História Road To Love - Capítulo 21


Escrita por:

Postado
Categorias Guns N' Roses
Personagens Axl Rose, Duff Mckagan, Izzy Stradlin, Slash, Steven Adler
Tags Aria, Guns´n´roses, Rachelweisz
Visualizações 12
Palavras 2.681
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Ficção, Suspense
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 21 - .i need to go


Fanfic / Fanfiction Road To Love - Capítulo 21 - .i need to go

*IZZY*

 Fazia exatamente duas horas em que Aria havia saído ligeiro e sem dar explicações. Eu deduzia o motivo, mas não estava preparado. Finalmente sai do meu quarto e fui para sala encontrar o pessoal.
          – Por favor, me digam que ela ainda está viva. — minha voz saiu falha.
  
   Todos olhavam-se entre si tentando encontrar uma resposta ou palavras de conforto mas na verdade, quem precisava daquilo era Aria. 


       – Andem! — gritei — Slash, Duff, Axl, Steven e Cloé olharam assustados para mim, pelo fato de eu nunca ter aumentado minha voz naquela casa.
        – Julia acabou de ligar. — Slash disse pausadamente — a avó de Aria morreu.

Fechei meus olhos e suspirei fundo. Eu já sabia o que estava por vir e eu novamente não estava preparado. Quando finalmente tudo parecia estar bem, uma enorme tempestade caiu sobre nós. E infelizmente não tínhamos como nos cobrir. Eu pronunciei nenhuma palavra, apenas caminhei até uma bancada e peguei minha jaqueta mais minha caixa de cigarros. Todos me acompanhavam com o olhar. Observando cada movimento meu. 

   – Onde você vai? — Axl perguntou.
            – Meu carro está lá fora? — ignorei sua pergunta. 

  – Não.
            – Irei com o seu. — falei.

 Depois disso sai da Hell House e fui em direção ao hospital com o carro do Axl. Acendi meu marlboro para me ajudar a refletir e produzir alguma palavra ou frase que tentasse amenizar a dor de Aria. No meio do caminho, começou uma forte chuva. Parei no sinal e olhei pela janela um casal sentado numa mesa de um restaurante, eles aparentavam estar felizes e se divertindo. Traguei meu cigarro observando aquilo e bufei jogando a fumaça para fora.

  – Você é forte, garota. Você é forte. — foi minhas últimas palavras antes de um veículo bater em cheio no traseiro do carro fazendo com que eu inclinasse todo meu corpo para frente e desmaiasse.

*ARIA*

Eu estava impaciente esperando na cadeira daquele maldito hospital. Quando eu pensei que poderia me ver longe dele...

A todo momento minha mente implorava para aquilo ser só mais um sonho e quando eu acordasse teria minha incrível avó ao meu lado. Eu precisava de Izzy também, ele era a pessoa em que eu mais precisava naquele momento. Onde ele estava?
    – Sr. Rundgren? — um médico desconhecido me chamou.

Levei minhas mãos ao meu rosto e tampei meus olhos rapidamente tentando encontrar coragem para falar com ele. Julia percebendo minha angústia, foi até ele. Observei eles conversarem até que Julia começou a chorar. É, aquilo realmente estava acontecendo. A imagem do médico consolando ela fez minha mente cair na realidade. Minha avó tinha morrido. Ela estava morta. Eu nunca mais escutaria sua voz, ou sua risada, eu nunca mais comeria sua deliciosa comida, ou a sua lasanha que sempre queimava. Eu tinha a perdido. Assim como minha mãe. Ah, minha mãe, minha incrível mãe... Por se foi tão cedo? O certo não é os filhos enterrarem seus pais?

Julia caminhou até a mim e me abraçou. Suas lágrimas molhavam a parte de trás do meu vestido. Não era para ser ao contrário? Eu não tinha forças para chorar e nem fazer aquele típico drama clichê de filmes, eu tinha ido junto dela. Eu também estava morta.
       – Eu sinto muito, Aria.
     – Eu preciso do Izzy, por favor, ligue para ele. — pedi calmamente.
    – Você está bem? Por que não parece surpresa?
   
    Aquelas perguntas de Julia fizeram meu sangue esquentar. 

– Você quer que eu faça o que?! — falei irritada — que eu chore até não ter mais água no meu corpo? que eu me jogue no chão desse hospital e grite para o mundo, o porquê da vida ser tão injusta? Minha avó está morta! — gritei — não há mais nada o que fazer... Por favor, só faça o que eu pedi. — suspirei fundo tentando me acalmar.

Julia me olhava espantada, talvez ela esperasse outra reação minha mas eu sabia que as consequências só viriam depois. Muito depois. Ela saiu para ligar para Izzy, enquanto eu fiquei sentada esperando. A todo momento minha mente me atordoava, o clima do hospital embrulhava meu estômago. Eu precisava chorar, colocar pra fora tudo o que estava sentindo. Mas do que adiantaria?

A junção da tristeza, da angústia, da necessidade de ter alguém comigo, fez eu vomitar. Olhei assustada para o chão e passei de leve as mãos na minha boca, uma enfermeira veio me dar assistência. Ela me levou a um quarto e me deu uns remédios.
         – A senhorita está melhor?
         – Sim.
    – Você está esperando por alguém?— perguntou.
        – Sim, mas ela não voltará nunca mais. — respondi encostando nos travesseiros da cama e suspirando fundo.
        – Eu sinto muito.
        – Todo mundo sente. — revirei os olhos.
      – Você quer ver seu familiar? — perguntou.
       – Sim.

 A enfermeira me levou ao quarto onde vovó estava, saiu e nos deixou à sos. 

 – Me perdoa. — coloquei minhas mãos em cima das suas — não era para eu ter saído. Uma lágrima escorreu em meu rosto. Vovó estava ligada a máquinas, provalmente iriam me perguntar quando era para desligar. No mesmo instante, um médico entrou dentro do quarto.

 – Você é Aria Rundgren?
           – Sim. — respondi
        – Bom, pelo o que eu vi aqui, você é a única familiar de Lúcia Rundgren, certo? — perguntou enquanto olhava para uma prancheta.
           – Sim. — falei baixo e encarei vovó.
          – Precisamos saber quando poderemos desligar as máquinas. — disse.
     
      Suspirei fundo e tentei pensar qual decisão minha avó ficaria feliz e que realmente era a escolha certa. É, ela gostaria que eu não me torturasse tentando pensar em alguma possibilidade dela acordar.

     – Pode desligar. — falei rápido.

O médico não disse nada, apenas caminhou até às máquinas e começou a apertar os botões das máquinas. Meus olhos acompanhavam seus dedos. Quando terminou eu apertei as mãos da vovó tentando deixar marcado seu toque e no fim, me aproximei para beija-la no rosto. Após isso o médico entregou-me um papel. 

 – Preciso que você assine esses papéis e depois passe na recepção para acertar a certidão de óbito. — afirmou — faça somente o melhor para você e sua família. — disse 

O médico saiu do quarto e falei ironicamente:   – Família...

Me aproximei novamente do rosto de vovó e sussurrei em seu ouvido: — "eu te amo, sei que você estará comigo todos os dias."

Beijei-a e sai do quarto, logo em seguida uns internos do hospital entraram para levar o corpo. Comecei a caminhar muito abatida pelo hospital, eu precisava dormir. Antes disso passei na recepção e lá estava a secretária com o seu maldito chiclete mas no momento nada tirava um sentimento meu. Nem ódio. 

– Voltou? — perguntou provalmente tentando me provocar mas eu não revidei. 

– Por favor, só veja isto. — entreguei para ela os papéis. A mesma começou a escrever umas coisas e digitar algo num computador.       

– Daqui 2 dias iremos ligar para marcar o dia do enterro. — disse.  

– Obrigada. — falei seca      

Retirei os papéis de sua mãos com certa velocidade e sai sem encara-la.
         – Meus pêsames. — disse. Revirei meus olhos com tamanha audácia sua.
          – Vadia — falei.

Sai do hospital e fui andando até meu carro quando avistei Julia correndo até mim e vindo da direção de um telefone público. Eu estava realmente sem paciência para suas esterías e ignorei-a, abrindo a porta do carro.
        – Aria! — gritou.
      – Por favor Julia, eu não tô com cabeça para nada. Só me deixe ir para casa. — falei
        – O Izzy... — disse mas eu a interrompi.
     – Não quero saber de Izzy, ele nem veio atrás de mim, diga para ele que eu estou indo para casa e depois levo o seu carro. — falei rápido e entrei deixando-a parada fora do carro.  Eu ia levantando a janela do carro para fecha-la quando Julia se pronunciou: 

     – Izzy sofreu um acidente!

Um arrepio correu por toda minha espinha. 

 – É o que? — perguntei assustada. Julia começou a explicar mas ela era pouco direta. — entra logo no carro —ordenei.  Acelerei o carro e fomos ao hospital em que Julia disse.

                             •••

   – Aria! — Steven veio me abraçar. Eu retribui o abraço. Era daquilo que eu estava precisando. Muitas coisas aconteceram em somente um dia, era muito para mim. Ameacei chorar mas segurei.
     – O que aconteceu?
     – Nós não sabemos, Izzy apenas disse que iria sair e logo depois o guarda ligou para nós. — disse Duff
     – Eu posso ver ele?
  – Pode, minha querida. Nós estávamos justamente esperando por você. — Cloé falou. 

Acenti com a cabeça e fui me informar sobre o quarto onde Izzy estava, mas antes disso Axl me chamou:

 – Aria, todos nós sentimos muito por você.
          – Obrigada. — abracei-o. Avistei o resto do pessoal sentado e olhando para nós — eu amo vocês — falei e sorri.

                             ••• 

– Me desculpa por não ter ido com você. 

– Tudo bem Izzy, eu entendo. Eu tomei uma decisão rápida mas acho que foi a melhor coisa a se fazer. — falei — quem fez isso com você? — perguntei tentando desviar o assunto. 

 – Não mude de assunto. — disse — eu te conheço e sei que você tá sofrendo. É, ele me conhecia mais do eu mesma me conheço. 

 – Eu não tenho mais ninguém. — me deitei ao seu lado na cama do hospital.
     – Ei, não diga isso. — seus braços puxaram minha cintura para ficarmos mais perto — eu estou aqui, e sempre vou estar.
       – Obrigada Izzy. — sorri
  – Eu te amo — ele falou e eu automaticamente fechei meus olhos pesados por conta do sono.

                           •••

 – Aria? — Izzy me chamava para acordar.
    – Já devo ir embora? — perguntei sonolenta. 
       – Vamos nós dois. Não preciso ficar mais aqui, foi só uns arranhões. — disse  
       

Concordei e voltamos para a Hell House. O resto da banda havia saído e somente Izzy, eu e Cloé estávamos na casa. 


      – Quer algo para comer, minha querida? — Cloé perguntou.
      – Não precisa Cloé, obrigada. — sorri.

Subi as escadas e entrei no quarto de hóspedes onde eu ficava quando não dormia no quarto de Izzy. Entrei no banheiro e comecei a despir das minhas roupas e ir ao chuveiro. Coloquei minhas mãos apoiadas na parede e deixei a água quente deslizar sobre o meu corpo. Abaixei minha cabeça e chorei baixo. A todo momento minha mente se perguntava como eu iria sobreviver e se eu teria um futuro. Eu precisava viajar por um tempo, para colocar minha cabeça em ordem. Terminei meu banho e sai do banheiro enrolada na toalha. Levei um susto ao ver Izzy deitado na cama e apoiado pelos cotovelos. 

– Pensei que fosse dormir no seu quarto. — falei 

 – Eu estou com saudades suas. — Izzy disse e caminhou até a mim. 

Ele retirou algumas mexas de meu cabelo que tampava meu ombro e começou a beija-lo devagar, causando arrepios em mim. Depois juntou nossos lábios, o gosto de sua boca me lembrava de um delicioso sorvete que eu tomava quando era criança. Izzy me empurrou de leve na cama e começou a puxar a minha toalha me deixando totalmente nua. 

    – Vou desligar a luz. — disse 

O quarto estava somente iluminado com a luz da lua que entrava pela janela do quarto, deixando um clima agradável. Fechei meus olhos e aproveitei as incríveis sensações que somente Izzy Stradlin me proporcionava. Eu sentia suas mãos deslizarem pelo meu corpo com volúpia e desejo. Era como dedilhar uma guitarra. Algo que ele sabia fazer muito bem. Gemi ao sentir sua boca quente tocar meu seio esquerdo enquanto a outra mão apertava o direito. Ele voltou sua atenção aos meus lábios e depois começou a beijar meu tórax e descer até ficar entre meus seios. A sua respiração quente misturava-se com a minha pele gelada me causando arrepios. E os arrepios foram aumentando a medida que ele descia os seus beijos e chegava perto da minha intimidade, que já estava molhada e exigindo mais contato entre nós.

 – Eu amo quando você fica assim.
           – Assim como? — minha voz saiu falha.
  
   Izzy deslizou seus dedos na minha intimidade molhada e fez movimentos circulares no meu clitóris fazendo meu corpo se contrair e eu soltar um gemido alto.

 – Assim. — respondeu. Senti uma risada sua pouco abaixo do meu umbigo. 

Ele voltou sua atenção a minha intimidade e finalmente colocou sua língua em contato. Ele lambia devagar e fazia movimentos circulares com os dedos até enfiar um deles em mim. 

    – Ahh...

  Tentei fechar minhas pernas por causa do reflexo, mas ele segurou-as e continuou seu sexo oral. 

   – Apenas relaxe...

Ergui meu queixo e gemi alto novamente. Aquilo era uma espécie de música para seus ouvidos. Apertei os lençóis da cama enquanto me contorcia de prazer. Eu estava quase chegando ao meu ápice. Izzy penetrou mais um dedo em minha intimidade e começou a fazer movimentos de vai-vem arrancando gemidos altos e exagerados meus. Ele subiu apoiou-se no meu corpo e me beijou abafando meus gemidos enquanto ele continuava me penetrando. Movi minhas mãos até seu cabelo e puxei-os de leve tentando conter meu tesão. Ele estava indo mais e mais rápido. Em frações de segundos senti um puxão pouco abaixo do meu ventre e um líquido quente sair de mim. Izzy estocou por mais uns segundos e retirou seus dedos de mim levando-os até sua boca. 

– Você é tão bom, oh Deus. — falei com a respiração descompassada e o puxei para um selinho rápido. Ele sorriu.  

– Você também é. Eu já te disse isso? — perguntou sorrindo travesso. Eu apenas ri com nariz e acenti.   

– Eu vou tomar um banho. — falou.

 Liguei às luzes novamente e vesti uma roupa qualquer minha que estava por ali. Depois me deitei na cama virada para o lado esquerdo, olhando para a janela. Eu estava certa daquela viagem e precisava avisar a Izzy. Fechei meus olhos e suspirei pesado. Minutos depois senti as mãos de Izzy apertarem minha cintura. Automaticamente sorri. Naquele exato momento eu tinha certeza que ele sempre estaria ao meu lado, mesmo não estando.

                               •••

Acordei por volta de 8 horas da manhã e não encontrei Izzy no quarto. Tomei um banho e vesti o meu vestido da noite passada. Enquanto eu penteava meus cabelos em frente ao espelho, vi pelo reflexo uma caixa de Marlboro em cima do criado mudo. Peguei-a e acendi um. Eu sempre fumava para me aliviar e eu estava precisando de alívio e coragem para falar com Izzy. Desci as escadas e fui na cozinha, Cloé me ofereceu uma xícara de café e eu aceitei.

    – Você sabe onde Izzy foi?
           – Eu vi ele hoje de manhã sentado no banco que fica perto da piscina. — disse Cloé.
              – Obrigada Cloé. 

Caminhei até a piscina e lá estava ele, sentado enquanto um forte sol caia sobre si e fazia com que seus cabelos brilhassem mais ainda. Sorri ao ver aquela imagem. Apertei meus olhos com certa força tentando deixar aquele lindo momento registrado na minha memória. Caminhei até ele e sentei ao seu lado.
     – Café e cigarro? — senti um toque de irônia na sua pergunta.  

– Qual o problema? — fingi desentendimento.

  Ele apenas riu com o nariz e olhou para o outro lado. Um sorriso sorrateiro existia em seus lábios. 

– Por que tão feliz? — perguntei. Ele encarou meus olhos. Seus olhos transmitiam uma mistura de sentimentos que eu tentava decifrar. Franzi meu cenho, sem entender. Izzy rapidamente desceu seus olhos para minha boca e me beijou. Eu fui pega de surpresa mas retribui deixando nossas línguas brincarem.  

– O gosto é bom. — disse. 

– Por que você é tão estranho, às vezes?
        – Por que você faz tantas perguntas? — disse

    Suspirei meio irritada, eu precisava abrir o jogo logo.

     – Precisamos conversar. — fui direta. 

    – Sobre o quanto sua noite foi boa? — riu desajeitado, Izzy parecia querer mudar de assunto.
              – Não, Izzy! — falei irritada. Ele riu de mim e tomou a cigarro de minhas mãos.
            – Aproveite a vitamina D que o sol está te dando... — disse calmamente.
           – Eu vou embora! — gritei. Eu devia ter sido um pouco menos direta e ter dado uma explicação primeiro mas Izzy complicava tudo.
      – Você vai o que? — perguntou.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...