História Road To Love - Capítulo 22


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Categorias Guns N' Roses
Personagens Axl Rose, Duff Mckagan, Izzy Stradlin, Slash, Steven Adler
Tags Aria, Guns´n´roses, Rachelweisz
Visualizações 11
Palavras 1.955
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Ficção, Suspense
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 22 - .vou sentir saudades


Fanfic / Fanfiction Road To Love - Capítulo 22 - .vou sentir saudades

*IZZY*

 – Eu vou embora! — Aria gritou me assustando.
     – Você vai o que? — perguntei sem entender nada.
          – Eu preciso viajar, colocar minha mente em ordem. Por favor, me entenda. — disse rápido, embolando as palavras como se estivesse vomitando tudo que tinha guardado dentro de si — faz anos que eu não sei o que é perder alguém, apesar de sofrer todos os dias com saudades da minha mãe. — seus olhos lacrimejaram.
          – Tudo bem Aria, se você acha que esse é o melhor para você... — Aria não tinha noção do quanto aquilo teria reações em mim. Por ela, eu havia parado de fazer várias coisas, por ela. — você vai para onde?
          – Eu não sei — suspirou fundo e olhou de relance para a água — acho que vou voltar para o Texas.
   
    Eu não falei nada apenas traguei meu cigarro e joguei a fumaça de lado. Era perceptível minha decepção. Quando finalmente havíamos oficializado nosso relacionamento empecilhos apareceram para nos atrapalhar. 

– Ei — Aria virou meu rosto para encara-lá — vai ser só por um tempo. 

Dei um sorriso fraco e me aproximei para beija-la. Só de pensar que teria que ficar longe de seus lábios, uma tristeza tomava conta de mim.
         – Eu preciso voltar para o apartamento. — levantou-se do banco e pegou seu cigarro de volta. — pode passar lá a noite. — sorriu fraco e me deu um beijo no rosto.

 Observei-a sair, e passou um leve flashback em minha mente do dia em que nos conhecemos.

FlashBack On

    Axl e Erin conversavam com uma garota bonita, ela se vestia comportadamente e não deixava de ser sexy e elegante. Apesar de não parecer alguma das groupies que nos rondavam. Duff tinha cismado que ela me queria e bom, eu estava sem nada pra fazer. O que custava aproveitar? Eu tinha certeza que ela seria só mais uma.

  Fui até onde eles estavam e chamei-a. Nós fomos para um corredor escuro que dava em várias portas, provalmente eram quartos de strippers.
     - Você não era tímido? — Sorriu pra mim.
   - Talvez. — retribui o sorriso e joguei meu cigarro no chão.
  
           FlashBack Off

   É, ela não foi "só mais uma". Sorri ao lembrar daquele dia. Os FlashBacks continuavam a rodar em minha mente como se fossem acontecimentos de segundos atrás. Aria fazia parte de mim e eu achava incrível como as coisas tomaram proporções além das quais eu jamais em minha vida imaginei.

*ARIA*

                 {Três dias depois}

  Era o dia do enterro de vovó. Foi tudo bem simples, apenas eu, Izzy, Júlia e seus pais. Um pastor de uma igreja em que vovó frequentava fez as orações.

   – ...Porque o salário do pecado, é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus. Que nosso Senhor receba sua serva Lúcia Rundgren em sua glória. Amém. — finalizou.
               – Amém — falamos em conjunto.
   
     Todos colocaram suas flores perto do caixão, inclusive eu, e depois alguns rapazes começaram a enterrar. Júlia e seus pais tinham um compromisso e foram embora, deixando apenas eu e Izzy observando os rapazes fazerem seu trabalho.

 – Está feito. — falei e lágrimas escorreram em meu rosto. Izzy me abraçou forte e me beijou na testa.
             – Você ainda quer viajar? — perguntou
             – Mais do que nunca. — respondi.

                             •••

     – Nós vamos sentir saudade da sua voz fina. — Slash disse
                – Pode parando. — falei
                – Vem cá, me dá um abraço — pediu. Slash e eu nos abraçamos e como sempre seu cheiro de whisky, cigarro e mulheres, me intrigava.
                – Ai... — reclamei após um aperto na minha bunda, vindo dele.
               – Ei! — Duff chamou nossa atenção — deixa um pedacinho para mim, Slash — brincou. Revirei meus olhos e caminhei até Duff o abraçando também.
                 – Toma jeito hein! — alertei-o
             – Relaxa gatinha, tá tudo sob controle. — sorriu malicioso. Ri.

   Terminei de me despedir do resto do pessoal e entrei no carro, onde Izzy estava me esperando. O caminho até o aeroporto, ficamos em silêncio. Chegando lá, fiz toda aquela burocracia chata de viagens e despejei minhas malas. Izzy e eu estávamos aguardando sentados a hora em que chamassem meu nome.

   "Aria Rundgren, vôo 217 rumo ao Texas"

  – Acho que está na hora. — Izzy se levantou
             – Verdade. — mordi meu lábio superior
          – Eu te amo. — Izzy envolveu suas mãos em minha cintura e colou nossos corpos.
   
       Nos beijamos como se fosse a última vez. Suas mãos rapidamente subiram para o meu rosto e o alisaram. Ele estava registrando meu toque. Coloquei minhas mãos em cima das suas e sorri, uma lágrima escorreu e Izzy limpou-a.
        – Tchau Izzy. — me soltei dele e peguei minha pequena bolsa. — cuida daqueles meninos por mim.
          – Tchau, meu amor.

Foi a primeira vez que ele me chamou de meu amor, eu arregalei de leve meus olhos, mas depois um lindo sorriso se formou em meus lábios. Dei um último selinho em seus lábios e partir. Apenas o som de meus saltos ecoaram pelo lugar. Caminhei até uma assistente e entreguei minha passagem a ela. Assim que eu ia entrando dentro do corredor que levava até o avião, olhei para trás e lá estava ele. Tirando um Marlboro do bolso da camisa e acendendo-o mesmo que fosse proibido fumar no aeroporto. Sorri. Aquele era meu homem.

 Balancei a cabeça negativamente mas com um sorriso sorrateiro nos lábios e segui meu caminho até o avião. Me sentei na poltrona ao lado da janela e fechei meus olhos suspirando pesado. Eu estava voltando para o Texas, mas sem a vovó. Dessa vez era somente eu e eu. Mais ninguém.

 Foram três cansativas horas dentro do avião, meus ouvidos doíam por conta da turbina o que fez que a viagem fosse desconfortável. Cheguei no Texas por volta de 6 horas da tarde e peguei um táxi para a cidade de Dallas. Lá se foram mais 1h30 cansativas.
     – Obrigada — agradeci o motorista ao me ajudar com as malas.
      – De nada Senhorita, o hotel em que eu lhe indiquei é logo ali. — apontou
      – Obrigada novamente.

 Me hospedei no hotel Fairmont Dallas. Não era algo luxuoso ou de 5 estrelas, apenas satisfazia o que eu podia bancar. Assim que abri a porta do quarto, avistei uma enorme janela perto de uma pequena poltrona. Era muito aconchegante e silencioso. Levei minhas coisas até o quarto e descansei em cima da cama.
        – Eu preciso ver aquela coisa. — falei para eu mesma, me referindo a uma caixa.

  Aquela caixa era de vovó. Ela guardava cuidadosamente no meio de suas coisas e sempre dizia que eu não estava preparada para vê-la, por isso sempre escondia de mim. E enquanto eu arrumava minhas malas, encontrei-a. Algo em mim dizia que eu já estava preparada para abrir e ver o que continha naquela caixa.

   Depois de um longo banho com direito a banheira, sai com roupão e me sentei na cama ao lado da caixa que eu já tinha separado. Coloquei em meu colo e levantei lentamente aquele objeto de madeira polida. Tive uma grande surpresa.

*IZZY*

   Fazia 14 horas desde que Aria tinha ido embora. Eu voltei para casa realmente decepcionado. Por que ela quis ir sozinha? Eu não era uma boa companhia? Por quê ela não deixou eu cuidá-la?  — eram perguntas que eu me fazia a todo tempo. 


        Faltava 3 semanas para o próximo show, era é importante, iríamos abrir um festival típico da cidade pela primeira vez. E teria um grande público o que resultaria numa multidão enlouquecida pelo nosso álbum novo. Nossos ensaios já havia começado e nós estávamos a todo vapor. Nightrain.
         – Dude, relax..! — Steven disse ao pousar sua baquetas. — foi o melhor pra ela.
    – Pensa bem cara, você vai poder aproveitar o showzasso — Duff lançou olhar malicioso.
           – Vai se fuder. — rolei os olhos.
   – Por hoje tá bom. — Axl disse pausadamente enquanto bebia água.
          – Eu vou pra casa.
        – Não vai sair com a gente cara? — Slash perguntou
        – Não.
        – Deixem ele galera. — Axl pediu.

  Assim que todos saíram, voltei para a Hell House, tomei um banho e fui dormi.

*DUFF*

 – Vocês acham que ela vai demorar para voltar? — perguntei para todos na mesa.
            – Tenho minhas dúvidas. — Axl pausou para beber um gole da garrafa de cerveja. — Aria passou por muitas coisas em tão pouco tempo, ela deve estar no seu limite.
            – Realmente. — concordei
         – Eu no lugar dela, iria surtar. — Axl disse com irônia.
         – Novidade... — Slash riu
       – E o Izzy gente? — Steven perguntou — será que ele vai aguentar ficar longe da Ariazinha?
        – Daqui a pouco ele encontra uma puta. — Axl disse com desdém.

  Todos nós olhamos sem entender para Axl, e ficamos pensativos por uns segundos. Izzy teria coragem de trair a Aria?

*ARIA*

     "{Dia 9 de julho de 1971}

Querido Diário, 

 Hoje o dia foi bem legal. Eu e Aron brincamos a tarde toda e depois mamãe nos buscou para comer macarrão. O estranho, é que papai se irritou ao ver Aron na nossa casa. Ele simplesmente brigou com a mamãe e quase bateu nela. Aquilo me assustou bastante. Depois Leila veio buscar Aron para levá-lo para casa. Eu amo a Leila."

 Esta era uma parte do meu diário que eu tinha aos 4 anos. Lembro que foi uma idéia do meu pai. Aquela caixa que vovó guardava, havia muitas lembranças sobre mim e minha mãe. Coisas que eu nunca imaginava sobre minha mãe. 

"Aria, esta é uma carta para você. E eu espero que quando você ler esta carta, me perdoe. 

      Eu sou apaixonada pelo seu pai, é um amor tão grande, intenso e verdadeiro. E eu espero que você possa viver um amor desse, mesmo que eu não esteja para ver. Me perdoe por ter feito uma escolha que talvez tenha lhe destruído. Por dentro." 

Pela primeira vez depois de anos, eu estava perto da minha mãe de volta. Quando eu comecei a ler aquela carta, podia sentir minha doce mãe ao meu lado. 

      "Sua avó cuidará de você e quando você crescer, por favor, cuide dela. Vocês são as coisas em que eu mais amo. E quanto ao seu pai, eu imagino que você nunca mais verá ele, mas saiba que você não ficará sem nada. Eu trabalhei anos por você. E todo o meu esforço está guardado em um documento." 

Meu coração disparou. 

"Eu deixei este documento com um grande amigo meu, nós trabalhamos juntos e ele me certificou que guardaria com sua vida. Sua avó pode lhe ajudar, seu nome é Alan Niven. Ele mora em Los Angeles, caso você e sua avó ainda estejam no Texas, vá pra lá e pegue SEU dinheiro antes que seu pai descubra." 

Eu não estava acreditando. Por que vovó escondeu isso de mim durante anos, sendo que poderia ter nos ajudado? 

"Lembre-se, isso é para lhe ajudar e para sua carreira feliz. Eu te amo mais que tudo. 

            E mais uma vez, me perdoe..."

– Mamãe


Lágrimas escorriam em minhas bochechas, sentimentos voltavam e lembranças escondidas apareciam. Aquele simples papel com uma importante grande, estava a mercê de minhas lágrimas. Coloquei a caixa ao meu lado e cai pra trás na cama, desabando tudo que estava guardado em mim. Meu choro tomava conta de todo quarto e meus soluços estavam desritmados. 

 Depois de muitas horas gastando todos as minhas secreções lacrimais, guardei a caixa e troquei minhas roupas. Eu estava usando uma calça de malha preta e uma blusa de manga longa branca. Estava frio.
   
      O serviço de quarto do hotel havia acabado de me ligar avisando que trariam um jantar para meu quarto, quando ouvi batidas na porta. 

   – Olá — falei abrindo a porta e tendo uma enorme surpresa — Nicolas?
              – Aria?!
       



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