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História Robot(?) - Capítulo 4


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Notas do Autor


Leiam devagar🌻______________________________

Capítulo 4 - Hi, Park Jimin


Fanfic / Fanfiction Robot(?) - Capítulo 4 - Hi, Park Jimin

"Eu estava em um campo de girassóis. 


Era grande e lindo, aquele contraste amarelo mesclado com o alaranjado do lindo pôr do sol, um cenário com certeza de arrancar o fôlego. Porém quem estava arrancando o fôlego que eu nem ao menos tinha era aquele pestinha.


— Pequeno?! Pequeno?! — o chamei, porém não obtendo respostas.


A gente tinha saído para ver o pôr do sol nas rochas gigante que ficavam um pouco atrás do campo de girassóis, dando a bela visão do sol se escondendo sorrateiramente por entre as belas flores amarelas.


Quando a gente desceu para o campo ainda estava claro, e o pestinha do nada, virou para mim e disse: 


— Vamos brincar de esconde-esconde, tá com você! — disse batendo de leve com sua mãozinha na lataria da minha perna, oque se eu não tivesse visto não conseguiria ter sentido, e em seguida saiu correndo pra se esconder entre as flores.


Bom, eu não sabia do que exatamente ele estava falando, mas creio que deve ser uma... brincadeira de criança? 


Bom agora cá estou eu, gritando seu apelido dado por mim para vê se ele ao menos me responde, mas creio que responder não faz parte da brincadeira. Então, infiltrado em meio as flores eu vejo uma listra de movimentação nelas, oque julguei ser ele.


Sai correndo até aquela listra e quando me coloquei de frente a ela eu gritei:


— Não adianta fugir de mim pestinha! — ele se assustou e tentou freiar o passo, gritando. 


— Aah! Gatinho não! — em seguida dando uma de suas gargalhadas gostosinhas de ouvir. 


E com isso, devido um pouco de distração da minha parte em sua gargalhada, ele foi ágil e simplesmente passou por debaixo da minha perna, me fazendo tentar pegá-lo e acabar ficando com o tronco de cabeça pra baixo, meus braços debaixo de minha perna, meu olhar entre elas e um quase tombo devido ao desequilíbrio.


— Você nunca vai conseguir pegar esse pestinha aqui, gatinho — disse serelepe, logo depois correndo para longe, na mesma trilha entre as flores maiores que ele..."


Jimin... Jimin...!


— Calvin!


Derrepente abrí meus olhos me deparando com um teto branco bem iluminado. Olhei ao redor, ele não estava aqui, não entendi. Parecia ser tão real oque acabei de presenciar, porque não foi real?


— Calma. Está tudo bem — ouvi uma voz grossa e totalmente desconhecida por mim dizer isso.


Procurei ao redor de onde vinha essa voz grave e suave, e me deparei com a figura extremamente bonita ao meu lado, um humano. Ele tinha os cabelos castanhos claros, seus olhos eram escuros e profundos, seu rosto era marcante e suave, e seu sorriso, um pouco quadrado, era encantor.


— Onde estou? — perguntei me sentando e sentindo uma leve fincada na parte de trás... das costas? Eu tenho isso? Inconsequentemente me fazendo soltar um "ai". Voltando meu olhar para ele, realmente não me lembrava de já tê-lo conhecido antes. — Quem é você? — agora observando o local, aqui não se parece nada com um campo de girassóis.


— Taehyung, Kim Taehyung — ele disse estendendo a mão para mim, ela estava enfaixada com oque parecia ser um... curativo? Eu hesitei um pouco antes de apertar. — Mas me chame de Tae — disse sorrindo grande.


— Hamm... Oi... Eu sou... Jimin? — disse soando mais como uma pergunta e o olhando desconfiado, oque fez ele lançar um olhar curioso sobre mim, e sorrir mais ainda.


Ele continuou olhando pra mim com curiosidade, até que enfim disse: — Está com fome? Eu trouxe comida para você.


— Oh obrigado. É muita gentileza sua, mas eu nã- — e antes de eu sequer terminar minha frase, ouvi um som incrivelmente alto saindo de dentro de mim, e logo em seguida um aperto em minha barriga. Oque está acontecendo? — O que foi isso? — murmurei para mim mesmo, colocando a mão sobre a minha barriga.


Ele parecia segurar o riso. Porque ele está rindo? 


— Desculpe, você oque? — ele perguntou com um tom diferente, sei que tem uma palavra para isso mas eu realmente não me lembro. Bom, só sei que ele cumprimia um sorriso engraçado em seus lábios finos, logo em seguida se levantando e pegando uma mesinha cheia de comidas que estava em cima de uma outra mesinha ali perto. Tudo isso sem parar de de sorrir.


Eu realmente não sei onde estou, não sei oque está acontecendo e muito menos sei quem é esse... doido? Acho que é assim que se refere a gente assim, que me olha curioso e fica sorrindo. 


Olhei ao redor e percebi que estava em um quarto, parecia mais aqueles quartos de... hospital? Mas não fazia sentido, eu estava em um campo de girassóis praticamente a dois minutos, e outra eu não preciso de médico, e nem aqueles médico de doido. Pois pelo visto, estou em um lugar de doidos e esse aí confundiu o quarto dele com o meu.


"Eu sou um robô, não fico doente ou

doido, nem qualquer coisa do tipo, então porque eu, supostamente, estou em um hospital?"


Assim que ele colocou a mesinha de comida ao meu lado, eu olhei para ele e perguntei: — Onde eu estou? — seu sorriso engraçado se desfez um pouco, e ele me lançou um olhar um pouco... preocupado? Mas depois sorriu de novo. Viu, é doido mesmo!


— Jimin você está na empresa da minha mãe. Bom agora é minha pois ela se foi. Mas está falida devido a ninguém ter tomado a frente de seus negócios quando ela morreu — ele disse com o tom novamente diferente do de antes, eu diria que é um tom um... pouco triste? Ele deve estar triste por perde sua mamãe, se eu tivesse uma e a perdesse acho que ficaria assim também, ou não. Sou um robô e infelizmente não consigo ter sentimentos.


— Isso parece triste — sem perceber eu acabei soltando essas palavras e em seguida fazendo uma cara pensativa. Foram sinceras, oque é estranho, eu nem ao menos posso ficar triste. Ele percebeu e acabou dizendo.


— Está tudo bem, pelo menos tenhos boas lembranças com ela — disse, agora sorrindo de verdade — Coma — ele me direcionou um negócio que estava com a comida dentro, se bem lembro acho que se chama... prato? Bom parece que ele não notou até agora que eu não consigo comer.


— Olha, Taehyung — eu comecei e ele fez uma careta, não entendi mas esse não é o ponto — Bom, caso você ainda não tenha percebido... — disse agora apontando para mim mesmo — Eu sou um robô — disse por fim. 


Eu esperava que ele reagisse surpreso e talvez dissesse "Oh, me desculpe. Eu não tinha percebido." Mas não. A única coisa que ele fez foi sorrir novamente.


— Por favor me chame de Tae. E bom... — ele começou dizendo — Você se diz um robô certo? — Ele perguntou e eu assenti — Mas, você não está sentindo nada diferente, tipo algo que talvez um robô não sinta? 


Sua pergunta foi como um choque, eu abri a boca para responder mas nada saia, eu ia dizer: "Claro que não, porque os robôs nem são capazes de sentir nada." Mas aí me veio em mente, o que foi aquela fincada nas "costas"? Ou o que foi aquele barulho estranho que saiu de dentro de mim? Com certeza não era parecido com o barulho das engrenagens precisando de manutenção. 


— Jimin, posso te fazer uma pergunta? — ele me perguntou e eu assisti com um pouco de... medo? — Você se lembra de alguma coisa antes de acordar? 


E quando eu abri a minha boca para responder eu travei. O que tinha acontecido antes de eu acordar aqui? Bom eu estava naquele campo de girassóis, mas e antes daquilo? O que tinha acontecido? Eu comecei a pensar, a pensar muito, mas nenhuma resposta veio. Eu não sabia oque estava acontecendo, não sabia porque eu não me lembrava de nada, não sabia o porquê de eu estar aqui.


Com isso eu fiquei em silêncio, não sabia ou ao menos tinha uma resposta para essa pergunta, então eu só fiquei quieto. E pelo visto o doido, que não parece tão doido, notou.


— Foi oque pensei... — ele disse como se já esperasse a minha falta de resposta para essa pergunta — Jimin eu só quero o seu bem e te ajudar, então eu peço que por favor você confie em mim — ele disse me fazendo ficar em dúvida se devo ou não confiar nele, me parece que ele sabe de algo então talvez eu deva tentar confiar nele — Você confia em mim? — novamente ele perguntou, como eu ainda estava com receio de dizer algo apenas assenti — Você pode dizer que confia em mim? — ele me pediu, e eu me vi sem saída para isso, então eu apenas assenti dizendo.


— Eu confio em você — falei vacilando um pouco na voz ainda hesitante sobre isso. 


Ele apenas me ofereceu um de seus sorrisos bonitos, ele não parecia alguém que apresentasse perigo ou que poderia me machucar.


"Ah, mas é óbvio que ele não vai me machucar, eu sou um robô. O máximo que conseguiria fazer é tentar me desligar."


— Bom... — ele começou a falar — Jimin novamente eu pergunto a você, não está sentindo nada de diferente? — ele me perguntou, fazendo parar pra pensar novamente. 


Eu realmente sentia algo diferente, coisas que não aconteciam antes aconteceram desde quando eu acordei aqui, como o barulho estranho vindo de minha barriga, a fincada nas partes de trás do corpo, aquilo foi estranho, nunca senti aquilo e mesmo que possa ser ferrugem, não creio que me causaria, "dor"? E sim danos de funcionamento com o tempo.


Sem ao menos perceber, eu tinha abaixado meu olhar, me deparando com meu colo coberto por um lençol branco e... Minhas mãos?!


Sem ao menos perceber eu tinha arregalados os olhos, colocando as minhas "mãos" em frente aos olhos e as virando de um lado para o outro completamente assustado com oque estou vendo. Pareciam mãos humanas! Não era mais aquela velha lataria que eu tinha. Eram mãos! Mãos humanas!!


"Tem algo muito errado acontecendo comigo!!"


— O que é isso?! — perguntei sussurrando para mim mesmo, completamente em choque.


— Jimin se acalme — ele disse com seu sorriso de sempre e um tom que não consegui indentificar devido ao choque. Que foi ainda maior quando ele pegou minhas mãos que estavam em frente aos meus olhos, e eu consegui sentir seu toque. Mesmo que tenha sido delicado e breve, eu senti! Eu fui capaz de sentir o toque de alguém! 


Eu estava assustado, isso não era possível. Nenhum robô jamais foi capaz de sentir o toque de alguém. E sem ao menos ver oque estava fazendo, meu reflexo foi me afastar de seu toque, o deixando um pouco... surpreso?


— Me desculpe... — ele disse, suas bochechas ficando vermelhas e abaixando o olhar para suas próprias mãos — Não foi minha intenção te assustar — ele disse baixinho, quase inaudível.


Voltando um pouco para a realidade, finalmente me dei conta do que fiz — Não, tudo bem — disse baixinho, vendo seu olhar se levantar e se encontrar com os meus novamente. 


Com isso eu tornei a olhar para minhas "mãos", isso não está certo. O que está acontecendo? 


— Você pode me dizer oque está acontecendo? — pedi, eu preciso de respostas, e pelo visto o único que as tem é ele — Por favor? 


— Jimin, eu vou te dizer oque está acontecendo. Mas você terá que manter a calma, está bem? — ele disse e eu assenti, ele respirou fundo e continuou — Jimin, sei que é estranho para você mas, você reparou o barulho estranho que sua barriga fez? 


— Sim, a primeiro momento eu cheguei a pensar que fosse as minhas engrenagens precisando de manutenção, mas o barulho de engrenagens é diferente e... eu também senti um pequeno aperto — disse um pouco pensativo, por fim respondendo sua pergunta.


— E você tem razão. Não são engrenagens. Esse barulho e aperto é o que o estômago faz quando precisar de comida — ele disse levantando as sombrancelhas, talvez tentando fazer com que... eu entenda? 


— Sim, mas os robôs não tem isso, só os human- — e antes de eu completar minha frase, eu travei. Só os humanos tinham isso, só os humanos tem mãos como as minhas, só os humanos sentem fincadas nas "costas" — Isso não é possível — disse negando mais para mim mesmo do que para ele. Agora o olhando nos olhos o vi assentir lentamente com a cabeça — Não, isso é uma... brincadeira? É isso! Uma brincadeira — disse não acreditando no que estava acontecendo.


— Não, Jimin. Você agora é um humano. 


Ele disse e eu congelei, eu sou um humano? Um humano mesmo? Que pode sentir as coisas? Um humano de verdade? Como isso é possível? O que aconteceu?


— Como... Como isso é possível? — perguntei, não estava acreditando no que ele me disse, isso era cientificamente impossível!


— Isso é uma longa história. E para que eu a conte, você terá que ficar calmo e me ouvir atentamente — disse pegando uma caneca que julguei ser de porcelana, que estava sobre a mesinha de comida, com um líquido de cor meio marrom dentro — Beba, é chá. Vai te fazer bem.


Ele colocou a caneca em minhas mãos, e senti algo... quente? Olhei para oque estava em minhas mãos, aquilo parecia água com terra, se olhando pela cor, e com um pouco de receio o levei lentamente até a boca. 


Seria a primeira vez que eu beberia algo em todos esses anos que existi, estava com um pouco de medo. Então devagar tomei um pouco do líquido que ele me ofereceu. Talvez eu não soubesse destinguir o seu sabor, mas ele grudou em minha boca de uma forma... deliciosa? Sim, eu havia gostado do tal "chá", tinha um gosto bom, suave e bem leve, seu cheiro era incrível, e eu pensei:


"Se todas as coisas que eu "comer" daqui pra frente terem esse mesmo gosto, será muito bom."


— Gostou? — ele perguntou, e eu sorri assentindo e tomando mais daquele líquido gostoso — Que bom que tenha gostado. Eu amo esse chá, é realmente delicioso não acha? — ele perguntou, e eu paralisei. Ele disse uma palavra que não me é estranha, já ouvi muito dela antes.


— O que foi? Disse algo errado — ele me perguntou após notar como eu fiquei.


— Não, na verdade você disse uma palavra que não me é estranha...


— Amo? — ele perguntou.


— Sim! é essa mesma! — disse empolgado, me lembrando de seu significado — É a mesma coisa que amor não é? — perguntei e ele assentiu — Sabia — eu disse, e nem percebi que estava sorrindo — Os humanos sentem isso não é? — perguntei, logo voltando a beber do "chá".


— Sim... Os humanos e agora, você — ele disse eu eu travei novamente. Eu também posso sentir isso? 


— E-Eu? — disse errando as letras.


— Sim Jiminnie, você também pode sentir amor. Assim como todos os outros sentimentos que os humanos são capazes de sentir, sejam eles bons ou não — ele disse a última parte bem baixinho, murmurando? Mas meu foco foi para como ele tinha me chamado.


— Jiminnie? — perguntei um pouco confuso.


— Sim, é um apelido. Posso te chamar assim ou você se sente incomodado? — perguntou, agora realmente preocupado. Achei engraçado, por isso sorri.


— Pode sim... Tae — disse o apelido que ele pediu para que eu o chamasse, e ele sorriu grande. Ele parecia legal, e era muito bonito também.


— Bom, Jiminnie — ele disse e sorriu, me fazendo sorrir também, enquanto estava terminando de beber todo o "chá" — Está preparado para a história de como você virou humano? — ele perguntou e eu assenti. 


— Então vamos lá — ele disse eu já me preparava para a história que viria — Mas primeiro tenho que te perguntar uma coisa — ele disse e eu assinti, estava... curioso? — Você tem certeza de que não se lembra de nada? — perguntei e eu neguei com a cabeça — Quando você acordou você disse "Calvin".


Assim que eu ouvi aquele nome, veio algo em minha cabeça. Um pequeno garotinho de cabelos ruivos, sardas na bochecha, sorriso fofo e olhos castanhos claros. Ele estava com um girassol na mão e o balançava de um lado para o outro sobre sua cabeça bem devagar.


— Jimin? Tá tudo bem? — Tae me perguntou me fazendo voltar com meus "pensamentos". 


— Antes de acorda eu estava em um campo de girassóis — disse olhando nos olhos dele — Tinha um garotinho comigo, e nos estamos... Brincando? É brincando no campo — disse buscando mais de minha "memória" para lembrar os detalhes — Ele me chamava de "gatinho" e eu o chamava de "pequeno" ou "pestinha" — tentei me lembrar mais, vendo que Tae me olhava atentamente prestando atenção em cada palavra que eu dizia — Ele se escondia entre os girassóis e gagarlhava sempre que consegui fugir, então ele disse "Você nunca vai pegar esse pestinha aqui", e então eu acordei — o que é isso? Tipo eu estava lá e derrepente aqui. Isso não faz sentido.


— Entendi — Taehyung disse isso mais para si mesmo — Bom, isso que você viu Jimin, se chama sonho, todos os humanos tem isso quando dormem, é um conjunto de imagens, pensamentos e fantasias que ocorrem durante o sono, tudo causado pelo nosso subconsciente — ele disse e logo voltou a dizer — Mas no seu caso, você está vivendo suas memórias do passado. Como eu pensei elas já estão aparecendo em formas de sonhos, e iram aparecer mais até sua memória voltar por completo. Isso pode te assustar um pouco, e de acordo com que suas memórias apareçam você inconscientemente se envolverá a elas com sentimentos — ele disse me explicando, e logo em seguida voltou a dizer — Elas podem aparecer a qualquer momento, não necessariamente será em um sonho, e sim aparecendo quando você estiver acordado. Dependendo do que você viver no momento possa ser um gatilho para que suas memórias apareçam. E quando elas aparecerem por completo, você vai ter as lembranças delas. 


— Mas que memórias são essas? — perguntei não entendo bem oque ele disse.


— Suas memórias do passado Jimin. Suas memórias de quando você era um robô e tudo que aconteceu com você naquela época — ele disse me deixando mais confuso.


— Memórias do passado? De quando eu era um robô? Isso está muito confuso pra mim Tae — disse inconcientemente fazendo uma careta, oque fez Tae gargalhar. Sua gargalhada era gostosa de se ouvir, como a do garotinho do "sonho".


— Se acalme Jiminnie, eu vou te contar toda a história do que aconteceu tudo bem? — ele perguntou e eu assenti freneticamente com a cabeça, sem perceber que acabei sorrindo de "curiosidade" para a tal história — Mas coma oque eu preparei para você. Você agora tem que se alimentar — disse pegando um dos... bolinhos? É, talvez seja isso, que estava ali no "prato" e colocando em minha mão. Era bonitinho, tinha uma coisa verde em volta e algo branco dentro, oque eu julguei ser arroz cozido, e tinha algo amarelo que parecia um ovo, e um pedaço de... carne? É acho que é carne mesmo, e também tinha outras coisas coloridas que eu não soube indentificar.


Seria minha primeira vez comendo algo, mesmo que isso seja estranho e eu esteja com um pouco de receio e tenho em mente que se eu sou um humano, e eu não comer nada, eu fico doente. Então sem enrolação coloquei o bolinho em minha boca e mordi o primeiro pedaço, sentindo um gosto muito gostoso. Mas ao contrário do chá, ele tinha o gosto diferente, não sei explicar o porquê, mas também era muito gostoso, oque me obrigou a, depois de terminar o primeiro, pegar mais um.


— Gostou? — ele perguntou sorrindo. E eu respondi um "sim" meio embolado devido a quantidade de bolinho em minha boca, oque fez ele gargalhar de novo — Que bom, então coma tudinho — ele disse e novamente eu disse um "sim" embolado o fazendo rir novamente e eu lhe oferecer um sorriso depois de engolir tudo.


— Bom, irei começar bem do início para você entender, tudo bem? — ele perguntou e eu assinti novamente... animado? Sim, talvez seja isso — Bom, a 100 anos atrás nossa sociedade humana tinha convivência com robôs, devido aos cientistas que foram capazes de os criar, disso você se lembra certo? — apenas assenti, muito confuso por ele ter dito "100 anos atrás"? Como assim?


— Bom, então você se lembra da revolta que teve contra os robôs e que todos eles foram desativados? — naquele momento eu paralisei, como assim todos os robôs foram desativados? O que os robôs fizeram para isso? E como assim a 100 anos atrás? — Bom, imaginei que talvez você não se lembrasse disso — ele disse me deixando mais confuso. O que estava acontecendo? — Bom Jimin, eu irei te contar tudo está bem? — assenti — Ótimo.


— Bom Jimin, a aproximadamente 100 anos atrás, em uma descoberta incrível de cientistas, os robôs surgiram. Eles eram máquinas incríveis e que ficaram aperfeiçoadas de acordo com as atualizações dos cientistas, cada um com séries e edições diferentes e especiais. Eram máquinas extraordinárias, com uma inteligência artificial incrível, e prestatividade para absolutamente tudo — ele pausou, para depois continuar — Eles podiam viver lado a lado ao ser humano, o ajudando em diversas situações, servindo suas necessidades extremas, sendo companheiros mesmo com a impossibilidade de ter sentimentos, eles se apegavam aos donos e faziam de tudo por eles e para satisfazer suas vontades — ele pausou novamente e deu um suspiro triste — A causa de todos os robôs terem sido desativados foi por mal uso humano. Eles começaram a apostar a força de seus robôs nas arenas, eles colocavam seus robôs para lutarem junto com outros robôs, apenas por dinheiro — ele disse dando uma risada mas sem achar graça no que dizia — Eles tinham a mais fantástica invenção já criada, e as trataram como brinquedinho e saco de pancadas. Após uma total confusão e perca de controle de absolutamente tudo, veio a primeira morte com esse acontecimento — ele disse me fazendo arregalar os olhos. Como assim tudo havia saído do controle a esse ponto? Alguém morreu por causa disso? Estou... assustado — Não sei ao certo quem morreu mas foi um robô que o fez, mas sua configuração estava em "modo de ataque" ou algo assim, que fez com que o robô fosse facilmente monitorado para as ações mais absurdas ordenas de seu dono.


— Então o robô não tinha culpa? — perguntei, não era possível aquilo ser verdade.


— Bom, a meu ver o único culpado aqui é o homem. O ser humano é capaz de ter tudo e não ter nada, sua ganância os levam a lugares altos mas ao mesmo tempo perigosos. Eles tem a chance de se contentar com o oque tem, mas ninguém faz isso. Não julgo, cada um tem seus sonhos e objetivos, mas desde que esteja prejudicando alguém ou a natureza, isso deve ser repensado. 


Ele disse me fazendo pensar seriamente sobre as atividades de seres humanos, e sobre quais atitudes eu teria já que agora sou um.


— Eu não quero ser assim — disse, com talvez medo de ser mal.


— Não se preocupe Jiminnie, existem seres humanos bons. Eu sei que você me conhece só a alguns minutos, mas com o tempo você verá que existem sim pessoas boas, e eu sei que você será uma delas — ele disse, logo depois me dando um sorriso bonito, me fazendo retribui do mesmo jeito.


— Bom, continuando a história, após esse acontecimento, houve uma revolução. Os humanos revoltados pelo acontecimento que eles acharam absurdo, milhões de reclamações aos laboratórios cientistas, protestos contra o governo exijindo uma atitude sobre o acontecimento, e coisas assim — ele disse, pausou e depois continuou — O governo não vendo outra saída, colocou a culpa nos robôs, sendo que o mal uso vinha dos humanos e eles eram os verdadeiros culpados. Então o governador da época deu uma ordem ao laboratório cientista de que todos os robôs, sem nenhuma exceção, deveriam ser caçados e desligados permanentemente.


Isso me fez arregalar os olhos, como assim algo feito pelos humanos e seu mal uso teria as consequências refletidas nos robôs? Isso não era... injusto? 


— Então... — ele continuou — O cientistas do laboratório se recusaram a caçar sua própria criação e se opuseram contra o governo com um protesto dizendo que isso era tudo devido ao mal uso humano, seu descontrole e sua ganância. Alguns donos de robôs também se juntaram aos cientistas nesses protestos, alegando que não queriam perder seus robôs que eram seus "parceiros" por consequências de atos de humanos irresponsáveis — ele disse, continuando em seguida — Isso gerou muitas manifestações grandes que no final eram abatidas com guardas e polícias jogando bombas de gás nas pessoas. Com isso o governo tomou a frente no assunto, ele colocou seus homens e guardas para caçarem os robôs, e disse que quem se atrevesse a se colocar no caminho pagaria caro. 


Tudo que passava em minha mente, era como isso tudo era tão injusto.


— Eles começaram a caçada. Invadiram casas de quem se recusava a entregar seu robô aos guardas, agrediram pessoas que se oporam contra a ideia e os cientistas que tentaram impedir isso, bom alguns pagaram com a vida, fazendo jus a palavra do governo — ele disse e eu fiquei completamente assutado, como assim o governo matou pessoas que se oporam a sua ordem, sendo que essa caçada era simplesmente para não terem mais mortes. Não faz o menor sentido, além dos robôs inocentes serem desativados, humanos inocentes também pagaram com a vida.


Ele deu um suspiro, parecendo cansado e continuou — No final, todos os robôs foram caçados — ele parou, parecendo... ter medo? — Inclusive você — ele disse e eu arregalei meus olhos, só agora me dando conta de que eu era um robô naquela época e consequentemente acabei sendo caçado. Ele tossiu fortemente e disse — Bom, no final todos tiveram o mesmo destino, e foram "jogados" no cemitério Android, oque eu prefiro chamar de área leste, assim como os povos de antigamente chamavam — eu não sabia oque pensar e muito menos oque dizer sobre isso, não tenho uma reação — Bom, eu sei que isso tudo é extremamente novo pra você e entendo completamente se você ficar confuso e não quiser acreditar no que digo, mas é verdade. Mas por incrível que pareça você está levando isso bem — ele disse, me acalmando talvez, oque me fez olhar pra ele meio confuso — É sério, nossa eu no seu lugar já estaria gritando e correndo por aí feito um doido, talvez eu não tenha capacidade pra esse choque de realidade que você está levando, então te admiro por estar sendo tão forte e procurando enteder na melhor maneira possível, mesmo que talvez você nem saiba que esteja fazendo isso — ele disse e em seguida riu de sua própria fala, consequentemente me fazendo rir também.


— Bom, você irá se lembrar de tudo isso com o passar do tempo, isso consequentemente faz parte da sua memória — ele disse se levantando e pegando a mesinha de comida de cima da cama e colocando na outra mesinha que tinha ali — Bom eu ainda não te contei a história sobre você, quer saber? — ele perguntou e eu assenti freneticamente, queria saber como eu vim para aqui e ainda como humano.


— Bom, como eu já disse isso foi a aproximadamente 100 anos atrás. E essa história foi passando de geração em geração, algumas versões em que realmente relataram a verdade e outras em que só contaram mentira. E felizmente, a família da minha mãe teve a versão verdadeira da história contada, minha bisavó, minha avó e minha mãe sempre compartilharam da mesma história, essa que acabei de te contar. Minha mãe era uma mulher correta, odiava coisas injustas e sempre procurava ajudar os outros, ela sempre me dizia que está história tinha acabado muito mal resolvida, oque tenho que concordar com ela — fez uma pausa, depois voltou.


— Ela sempre me dizia que os robôs foram tremendamente injustiçados e que isso não é certo, oque me faz concorda plenamente com ela — ele parou e depois me olhou curioso — Ela sabia sobre você Jimin.


O que? Não espera, isso é um pouco difícil de acontecer, ou talvez não, eu era um robô então alguém que talvez tenha sido meu dono no período tenha contado a... minha história? Quem seria? 


— Como? — perguntei confuso com a afirmação e com minha linha de raciocínio.


— É... Ela sempre me dizia histórias sobre você. Dizia que você era um robô muito especial e que seu dono gostava muito de você — isso me deixou... surpreso — Ela disse que sua história foi passando de geração em geração por nossa família, sendo iniciada pelo próprio dono — espera então isso seguinifica que... — A nossa família tem DNA do seu dono nas veias, por mais que tenha se passado muitos anos a sua história nunca morreu, mas... bem, já fazem 100 anos então... bom...


— Ele já morreu — afirmei, surpreso com tudo isso.


— Sim — Ele disse um pouco triste — Ele era meu tataravô — disse abaixando o olhar — Eu realmente queria tê-lo conhecido. 


— Sinto muito — disse não reconhecendo a sensação ruim em meu peito, um aperto dolorido.


— Não tem problema — disse agora me olhando e sorrindo — Bom, mamãe disse que você era muito especial, defendia seu dono com unhas e dentes, era justo, corajoso e até mesmo carinhoso, só com o seu dono, mas era — ele disse rindo.


— Mamãe te achava incrível, sempre dizia que queria ter te conhecido, queria ter conversado com você e perguntado coisas sobre o seu dono — ele disse olhando para um lugar diferente do quarto e sorrindo, talvez lembrando de sua mãe — Foi então que ela teve a brilhantes ideia de criar você.


Então foi a mãe dele que me criou? Woow ela era mesmo incrível. Gostaria de poder conhecer ela.


— Bom, e como foi que ela me criou? — perguntei curioso, sobre como tinha me tornado humano.


— Pra ser sincero com você, eu não faço a menor ideia — ele disse pensativo, oque me deixou meio... sei lá, triste talvez — Minha mãe era super inteligente e esperta, mas também tinha seus segredos. Só sei que ela criou você quando eu ainda tinha um ano, mas como ela te criou eu realmente não sei — ele respirou fundo, parecendo cansado — Ela realmente era uma mulher muito misteriosa. Eu até mesmo fiquei surpreso quando te vi, pois você é exatamente como o seu robô era, a mesma aparência. Oque eu achei realmente muito peculiar, mas minha mãe não me contou nada, ela só me deixou cartas explicando como acordar você, oque foi meio difícil viu.


— Ela te deixou cartas? — perguntei meio confuso.


— Sim, ela me deixou cartas. Para cada aniversário que eu fizer até os meus 30 anos de idade, mas quando eu abri o envelope desse ano eu percebi que tinham três cartas.


— Três cartas? — repeti achando estranho.


— Sim, três cartas. Uma como as outras que ganho de aniversário, me dizendo coisas boas e experiências que ela teve nessa idade. Uma me ensinando a ligar você e a outra era em caso de emergência, oque eu torcia não precisar ler.


— Mas você leu? 


— Você não me deu escolha — Ele disse apertando seus olhos em minha direção e cruzando os braços, mas em seguida riu — Você realmente me deu um pouco de trabalho Jiminnie, injetei tanto remédio em você que até fiquei com medo de ter uma overdose — ele disse rindo, mas deu estava mais para... desespero? Mas eu não me foquei nisso.


— É por isso que seu braço está machucado? — perguntei curioso sobre oque tinha acontecido com ele.


— Ah... Isso foi quando eu precisei apelar pra você acordar — disse e levantou um pouco o braço olhando pra ele — Eu notei que tinha um erro no desfibrilador o consertei, mas quando eu fui te dar o último choque, um deles caiu em meu braço fazendo essa queimadura — disse ainda olhando para o curativo, e então sorriu — Mas valeu a pena — disse direcionando seu olhar pra mim e sorrindo.


— Sinto muito — pedi, me sentindo um pouco... culpado? 


— Não se preocupe com isso, aliás... — disse e baixinho e se encolheu um pouco — Eu também fiz uma queimadura em você... — disse se aproximando, pegou minha mão e a colocou no lugar da queimadura com sua mão ainda por cima da minha, por cima da minha blusa — Desculpe — pediu baixinho e abaixou a cabeça.


Pude sentir por cima da blusa algo um pouco duro e com um pouco mais de grosso em meu peito, não doía nem algo do tipo. Só estava lá.


— Não se preocupe, não dói — disse e ele me olhou, sorri pra ele — E ainda sim, foi necessário. Obrigado.


Taehyung então sorriu pra mim com seus olhos brilhando e disse:


— Eu que te agradeço, amiguinho — disse sorrindo bem grande.


— Amiguinho? — disse reparando no modo como tinha me chamado.


— Ah sim, bom minha mãe fez um suspense pra revelar seu nome pra mim, por isso ela sempre citava você como "amiguinho" — disse fazendo um sinal com as mãos, acho que são... aspas? É acho que é isso mesmo.


— E porque ela dizia isso? — perguntei curioso.


— Bom, ela dizia que você seria meu amiguinho quando acordasse, que você seria minha compania e eu a sua, seríamos cúmplices um do outro — ele dizia cada vez mais baixinho, olhando para suas mãos — Mas isso é você quem decide Jimin. Você pode viver no mundo lá fora, mas me preocupa pensar isso sendo que você ainda não tem uma experiência lá fora — disse, mas querendo dizer mais — Então, eu posso cuidar de você Jimin. Você pode viver comigo e eu posso te ensinar tudo sobre um humano, um ajudando o outro, o que você acha? 


Ele perguntou mas, me eu fiquei em silêncio. Bom, ele era legal e eu não tinha para onde ir, e creio que a experiência que tive como robô nesse mundo a 100 anos atrás não vão me ajudar a sobreviver, e ainda mais que as memórias dela nem voltaram. Bom, pra mim seria um prazer poder viver aqui com esse "doido que não é tão doido" e ter uma experiência humana, se


— Olha se for questão do local, não se preocupe eu estou trabalhando pra poder mudar daqui, bom aqui não é tão ruim mas não é extremamente confortável, então eu estou juntando pra conseguir alugar um apartamento, pode ser uma pensão, mas não se preocupe vai dá tud- 


— Taehyung! Calma! — disse o parando e segurando em suas mãos que estavam se mexendo pra lá e pra cá, devido a velocidade em que ele estava dizendo — Eu aceito ficar aqui com você — dlisse olhando em seus olhos para que ele saiba que estou falando a verdade — E também quero ser seu amigo.


Eu disse, e juro que pude ver seus olhos ficando molhados, ele iria chorar? Mas sua reação foi mais rápida. 


Ele pulou em cima de mim, passando seus braços ao redor do meu pescoço bem forte, me fazendo achar estranho a falta da presença do ar. Então ele deu um... Soluço? 


— É sério? Você quer mesmo ficar aqui e ser meu amigo? Você está dizendo a verdade Jiminnie? — ele perguntou tudo de uma vez, sua voz um pouco embolada por ele estar com o rosto escorado em meu ombro.


— É verdade... Tae — disse fazendo ele rir baixinho — Eu quero ficar aqui com você e ser seu amigo, você vai cuidar de mim não é? Eu acho que também posso cuidar de você, né? — eu perguntei confuso se isso realmente era possível, ele apenas assentiu freneticamente e afrouxou o apertado em meu pescoço se afastando e ficando sentado em minha frente na cama.


— Me desculpe — ele disse passando a mão rapidamente pelo rosto, e quando ele levantou o olhar eu vi seus olhos vermelhinhos, é ele estava mesmo chorando — Eu geralmente não sou tão grudento assim — ele disse e sorriu, me fazendo sorrir também.


— Não precisa se desculpar por isso, foi só um abraço não é? 


— Sim — ele disse e sorriu — Bom vem comigo — ele me estendeu a mão — Eu quero te mostrar a empresa e tudo que tem nela, agora você vivera aqui comigo então tem o direito de ver tudo — ele pegou em minhas mãos e ficou me puxando.


Em seguida eu tirei os lençóis branquinhos que estavam em cima de mim, e vi que tinha uma roupa completamente branquinha também. Eu olhei meus pés no fim da cama, eram branquinhos e bem... humanos? 


Os mexi levemente, sentindo a sensação de sentir algo suave quando eles esbarravam no lençol ao lado. Me sentei na cama e os coloquei no chão, algo percorreu por todo meu corpo e eu senti alguns pelinhos se levantarem quando eu senti o chão em meus pés, estava... frio? Acho que é isso mesmo.


— Quer ajuda pra se levantar? — ele perguntou e me estendeu a mão. Eu a segurei por garantia, não quero levar um tombo logo de cara.


Quando me levantei, tive um leve desequilíbrio. Tae me ajudou e eu me escorei nele. E então, parecendo um bebê aprendendo a andar, eu dei meus primeiros passos como humano.


Tae ficou ao meu lado segurando minha mão em uma garantia de que eu não caísse, eu dei dois passos para frente pegando o jeito, olhando fixadamente para os meus pés. Comecei a sorrir de acordo com que ia andando e pegando o jeito, e assim que me senti pronto me virei pra Taehyung que ainda me segurava e disse.


— Está tudo bem, eu consigo ir sozinho — disse sorrindo com uma sensação estranha dentro de mim.


— Tem certeza? — ele perguntou parecendo preocupado que eu caísse, eu assenti ainda sorrindo e ele soltou minha mão bem devagar e ficando perto de mim com medo que eu caísse.


Eu apenas comecei a caminhar, olhando para o chão dando um passo após o outro, me virei para Tae ainda sorrindo e ele me ofereceu outro sorriso parecendo... orgulhoso. Não era difícil afinal isso é algo espontâneo do corpo humano, e mesmo quando eu era robô eu fazia.


Quando percebi, já estava na porta daquele quarto, quando Tae chegou e se pôs ao meu lado.


— Vem! Vou te mostrar o seu quarto! — ele disse com um tom de voz que eu diria ser bem alegre. 


Então fomos caminhando até chegar em um corredor com três portas uma ao lado da outra. Caminhamos até a terceira e última porta do corredor e então ele a abriu, revelando oque tinha dentro. Era um quarto simples, não muito grande e nem tão pequeno, tinha uma cama... aquelas que dormem duas pessoas e ficava no meio do quarto, com lençóis brancos igual a outra em que eu estava só que mais bonita. Tinha também uma janela de vidro bem grande do outro lado da parede, com cortinas claras e finas. Do outro lado da cama tinha negócio de madeira escura, eu não sei o nome, com algumas coisas em cima.


— É lindo — disse ainda adimirando o quartinho.


— Gostou? É todo seu! — ele disse eu o encarei, talvez surpreso. Talvez eu quisesse muito ter um quarto.


— Muito obrigado — disse sorrindo.


— Não por isso — retribuiu meu sorriso.


Encostado na parede um pouco ao lado do "negócio de madeira escura" tinha um... armário? Bom talvez seja isso, também era de madeira escura e tinha algumas portas razoavelmente grande.


— Bom — ele começou se direcionando ao "armário" — Esse aqui é o seu guarda roupa.


— Guarda roupa? — rerguntei confuso.


— Sim, é onde guardamos nossas roupas e algumas coisas pessoais — assenti devagar ficando impressionado com oque acabei de descobrir. Ele percebeu e começou a rir — Você ainda tem tanto que aprender Jiminnie, mas fica tranquilo que eu vou te ajudar.


— Obrigado — disse sorrindo, assim como ele, que em seguida se virou para mexer no tal guarda roupa. Em seguida me virei para o "negócio de madeira escura" — Tae, já que você vai me ajudar, o que é isso? — perguntei muito curioso.


— Ah — disse se virando novamente para mim e chegando mais perto de mim — É um criado mudo. Serve como auxílio de objetivos, sabe alguns objetos de uso cotidiano a gente coloca aí — disse esclarecendo minha dúvida.


— Uuuh — disse baixinho, novamente surpreso com a descoberta olhando pra ele que riu novamente com minha reação e voltando para o guarda roupa.


Então minha atenção voltou para o tal criado mudo, e uma coisa me deixou mais surpreso ainda. Uma fotografia, estava em uma... Ah... não sei o nome, mas na sua frente tinha um vidro, talvez para protegê-la.


Era um robô e um garotinho de cabelos vermelhinhos bem claro, ele estava em cima do robô e sorria muito. Direcionei minhas mãos para o negócio em que estava a foto e o peguei bem devagar em minhas mãos, tentando raciocinar sobre essa foto de alguma forma me era muito familiar.


Me virei para Tae que estava de costas, olhando alguma coisa no guarda roupa que estava com a porta aberta e tinha um... espelho colado nela. Olhei para o espelho me vendo por completo, olhei novamente para a foto e novamente levantei meu olhar não acreditando no que via. Coloquei minha mão livre em meu rosto me observando no espelho e depois observando a foto.


— Tae... — chamei e ele só respondeu um "Hum" — Quem está nessa fotografia? — perguntei e ele se virou rápido me encarando com o rosto parecendo surpreso.


— É você, Jimin — disse parecendo um pouco incerto sobre isso — Você e o seu antigo dono, Calvin.


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Notas Finais


Aaaaah finalmente o Minnie acordou e agora com suas memórias

E então, oque acharam? Olha eu sei que ainda um pouco fraquinho e eu estou um pouco insegura em relação a obra, gosto muito dela e quero que se desenvolva assim como está programado em minha mente

Bom deixem o voto e comentem bastante eu amo demais ler os comentários de vocês

Então é isso, até o próximo capítulo

Amo muito vocês!!

🌻

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