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História River --- Sofya Plotnikova - Capítulo 4


Escrita por: may_sea

Capítulo 4 - Capítulo 3


Narrador

Após uma sessão de relaxamento no banho, Sofya desceu e surpreendeu-se ao encontrar as suas melhores amigas na cozinhas a beberem um chá de camomila com a sua mãe. Savannah e Joalin, assim que viram Sofya, abraçam-na fortemente já que, querendo ou não, ambas se preocuparam e temeram que algo tivesse acontecido com a loira. Aquela tinha sido a primeira vez em quinze anos em Joalin se sentiu realmente preocupada com Sofya — o que era uma sensação estranha para a finlandesa.

Quando o trio finalizou o seu longo e apertado abraço, Sina despediu-se das três alegando que precisaria de ir ao estúdio ajudar Noah a organizar as coisas para as próximas músicas. Eles já não faziam digressões mas mesmo assim, continuavam a postar as suas músicas que ainda faziam sucesso.

Quando a mais velha finalmente saiu de casa, Savannah sugeriu que tivessem um dia de meninas. Ao início, Sofya ficou preocupada por elas faltarem à escola mas Joalin fez questão de tranquilizá-la assegurando que os seus progenitores justificariam as faltas.

Já rendida, as três sentaram-se no grande sofá em formato de “L” e colocaram “Pride & Prejudice”— o filme que as fazia querer viver naquela época só para terem um Mr Darcy. As duas horas seguintes foram repletas por sorrisos, umas poucas lágrimas e alguns momentos de raiva. No final, elas sorriam com algumas gotas de água presas nos olhos.

— Por mim, o filme podia ter cinco horas que eu o assistiria mesmo assim. — afirmou Savannah. Sofya rolava pelo catálogo da Netflix à procura de outro filme e anuiu positivamente concordando com ela.

— Sim, o filme é lindo. Pena que eu não entendo uma palavra sequer do livro. — disse Joalin aborrecida e as outras riram.

— É, realmente aquilo é uma linguagem difícil. — Sofya comentou e escolheu “The Perfect Date”, outro filme que elas adoravam.

»»» «««

Já era hora de almoço e, por pura preguiça, elas encomendaram pizza e, enquanto comiam, conversavam sobre malas, roupas, jogos de consola, viagens etc. … Eram naqueles momentos que Sofya se sentia acolhida, que Joalin se sentia feliz e que Savannah se sentia amada. Mesmo não se apercebendo, elas precisavam umas das outras e se apenas uma fosse embora, o grupo acabaria em um estalar de dedos.

»»» «««

Quando as três horas da tarde soaram no relógio, Savannah e Joalin abandonaram a casa Urrea deixando Sofya sozinha com os seus pensamentos. Novamente, ela procurava lembrar-se do que havia acontecido no Rio, mas parecia que depois do seu pedido de desculpas, tudo havia desaparecido da sua mente, como se não tivesse acontecido.

Sina e Noah chegaram apenas quinze minutos depois e o moreno surpreendeu-se por ver Sofya esparramada no sofá.

— Não ias passar o dia na cama? — perguntou Noah enquanto ele descalçava os seus sapatos e Sina abraçava a sua filha numa forma de cumprimento.

— Esqueceste-te que eu te disse que a Savannah e a Joalin vieram aqui? — respondeu Sina e Noah arrumou os sapatos suspirando logo de seguida.

— Desculpem. É que a minha cabeça está a três mil por hora. — Pousou a sua mão direita sobre a testa e jogou-se no sofá ficando ao lado da sua filha

— Já vos disse para despedirem o Simon. Ele faz-vos gravar quinhentas músicas por semana. — Sofya foi hipérbole.

— O velho é exigente mas é bom. — afirmou Sina ligando a televisão

— E não nos podemos esquecer que foi ele que nos ajudou a conquistar mais de metade das coisas que temos hoje em dia. — acrescentou o moreno e Sina assentiu concordando com o marido

— Vocês é que sabem! — Levantou-se Sofya do sofá — Agora, se me dão licença, vou para o meu quarto estudar.

— Queres ajudar a subir as escadas? — questionou Noah e Sofya negou subindo as escadas lentamente apoiando-se no corrimão.

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Sofya, após uma última garfada de lasanha, convenceu Sina a deixá-la a voltar para a escola. A mulher não queria liberá-la mas Noah e Sofya apresentaram pontos razoáveis e que surpreendentemente faziam sentido, coisa que era rara de acontecer; e, logo após um abraço e uma loiça lavada, Sofya subiu para arrumar as coisas que precisaria para o dia seguinte e fazer as suas higienes pessoais.

»»» «««

Novamente, Sofya encontrava-se na sala branca com o mesmo vestido branco, só que diferente da última vez, Diarra já estava lá pronta para recebe-la. Sofya, com um sorriso, foi até ela numa tentativa de abraçá-la mas uma barreira de invisível impediu-a de concretizar a sua vontade, e, bruscamente, Sofya foi puxada por uma corrente imaginária até ao lugar onde ela surgiu.

— Bailey May. — Diarra disse o nome do rapaz como se não se importasse com aquilo que havia acontecido há segundos atrás — Conhece-lo?

— Sim… — respondeu Sofya confusa ainda atordoada  

— Vocês são amigos? — Olhou-a com um olhar incriminatório

— Não.

— Porquê?

— Porque ele é popular. — respondeu Sofya com um tom de obviedade.

— Mas tu não és popular? — perguntou Diarra e Sofya negou a cabeça. — Como não? Tu és filha de Sina Deinert e Noah Urrea!

— Mas isso não me faz ser popular. Eles pensam que eu sou uma mimada do cara… — interrompeu-se a si própria — e que só vejo borboletas no mundo. — O seu tom era de pura tristeza. Ela sentia-se mal por ver que as pessoas pensavam isso sobre ela e quando as primeiras lágrimas iam cair, Diarra levantou a cabeça da sua irmã mais nova para limpar as lágrimas e a loira pulou assustada para trás e Diarra não conteve uma leve gargalhada.

— Assustadiça como sempre. — pensou em voz alta com um sorriso ladino — Mas porquê que eles pensam que és uma mimada?

— Porque antes de tu morreres eu era. — Sofya disse encarando a sua irmã — É estranho dizer isto quando tu estás à minha frente. — Ambas soltaram uma gargalhada sem humor

— Eu entendo. Também é estranho ver-te assim tão… grande! — Diarra concordou emocionada. — E sobre Bailey? — Mudou de assunto — Um passarinho disse-me umas coisas…

— Do género: “A Sofya gosta do Bailey, mas ela é uma iludida porque nunca vai acontecer nada entre eles.”? — Sofya supôs com um tom de ironia misturado com tristeza.

— Não. Apenas disse-me que tu tinhas um fraquinho por ele e que Savannah e Joalin não sabiam.

— Então não está totalmente errado. — Encolheu os ombros.

— Porquê que não contas à Savannah e à Joalin? — Diarra questionou curiosa

— Porque a Joalin gosta, ou gostava, dele. — Suspirou Sofya e sentou-se no chão.

— Se Joalin é realmente tua amiga, não vai-se importar por tu gostares do Bailey. — Diarra afirma de joelhos fazendo com que ficasse cara a cara com Sofya.

— Achas mesmo? — questionou com incerteza. Diarra assentiu enquanto soltava um “Hum-Hum” — Então eu vou fazê-lo amanhã! — exclamou convicta — E tu? Gostas de estar aqui? — E de novo, o despertador tocou fazendo com que aquele pequeno mundo desaparecesse completamente. Sofya, pegou no relógio de onde saía aquele som irritante e jogou-o até à parede oposta de sua cama.

 



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