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História Road Trip - Capítulo 109


Escrita por: e laurelances


Notas do Autor


Mais um sábado e mais um capitulo para vocês! Talvez vocês se choquem com uma coisinha que vai acontecer mas quero ver a reação de vocês nos comentários. Mil beijos e aproveitem!

PS: troquei a capa da fic, espero que gostem da nova edição.

Capítulo 109 - Irmãs bruxas


Fanfic / Fanfiction Road Trip - Capítulo 109 - Irmãs bruxas

— Freya. Pode me chamar de Freya. 

   Antes que Skyler pudesse se apresentar Bela apareceu ao lado dela a segurando pelo braço.

— A Reese apareceu. Está na hora. — Bela disse para Skyler mas ao notar a presença de uma mulher até então desconhecida para ela, Bela apenas sorriu. — Com licença, eu vou rouba-la um minutinho de você. 

— Você quase entregou tudo para aquela mulher. — Skyler disse irritada enquanto Bela a puxava para um canto escondido do museu.

— Se você parece se flertar e se concentrasse no trabalho... — Bela disse irritada enquanto mexia em algo dentro da bolsa.

— Flertando?

— É. Você é uma flertadora compulsiva. — Bela disse fazendo uma careta enojada e então entregou o seu celular para Skyler. — A foto do escaravelho está ai. Não vai ser difícil de achar ele tem um rubi na ponta. 

— Você não vem comigo? — Skyler perguntou desconfiada. 

— Não, alguém precisa distrair o segurança. — Bela disse arrumando o decote e por alguns segundos Skyler ficou encarando os peitos dela. — Ouviu o que eu disse? 

— Sim mas se isso for alguma armadilha... — Skyler disse de forma ameaçadora.

— Se não confia em mim pelo menos confie nos 300 mil dólares que vamos conseguir com isso. — Bela disse sorrindo e se virando para o corredor onde ficava a área restrita. Skyler olhou para trás aonde Freya estava há minutos atrás mas ela já havia sumido. Provavelmente foi atrás da Reese Witherspoon, pensou ela. 

    Skyler apressou os passos ao ver Bela se distanciando ao lado do segurança. Por um segundo ela pensou em acabar com aquela palhaçada e simplesmente colocar o segurança para dormir mas ela não queria um escândalo quando ele acordasse e chamasse a polícia. Bela fez sinal com a mão para que Skyler passasse e a mesma rolou os olhos e obedeceu a ladra indo até um corredor que estava catalogado. Assim que viu a placa “egito antigo” ela abriu e deu de cara com uma sala totalmente temática. As luzes estavam apagadas exceto por uma que iluminava um mostruário de vidro onde estava o tal escaravelho. Quando Skyler deu um passo para frente ela notou vários lasers vermelhos no chão. Eram detectores de movimento.

— Eu definitivamente estou em missão impossível. — Skyler disse tirando as sandálias de salto. Os laseres estavam afastados um dos outros mas ela não queria arriscar se desequilibrar e estragar tudo. Bela havia lhe dado um dispositivo para colocar na trava de segurança do mostruário para desativar e pegar o escaravelho. 

   Depois de dar alguns pulinhos e passar por todos os lasers, Skyler finalmente chegou no mostruário onde ela colocou o tal dispositivo ao lado da caixa. Os lasers que estavam no chão falharam e desapareceram por completo e então o dispositivo fez um clique. A morena não pode conter a empolgação quando abriu a portinha de vidro e pegou o escaravelho. 

— Que negócio horroroso. — Skyler resmungou mas não pode negar que o rubi em cima daquele bicho era maravilhoso. 

    A porta se abriu e imediatamente Skyler se virou vendo um segurança que imediatamente empunhou a arma.

— Você! Pare o que está fazendo e levante as mãos. — Disse o homem se aproximando apontando a arma para Skyler que apenas obedeceu. — Coloque o objeto no chão e se afaste.

   Skyler estava prestes a obedecer quando o homem começou a tossir e largou a arma no chão levando as duas mãos até a garganta. Seus olhos estava cheios de sangue assim como seus ouvidos. Ele caiu de joelhos no chão e seu corpo tombou para o lado. Atrás dele estava a morena que a pouco estava conversando com Skyler e com a mão fechada em um punho olhando para o segurança. Era Freya.

— Você é uma bruxa? — Skyler perguntou desconfiada. Ela não podia correr e nem estava armada para tentar se defender da bruxa.

— E você é uma ladra. — Freya disse apontando para as mãos de Skyler que segurava o escaravelho. — Uma ladra de muito bom gosto. Esse escaravelho pertenceu a Sélquis uma deusa do antigo egito.

— Fascinante mas isso não explica o porquê de uma bruxa estar aqui. — Skyler disse colocando o escaravelho dentro do bolso do seu vestido. 

— Eu tenho meus próprios interesses. — Freya disse tirando uma pedra de dentro da bolsa. — É uma pedra capaz de quebrar uma maldição mas acho que isso não te interessa muito. 

— Agradeço a sua ajuda. — Skyler disse se apoiando na parede para calçar as sandálias. 

— Você parecia precisar de ajuda e o que eu fiz não foi nada. — Freya disse olhando para o rapaz que estava morto na sua frente.

— É, mas você não precisava mata-lo. — Skyler disse e então franziu o senho. Ela estava falando como o Sam. — Quer saber? Obrigada pela ajuda.

— Como se chama? — Freya perguntou enquanto a observava calçar as sandálias. 

— Veronica Potter. — Skyler disse sorrindo falsamente. Ela não iria confiar em uma bruxa que acabará de conhecer. 

— Skyler anda logo... — Bela apareceu na porta e travou ao ver Freya ao lado da assassina. 

— Skyler? 

— Desculpe, eu não iria dizer meu nome para uma desconhecida. — Skyler disse dando de ombros.

— Alguém poderia me dizer o que está acontecendo e onde está... aquilo? — Bela perguntou apontando de leve para o antigo mostruário do escaravelho. 

— Porque não discutimos isso lá fora? — Skyler perguntou já passando pela porta saindo o mais depressa possível daquele lugar. 

   Todo mundo estava focando na celebridades de Hollywood que havia chegado e estava discursando no salão principal até os seguranças só tinham olhos para Reese Witherspoon. Quando as três mulheres chegaram no estacionamento do lugar e não havia ninguém por perto, Skyler rapidamente tirou a arma que estava na parte de trás do vestido de Bela e apontou para Freya que nem se quer moveu um músculo.

— Como você sabia que ela estava ai? — Bela perguntou um tanto chocada se colocando atrás de Skyler. 

— Eu não sou uma ameaça. — Freya disse calma e Skyler riu.

— Sério? E porque eu não consigo acreditar em você? 

— Vocês duas pareciam precisar de ajuda e se não fosse por mim... — Freya apontou para Skyler. — Você teria levado um tiro. 

— Skyler ou você atira ou vamos embora. Estamos perdendo tempo. — Bela disse irritada enquanto olhava para a entrada do museu.

— Eu sou apenas uma bruxa tentando acabar com uma maldição. — Freya disse tentando se defender mas aquilo não era o bastante.

— É, mas eu não acredito.

— Sua amiga parece entender bastante sobre objetos místicos. — Freya abriu sua bolsa e nesse exato momento Skyler destravou a arma em um clique. — Talvez ela saiba o que isso seja. 

   Freya abriu as mãos revelando uma pedra branca que parecia mais um sabonete. Bela deu dois passos para frente e abaixou o braço de Skyler fazendo-a abaixar a arma.

— Essa é a pedra filosofal? — Bela disse e Skyler fez uma careta ao

— Quando isso aqui virou o clube do livro? — Skyler perguntou debochada fazendo Bela rolar os olhos.

— Poupe a minha colega. Ela é um pouco ignorante. 

— Você quer que eu acredite nisso, Harry Potter? — Skyler perguntou debochada e Bela a puxou para o canto.

— A pedra filosofal existe e se você calar essa boca talvez conseguimos negociar com essa moça e sair daqui bilionárias. — Bela disse baixinho para que Freya não ouvisse.

— Não vai rolar. — Skyler disse empurrando o braço de Bela para longe de si. — Bom, foi um prazer conhecer você. Mas precisamos seguir nosso caminho.

— Eu entendo completamente. — Freya estendeu a mão para apertar a de Skyler que a contra gosto o fez. Assim que sua pele entrou em contato com a de Freya, Skyler sentiu um arrepio tocar a sua espinha fazendo-a engolir seco e puxar a mão rapidamente.

   Freya apenas sorriu gentilmente para Bela e deu as costas sumindo de vista no meio daquele estacionamento. A pedra filosofal que estava na mão da bruxa se desfez e virou pó, já que aquilo não passava de uma ilusão. 

— Você é uma péssima negociadora. — Bela disse rolando os olhos. 

— E você uma péssima mentirosa. 

[...] 

 

WOOWARD, KANSAS 

Dean entrou no quarto do irmão carregando uma grade de cerveja. 

— Onde está a Katherine? — Sam perguntou assim que seu irmão jogou uma latinha em sua direção e ele a pegou no ar.

— Foi se trocar e eu aproveitei para comprar cerveja. — Dean disse se sentando na mesa e pegando uma latinha.

— Fiquei impressionado por você concordar com o plano dela de entrar no ninho dos vampiros.

— Você conhece a Katherine? Eu não tive escolha. — Dean disse fazendo uma careta assim que engoliu a cerveja quente. — Ou eu concordava ou ela pulava na minha jugular. 

— Sei. — Sam riu com o drama do irmão. — Sabe... Eu acho que você amadureceu muito com ela. Quero dizer, você não é mais aquele paranóico ciumento de antes.

— Eu nunca fui ciumento. — Dean disse ofendido. 

— Se você diz. 

— Eu não quero falar sobre meu relacionamento com você. — Dean disse ignorando o irmão enquanto dava um logo gole na sua latinha de cerveja.

— Já que você quer mudar de assunto. — Sam foi até a sua mochila onde ficava o seu laptop e jogou em cima da cama. — Você poderia me dizer onde está o meu laptop.

— Eu emprestei para a Katherine. Ela queria fazer uma pesquisa sobre alguma coisa. — Dean disse e percebeu o olhar curioso do irmão. — Eu não lembro o que ela disse estava concentrado na massagem que ela me deu. 

— Eu confio mais nela do que em você com meu laptop.

— Isso é uma ofensa! 

— Você passa a maior parte do tempo na internet vendo pornô, Dean. — Sam disse fazendo o irmão abrir a boca surpreso.

— Não é verdade! 

  Antes que Sam pudesse rebater, Katherine abriu a porta colocando a cabeça para dentro do quarto usando uma orelha de coelhinha azul e um roupão preto. 

— Eu já estou indo. Preciso do sangue. — Katherine disse com a metade do corpo para fora do quarto. Dean imediatamente se levantou e foi até ela a puxando pela mão.

— Pensei que você tinha escolhido da fantasia de vampira sexy. — Dean disse assobiando. 

— Eu não queria deixar óbvio. — Katherine disse e Dean riu. 

— Então deixa eu ver a minha coelhinha sexy. — Dean disse abrindo os botões do sobretudo mas Katherine se afastou rindo já imaginando qual seria a reação dele quando a visse. 

— Está frio aqui dentro. — Katherine disse e Sam lhe entregou duas seringas com sangue de homem morto e imediatamente ela colocou dentro da sua bota de cano alto.

— Você não vai me deixar sonhando com isso, vai? — Dean falou baixinho para que o irmão não escutasse. 

   Katherine rolou os olhos e abriu o sobretudo revelando apenas um corset azul da mesma cor das orelhas e uma meia calça preta. Sam que estava bebendo sua cerveja engasgou mas tentou disfarçar.

— Diz alguma coisa. — Katherine disse ao notar a expressão congelada do loiro na sua frente.

— Você vai assim para aquela festa de vampiros? — Dean perguntou um tanto chocado a olhando de cima para baixo.

— É uma festa de vampiros. Eles nem se quer vão me notar.

— Com certeza vão notar uma coelhinha sexy que só deveria ser sexy na minha cama. — Dean disse tentando esconder sua irritação.

— Sam... — Katherine olhou para o Winchester mais novo que estava perdido em pensamentos na esperança que ele a ajudasse. 

— Ahn? — Respondeu ele tentando não se meter naquela pequena discussão.

— Dá uma ajudinha aqui. — Katherine disse apontando para o loiro marrento. 

— A Katherine sabe o que está fazendo e esse líder no ninho é importante. — Sam disse se embolando nas palavras. 

— Eu não me oponho a ela se infiltrar dentro do ninho. Eu até lembro que fui o primeiro a concordar com isso. — Dean disse e então balançou as duas mãos em frente ao corpo de Katherine. — Mas eu não concordei com isso. 

— Uma festa cheia de humanos e você está preocupado com o que estou vestido? — Katherine disse debochada fechando o casaco. — Eles só vão querer saber de sangue e não de uma coelhinha desfilando por ai. 

— Vamos fazer o seguinte. — Sam foi até a sua mochila tirando de lá uma caixinha com alguns equipamentos. Ele entregou um ponto eletrônico na mão de Katherine. 

— Eu comprei em uma convenção de espionagem que eu fui com a Skyler há alguns anos. Nunca pensei que seria útil. — Sam disse orgulhoso colocando as duas mãos na cintura enquanto Katherine olhava para aquela escuta minúscula no seu dedo.

— Isso vai funcionar? — Dean perguntou chocado. 

— Espero que sim. Gastei 32 dólares. — Sam disse pegando os fones e o aparelho que estava ligado ao ponto eletrônico o ligando. 

   Katherine colocou o ponto eletrônico no ouvido e chacoalhou a cabeça para ter certeza que não iria cair. 

— E então? — Dean perguntou virando para o irmão atrás de uma resposta.

— Katherine fala alguma coisa.

— Dean Winchester é um idiota. — Katherine disse e Dean se virou para ela imediatamente enquanto ela forçava um sorriso para ele.

— Funciona. — Sam disse e o irmão puxou o aparelho das mãos dele.

— Eu fico com isso. 

— Agora eu posso ir? — Katherine perguntou irritada já que ela estava perdendo tempo ali. Dean se inclinou para beija-la mas Katherine virou o rosto.. 

— Desculpe, namorado. — Katherine disse empurrando Dean pelo peito para longe. — Mas você não vai ganhar um beijo essa noite. 

— Isso se chama precaução caso você...

— Caso eu traia você? — Katherine perguntou e Dean permaneceu calado em choque. Ele não esperava ouvir aquilo. — Não é porque minha sósia fez isso com você que signifique que eu vou fazer o mesmo. Precisa confiar em mim.

— Vamos manter a escuta em caso do plano não funcionar. — Dean ignorou completamente o que Katherine acabará de falar o que a irritou completamente já que ela apenas saiu do quarto e bateu a porta atrás de si.

— Eu acho... — Sam estava falando mas Dean o interrompeu.

— Você não acha nada. — Dean disse se deitando na cama do irmão e aumentando o volume do receptor da escuta. 

Aquele babaca, idiota... — Dean imediatamente abaixou o volume ao ouvir os xingamentos de Katherine. — Vamos esperar ela chegar na festa. 

 

[...]

 

— Agora que estamos no conforto da sua casa será que eu posso ver? — Bela perguntou se referindo ao escaravelho que ainda estava no bolso do vestido de Skyler. 

— Claro, depois que eu receber a minha parte. — Skyler disse indo até o armário pegando um pacote de biscoito amanteigado. — Que pelos meus cálculos é 120 mil dólares.

— Faço a transferência pela manhã. — Bela disse e Skyler riu pelo nariz enquanto abria o pacote de biscoito. — Não tem banco nenhum aberto essa hora. 

— Transfira para a minha conta. 

— Eu não tenho um notebook aqui.

— Atrás de você. — Skyler disse apontando para a mesinha de jantar onde o notebook estava ligado com a tela de descanso.

— Você não dá um tempo né? — Bela disse jogando a bolsa em cima da mesa enquanto entrava na sua conta e digitava os números. 

— Te conhecendo do jeito que conheço? — Skyler disse de boca cheia. — Claro que não.

— Falar de boca cheia é falta de educação. — Bela disse enquanto digitava em frente ao computador.

— Tentar me matar 3 vezes também foi falta de educação. — Skyler disse forçando um sorriso. — E além do mais passei o resto do dia sem comer para caber nesse vestido.

— Você nunca vai me perdoar? — Bela perguntou sem tirar os olhos da tela do computador.

— Não. — Skyler disse comendo o ultimo biscoito e sentindo seu vestido ficar mais apertado. 

— Pronto. — Bela virou o notebook em direção a Skyler mostrando o comprovante da transferência. — Agora o escaravelho. 

   Skyler tirou de dentro do bolso e jogou em direção a Bela que arregalou os olhos desesperada e quase não conseguiu pegar o objeto.

— Você está maluca? — Bela sentiu suas mãos tremerem quando viu que o escaravelho estava são e salvo. — Sabe quanto tempo isso aqui tem? Para você jogar desse jeito como uma bola de beisebol?

— Não e nem quero saber. — Skyler disse forçando um sorriso. — Antes de você ir, eu quero te mostrar uma coisa.

— A coleção de corpos que você guarda no freezer, Hannibal*? — Bela perguntou guardando o escaravelho com cuidando dentro da bolsa depois de enrola-lo com uma toalhinha de seda. 

   Skyler abriu a gaveta do armário e tirou de dentro o anel que havia tirado do dedo de um dos homens que havia tentado mata-la na outra noite. A morena colocou o anel com força em cima da mesa de frente a Bela.

— Sim, é ouro falso. — Bela disse dando um passo para ir até a saída mas Skyler se colocou na frente dela. — O que? 

— Esse anel é de um cara que tentou me matar ontem a noite. — Skyler disse olhando para Bela atrás de uma explicação.

— O pobre coitado, espero que ele tenha tido uma morte rápida. — Bela disse tentando sair mas Skyler novamente se colocou na frente dela. — Eu não entendo o que você quer de mim. 

— Muito estranho tentarem me matar depois de negociarmos. — Skyler disse. 

— O que? Você acha que fui eu? — Bela perguntou surpresa e por um segundo Skyler pensou que ela realmente estava falando sério. — Eu parei de tentar depois de perceber que você é quase imortal. 

— É uma pena que eu não acredito em você. — Skyler disse sorrindo de uma forma que assustou Bela.

— Esse anel. — Bela falou rápido antes que Skyler a esfaqueasse ou atirasse nela. — Tem um brasão de família.

— Eu sei. Eu vi. 

— É de uma família de mercenarios que está na folha de pagamento do Christian. — Bela disse e Skyler estreitou os olhos.

— Como sabe sobre isso?

— Eu já negociei com eles uma vez. E um ouro falso chama a atenção de uma garota. —  Bela disse e Skyler empurrou Bela contra a parede que engoliu seco.

— Se você estiver mentindo... Eu mato você. 

— Eu juro. — Bela disse e então abriu um sorriso sapeca. — Quer selar outro pacto? 

   Skyler olhou no fundo dos olhos de Bela e em um pequeno impulso ela a beijou. As mãos de Bela subiram até o rosto de Skyler deslizando para o seu pescoço a puxando para ainda mais perto. O beijo de Bela era ardente e ela tinha gosto de champanhe e aquilo era o mais perto que Skyler iria conseguir chegar de álcool apesar que naquele momento Bela Talbot a estava fazendo perder os sentidos. 

— Nós não deveríamos estar fazendo isso. — Bela disse sem fôlego assim que o beijo foi quebrado.

— Você quer parar? — Skyler abriu os olhos devagar vendo os lábios vermelhos e inchados da ladra próximos aos seus. 

— Não. — Bela sorriu e voltou a beija-la enquanto deslizava as alças do seu vestido pelos ombros.

 

[...]

 

PLOVDIV, BULGÁRIA 

 

  O motorista parou o jeep no meio do comércio daquele lugar. Dominic tirou algumas notas de dentro do bolso e pagou o rapaz que agradeceu em búlgaro. Por sorte o vampiro conhecia diversas línguas graças ao pai mas Harmony que estava no banco de trás insistia em agradecer em italiano. 

— Era um rapaz muito simpático. — Harmony disse acenando para o rapaz do jeep que basicamente cantou pneu para sair dali.

— Precisamos procurar Pepper Ivanokov. — Dominic disse tirando um mapa de dentro da jaqueta. — De acordo com esse mapa estamos há alguns quarteirões das coordenadas que achei no diário do pai. 

   Dominic disse e então olhou para o lado vendo que estava falando sozinho, ao se virar viu Harmony conversando como rapaz de uma quitanda que balançava a cabeça sem parar e apontava para o lado.

— O que está fazendo? — Dominic perguntou a puxando pelo braço.

— Perguntando onde Pepper Ivanokov mora. — Harmony disse sorrindo de forma simpática para o homem na sua frente que possuía um cavanhaque e vendia bolsas.

— Perdoe a minha amiga. — Dominic disse em búlgaro para que o rapaz entendesse.

— Ela procurava Pepper Ivanokov. — O rapaz disse um pouco enrolado com o inglês.

— Você fala a minha língua? — Dominic pareceu surpreso e o rapaz apenas balançou a mão dizendo que entendia mais ou menos. — Tudo bem, você sabe onde encontra-la? 

— Ela trabalha com a irmã ali. — O homem apontou para uma loja de cristais. Era a única loja aberta que não era uma barraca no meio da cidade.

— Obrigada. — Dominic disse e Harmony acenou para ele.

— Grazi. — Respondeu ela.

— Que ideia foi essa? Não conhecemos ninguém aqui e lembre-se que estamos lidando com bruxas. — Dominic disse irritado enquanto atravessava a rua ao lado de Harmony.

— O diário do seu pai tem o que? 200 anos? — Harmony disse fazendo uma careta como se fosse óbvio. — Bom, se eu fosse uma bruxa imortal eu não ficaria presa no mesmo lugar. 

  Dominic sorriu ao ver a iniciativa mas não poderia encoraja-la era muito perigoso. 

— Sei que você quer ajudar mas precisa ter cuidado. Essas pessoas... — Dominic disse apontando para a loja do outro lado da rua. — São barra pesada. Meu pai mexia com pessoas importantes e perigosas e eu não quero colocar em risco a sua vida sem necessidade.

— Tudo bem, eu só queria ajudar. — Harmony disse e então deu um soquinho no ombro de Dominic. — Você é um ótimo líder até discursa como um.

   Dominic balançou a cabeça enquanto segurava o riso. Os dois entraram na loja e o sininho em cima da porta anunciou a entrada de dois estranhos. A morena de cabelos escorridos cutucou a outra que estava sentada lendo um livro e assim que bateu os olhos naqueles dois, as duas se levantaram.

— Uhhh... Um quartzo rosa. — Harmony disse com os olhos brilhando para aquela pedra enorme que tinha quase o tamanho da sua cabeça. 

— Se você estiver procurando o amor essa é a pedra certa. — A morena de cabelos escorridos disse e então olhou de relance para Dominic. — Mas acho que você já encontrou o amor.

— Você é tipo um guru do amor? — Harmony perguntou. 

— Um guru é indiano, Harmony. — Dominic disse quase cochichando. 

— Na verdade estamos procurando por Pepper Ivanokov. — Dominic disse e pela reação da mulher na sua frente ele sabia que era ela. — Me chamo Dominic e acho que você é a única pessoa que pode me ajudar. 

— Seja o que for. — Dessa vez foi a outra mulher que estava mais afastada que disse. — Não estamos interessadas.

— Eu só preciso de algumas informações. — Dominic disse abrindo o casaco e tirando de lá uma foto. — Preciso de informações sobre Freya Burkov. 

   As mãos das duas bruxas se ergueram em direção a Dominic e Harmony. A porta da loja bateu com força assim como as janelas quando um vento forte atingiu aquele lugar. O céu que antes estava ensolarado foi tomado por nuvens carregadas e rapidamente todo mundo que estava no comércio correu para fechar tudo. 

— Quem são vocês? — Pepper perguntou de forma ameaçadora.

— Dominic, eu não estou gostando disso. — Harmony disse e então tentou correr para a saída mas seus pés estavam presos no chão. — Eu não consigo me mexer.

— Solte ela e vamos conversar. — Dominic disse apontando para Harmony que arregalou os olhos assim que sentiu o ar lhe faltar nos pulmões. — Tudo bem, tudo bem! Eu me chamo Dominic e não estou aqui para machuca-las.

— Você já falou isso, estrangeiro. — Phoebe disse com a mão erguida em direção a Harmony.

— Dominic Martell. — Dominic disse e então percebeu o olhar enfurecido de Pepper. e de sua irmã sobre ele. 

— Você é o filho do demônio! 

— Não, ele disse que é filho do Kraven. — Harmony disse corrigindo Phoebe e nesse momento os três e incluindo Dominic olharam em direção a ela. — Essa é a hora para eu me calar? 

— Sei que meu pai não tinha uma boa reputação mas eu não sou nada igual a ele. — Dominic falou e nesse momento Phoebe riu.

— Mentira, você é um vampiro. Os dois são. — Disse Pepper quase cuspindo de ódio. 

— Mas eu não sou como ele. — Dominic disse e então se virou para Harmony que permaneceu calada. — Essa é a hora de você dizer para elas que eu não sou parecido com o meu pai.

— Ah, desculpa. — Harmony piscou algumas vezes já que ela estava presa em pensamentos. — O que é para eu dizer? 

— Deixa para lá. — Dominic disse e então voltou a atenção as duas mulheres. — Vocês não podem me culpar por ser filho dele. Eu atravessei o continente atrás de informações e vocês são as únicas que podem me ajudar.

— Ajudar? É muita cara de pau. — Phoebe disse se aproximando de Dominic ficando a pouco passos dele. — Depois de tudo o que seu pai fez. Do que tirou de nós.

— E eu sinto muito. — Dominic disse e ele realmente sentia. Seja lá o que Kraven havia feito, Dominic sentia que também era sua responsabilidade.

— Acho que eles estão falando a verdade. — Pepper disse e irmã virou para ela furiosa.

— Mas eles são vampiros. — Phoebe disse e a irmã deu de ombros. 

— E nós bruxas. Vamos ouvir o que eles tem a dizer.

— Obrigada, eu... — Antes que Dominic pudesse terminar a sua frase Pepper estalou os dedos e ele ficou totalmente sem voz. 

— Você não. — Pepper se virou e apontou para Harmony. — Ela.

— Eu? — Harmony disse apontando para si e então negou com a cabeça. — Não, não. Eu nem sei o que estou fazendo aqui para falar a verdade para vocês. Ainda estou pensando naquele quartzo rosa. 

   Dominic rolou os olhos. 

— Tá legal, você fala. — Pepper estalou os dedos novamente devolvendo a voz a Dominic. 

— Estou aqui porque Freya está criando vampiros imortais por toda américa e destruindo toda a nossa reputação. — Dominic disse e as bruxas se entre olharam como se já soubessem. — Mas vocês já sabiam disso.

— Não é problema nosso. — Phoebe disse e Dominic olhou para ela desacreditado. 

— Tudo bem, então me digam como eu posso acha-la e mata-la de uma vez por todas. 

— Eu não sei se você pode. — Pepper disse e sua irmã completou.

— Ninguém pode.

— Os Winchester podem. — Harmony disse e Dominic fuzilou ela com os olhos. — O que? Foi o que eu ouvi dizer. 

— Eu só preciso saber mais sobre ela e o meu pai. — Dominic disse e então Pepper os libertou de feitiço e a primeira coisa que Harmony fez foi esticar as pernas. 

— Nós fazíamos parte de um coven onde nosso dever na aldeia era apenas curar pessoas. — Phoebe disse olhando para a irmã que apenas concordava para ela continuasse. 

— E como uma bruxa que cura pessoas se envolve com imortalidade de vampiros? — Dominic questionou. 

— Freya se apaixonou por Kraven. — Pepper disse e Dominic não conteve o olhar de surpreso. 

— Porque está tão surpreso? Seu pai era galanteador. — Phoebe disse e Harmony balançou a cabeça concordando. 

— É, eu sei como é. — Harmony disse afinal ela chegou a viver um pequeno romance com o vampiro. 

— Depois que os dois se conheceram Freya começou a mexer com magia negra e até chegou a fazer sacrifícios para agrada-lo. 

— Por isso ela foi expulsa do coven mas antes de sair ela e o Kraven fizeram uma chacina e eles mataram todas as bruxas da aldeia. — Pepper disse e Dominic franziu o senho. 

— E porque vocês estão vivas? 

— É uma maldição. — Pepper disse mostrando o seu pulso onde havia um símbolo cravado e Phoebe fez o mesmo. — Freya queria que nós vivêssemos para sempre para nós castigar por tê-la entregado. 

— Naquela época nós éramos muito reclusas e não praticávamos magia negra.

— Esse tipo de magia mancha a alma e não queríamos isso. 

— Além é claro que havia uma tremenda caça às bruxas na época e por isso os dois fugiram para o Brasil. — Phoebe disse e Dominic se sentou em uma das cadeiras que tinha ali e apoiou a cabeça na mão.

— Isso é muito informação. — Dominic disse. — Mas se meu pai se envolveu com a Freya, então porque os dois se separaram? 

— Isso você vai ter que perguntar a ela. 

— Creio que não vai ser possível. — Dominic disse. — Ela está mexendo com à ordem natural das coisas e me humilhando quando cria essas aberrações que ela chama de vampiro. 

— Faça o que quiser. — Pepper disse dando as costas para voltar ao balcão onde antes ela estava sentada. — Eu só espero que você consiga o que deseja e com isso essa nossa maldição acabe. 

— Sinto muito por isso. — Dominic disse e Phoebe riu.

— Engraçado um vampiro sentir muito por nós. — Phoebe disse debochada. — Principalmente um filho do Kraven.

— Creio que vocês chegaram a conhece-lo. — Dominic disse e Pepper o interrompeu.

— Infelizmente. Ele era desprezível. — Pepper disse e Dominic apenas balançou a cabeça concordando.

— Perdoe a minha irmã. — Pepper disse olhando feio para ela. — Mas nós não tocamos nesse assunto a séculos. 

— Entendo. — Dominic disse sorrindo fraco. — Vocês como bruxas não conheceriam um feitiço ou algo para localiza-la conheceria? 

— Tem um feitiço que localiza a bruxas. — Pepper disse indo até a prateleira onde havia vários livros pegando um específico que estava cheio de poeira. Ela jogou o livro em cima do balcão fazendo Harmony tossir com a poeira. — Você vai precisar de um mapa, um cordão, um cristal e um objeto da tal bruxa.

— Você já tem o objeto. — Phoebe disse se referindo a foto de Freya. 

— E aqui está o cristal. — Pepper disse tirando o cristal de dentro da vitrine e entregando nas mãos de Dominic. — O feitiço é simples, você coloca o cristal no cordão e diz essas palavras o cristal vai apontar para o lugar exato. 

   Pepper arrancou a folha do livro e empurrou no balcão para que Dominic a pegasse.

— Obrigada. — Dominic gradou tudo dentro da jaqueta. — Vamos Harmony. 

— Eu quero o quartzo rosa. Vocês aceitam cartão?


Notas Finais


Hannibal* : Personagem do livro Dragão vermelho.

O que acharam? Comentários???


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