de novo.

— Não chora, por favor. — pediu. — Se eu conseguir, eu te ligo quando eu chegar lá ou nos fins de semana. Não é como se eu tivesse morrido ou algo assim.

— Ok. — riu tentando disfarçar a chateação. — Vai lá...

Jimin assentiu e caminhou alguns passos, mas não aguentou e olhou pra trás. Hoseok permanecia ali, mordendo os lábios e lhe encarando. Voltou na mesma hora, beijando com intensidade o maior e pouco se importando com as lágrimas que inundavam os olhos de ambos e muito menos com o fato de seus pais estarem vendo.

— Eu te amo, Hoseok.

— Eu te amo, Jimin.

O mais novo selou os lábios do outro pela última vez e soltou sua mão, correndo sem olhar para trás e entrando no carro, ignorando o olhar desprezível de seus pais e o desconforto do motorista.

— Só vamos de uma vez.

Pediu ao motorista e fez o máximo para não olhar para trás. Não queria ver o carro se afastar cada vez mais daquele que amava.

Já Hoseok não conseguiu desviar o olhar do carro, o vendo se afastar e chorando cada vez mais até não conseguir mais ver o veículo. Não queria, mas caiu no chão e começou a chorar, sem se importar se alguém lhe veria ali. Precisava chorar tudo o que tinha segurado nos últimos dias.

Jimin tinha ido embora.


Notas Finais




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